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domingo, 18 de julho de 2021

Arqueólogos descobrem trecho de muralha de 3.000 anos que protegia Jerusalém (VÍDEO)

 


Pesquisadores envolvidos nos trabalhos de escavação no Parque Nacional da Cidade de Davi, em Jerusalém, descobriram parte da muralha da cidade de quase 3.000 anos que data do período do Primeiro Templo.

"A muralha da cidade protegeu Jerusalém de uma série de ataques durante o reinado dos reis de Judá, até a chegada dos babilônios que conseguiram conquistar a cidade", explicaram Filip Vukosavovic, do Centro de Pesquisas de Jerusalém Antiga, e os arqueólogos Joe Uziel e Ortal Chalaf da Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI).

As ruínas podem ser vistas nas escavações arqueológicas. Porém, nem tudo foi destruído, havendo partes de muralhas, que protegeram a cidade por várias décadas, que ficaram preservadas até os dias de hoje.

A seção recém-descoberta da muralha da cidade de Jerusalém conecta duas seções escavadas anteriormente.

"A reconstrução das seções torna possível localizar mais cerca de 30 m da muralha conservada de até 2,5 m de altura e uma largura de até 5 m", detalham arqueólogos.

Durante a conquista da cidade pelos babilônios eles aparentemente não destruíram a parte leste da muralha, talvez devido à inclinação acentuada da encosta oriental da cidade de Davi, que se inclina para o vale de Kidron em um ângulo de mais de 30 graus, escreve portal Sci-News.

Perto da muralha foi descoberto um selo de pedra babilônico representando uma figura em pé na frente dos símbolos dos dois deuses babilônicos Marduk e Nabu.

domingo, 6 de dezembro de 2020

'Domínio de Horus Rei Escorpião': arqueólogos decifram a mais antiga designação de local (FOTOS)

 


Wadi al-Malik é o leito de um rio extinto no Sudão que é raramente explorado por arqueólogos, porém, durante uma recente escavação pesquisadores fizeram uma descoberta incrível – a mais antiga designação de uma localidade.

Uma equipe de cientistas da Universidade de Bonn, Alemanha, decifrou quatro hieróglifos entalhados há mais de 5.000 anos em uma grande pedra e que podem ser traduzidos como "Domínio de Horus Rei Escorpião".

O que torna esta inscrição ímpar é o símbolo circular em direção ao canto superior direito que indica que a rocha era uma marcação do território de um governante.

Arqueólogos notam que tais inscrições em uma área remota eram incomuns para aqueles que viveram no local no quarto milênio a.C., mas isto realça o processo de colonização interna do rio Nilo.



Inscrição em rocha exibindo quatro hieróglifos, "Domínio de Horus Rei Escorpião", encontrada no leito seco do rio Wadi al-Malik a leste da cidade de Assuã
"Este governante chamado Escorpião era uma figura proeminente na fase de surgimento do primeiro Estado territorial na história mundial", disse egiptólogo Ludwig Morenz da Universidade de Bonn.

Segundo o pesquisador, o rei Escorpião viveu por volta de ano 3070 a.C., no entanto, a equipe ainda não determinou as datas e a duração de seu reinado, relata jornal Daily Mail.

Há dois anos, quando a pedra foi descoberta, a equipe da Universidade de Bonn juntamente com Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito se focaram no trabalho de decifração dos desenhos antigos.



Redesenho dos quatro hieróglifos da rocha descoberta no leito seco do rio Wadi al-Malik a leste da cidade de Assuã

No canto superior direito há um desenho circular que revela que a pedra é designação de uma localidade.

"É precisamente por isso que a nova descoberta da inscrição na rocha é tão valiosa", explicou Morenz.

"Apesar de sua concisão, a inscrição abre uma janela para o mundo do surgimento do Estado egípcio e da cultura associada a ele", concluiu.

Pesquisadores enxergam a descoberta como uma oportunidade de entender melhor o importante processo de aparecimento dos primeiros Estados do mundo.

As mais vistas da semana

sábado, 29 de agosto de 2020

Arqueólogos descobrem na Turquia paleta de pintura de 5.000 anos (FOTO)



Uma paleta de pintura de 5.000 anos, supostamente utilizada para pintar pratos, foi desenterrada durante os trabalhos de escavação no monte do assentamento de Kulluoba, localizado na província turca de Eskisehir.

