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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Povo cigano tem encanto, beleza e magia!





Diversos pesquisadores, entre eles Charles G. Leland e Raymond Buckland, já estudaram as magias e encantamentos utilizados por esse povo. Eles têm uma grande conexão com antigos rituais em que entram em estado de transe, utilizando esse procedimento para atingir seus objetivos. E o fazem sem deixar de lado sua devoção ao catolicismo, exaltado por vários ciganos e que muitas tribos do leste europeu usaram como pretexto para suas peregrinações durante os séculos XVI e XVII.

Há muito tempo que os ciganos vêem e usam as energias místicas naturais para atingir seus objetivos, mas sem cair no estabelecimento de uma religião sexista, pois os ciganos são, antes de tudo, unidos por sua sabedoria e tradição. Em várias magias ocorre a invocação das forças naturais como os elementais (ar, água, fogo, terra) usadas para os mais diversos fins. Isso é mostrado por Leland em vários encantamentos nos quais não só as forças dos elementos, mas dos rios e paragens, são utilizados pelos ciganos para curar queimaduras de criança ou para achar coisas perdidas e roubadas. Além, é claro, das simpatias e amuletos ciganos, comentado, nos livros de Buckland e Pierre Derlon.

Para o "povo da estrada", a própria Terra é um lugar sagrado e mágico, contudo distante das visões do teo-matriarcalismo wiccano. Observando o mundo à sua volta e unindo a sabedoria dos seus anciãos, eles aprenderam a ler a sorte e conhecer o futuro nas mãos e no rosto das pessoas, e ganharam notoriedade fazendo isso, principalmente pelos acertos que obtêm. Para eles, esse é um dom natural que remete às antigas artes védicas da quiromancia e fisiognomonia.

A magia é algo que não é para ser aprendido pelo cigano, mas faz parte do seu dia-a-dia. Desde o ar que respira à sua comida, da água que sacia a sede aos animais que o acompanham em sua jornada pelas várias estradas em que segue a sua eterna peregrinação, tudo é magia. E algumas vezes determinados eventos levam ao surgimento de pessoas que se sobressaem: as bruxas e feiticeiros ciganos. Todo cigano que se preze sabe um pouco da magia de seu povo, e entre os ciganos obviamente existem aqueles que nascem com determinados dons, revelados por meio de marcas no corpo e por meio de certas coincidências na vida dessa pessoa. Quando isso ocorre, ela é preparada para assumir as responsabilidades que fazem parte do seu destino.

As mulheres são conhecidas em alguns grupos como sh'uvanis, e os homens como kakus. São pessoas especiais que têm, entre os vários dons que possuem, a capacidade de prever o futuro e de curar doenças para as quais a medicina não encontra respostas. É a eles que os ciganos recorrem quando precisam de aconselhamento, uma vez que, segundo suas crenças, essas pessoas especiais estão em contato direto com “A Fonte”. Apesar da profunda crença nas forças mágicas e nas leis espirituais, o povo cigano é um profundo conhecedor e devoto dos santos católicos, aos quais dedicam uma atenção especial. Mas nada é tão especial e mágico para um cigano como o culto a Sara Kali.

A mulher cigana precisa estar sempre energizada, então anda descalça para ter maior contato com a terra e, assim, fortalecer o seu corpo. A mulher é considerada o alicerce da família e sua responsabilidade aumenta mais quando tem um filho. Não ser mãe é um pecado quase que mortal para a mulher cigana.

Os ciganos preservam e usam muito os quatro elementos fundamentais da natureza – Terra, Fogo, Água e Ar – nos seus rituais. Para eles, o Fogo é muito importante, porque queima a negatividade e ilumina a positividade. Um objeto que concentra os quatro elementos e que é muito usado por este povo é a vela. A Água e a Terra são representadas pela cera e o pavio. O Fogo é a chama e o Ar (oxigênio) a mantém viva (acesa).

Além da Quiromancia (leitura das mãos), as ciganas podem exercitar a vidência através de vários objetos como pedras, moedas, borra de café, copo d’água, bola de cristal, jogos de carta e Tarô. Os ciganos acreditam que Belkarrana (deuses) os colocou no mundo para praticar o dom da adivinhação com a finalidade de ajudar seus semelhantes. Mas são as ciganas que mais exercem esse privilégio. Aos sete anos, elas aprendem a ler a sorte e depois de mais de sete anos seguidos, elas saem às ruas para atender as pessoas. As ciganas transmitem energia pelo olhar e recebem a mensagem das pessoas pelo olho místico, que se encontra localizado no meio da testa e na palma da mão. Esse dom da adivinhação não é usado somente para prever o futuro, como também para detectar algum problema de saúde. Para manter esse dom, a mulher cigana não deve nunca cortas os cabelos porque,ao faze-lo, terá sua força energética diminuída.

No casamento são usados os mesmos símbolos do noivado: os dois punhais, o lenço vermelho, vinho, pão, sal e uma taça de cristal. O vinho é para garantir a alegria permanente do casal, o pão e o sal representam a união, a taça de cristal é para que a harmonia se mantenha presente e o punhal serve para a comunhão do sangue.

