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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Cientistas explicam por que morrem mais homens que mulheres de COVID-19

 


Pesquisadores da Universidade Yale, EUA, explicaram por que os homens morrem 1,7 vez mais frequentemente de COVID-19 que as mulheres.

A diferença na mortalidade da COVID-19 entre homens e mulheres é observada em quase todos os países que têm dados divididos por gênero. Além dos fatores dos papéis sociais e comportamentais de gêneros, os mecanismos biológicos também influenciam a mortalidade deferente entre homens e mulheres, segundo estudo publicado na revista Science.

Infecção por agentes patogénicos resulta em respostas imunes diferentes, dependendo do gênero do infectado. O sexo masculino está mais associado a respostas imunes mais baixas e maior suscetibilidade e/ou vulnerabilidade a infecções.

Hormônios desempenham papel crucial na predisposição para complicações de doenças. Nas mulheres, o estrogênio pode bloquear o receptor ACE2, que o vírus SARS-CoV-2 usa para entrar no corpo. Já nos homens, o andrógeno, ao contrário, facilita a entrada da infecção, de acordo com cientistas.

Além disso, foi revelado que um dos fatores importantes é a presença em mulheres de dois cromossomos X possuidores de genes-chave por regularem a resposta do sistema imunológico. Em alguns casos, ambos os cromossomos X podem ativar simultaneamente o sistema imunológico congênito e identificar agentes patogênicos em estádios iniciais de infecção.

Homens de 60 anos de idade em geral podem começar a perder a capacidade de formar a resposta imune inicial contra o coronavírus. Em vez da resposta imune, no corpo dos homens surge uma exagerada reação compensatória, que causa inflamação grave e tempestade de citocinas, que são responsáveis pelos casos graves da COVID-19.

Brasil já registrou 8.933.356 casos, 218.878 mortes e 7.930.380 pacientes recuperados da COVID-19. No mundo há 100.371.303 casos confirmados, 2.160.562 óbitos e 55.532.629 pacientes recuperados do coronavírus.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Centenas de israelenses pegam COVID-19 após receberem vacina da Pfizer/BioNTech, diz mídia

 


Como a vacina não fornece imunidade imediata contra o vírus SARS-CoV-2, cerca de 240 israelenses testaram positivo para COVID-19 depois de receberem a vacina da Pfizer/BioNTech, segundo canal de TV israelense.

Cerca de 240 israelenses pegaram COVID-19 apesar de terem se vacinado, de acordo com o canal Channel 13.

A vacina contra a COVID-19 da Pfizer/BioNTech, comprada por Israel, não contém coronavírus e não pode infectar as pessoas vacinadas, mas o código genético do medicamento precisa de tempo para treinar o sistema imunológico a reconhecer e atacar o novo coronavírus.

A vacina norte-americana requer duas injeções. Segundo estudos, imunidade contra a COVID-19 aumenta apenas em oito ou dez dias após a primeira injeção e eventualmente atinge 50% de eficácia.

A segunda injeção é dada depois de 21 dias da primeira dose. A eficácia de 95% é atingida depois de uma semana da segunda injeção, então há 5% de chance de um vacinado ser infectado mesmo depois de a vacina ter atingido pleno potencial.

O canal israelense que divulgou a notícia pediu a todos para permanecerem vigilantes e seguirem todas as precauções contra o coronavírus durante um mês depois da primeira dose da vacina.

Israel está realizando a campanha da vacinação em massa, e já viu mais de um milhão de israelenses, ou seja, 12% da população, receberem a vacina da Pfizer/BioNTech. Conforme dados da Universidade de Oxford, trata-se do maior número per capita de vacinados no mundo.

A primeira fase da vacinação prioriza profissionais de saúde e idosos, antes de passar para outras categorias da população.

Uma a cada mil pessoas relatou efeitos colaterais leves após a injeção, inclusive fraqueza, tontura e febre, bem como dor, inchaço e vermelhidão no local onde a vacina foi injetada. Apenas algumas dezenas de vacinados precisaram de atenção médica, segundo o Ministério da Saúde de Israel.

Desde o início da vacinação em 20 de dezembro, pelo menos quatro pessoas em Israel morreram pouco depois de receber a vacina, segundo informou a emissora pública Kan. No entanto, o Ministério da Saúde israelense relatou que três das quatro mortes não estavam ligadas à vacina. O quarto caso – da morte de um homem de 88 anos com condições pré-existentes – atualmente está sendo investigado.


sábado, 26 de dezembro de 2020

Cientistas britânicos testam coquetel que pode prevenir infecção causada pela COVID-19

 


Cientistas do Reino Unido estão testando um novo medicamento para evitar que pessoas expostas ao coronavírus adoeçam de COVID-19, informou a mídia britânica nesta sexta-feira (25).