O diretor de escavação do local, o professor associado Murat Turkteki, notou que Kulluoba estava localizada em uma das rotas comerciais que atravessavam a região.
"É um dos assentamentos na linha comercial que se estendia do norte da Síria até os Bálcãs entre 2400 e 2300 a.C. O local também servia como parada para o comércio de caravanas", disse.
No sopé do monte havia também assentamentos helenísticos que incluem os períodos pré-históricos desde 3500 a.C. até ao início da Idade do Bronze Média em 1900 a.C., aponta jornal Daily Sabah.
​Paleta de pintura de 5.000 anos foi achada no noroeste da Turquia.
As escavações arqueológicas em Kulluoba começaram em 1996. Desde então, pesquisadores desenterraram uma variedade de artefatos, ossos de animais e planos de assentamentos que revelam detalhes sobre a vida cultural 4.500 anos atrás.
Além disso, foram descobertos 15 locais de sepultamento junto com um sarcófago de 3.000 anos de idade.

domingo, 15 de outubro de 2017

Religião: Arqueólogos encontram menção a Alá em artefatos vikings

Tecido de manto mortuário viking com inscrições que faziam referência ao deus Alá e ao líder religioso Ali (Annika Larsson/Uppsala Universitet/Divulgação)

O nome do deus muçulmano, assim como o do líder religioso Ali, estava escrito em uma caligrafia árabe antiga e foi encontrada em vestimentas funerárias


O que os arqueólogos pensavam se tratar de padrões típicos da era Viking agora ganha um novo significado. Pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, anunciaram na última semana que menções ao deus muçulmano Alá e ao líder religioso Ali foram encontradas gravadas em artefatos vikings que datam os séculos IX e X. Os nomes dos personagens aparecem escritos em pedaços de seda de trajes de enterro encontrados em barcos funerários, bem como em outras mantas mortuárias achadas na região sueca de Birka, perto do rio Mälardalen. As investigações podem trazer novas informações sobre a influência do islã em civilizações antigas da Escandinávia. “Um detalhe empolgante é que a palavra ‘Alá’ é retratada em uma imagem espelhada”, diz a arqueóloga Annika Larsson, pesquisadora especializada em arqueologia têxtil na Universidade de Uppsala. “É um pensamento surpreendente que esses tecidos, assim como as vestimentas, foram fabricados a oeste do coração muçulmano. Talvez essa fosse uma tentativa de escrever orações para que pudessem ser lidas da esquerda para a direita, mas com os caracteres árabes que deveriam ter.”

Os pesquisadores descobriram as inscrições enquanto trabalhavam para recriar padrões têxteis encontrados em vestimentas que seriam expostas um uma exibição do Museu de Enköping, na cidade sueca de Enköping. Segundo a equipe, os tecidos continham escritos em caligrafia cúfica (tipo de escritura mais antiga do idioma árabe) invocando Alá e Ali. Outros registros escritos com a mesma caligrafia já haviam sido encontrados em mosaicos, monumentos funerários e mausoléus da Era Viking. “Presumivelmente, as vestimentas funerárias da Era Viking foram influenciadas pelo islamismo e a ideia de uma vida eterna no paraíso após a morte”, diz Larsson. Em uma pesquisa anterior, Annika havia revelado a ocorrência generalizada de seda oriental nas sepulturas vikings da Escandinávia. Ao analisar os materiais, ela e sua equipe descobriram que esses materiais vinham principalmente antiga da Ásia persa e da Ásia central, onde o islã já era dominante. Por isso, a pesquisadora afirma que análises de DNA estão sendo conduzidas nos restos encontrados dentro das tumbas, para confirmar a origem geográfica das pessoas enterradas. Apesar dos túmulos datarem uma época em que vikings habitaram a região, não é possível descartar a possibilidade de que os mortos eram de origem muçulmana. “No Alcorão, está escrito que os habitantes do paraíso usarão roupas de seda, que juntamente com as inscrições podem explicar a ocorrência generalizada de seda nas sepulturas da Era Viking”, diz Annika Larsson. “As descobertas são igualmente prevalentes nos túmulos masculinos e femininos.”
Fonte: Veja

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Arqueólogos acreditam ter descoberto uma deusa até então desconhecida em inscrições de um templo etrusco de 2.500 anos em Poggio Cola, na Itália.



Segundo os pesquisadores, as inscrições traduzidas recentemente fazem referência a uma divindade chamada Uni, que os cientistas acreditam ser uma das mais importantes da mitologia etrusca e a responsável pela fertilidade. A menção foi encontrada em uma pedra de 225 quilos e é parte de um texto sagrado, que segundo os arqueólogos, é possivelmente um dos mais antigos da cultura etrusca. O líder das pesquisas, Gregory Warren, descreveu a peça "como uma das descobertas etruscas mais importantes da últimas décadas". Com 120 caracteres diferentes, a inscrição ajudou os pesquisadores a aprenderem um pouco mais sobre a língua e a gramática etrusca. Além dos escritos, também já foram encontrados no santuário de Poggio Colla, localizado perto de Florença, artefatos como um fragmento de cerâmica que retratava a mais antiga cena de nascimento na Europa, o que reforça a ideia dos cientistas de que Uni era a deusa da fertilidade. Os etruscos ocuparam o norte da Itália entre 400 e 800 a.C. e fundaram cidades importantes, que mais tarde tornaram-se grandes centros do Império Romano. Mas, por conta de poucas descobertas e da dificuldade de acesso à escrita etrusca, pouco se sabe sobre o estilo de vida e as crenças deste povo. Fonte: IFL Science Imagem: Mugello Valley Project
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