No acampamento tudo é agitação... os homens montam a fogueira, preparam o vinho e afinam seus violinos e acordeons. As mulheres enfeitam as mesas, carroções, preparam suas roupas, pandeiros, fitas, lenços... No ar, o delicioso aroma de suas receitas especiais espalha por todo lado o cheiro de festa. A noite será longa... os ciganos se reúnem mais uma vez, para comemorar... a vida!!!"

A tradição cigana é cheia de mistérios e um dos mais facilmente reconhecido é o mistério da dança, que junto com a música desse povo...Enfeitiça... A dança para os ciganos é uma forma de liberar as emoções interiores, de dar vazão aos sentimentos e intimas necessidades através de movimentos corporais. Ou porque esta feliz e quer festejar, brincar e se divertir, ou porque esta querendo agradar e agradecer aos deuses.

O bater das castanholas, do som das palmas que espantam a negatividade. Este é o verdadeiro dançar da alma. O homem quando dança com as mulheres apenas reforça, com a sua presença as figuras femininas, pois é uma proteção para elas. Os ciganos dançam nas festas, a dança é livre, sem regras. Cada um se diverte como quer, nunca se esquecendo o recato, os limites entre homens e mulheres.

Brincos e pulseiras a tilintar, saias coloridas e pés descalços a rodopiar, mão em volteios estonteantes como o brilho nos olhos da cigana...Cena que contagia a todos, e nesse momento, a magia é tão presente que tudo parece parar para reverenciar a vida que pulsa forte em cada acorde de música...Não há tempo nem espaço, há apenas, à vontade de dançar... É a alegria do reencontro. A força, a espontaneidade e a alegria, aquela capacidade única dos ciganos de transformar as adversidades da vida numa energia profunda, numa experiência autêntica e libertadora reequilibrando as forças numa consciência interior mais forte e cúmplice é tão só expressada numa dança, beleza, ritimo, magia e encanto quase que libidinosamente excitante!

Os movimentos observados na dança cigana são resultantes da sua influência indiana, onde o girar das mãos, a inclinação da cabeça e a postura ereta chamam atenção. Os movimentos são baseados da cintura para cima, meneios de ombros, inclinação da cabeça, giro de punhos e mãos, postura ereta, braços à frente do corpo ou acima da cabeça e movimentos que completem sempre círculos (para os ciganos a vida é um ciclo). A dança como forma de oração por si só, se basta. É importante dizer que como trabalhamos o tempo todo com as energias da natureza e a nossa própria, devemos respeitar seus significados e ter responsabilidade com que o que pedimos e queremos representar, pois a dança cigana é um ritual, assim seus pedidos podem ser atendidos.

Dizem o antigos, que os ciganos dançam para atingir o êxtase do fluido energético que os levam de encontro com a verdadeira essência da Deusa e do Deus interior e superior. Por isso, dificilmente, os ciganos fazem coreografias; dançam soltos e livres, colocando em cada movimento suas emoções. A graça está em cada pessoa ouvir a voz do seu coração e permitir que se conduza levemente, tranqüilamente, pois só dessa maneira, consegue sentir sua alma. A dança é a magia, e a alegria de nosso povo, o mistério através dos passos e movimentos que saúdam, invocam e fazem Fluir a mais bela e elevada vibração energética!

Para o cigano, os movimentos de braços e de mãos descrevem os sentimentos mais profundos em relação a cada tema executado. Conforme o sentimento a ser passado pela dança interpretada, as mãos e os braços desenham coreograficamente símbolos que traduzem cada emoção implícita no estilo, executado. Como por exemplo: a rotação de mãos para fora traduzem a doação da energia interior transmitida à terra, a outrem e ao cosmo. Quando a rotação é realizada para dentro, traduzem o recebimento ou à busca da energia vinda da terra, de outrem ou do mundo divino. Os movimentos circulares traduzem em sua maioria, as energias ou sentimentos em movimento, em ação contínua. Os movimentos mais retos simbolizam em sua maioria, as ações diretas ou finalizadas.

A dança cigana caracteriza a ligação e a comunhão do Homem com o Divino. Expressam os sentimentos mais profundos para com os seus e para com o mundo considerado sagrado. Dentre os ritos de maior importância, temos: Culto aos Antepassados, Slavas, Casamentos, batizados e outros. É importante sabermos que pela intimidade em que se caracteriza o Culto aos Antepassados, essa categoria não é levada à cena a não ser de forma estritamente estilizada, assim como alguns outros estilos pertencentes a essa categoria. Sendo interpretadas com autenticidade somente nos lares ciganos, em festas consideradas íntimas.

Apesar dos ciganos não terem uma religião propriamente dita (como povo nômade, sempre absorveu os costumes dos povos visitados...) existe toda uma tradição de Mistérios entre nossas práticas. Muito se fala sobre os ciganos e pouquíssimo se conhece. Existe uma profunda correspondência entre o paganismo ocidental e a cultura cigana.