De acordo com o jornal The Guardian, a terapia consiste em um coquetel de anticorpos e está sendo desenvolvida pela University College London Hospitals NHS Foundation Trust (UCLH) e pela empresa AstraZeneca, a mesma farmacêutica responsável pela produção de uma vacina em parceria com a Universidade de Oxford.

Segundo a pesquisa, o coquetel de anticorpos ofereceria imunidade instantânea contra a doença e poderia ser administrado como um tratamento de emergência para pacientes internados em hospitais e residentes em asilos, ajudando a conter os surtos da doença. Além disso, a proteção contra a COVID-19 oferecida pela fórmula poderia durar entre seis meses e um ano.

"Se pudermos provar que este tratamento funciona e evitar que as pessoas expostas ao vírus desenvolvam a COVID-19, seria um acréscimo empolgante ao arsenal de armas em desenvolvimento para combater esse vírus terrível", disse a virologista Catherine Houlihan, que lidera o estudo, segundo o The Guardian.

Além do tratamento de emergência para pacientes em hospitais e asilos, a fórmula pode ser útil para pessoas que tiveram contato com doentes e para os estudantes universitários que vivem, estudam e socializam em grandes comunidades.

"Até o momento, administramos [o coquetel] em dez participantes - funcionários, estudantes e outras pessoas - que foram expostos ao vírus em casa, no ambiente hospitalar ou em alojamentos estudantis", disse à publicação britânica Houlihan, que acrescentou que ela e seus colegas acompanhariam de perto os participantes para ver qual deles desenvolveria a COVID-19.

Os participantes da pesquisa estão recebendo o coquetel em duas doses. Se for aprovado, a fórmula será oferecida a alguém que foi exposto à COVID-19 nos oito dias anteriores. O teste envolve a UCLH, outros hospitais britânicos e uma rede de 100 locais em todo o mundo. Caso seja aprovado, o medicamento estará disponível para uso público em março ou abril de 2021.

Índia reporta surto de infecção fúngica entre doentes com COVID-19 que pode matar em 50% dos casos

 



A Índia reportou sobre o surto de uma infecção fúngica, chamada mucormicose, que afeta pessoas com sistema imunológico comprometido, possuindo taxa de mortalidade de cerca de 50% nos casos graves.

O Departamento de Saúde do estado de Gujarat, no oeste da Índia, informou sobre um surto potencialmente mortal de infecção fúngica, que começou entre pacientes com COVID-19 nas cidades de Ahmedabad e Rajkot, de acordo com a mídia local The Indian Express.

A infecção se chama mucormicose e "é um tipo de doença fúngica que afeta quem tem o sistema imunológico comprometido", segundo o Departamento da Saúde.

A entidade também destacou que, no caso de a mucormicose se desenvolver em um paciente com outras doenças, pode se tornar uma "infecção grave com uma taxa de mortalidade de quase 50%".

Os sintomas dependem da localização da doença. Se a infecção estiver nos pulmões, os sintomas podem incluir febre, tosse, dor no peito e dificuldade de respirar. No caso de mucormicose na pele, podem aparecer bolhas ou úlceras e a área infectada pode se tornar negra.

Em geral, os sintomas da mucormicose variam de uma dor de cabeça simples e congestão nasal a inchaço da face, cegueira e provocar inclusive a morte. Em alguns casos é preciso extrair o nariz e a mandíbula dos pacientes para salvar a vida deles.

Anteriormente, médicos do hospital Sir Ganga Ram, em Nova Deli, informaram sobre um caso similar. Segundo os relatos, mais de uma dezena de pacientes recuperados da COVID-19 no hospital foram afetados por mucormicose e ao menos cinco deles morreram.

Desde o início da pandemia, a Índia registrou 10.169.118 casos confirmados da COVID-19, 147.343 mortes e 9.740.108 pacientes recuperados, sendo o segundo país mais afetado pelo vírus. No mundo foram registrados 79.845.538 casos confirmados, 1.750.617 óbitos e 45.003.041 pacientes recuperados do coronavírus.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

COVID-19: estudo confirma efeito 'nocivo' de genes herdados de neandertais

 


Cientistas afirmam que uma cadeia de DNA que triplica o risco de desenvolver COVID-19 severa foi transmitida de neandertais para os humanos modernos.

