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domingo, 15 de outubro de 2017

Astrofísica: Teste de defesa durante passagem de asteroide foi bem-sucedido

Terra Asteroide (Reprodução/Divulgação)

A rocha, que passou a 44.000 quilômetros da Terra, sem oferecer risco, foi usada para exercitar o plano de troca de informações entre telescópios e radares


Um pequeno asteroide muito brilhante passou a apenas 44.000 quilômetros da Terra nesta quinta-feira (perto, em termos cósmicos) e, embora não representasse nenhum perigo, permitiu aos cientistas se prepararem para o dia em que um destes objetos significar uma ameaça real. Pesquisadores da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) aproveitaram a oportunidade para testar um exercício de defesa planetária durante a passagem da rocha. “Considero que o exercício foi um grande sucesso”, declarou Detlef Koschny, co-diretor do setor de Objetos próximos da Terra (Near-Earth Objects, ou NEOs, em inglês) da ESA. “Agimos como se fosse um objeto ‘crítico’ e nos exercitamos no plano de troca de informações, utilizando telescópios e sistemas de radar. Estávamos bem preparados e a maioria das observações e comunicados funcionaram como previsto.”

Batizado de 2012 TC4, o asteroide se deslocou entre a Terra e a Lua a uma distância mínima relativamente pequena, mas bem distante do raio de 36.000 quilômetros a partir da superfície terrestre em que os satélites geoestacionários de telecomunicações se encontram. A passagem do asteroide “não era preocupante, mas aproveitaremos para treinar”, disse Koschny. O exercício foi coordenado pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, junto com a Nasa, a ESA e vários observatórios do mundo. Tratou-se de um “objeto muito pequeno, menor do que o previsto, medindo entre 10 e 12 metros”, segundo os pesquisadores. O asteroide 2012 TC4 “é muito brilhante e reflete cerca de 40% de sua luz”, indicou Koschny, acrescentando que ele gira em torno de si mesmo em doze minutos, “o que é muito rápido”. Segundo o cientista, a passagem de asteroides perto da Terra “é bastante frequente”, mas poucos passam a uma distância preocupante – e os que passam raramente apresentam um tamanho ameaçador. A Nasa calcula que a probabilidade de um asteroide potencialmente perigoso atingir o nosso planeta nos próximos 100 anos é de apenas 0,01%. Porém, a agência espacial americana admite que, caso uma rocha gigante venha em direção à Terra sem ser identificada com antecedência, os cientistas não seriam capazes de impedir a colisão catastrófica com a tecnologia disponível atualmente. Por isso, os pesquisadores vêm trabalhando para aprimorar seu sistema de detecção de objetos espaciais e desenvolver técnicas capazes de evitar as ameaças.

Furacão - Vários observatórios no mundo puderam acompanhar simultaneamente o asteroide 2012 TC4 nos últimos dias e até mesmo alguns amadores conseguiram fazer imagens, de acordo com o cientista. Contudo, alguns telescópios tiveram dificuldades. Foi o caso do de Arecibo em Porto Rico, que parou de funcionar após a passagem recente de furacões na região. “Mas por sorte, um outro radar americano pode ser utilizado nas últimas noites”, explicou Detlef Koschny. “Exatamente por isso fizemos esse exercício: para não sermos surpreendidos por esse tipo de coisa.” Se o asteroide 2012 TC4 viesse a se chocar contra a Terra, não seria necessário, a princípio, evacuar a população, mas simplesmente “advertir as pessoas de que se afastassem das janelas”, afirma Koschny. (Com AFP)
Fonte: Veja

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Astrofísica: Tática de defesa será testada em asteroide que passará pela Terra

O asteroide mede entre entre 10 e 30 metros, um pouco maior do que o asteroide que atingiu Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, deixando 400 feridos. No entanto, segundo os cientistas, o objeto se aproximará a uma distância segura do nosso planeta (Divulgação/iStock)

Uma rocha que voará a 'apenas' 6.800 quilômetros do nosso planeta, sem oferecer risco, será usada pela Nasa para testar detecção e rastreamento de ameaças



Desde que um cientista da Nasa declarou que a Terra não estaria preparada para barrar um asteroide “surpresa” que se aproximasse sem ser detectado, a preocupação do público vem crescendo em relação a uma potencial ameaça. Mas, para proteger nosso planeta, a agência espacial americana já está desenvolvendo um poderoso sistema de defesa planetária. E a passagem de uma rocha espacial a 6.800 quilômetros da Terra (perto, em termos cósmicos, mas não o suficiente para oferecer qualquer risco) será a chance perfeita para testar essas novas tecnologias. Segundo a Nasa, que anunciou o experimento neste fim de semana, a oportunidade colocará à prova os observatórios e cientistas responsáveis por detectar e rastrear asteroides potencialmente perigosos. “Cientistas sempre apreciaram saber quando um asteroide fará uma passagem próxima e segura pela Terra, porque eles podem fazer preparativos para coletar dados, caracterizar [o objeto] e aprender o máximo possível sobre ele”, disse Michael Kelley, cientista envolvido no programa e líder da campanha de observação do TC4, como foi batizado o asteroide que será objeto de estudo. “Desta vez, estamos adicionando outros esforços, usando este voo próximo para testar a rede mundial de detecção e rastreamento de asteroides, avaliando nossa capacidade de trabalhar juntos para encontrar uma potencial ameaça real.”

O TC4 tem entre 10 e 30 metros, um pouco maior do que o asteroide que atingiu Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. Ainda assim, é relativamente pequeno, se for levado em conta que o asteroide responsável por extinguir os dinossauros tinha quase dez quilômetros. Os cientistas, no entanto, garantem que, assim como a maioria dos Near Earth Objects (NEOs, na sigla em inglês, traduzida como “Objetos Próximos à Terra”), o TC4 não oferece nenhum risco de colisão catastrófica com o nosso planeta. Ele foi escolhido pela Nasa porque, desde que foi descoberto em 2012, está fora do alcance dos telescópios. Quando ele se aproximar da Terra, os cientistas esperam utilizar grandes telescópios para rastreá-lo e restabelecer sua trajetória precisa, assim como definir sua órbita, determinando exatamente a que distância que ele passará do nosso planeta. “Este é o alvo perfeito para esse exercício, porque conhecemos a órbita do TC4 suficientemente bem para ter certeza absoluta de que não impactará a Terra, mas ainda não estabelecemos sua trajetória exata”, afirmou Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS, na sigla em inglês). “Compete aos observatórios obter uma correção [na trajetória já conhecida] do asteroide à medida que se aproxima e trabalhar em conjunto para obter observações de acompanhamento para fazer determinações de órbita de asteroides mais refinadas.”
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