Uma vez por ano, ciganos de diversas partes do mundo se dirigem até Saintes-Maries-de-la-Mer, no sul da França, para homenagear Santa Sarah. Segundo a tradição, Sarah era uma cigana que vivia em uma pequena cidade à beira-mar quando a tia de Jesus, Maria Salomé, chegou ali com outros refugiados para escapar das perseguições romanas. Apesar de hoje existirem ciganos cristãos, a grande maioria ainda mantém o culto ao divino casal, Devel e Kali (respectivamente o deus e a deusa). Uma das manifestações dos deuses é Belkarrana, uma divindade andrógina, em romani significando deus bom. Mas como as primeiras caravanas ciganas entraram na Europa por volta do século XV, muitos de nossos costumes foram também camuflado. Um exemplo disse é o culto a "Santa" Sara Kali.

É fácil identificar Sarah como mais uma das muitas virgens negras que podem ser encontradas no mundo. Sara-la-Kali, diz a tradição, vinha de uma nobre linhagem e conhecia os segredos do mundo. Seria, no meu entender, mais uma das muitas manifestações do que chamam a Grande Mãe, a Deusa da Criação.

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Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador



A importancia de Orí e a concepção yorubá


Traduzindo da língüa Iorubana, Orí significa cabeça. Orí é a mais importante de todas as divindades. Principalmente de uma divindade que reside justamente dentro de nós. De todos os Orixás, Orí é o mais misterioso! Orí porém, continua sendo um enigma no conhecimento popular do culto. O Ori, entidade parcialmente independente, considerado uma divindade em si próprio, é cultuado entre outras divindades, recebendo oferendas Ebori, e orações, Ori é o protetor do homem antes das divindades. Ori é um importante conceito metafísico espiritual e mitológico para os Yorubás, identificado no jogo do merindilogun pelo odu ossá e representado materialmente pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado Igba Ori. . Ori, palavra da língua yoruba que significa literalmente cabeça, refere-se a uma intuição espiritual e destino. Ori é o Orixá pessoal, em toda a sua força e grandeza. 

Ori é o primeiro Orixá a ser louvado, representação particular da existência individualizada. (a essência real do ser). Ori em yoruba tem muitos significados - o sentido literal é cabeça física, símbolo da cabeça interior (Ori Inu). É aquele que guia, acompanha e ajuda a pessoa desde antes do nascimento, durante toda vida e após a morte, referenciando sua caminhada e a assistindo no cumprimento de seu destino. No continente africano o culto, assim como no Candomblé, é iniciático e hermético. Permitindo ao público e aos mais novos iniciados apenas pequenas centelhas desta sabedoria. Para se atingir os mais profundos conhecimentos e sabedoria eram necessários muitos anos de profunda dedicação e disponibilidade de transcender sempre os próprios limites. 

E os segredos, fundamentos e a sabedoria do culto está para apenas ser desvelado por seus iniciados ao decorrer de sua carreira religiosa e/ou sacerdotal. Desta forma, os segredos mais profundos e sérios do culto ficavam restritos aos mais altos sacerdotes. Espiritualmente, a cabeça como o ponto mais alto (ou superior) do corpo humano representa o Ori, não existe um Orixá que apóie mais o homem do que o seu próprio Ori. Da mesma forma, mais do que qualquer um, ele conhece as necessidades de cada homem em sua caminhada pela vida e, nos acertos e desacertos de cada um, tem os recursos adequados e todos os indicadores que permitem a reorganização dos sistemas pessoais referentes a cada ser humano. O trabalho árduo trará, ao homem afortunado em sua escolha, excelentes resultados, já que nada é necessário dispender para reparar a própria cabeça.Ijalá é responsável pela modelação da cabeça humana, e acredita-se que o Ori e o Odu - signo regente de seu destino que escolhemos, determina nossa fortuna ou atribulações na vida. 

 O Ori, entidade parcialmente independente, considerado uma divindade em si próprio, é cultuado entre outras divindades, recebendo oferendas Ebori, e orações, Ori é o protetor do homem antes das divindades. Assim, para usufruir o sucesso potencial que a escolha de um bom Ori acarreta, o homem deve trabalhar arduamente. Aqueles, entretanto que escolheram um mau Ori têm poucas esperanças de progresso, ainda que passem o tempo todo se esforçando. 

 O ponto central do culto afro e afro-brasileiro! Dele depende a nossa existência, nosso sucesso, fracasso, saúde, doença, riqueza, pobreza, plenitude, felicidade. Sem a aprovaçao de Orí nenhum Orixá pode fazer nada pelo seu devoto. Por isso, para nós, Orí é o Orixá mais importante! É o único q nos acompanha na viagem dos mares sem retorno, como descrito no Itan de Ògúndá Méjì. Orí é composto da matéria divina dos Odús, misturados em quantidade e organizados segundo a sabedoria de Àjàlà a pedido de Olórúm. Do material (òkè ìpònrí) q Àjàlà utiliza para confeccionar Orí se constitui èwò (tabu) para quem possuir esse Orí. E assim se determina as interdiçoes alimentares dos indivíduos, pois, comer do próprio material de q foi constituído, caracteriza ofensa séria à matriz da qual foi criado. No princípio dos tempos da Criaçao, Odudua havia criado a Terra, Oxalá havia criado o homem, seus braços, pernas, seu corpo, Olórúm lhe insuflou o èmí(respiraçao divina), a vida. Mas Oxalá havia se esquecido da cabeça..

