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sábado, 4 de janeiro de 2020

Cientista concebe motor estelar capaz de deslocar Sistema Solar inteiro



Um novo tipo de motor estelar foi proposto por um astrofísico estadunidense. Utilizando a energia do Sol, ele permitirá impulsionar nosso Sistema Solar inteiro através da galáxia para escapar uma supernova.

O astrofísico Matthew Caplan da Universidade de Illinois, Estados Unidos, concebeu o projeto de um novo tipo de motor estelar que seria capaz de deslocar o Sistema Solar, indica um estudo publicado no site ScienceDirect.
O propulsor Caplan será uma versão melhorada de um outro motor estelar, desenvolvido pelo cientista Leonid Shkadov. O propulsor Shkadov inclui um espelho curvo gigantesco destinado a refletir fótons suficientes provenientes da radiação solar para que possa se deslocar no espaço. Provavelmente, ele poderia propulsar o Sistema Solar a 100 anos-luz durante 230 milhões de anos.
Quanto ao propulsor Caplan, seria muito mais rápido: 50 anos-luz em apenas um milhão de anos, o que permitiria obter a velocidade necessária para escapar uma supernova.

Princípio de funcionamento

Segundo o cientista, o propulsor Caplan seria colocado perto do Sol utilizando os campos eletromagnéticos para recolher hidrogênio e hélio do vento solar.
Isso permitiria alimentar dois jatos de energia. Um deles usaria hélio, propulsionado através de um reator de fusão para criar oxigênio radioativo que faria avançar o propulsor, enquanto outro usaria hidrogênio para manter a distância com o Sol e o empurrar para diante. Assim, o Caplan agiria como uma espécie de rebocador.
No entanto, o vento solar por si só não forneceria carburante suficiente. Seria necessário criar uma espécie de estrutura de esfera de Dyson, que concentraria a luz solar em um ponto preciso do Sol para aumentar mais as temperaturas e assim a potência.

Visitantes interstelares: podem cometas revelar o mistério da origem da vida?



O cometa interestelar 2I/Borisov atingiu recentemente o ponto da sua trajetória mais próximo do Sol – cerca de duas unidades astronômicas.

A atenção de toda a comunidade astronômica está focada neste visitante que vem de fora do nosso Sistema Solar: curiosamente, as primeiras observações mostraram que o cometa Borisov é muito semelhante àqueles que nasceram no nosso sistema. O que se sabe sobre estes corpos celestes gelados?
Cometas são pedaços de água gelada que se movem em órbitas muito alongadas. Ao contrário de outros objetos espaciais no Sistema Solar, a sua trajetória é influenciada por fatores não gravitacionais, tais como a atividade dos núcleos.
Existem dois tipos de cometas: os periódicos, que têm uma órbita elíptica calculada; e os não periódicos, cuja órbita não pode ser determinada. O primeiro tipo de cometas faz uma volta completa em torno do Sol em menos de 200 anos. A maior parte deles pertence a família de jupterianos, ou seja, o ponto mais afastado da sua órbita se encontra perto de Júpiter, fazendo uma volta completa em cerca de 20 anos.

De onde vêm os cometas?

Existem duas hipóteses relativamente às origens dos cometas: uma diz que são provenientes do Cinturão de Kuiper – uma área do Sistema Solar que se estende desde a órbita de Netuno, a 30 unidades astronômicas, até 50 unidades astronômicas do Sol, onde há muitos corpos congelados e planetas anões, que se distinguem por suas órbitas invulgares.
Outra teoria diz que os cometas vêm da nuvem de Oort, uma hipotética nuvem esférica localizada na extremidade do Sistema Solar. Os cientistas estão mais inclinados para a segunda opção.