Desde seu aparecimento no final de 2019, o vírus SARS-CoV-2 teve uma série de impactos sobre as pessoas que infecta. Algumas ficam gravemente doentes com COVID-19, a doença causada pelo vírus, e requerem hospitalização, enquanto outras têm sintomas leves ou são até assintomáticas.

Vários fatores influenciam a suscetibilidade de uma pessoa a ter uma reação severa, como a idade, sexo e outras condições médicas. Mas a genética também desempenha um papel, de acordo com um novo estudo publicado na revista Nature.

As origens dos genes de risco vieram à tona quando cientistas na Suécia e na Alemanha compararam o DNA de pacientes graves da COVID-19 com o de neandertais e denisovanos.

A cadeia de DNA que torna os pacientes mais propensos a ficarem gravemente doentes foi estritamente equiparada à coletada de um neandertal de 50 mil anos da Croácia.

"É impressionante que a herança genética dos neandertais tenha consequências tão trágicas durante a atual pandemia", disse o coautor do estudo Svante Paabo, diretor do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, Alemanha, de acordo com o jornal The Guardian.

Os pesquisadores examinaram mais de três mil pessoas, tanto as que foram hospitalizadas com COVID-19 grave quanto as que foram apenas infectadas pelo vírus, e identificaram uma região no cromossomo três que influencia a probabilidade de uma pessoa infectada pelo vírus ficar gravemente doente e precisar ser hospitalizada.

Também ficou provado que as variantes tinham vindo de neandertais por causa de cruzamentos e não de um ancestral comum.

Os neandertais relacionados ao sul da Europa contribuíram com esta região de DNA para as pessoas de hoje cerca de 60.000 anos atrás, quando os dois grupos se encontraram, concluíram os autores.

Os cientistas suspeitam que os genes de neandertais persistiram nos humanos modernos por serem benéficos, talvez ajudando a combater outras infecções. Seu lado negativo foi exposto somente agora, diante de uma nova infecção.

Legado dos genes

Como resultado, cerca de 16% dos europeus e metade dos sul-asiáticos hoje são portadores desses genes herdados há mais de 50 mil anos.

De acordo com o estudo, o acervo genético do cromossomo três é mais comumente encontrado em Bangladesh, onde 63% da população possui pelo menos uma cópia da sequência de DNA.

"Os genes desta região podem muito bem ter protegido os neandertais contra algumas outras doenças infecciosas que hoje não existem. E agora, quando somos confrontados com o novo coronavírus, estes genes de neandertal têm estas consequências trágicas", disse Paabo.

Quem carrega essas variantes de genes de neandertais tem um risco até três vezes maior de necessitar de ventilação mecânica, explicou Hugo Zeberg, professor assistente do Instituto Karolinska em Estocolmo, Suécia.

Além dos genes de risco da COVID-19, os neandertais deixaram outros genes aos humanos modernos. Alguns aumentam a sensibilidade à dor, enquanto outros reduzem o risco de aborto.

"Alguns são benéficos e outros são prejudiciais. Esta tem sido uma espada de dois gumes", acrescentou Zeberg, cita o canal CBS News.

Em 17 de junho foi publicado um estudo por cientistas que incluíam Hugo Zeberg e Svante Paabo, com análise de quase dois mil pacientes sofrendo de COVID-19 em sete hospitais de Itália e Espanha, e que informou pela primeira vez de uma ligação entre a doença e genes de neandertais.

domingo, 10 de maio de 2020

Quais são os sintomas menos conhecidos da Covid-19?


Além das já familiares complicações no trato respiratório, estudos recentes têm mostrado problemas gastrointestinais, dor no corpo e perda de olfato súbita.