Oxalá não fez a cabeça do Homem… Entao Olórúm pediu à Àjàlà, o oleiro divino, para confeccioná-la. Àjàlà quando foi confeccionar Orí pediu a ajuda de Odú, e assim todos os Odús ajudaram à Àjàlà a confeccionar Orí. E assim nasceu Orí. Todo o homem quando vai para o Aiyé, invariavelmente, deve passar na oficina de Àjàlà e escolher o seu Orí. Esta escolha se chama Kàdárà, oportunidade e circunstância, e ao fazê-la, está determinando sua natureza e destino. A alma se ajoelha(posiçao fetal) diante dos pés de Olórúm (O Criador) e entao lhe faz um pedido – Àkùnlé yàn – pedido esse q estará relacionando ao seu desejo de crescimento moral e espiritual. Entao Olórúm lhe fixa o destino – Àyàn mó Ipín - que Orí deverá seguir, em que geralmente atende aos desejos do próprio Olórúm e e às necessidades das restituições que Orí deve cumprir. E entao recebe – Àkùn légbà – as circunstâncias que possibilitarão os acontecimentos, geralmente ligado às questoes de tempo/espaço, meio e todo o entorno necessário ao melhor cumprimento do destino. Neste momento a alma recebe os seus èwós (tabus), interdições alimentares, de vestuário, de açao, etc. Afirma compromisso com o seu ancestral e tutor espiritual (Orixá). 

Afirma compromisso com o Bàbá Egún (Pai espírito) responsável pelo ìpònrí ancestral terreno q formou o seu corpo material, e q zela pelo desenvolvimento da família a q Orí fará parte. Todos os contratos são firmados e/ou reafirmados diante de Olórúm e de Orúnmilá, e à medida q o são o destino se lhe vai fixando. Então Orí se dirige à Àkàsò (a fronteira entre Orúm-plano espiritual, e Aiyé-plano físico) e pede passagem à Oníbodè (o porteiro), q lhe interrogará o q fará no Aiyé, Orí lhe contará e mais uma vez se fixará nele o seu destino. A princípio Orí assentar-se-á no cérebro (opolo) daquele corpo, onde comandará Orí Òde (cabeça externa). ORÍ - A fisiologia divina. Orí entao descerá e ocupará o seu lugar no Orí do corpo criado, através da chamada “moleira”, abertura no crânio do bebê q irá se fechando conforme se desenvolve ao longo dos anos, onde se dá a “armadilha para Orí”, uma vez encerrado lá Orí somente voltará a se libertar do corpo na última expiraçao, pela boca. ORÍ ÒDE – a cabeça externa caracteriza-se pela cabeça física (crânio, cérebro, sistema nervoso central, olhos, ouvidos, etc) e também pela personalidade e intelecto que resultará da interaçao daquele corpo com Orí Innú (cabeça interna), a cultura local onde se desenvolverá o indivíduo, e o aprendizado que receberá desde o seu nascimento. Ou seja, Orí òde é, além da cabeça física, a nossa pessoa como nós a conhecemos e como os outros a conhecem. É o mecanismo criado por Orí innú para lidar com o mundo exterior. Orí Òde é o nosso “eu exterior”. Abaixo de Orí innú reside Elénìnìí (o opositor de Orí), no cerebelo (ipakó), responsável pelo esquecimento de Orí de sua missao, aquele q o vem atrapalhar a realizar, cumprir sua missao para com Olórúm e a Criaçao, conforme descrito no Itan do Odú Irosún Méjì. Este, constitui o último nó para a transcendência de Orí innú, e o cumprimento de sua missao original. ORÍ INNÚ - a cabeça interna, é a nossa personalidade divina, ou nosso “eu verdadeiro”, ou nosso “eu supremo ou superior”. Em resumo, nossa alma. Ainda existe Ipín jeun – o estômago, e obo ati oko – os órgaos sexuais, q são os outros nós q Orí innú deve superar: medo, desejo, ambiçao, vaidade, ciúme, ira, egoísmo, etc… Orín innú ainda se divide em: Orí aperé: o caminho predestinado, fenômeno narrado acima. O destino do indivíduo vem escrito em sua cabeça. “sua cabeça, sua sentença!” Aparí innú: o caráter (ìwà), a personalidade divina. Que é a essência de Orí innú, a alma, e sua missao original. É através do desenvolvimento de Ìwà Pèlé (caráter reto, honesto, puro, bom) q Orí chegará à sua transcendência última! Enfim, como descreve o Odú Ogbè-Ègùndá: “Ìwà nikàn l´ó sòro o” “ Caráter é tudo o que se precisa”. Ìwà Pèlé (caráter reto) é o q conduzirá Orí innú até o Òrun rere (plano espiritual dos Orixás), em caráter definitivo. 

