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sábado, 2 de janeiro de 2021

Do infinito e além: 2021 começa com asteroide de 220 metros se aproximando da Terra

 


Pelo menos quatro asteroides se aproximam do nosso planeta nos primeiros dias de 2021, ao passo que um deles mede cerca de 220 metros de diâmetro.

Logo nos dias 1° e 2 de janeiro, o asteroide 2019 YB4 de 15 metros de diâmetro passará a uma distância segura de 6,4 milhões de quilômetros da Terra.

Os dados dos asteroides podem ser conferidos no site de Objetos Próximos à Terra da NASA.

Logo em seguida, será a vez dos asteroides 2020 YA1, também de 15 metros de diâmetro e o 2020 YP4, de diâmetro calculado em 21 metros. As pedras espaciais ficarão a uma distância de 1,5 milhão e 2,1 milhões de quilômetros respectivamente.

Contudo, o asteroide que chama mais atenção se aproximará da Terra no dia 3 de janeiro.

Chamado de 2003 AF23, o "monstrinho" espacial tem diâmetro de 220 metros, mais do que duas vezes o tamanho da estátua da Liberdade que mede 93 metros.

Apesar da dimensão, o 2003 AF23 passará a uma distância de 6,9 milhões de quilômetros, suficientemente distante em relação aos outros asteroides.

Afinal, o que são asteroides?

Viajando ao redor do Sol, os asteroides figuram corpos espaciais rochosos com estrutura metálica.

Tais verdadeiras pedras cósmicas possuem diâmetro variado, desde poucos metros até centenas de quilômetros.

Para a sorte da humanidade, apesar de a Terra entrar em contato com asteroides diariamente, a esmagadora maioria destes é muito pequena além de se dissolverem ao entrar na nossa atmosfera.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Cometa recém-descoberto é visto voando além do Sol durante eclipse solar (FOTOS)

 


Durante o eclipse solar total, observado na América do Sul pelo Chile e pela Argentina, no dia 14 de dezembro, uma pequena partícula estava voando além do Sol sem que os astrônomos soubessem.

O cometa, denominado C/2020 X3 (SOHO) pelo Minor Planet Center (MPC, na sigla em inglês), foi avistado pela primeira vez no dia 13 de dezembro pelo astrônomo Worachate Boonplod, um dia antes de o eclipse solar acontecer, segundo a NASA.

Boonplod sabia que o cometa estava se aproximando do eclipse e estava ansioso para descobrir se o mesmo apareceria na atmosfera exterior do Sol, como uma pequena mancha nas fotos do eclipse.

​O "novo" cometa C/2020 X3! Enquanto o Chile e a Argentina testemunhavam o eclipse solar total no dia 14 de dezembro de 2020, sem o conhecimento dos astrônomos, uma pequena partícula passou voando pelo Sol, um cometa recém-descoberto.

O corpo celeste foi denominado de cometa rasante Kreutz, ou seja, uma família de cometas originados a partir de um grande cometa-pai, que foi rompido em pequenos pedaços há mais de mil anos, e continuava orbitando em torno do Sol.

No momento em que foi flagrado, estima-se que o cometa estava viajando em torno de 700.000 quilômetros por hora, aproximadamente quatro milhões de quilômetros da superfície do Sol.

O cometa, de cerca de 17 metros de diâmetro, desintegrou-se em partículas de poeira devido à intensa radiação solar, momentos antes de chegar ao ponto mais próximo do Sol.

As mais vistas da semana

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Módulo de pouso que aterrissou em cometa revela segredos 'além do túmulo'

 


O Philae, que tinha o objetivo de estudar o cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, sofreu falhas durante o período de aterrissagem, mas ele e a sonda espacial que o transportou relataram dados importantes.

Cientistas descobriram o local em que o módulo de pouso Philae, que aterrissou em 2014 no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, saltou pela segunda e última vez, antes de pousar no corpo celeste, informa em comunicado a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

O Philae estava acoplado à nave espacial Rosetta, que partiu da Terra em 2 de março de 2004 com o objetivo de explorar o cometa, que tem uma idade estimada de 4,6 bilhões de anos. Em 12 de novembro de 2014, quando estavam próximos ao cometa, o Philae foi separado da nave para pousar na superfície do cometa.

O módulo de pouso caiu no local esperado, Agilkia, mas seu propulsor não funcionava e seus arpões de ancoragem não dispararam, levando a máquina a saltar para uma altura de cerca de um quilômetro antes de voltar a descer.

Em seguida, Philae tocou na superfície e voltou a saltar, antes de cair de vez no vale Abydos, onde permanece até hoje. No entanto, o sítio do segundo salto permanecia desconhecido.

Esta imagem espetacular do cometa Tempel 1 foi tirada 67 segundos após ter obliterado a sonda espacial Deep Impact. A imagem foi tirada pela câmera de alta resolução da nave voadora da missão. A luz dispersa da colisão saturou o detector da câmera, criando a brilhante mancha vista aqui. Raios lineares de luz irradiam para longe do local do impacto, ao mesmo tempo que a luz solar refletida ilumina a maior parte da superfície do cometa. A imagem revela características topográficas, incluindo crateras, bordas com fendas e possivelmente crateras de impacto formadas há muito tempo
© FOTO / NASA / JPL-CALTECH / UMD
Imagem do cometa Tempel 1

"Philae tinha nos deixado com um último mistério esperando para ser resolvido", disse o astrônomo Laurence O'Rourke, da ESA. Segundo apontou, os sensores do módulo de pouso revelaram ter escavado a superfície do cometa, o que poderia dar à equipe acesso ao gelo, que remonta ao período de formação do Sistema Solar.

A pesquisa

Os pesquisadores, que publicaram o estudo na revista Nature, tentaram usar os dados do telescópio Sistema Óptico, Espectroscópico e Infravermelho de Imagem Remota (OSIRIS, na sigla em inglês) da sonda espacial para encontrar manchas brilhantes que indicassem gelo recém-exposto, mas esses locais estavam sob sombra. Essas marcas acabaram por ser achadas em imagens tiradas pela Rosetta meses depois.

Quando os cientistas da ESA usaram o MAgnetômetro e Plasma ROsetta (ROMAP, na sigla em inglês) do módulo de pouso, eles puderam estimar a quantidade de tempo que o Philae passou batendo no gelo e reconstruir o movimento da máquina.

O Philae passou quase dois minutos inteiros caindo ao redor do local do ressalto, entrando em contato com o cometa pelo menos quatro vezes, e passando cerca de três segundos afundando 25 centímetros no cometa.

No entanto, estes dados permitem agora descrever a densidade do cometa de uma maneira diferente.

"A simples ação do Philae carimbando na lateral da fenda nos permitiu descobrir que esta antiga mistura de poeira gelada, com bilhões de anos, é extraordinariamente macia, mais fofa do que espuma em um cappuccino, ou a espuma encontrada em um banho de espuma, ou em cima de ondas à beira-mar", disse O'Rourke.

A informação obtida também permitiu estimar a porosidade do cometa, com o espaço vazio ocupando 75% do 67P/Churyumov–Gerasimenko. Tudo isto ajudaria a projetar sondas de cometa no futuro.

O Philae deixou de funcionar em julho de 2015. A própria Rosetta caiu definitivamente no 67P/Churyumov–Gerasimenko em 30 de setembro de 2016.

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