O coronavírus já está circulando entre humanos há pelo menos quatro meses. Durante esse tempo, os sintomas mais relacionados à doença foram os respiratórios, como tosse, dificuldade para respirar e febre, que é uma tentativa do corpo de matar o invasor de calor. Isso porque o vírus afeta as vias aéreas, podendo se alojar na garganta ou chegar ao pulmão.
Disso você já sabia. Esses são os sintomas mais característicos da Covid-19. Quem contrai o novo coronavírus pode ter sintomas leves, moderados, graves, ou mesmo não apresentar sintoma nenhum – o que representa um grande risco para a transmissão do vírus, já que a pessoa pode não saber que está infectada.
Pode parecer que ele está afetando a nossa vida há séculos, mas o coronavírus é extremamente recente. Cientistas e médicos do mundo todo ainda estão descobrindo os efeitos que ele pode causar no corpo com o passar da pandemia. 
Alguns sintomas inesperados que têm aparecido são a dor de barriga, vômito, náuseas e diarréia. Médicos de Hubei, na China, foram os primeiros a verificar os sintomas gástricos nos pacientes entre os dias 18 de janeiro e 28 de fevereiro. Outro estudo feito em Wuhan foi publicado no Journal of the American Medical Association. Em um grupo de 138 pessoas com a Covid-19, 10% tiveram diarréia e enjoo antes de apresentarem os sintomas respiratórios típicos da doença. 
Um estudo submetido ao The American Journal of Gastroenterology, que ainda não passou por revisão, analisou os sintomas gastrointestinais em 206 pacientes em estado leve ou moderado da Covid-19. Desses, 43% apresentaram apenas sintomas respiratórios, 33% também tiveram sintomas gastrointestinais e 23% apresentaram apenas os sintomas gastrointestinais.
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Outro sintoma muito comentado é a perda de olfato e paladar. Um comunicado da Associação Britânica de Otorrinolaringologia alertou para a relação do coronavírus com o sintoma. Uma pesquisa de Harvard indica que o SARS-Cov-2 danifica as células do epitélio nasal e pode afetar as estruturas responsáveis por captar as moléculas que nosso cérebro interpreta como cheiros (você lê mais sobre a hipótese aqui). No entanto, a pesquisa ainda não foi publicada e aguarda pela revisão por pares.
O sintoma tem sido relatado pelos pacientes. A Universidade King’s College fez um levantamento no Reino Unido com 579 pessoas diagnosticadas com a Covid-19 por meio de um aplicativo. A perda de olfato foi relatada por 59% dos pacientes, seja em menor ou maior grau. Na Alemanha, 2 em cada 3 casos diagnosticados relataram o problema, enquanto na Coreia do Sul, que fez testagem em massa da população, o número cai para 3 em cada 10.
No Brasil, a Academia Brasileira de Rinologia (ABR), a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) reconhecem que a perda súbita de olfato deve ser levada em conta como possível sintoma da Covid-19. Outras pesquisas ainda precisam ser feitas para explicar ao certo a relação do vírus com o sintoma.
A manifestação mais recente do vírus são as erupções cutâneas, principalmente nos dedos dos pés, que ficaram conhecidos no exterior como “Covid Toes” ou dedos da covid. As inflamações são vermelhas ou roxas e podem adquirir um aspecto rachado, semelhante a frieiras, além de bolhas. O sintoma costuma desaparecer sem tratamento depois de algumas semanas. Academia Americana de Dermatologia organizou um registro online para que médicos e profissionais da saúde possam relatar sintomas na pele de pacientes com a covid-19.
Ainda não se sabe qual a porcentagem dos infectados que apresenta o sintoma. Um estudo do final de fevereiro feito com mil pacientes na China apontou as erupções em 0,2% dos pacientes. Já um outro artigo da Itália com 150 infectados publicado no fim de março aponta o sintoma em 20% deles.
Ainda são necessários mais estudos para entender a relação do vírus com a manifestação na pele. Não se sabe se a inflamação é causada pelo próprio vírus ou faz parte de uma resposta imune do corpo. O sintoma não seria novidade para os dermatologistas. Outras doenças causadas por vírus também causam erupções cutâneas, como catapora, sarampo e a antiga varíola, erradicada em 1980.
A Organização Mundial da Saúde publicou um relatório em fevereiro analisando os sintomas de 55 mil pessoas que pegaram a Covid-19. Dentre eles, também estão dor muscular e nas articulações (14,8%), dor de cabeça (13,6%), fadiga (38,1%) e arrepios (11,4%).
Não precisa se desesperar se você começar a sentir dor de barriga ou de cabeça depois de ler este texto. Na maior parte dos casos, eles são anteriores ou acompanhados dos sintomas principais da Covid-19: tossefebredor de garganta e dificuldade para respirar em casos mais graves. Se os sintomas forem leves, a recomendação é ficar em casa e se tratar lá mesmo. O hospital só deve ser procurado em casos mais graves, quando há febre alta, muito mal estar ou, principalmente, dor no peito e falta de ar.
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