Assim sabemos q nossa divindade pessoal é Orí innú ( cabeça interna-alma), responsável pelo nosso destino e felicidade. Que o nosso Orixá (orí- o primeiro) é o tutor espiritual de nosso Orí innú, mas que só poderá ajudar-nos se Orí o permitir. Que em nosso Orí innú reside o nosso Odú (destino) e somente através de Orí e Odú podemos transmutar o nosso destino, e assegurar o cumprimento da missao confiada por Olodumaré. Que devemos nos resguardar de Elénìnìí, o inimigo de nossa missao e alma, aquele q pode nos trazer sofrimentos. E que nossa verdadeira essência, que devemos buscar, reside em Orí innú (cabeça interna-alma) e não em nosso Orí òde (cabeça externa-personalidade) q é tao somente o veículo de Orí innú aqui no Aiyé. E, o mais importante: a missao maior de Orí innú, à qual cabe ao nosso Orixá ajudar-nos, é o desenvolvimento de Ìwà Pèlé (caráter reto, bom), nosso passaporte para o encontro definitivo com Olórun!! 

 Veja mais sobre Orixás no Umbanda Astrológica Fontes de pesquisas, diversos autores e pesquisadores.


Astrologia e destino - O Fatum


O Zodíaco é o macrocosmo, o emissor de influxos / o Fatum-Evolutivo é o nosso percurso no microcosmo, o sensitivo receptor. O macrocosmo é um princípio semelhante do Universo na sua relação análoga com o homem que representa o microcosmo: estrutura de átomo análogo a estrutura do sistema solar - os Planetas em torno do Sol, uma pequena estrela de 5ª grandeza, não uma estrela de 1ª magnitude.

Dom Neroman (18/06/1884 - 1953), engenheiro civil de Minas, foi presidente fundador do Colégio Astrológico da França / Collège Astrologique de France. Criticado e pouco compreendido por astrólogos em geral e ainda o é, até hoje. Para ele as progressões secundárias e a simbólica são fictícias, pura virtualidade.

Criou um método de interpretação do Destino Humano que ele chamou de Evolutivo ou Fatum, ou ainda de Sensitivo. Sensitivo é o Meridiano do Destino Terrestre. Tudo é cíclico, tudo é evolução ondulação constante para Dom Neroman. O estudo dos ciclos anuais foi a base fundamental das pesquisas e originalidade nos achados de Dom Neromam. Quem gira é a Terra, o sensitivo anda na Terra, observa-se pelo Mapa Natal da pessoa.

Fatum - do Latim significa fatalidade, sina, tempo fixado pelo destino, predição divina. Fato - predeterminação cega à qual estamos submetidos aos próprios deuses. O Sensitivo prepara a criança para viver a sua trajetória de vida em sua evolução espiritual.

Sintetizando poderíamos dizer que ele concluiu a partir do ponto Zero do Meio Céu ser o início do refluxo do processo de evolução do ser humano. Uma determinante do destino individual; a trajetória que não podemos fugir. A partir do grau exato do Meio Céu, do Meridiano do local de nascimento, inicia-se o percurso da Vida que Dom Neroman chamou de Antena Evolutiva ou Antena do Destino. É a lei do Evolutivo que fornece o ângulo de rotação do Fatum a todas as idades. Este ponto gira no movimento diurno, a partir do Meio Céu, ao ponto oposto, Fundo do Céu.

A Antena Evolutiva não é um ponto do céu cósmico, mas sim um ponto da Terra. Meio Céu é o ponto do cosmo e a Antena o ponto que se movimenta, a partir do Meio Céu. Antena Sensitiva era como ele denominava o caminho da pessoa em sua vida. A Antena marca a nossa trajetória no Planeta Terra. Nascer é enfrentar a vida e a morte a cada instante.

O Fatum, ou seja, o Evolutivo é o deslocamento da linha (antena) a partir do Meio Céu da Carta Natal. Movimento como os Nodos Lunares (19 em 19 anos), no sentido do relógio. O Evolutivo é a antena receptiva, determinada. Destino que eu não posso fugir, ele está traçado. Seu movimento é no sentido inverso da Carta Natal, segue o movimento horário, o Espírito que anima a matéria. Revela as fases da evolução: corpo, mente e alma. O Zodíaco é o emissor e o Mapa natal é o receptor.
O Meridiano do nascimento - Meio Céu - indica o caminho humano/espiritual do nativo. Ele nos fala da espiral evolutiva aplicada à evolução.

Dom Neroman nas suas pesquisas sobre a evolução do Sensitivo não se inspirou por cálculos da evolução vital do ser humano. Ele procurou fazer estudos pré-natais, desde a fecundação. O Ascendente é a antena ativa do comportamento que eu escolho por liberdade relativa, por livre arbítrio.

Todo o tema de nascimento é um “instante fotográfico” do céu com as antenas receptivas ao minuto mesmo onde o ser é inundado dos influxos cósmicos.