© FOTO / NASA/HUBBLESITE
Duas imagens do cometa 2I/Borisov captadas pelo Hubble
Os cometas se formam na orla exterior do Sistema Solar, em uma zona onde a água está sempre no estado sólido. Acredita-se que eles são fragmentos da substância primária preservada em estado inalterado. Por isso, os cientistas estão muito interessados em estudá-los, visto que podem revelar os mecanismos de formação dos planetas, do Sistema Solar, e provavelmente até o mistério da origem da vida.
"Os cometas passam a maior parte do seu tempo longe do Sol. Eles contêm as principais informações sobre a fase inicial de formação do Sistema Solar. Analisando a sua composição e trajetória, podemos determinar o que aconteceu naquele período. Por isso, é importante saber como e onde os cometas se formaram", explica Vyacheslav Emelianenko, cientista do departamento de pesquisa do Sistema Solar do Instituto de Astronomia da Academia das Ciências da Rússia.
Os cientistas estimaram que o cometa 2I/Borisov tem entre 2 e 16 quilômetros de diâmetro, passou a uma distância de aproximadamente 300 milhões de quilômetros do Sol a uma velocidade máxima de 44 km/s (mais de 158 mil km/h).
Astrônomos consideram que o 2I/Borisov, o segundo objeto interestelar descoberto na história, tenha se formado em um sistema "solar" conhecido como Kruger 60, que se encontra na constelação de Cepheus, e que tenha sido repelido para o espaço interestelar como consequência de uma quase colisão com um planeta.
A questão é que a sua cauda (uma espécie de nuvem que o envolve composta por vapor e gases) o tamanho do núcleo (não mais que um quilômetro), densidade e velocidade são muito parecidos com os cometas do nosso Sistema Solar. "Se não fosse a órbita hiperbólica, diríamos que é um cometa nosso. Isso é muito estranho e sugere que os cometas de outros sistemas estelares são iguais aos nossos. Portanto, há muitos mundos organizados como o nosso", diz Emelianenko.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Em 2040 bússolas apontariam para Sibéria, a leste do polo norte verdadeiro



O Modelo Magnético Mundial está sofrendo atualizações frequentes porque o norte magnético está se afastando cada vez mais para a Sibéria, fora do seu "local histórico", desde pelo menos o séc. XVI.

No início deste mês, o Serviço Geológico Britânico (BGS, na sigla em inglês) e os Centros Nacionais de Informação Ambiental dos EUA divulgaram mais uma atualização do Modelo Magnético Mundial, prevendo que o polo magnético continuará seu rumo em direção à Sibéria a uma velocidade de cerca de 40 quilômetros por ano.

© FOTO / NOAA NCEI
Modelo Magnético Mundial 2020
O geofísico e especialista em geomagnetismo do BGS Dr. Ciarán Beggan prevê que as bússolas começarão a apontar para leste do Polo Norte geográfico dentro dos próximos vinte anos.
"Até 2040, todas as bússolas provavelmente apontarão para leste do norte verdadeiro", disse o cientista, que desempenhou um papel na criação do Modelo Magnético Mundial atualizado, falando para o portal Business Insider. 

Adaptação forçada

Usado por tudo, desde aplicativos de bússolas em smartphones até GPS e sistemas de transmissão de telecomunicações, o Modelo Magnético Mundial teve duas atualizações no ano passado, com os cientistas substituindo o modelo de 2015 mais cedo do que o previsto, depois que eles calcularam que estava se tornando tão impreciso que poderia causar erros de navegação.

© FOTO / ESA / AOES MEDIALAB
O campo magnético da Terra funciona como um escudo, protegendo o planeta da radiação cósmica e das partículas carregadas que correm na nossa direção com ventos solares
Comentando a última atualização de dezembro de 2019 do Modelo Magnético Mundial, Beggan explicou que embora "o norte magnético tenha passado os últimos 350 anos vagando pela mesma parte do Canadá", a partir da década de 1980 "a velocidade do seu movimento saltou de 10 quilômetros por ano para 50 quilômetros".
Além disso, foi também nessa época que o polo norte magnético começou a sair da área em redor das ilhas do norte do Canadá para norte, em direção ao norte do Ártico e mais além, em direção à Rússia.