Dom Neroman pontuou quatro ciclos distintos na vida do nativo:
1º ciclo - 0 a 2 anos e 2 meses aproximadamente.
2º ciclo - 2 anos e 2 meses a 9 anos e 8 meses.
3º ciclo - 9 anos e 8 meses a 38 anos e 4 meses.
4º ciclo - 38 anos e 4 meses a 120 anos.

Para ele nos primeiros nove meses de vida, o espírito, ao encarnar, vivencia tudo o que o homem já viveu. Razão porque nos primeiro anos da vida da criança tudo é vivenciado com rapidez; cresce e se desenvolve. Depois com a idade o organismo desacelera. Quanto mais idade mais difícil enfrentar obstáculos. A velocidade decresce na idade madura e mais ainda na velhice, onde tudo é mais lento.

Bibliografia / Dom Néroman

Em Fatum e historia, texto de 1862, Nietzsche se propõe a abordar a história de uma forma desligada dos valores cristãos. A história possui outro funcionamento que não aquele fundado sobre conjecturas e simples suposições, tais como Deus, imortalidade, autoridade da Bíblia, revelação, etc. Nietzsche demonstra profundo débito para com Emerson, uma leitura muito cara para ele neste período. Nesse sentido, elabora uma alegoria para a história. Compara-a a um grande relógio num movimento eterno, num eterno devir. Os números são os fatos, os ponteiros inauguram um novo ciclo a cada minuto... “Um novo período do mundo se inaugura”. Há um fim? Se há, Nietzsche nada revela sobre isso, não está ao alcance da humanidade nem
enquanto finalidade nem enquanto centralidade.

O jovem Nietzsche, com base em Emerson, questiona a centralidade do ser humano na história e a possibilidade de autoconsciência do homem. Também aposta na impossibilidade da existência de algo sem o seu contrário, ou seja, se há o fatum, algo lhe fornece garantia, trata-se do seu contrário, o livre arbítrio. Para ele, uma liberdade absoluta sem o “fatum” faria do homem um deus, o princípio da fatalidade isolado o faria um autômato”. Portanto, a história ocorre não por designação arbitrária dos deuses, mas no equilíbrio de forças.

“A história e as ciências da natureza, heranças maravilhosas de todo nosso passado, anunciadoras de nosso futuro, são fundamentos seguros sobre os quais nós podemos construir os edifícios de nossa especulação. ” (Fatum e História) Neste momento, Nietzsche questiona se é preferível acreditar que o homem seja oriundo da vontade arbitrária dos deuses, ou é melhor entendê-lo como estando num estágio de desenvolvimento entre a planta e o animal. Ou seja, parte do mundo natural, e não abaixo ou acima dele.

Anais do XI Encontro Regional da Associação Nacional de História – ANPUH/PR
”Patrimônio Histórico no Século XXI”

O termo "fatum" (em latim) significa destino. Entre os antigos gregos, a "moira" e entre os romanos o "fatum", fado ou destino, surgia como ameaça implacável e determinava a falta cometida por alguém e o caminho da sua punição. Nascido da Noite e do Caos, o Destino estava acima das divindades, submetendo-as ao seu poder. Cego e inexorável, dominava os céus, a terra, o mar e os infernos. Na filosofia estoica, o "Fatum" (Destino implacável) aparece, também, acima de todos os deuses e de todos os homens. O "Fatum" ditava as leis do Universo a que nada nem ninguém podia fugir. Cabia aos oráculos decifrar e revelar o que estava escrito no livro do Destino desde o princípio da criação.

"É assim que, antes de virar um Brás Cubas sob o efeito da morfina, Marcus Messler percorrerá uma trajetória semelhante, por exemplo, à de Édipo: as suas seguidas tentativas de escapar de seu destino (fatum) terão exatamente o efeito oposto. Como o rei de Tebas — que foge daquela que ele acredita ser sua família para evitar o parricídio e o incesto —, Messler passará sua curta vida adulta também fugindo. Primeiro da loucura "premonitória" do pai, que começa a temer pela sua morte. Depois, nas várias situações em que ele encara seu maior e mais frequente temor: ser expulso da universidade e, com isso, ser convocado para servir como soldado raso na Coreia, onde — era evidente para ele — morreria." - Brás Cubas sob efeito da morfina/maio de 2009 -© Almir de Freitas

A palavra fado, dizem, vem da palavra fatum em latim que significa destino. Pra mim, não teria outra palavra para originar o fado e a sua essência. Nos dita a vida, o amor, o desamor, a saudade ou a perda. Estamos sempre suscetíveis a isso.
Entre os antigos gregos, a "moira" e entre os romanos o "fatum", fado ou destino, surgia como ameaça implacável e determinava a falta cometida por alguém e o caminho da sua punição.



 


Tarô: tenho sorte ou azar?


Há quem diga que os profissionais que trabalham com orientação sempre afirmam as mesmas coisas, ou que disponibilizam assuntos de forma “genérica” para conseguirem “acertar” e impressionar o cliente, ou ainda que analisam o cliente e a partir disso conseguem “adivinhar” coisas para ganhar dinheiro fácil. Em contrapartida, a “defesa” alega que faz um trabalho honesto, preciso e legítimo. Às vezes, parece uma discussão sem fim. É comum ouvir perguntas sobre Tarô, Astrologia, Numerologia, Runas ou qualquer instrumento analítico. Ou seja, mesmo tendo a internet como um meio inequívoco de busca e informação, ainda existe dúvidas sobre o uso e validade desse tipo de conhecimento e consulta.

Nem adianta desdenhar de quem consegue captar detalhes pessoais e importantes de uma análise do céu no momento em que se nasce. Muito menos resolveria criticar quem, somando números respectivos às letras do nome ou data de nascimento, consegue explicar tantas coisas de alguém. Já se foi o tempo em que um astrólogo era confundido com feiticeiro, ou que um tarólogo era tido como um adivinho, que o numerólogo era alguém diferente dos demais.

Verdade seja dita: nenhum desses argumentos (ou contra argumentos) muda o fato. E fato é que qualquer método de análise – bem conduzido e interpretado por um profissional – funciona. Por isso, tantos séculos após o surgimento (e aprimoramento) das técnicas oraculares e analíticas, é possível respeitá-las e solicitá-las em busca de respostas racionais, lógicas e – porque não? - esclarecedoras sobre a vida e o momento vivenciado.

Problema não escolhe status, condição social, raça ou credo. Todo indivíduo carrega consigo seus aprendizados e desafios, portanto, todos podem buscar a própria evolução. Não é uma questão de sorte ou azar, mas sim, de usar a fase vivida como um degrau que leva ao crescimento pessoal rumo ao auto conhecimento. O aconselhamento, a orientação e direcionamento realizados por um profissional competente são importantes e válidos para qualquer momento de vida. Não é preciso ser esotérico, místico, religioso, espiritualista ou conhecedor para encontrar, nessas ferramentas, grandes respostas e caminhos que direcionam – precisamente – uma pessoa para dentro dela mesma, estando consciente, superando obstáculos e desafios de forma madura e verdadeira.


domingo, 31 de julho de 2022

Comportamento e desejo: Do que os homens mais gostam nas mulheres?



Como é a mulher que o homem deseja?


Impossível decifrar a mente masculina, feminina e de qualquer pessoa. Na verdade, o ser humano é um ser muito complexo, até porque a maioria das pessoas sente uma coisa e fala outra, quer de uma forma, mas, se expressa de outra bem diferente. No entanto, algumas pessoas são mais previsíveis, mostram com mais sinceridade o que sentem e não conseguem se mostrar de outra forma. Além disso, tem também as pessoas que são muito boas em decifrar os sinais das outras. Sabemos que tem mulheres altamente intuitivas, tanto que tem muitas que são terríveis em dominar os homens.

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E que mulher não gostaria de saber o que os homens pensam e o que esperam delas? Para tentar entender o pensamento dos homens, várias pesquisas foram realizadas e as características que eles, em diferentes idades, procuram nas mulheres, continuam se repetindo. Ao que parece realmente, os homens são muito menos complexos que as mulheres, por isso a idade pode variar, mas as preferências tendem a permanecer as mesmas. E ao que se vê, isso facilita muito a vida das mulheres porque são características que não vão contra a sua natureza, mas a favor da sua inteligência. Assim o que vemos é que grande parte das mulheres que se dizem "enganadas", na verdade, elas entraram em relações perigosas por querer e não porque foram ludibriadas. Muitas tem a mania de pensar que com elas será diferente, que conseguirão mudar a cabeça do homem e que se outras não tiveram sucesso, elas terão. Só que na maioria das vezes será apenas mais um caso, pois o homem tende a teimar com seu comportamento repetitivo.

Pesquisas mostram que as mulheres com autoestima elevada, que se valorizam e que sabem impor este valor que tem, conquistam mais o sexo oposto. Sabem despertar o interesse dos homens e até a admiração de outras mulheres. E essa característica é apresentada no mapa. Mulheres determinadas e que sabem se valorizar, geralmente tem Vênus bem posicionada, uma Lua harmoniosa, Lilith bem colocada e Marte bem configurado no mapa. Além disso um Sol que não revele apenas vaidade, egocentrismo e nem fraqueza emocional. Isso não é referente a signos específicos, mas, a uma configuração bem arranjada. A mesma conotação é observada referente aos orixás. Assim mulheres que tem linhas bem harmonizadas e comandadas por orixás que carregam um alto grau de temperança, aliada a carisma e charme, são as que mais conquistam os homens.

Outra característica importante é da de mulheres que sabem receber e apreciar. As que sabem admirar seu parceiro sem subserviência, mas, com lealdade, coragem e companheirismo. Apoiando-o nas conquistas, mas, também nos fracassos. Pois, especialmente hoje em dia nessa era de luxuria, ambições e materialismos desenfreados, sabemos bem que há uma grande parcela de mulheres que só buscam os vencedores, os afortunados e famosos. Tem mulheres que só estão com homens que tem carrões, acesso ao mundo da fama e luxo. Mas, se ele perde elas se afastam. E inconscientemente os homens morrem de medo desse tipo de mulher. É claro que isso sempre existiu, um bom exemplo, foi Dalila. Vimos o que ela fez com Sansão. 

De outro lado, vemos que grande parte dos homens, certamente a maioria, quando tem poder, também gosta de esbanjar, dominar, usar e se impor, sendo eles até os incentivadores da ambição das mulheres. Veja por exemplo, Salomão, que tinha suas centenas de esposas e amantes, por  ter poder, dinheiro e as mulheres precisarem. Até porque naquela época, a mulher era ainda mais submissa, sem poder trabalhar, criar e muito menos ser independente. Então Salomão, que era riquíssimo, usou e abusou das mulheres. Assim ficou gravado no inconsciente ancestral e astral do homem que ao ter dinheiro precisará dominar a mulher com seu poder. Ao tempo que no inconsciente das mulheres também ficou gravado uma possível submissão, onde ela ganha com sua beleza, tudo aquilo que deseja tomar dos homens. 

E em alguns horóscopos, odus e oráculos, de certas pessoas, esses traços de "dominadores" ou de "interesseiros e submissos" ficam mais evidentes. Tem horóscopos e signos de Ifá, que mostram bem as mulheres e homens que são mais gananciosos, vaidosos, luxuriosos ou invejosos. Como também as que se prestam mais a vender o corpo, se prostituindo por grana ou e status. Uma parte desses comportamentos apresentados nas pessoas, tem haver com uma herança ancestral, com o carma, com o aprendizado familiar e também com o DNA das pessoas.

O importante é que cada um medite, faça um ato de contrição e avalie bem seu comportamento ao longo da vida pra ver se é realmente o que precisa pra ser feliz. É por isso que buscar descobrir seu carma, sua missão e seu horóscopo é importante pra poder avaliar o que ocorre consigo mesmo. Até porque é muito difícil a pessoa se autoavaliar. Já é bem difícil a pessoa ouvir de outros, sobre seu comportamento. A maioria dos astrólogos e consultores espiritualistas, que tem o maior trabalho pra dizer os traços negativos dos consulente, pois a maioria não aceita as definições dadas pelos signos e os traços que carregam em si. Porque a maioria das pessoas, tem uma ideia distorcida de si mesma.

E nesse sentido de se auto-corrigir, se autoavaliar e se purificar de cármas, é que Saturno atua na vida de cada um. Assim a relação de Saturno com cada signo no mapa, como também a casa que ele ocupa e a importância que ele tem no horóscopo é que vai determinar a forma que a pessoa evolui. Assim observar o que Saturno quer de nós e tentar cumprir nossa missão na vida, tornará a vida mais fácil ou menos dolorida. E em questão de amor, também temos que observar bem de que forma nos tornamos um fardo na vida do outro ou o outro, se torna um peso pra nós. Por isso, em sinastria, também observa-se como Saturno de uma pessoa toca o horóscopo da outra.

A mulher que quer conquistar o homem amado, tem que saber que o saber se comunicar é importante. Pois o homem gosta da mulher que sabe como dizer, como ele pode ajudá-la. Também gosta da mulher que sabe agradecer, ser cheia de gratidão, sem ser submissão ou um agradecimento falso. O homem gosta de ser entendido pela mulher, da mesma forma que ela se mostra claramente e se faz entender por ele. O homem gosta de pensar que tá no comando, mas, que é recebido por amor e não por medo.



Uma outra coisa que pode agradar muito um homem é ter ao seu lado, uma mulher que não reclama. Na verdade, não estou falando da mulher que dá sua opinião sincera, expressando seus pontos de vista com sinceridade e porque quer o melhor de seu amado, mas, de mulheres briguentas que incomodam tanto que acabam entrando pra lista das chatas. E podemos perceber esse tipo de mulher entre as pessoas que tem Mercúrio mal colocado no mapa. Um Mercúrio que está fraco e que ataca o Ascendente, especialmente quando está também em choque com Marte. Como também as filhas de Iansã ou que tenha uma pombagira muito negativa ao seu lado. 

Mulheres que sabem usar sua independência, colocando sua vida em primeiro plano, lutando pra conseguir o que quer e ser feliz, mas, que na hora que ama, sabe inserir o se amado nesse projeto de vida, também encanta muito os homens. Mulheres que tem um Orí iluminado, uma mente firme e um orixá positivo, serão assim. E essa é a diferença entre mulheres que conquistam sem muito esforço e as que fazem tudo pra aparecer e não conseguem. Tem as que trazem um orixá de frente muito forte que causa essa independência, mas, não tem o suporte de um orixá de cabeça que gere estabilidade, por isso muitas mostram ser uma coisa e no fundo são outra.



Mas, as mulheres que em uma carreira estabelecida, que é independente, firme e com sua vida própria organizada, acaba assustando homens, especialmente os que se acham fracassados ou são machistas. Só que se a mulher souber ser independente e envolvente ao mesmo tempo, isso deixará de ser um problema. Até porque tanto mulher, quanto homem pode ter sua vida e conectá-la a vida de outro, sem perder seu espaço. Tudo é uma questão de imposição e adaptação com sabedoria.








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