© FOTO / NOAA NCEI/CIRES
Mapa global de declinação e das localizações dos polos magnéticos para 2020
Em setembro, o norte magnético passou a 390 km do norte verdadeiro (ou seja, o ponto na Terra onde as linhas de longitude convergem no norte) e cruzou o meridiano de Greenwich. Tal posicionamento do norte magnético nunca foi observado desde que os geógrafos começaram rastreando o norte geomagnético no século XVI.
Beggan confirmou que os militares dos EUA influenciaram a decisão do BGS e dos seus homólogos americanos de lançar uma "atualização" antecipada do modelo de 2015 em fevereiro passado, embora a atualização de 2015 devesse durar até 2020.
"Perguntamos ao Departamento da Defesa dos EUA se eles queriam uma 'atualização antecipada' e eles disseram que sim", lembrou ele. O Ministério da Defesa do Reino Unido aparentemente "não se importava com qual seria a decisão", segundo o cientista.

Magma quente líquido

Os cientistas ainda não têm certeza do que está causando o movimento do polo norte magnético em direção à Sibéria nas últimas décadas, embora se acredite que isto esteja relacionado com a agitação do níquel e ferro líquido no núcleo externo do planeta, cerca de 2.900 km abaixo da superfície, e com as enormes correntes eléctricas que isso cria.

© CC BY-SA 3.0 / SOYLENTGREEN /
Núcleo da Terra (imagem ilustrativa)
Esta ausência de certeza, e a total falta de capacidade humana para controlar o processo, significa que, embora se preveja que o norte geomagnético continue seu movimento em direção ao leste, ele poderia facilmente parar, ou mesmo inverter o curso em algum momento no futuro.
Earth’s South Magnetic Pole is on the move, currently tracking towards Australia (ish) at 15km each year and already out of the Antarctic icesheet. These points are measured locations of over the last few hundred years! Thanks @noaa for the map https://www.ngdc.noaa.gov/geomag/GeomagneticPoles.shtml 
Ver imagem no Twitter

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Polo sul magnético da Terra está em movimento, atualmente seguindo em direção à Austrália a 15 quilômetros cada ano e já está fora da calota de gelo da Antártica. Estes pontos são localizações medidas ao longo das últimas várias centenas de anos! Obrigado NOAA pelo mapa.
Curiosamente, observou Beggan, quando comparado ao seu homólogo do norte, o polo sul magnético tem permanecido comparativamente dócil, se mantendo em uma área ao sul da Austrália já por mais de 100 anos.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Surgem 'objetos misteriosos' na Antártica que alguns suspeitam serem OVNIs de novo (VÍDEO)



A descrição do vídeo afirma que ele apresenta imagens do Google Earth que alegadamente "despertam um profundo interesse e surpresa", tanto entre cientistas como entre ufólogos.

A extensão congelada da Antártica, o inóspito continente enigmático que antes atraiu a atenção de teóricos da conspiração e caçadores de OVNIs em mais de uma ocasião, aparentemente chamou mais uma vez a atenção de usuários curiosos do Google Earth, que avistaram o que parece ser uma estrutura em forma de disco presa no gelo.
O enorme semicírculo apresentado em um vídeo do YouTube, subido pelo usuário Sandra Elena Andrade, parece estar junto de um penhasco, ou quiçá sobressaindo de baixo dele. O canal também contém uma série de outros fenômenos estranhos avistados nos mapas digitais da Antártica, embora a veracidade das filmagens não tenha podido ser imediatamente verificada.
"Imagens misteriosas capturadas pelo Google Earth despertam um profundo interesse e surpresa tanto no ambiente científico como ufológico", diz a descrição, afirmando que "as imagens da NASA são grandes evidências que devem ser investigadas e levadas ao conhecimento da população".
A descrição do vídeo também observa que o vídeo é na verdade uma "apresentação do pesquisador argentino Marcelo Irazusta".
No início deste mês, um usuário do Google Maps anunciou a descoberta de um objeto misterioso semelhante a uma aeronave em território antártico.
Em 14 de dezembro glaciologistas norte-americanos compuseram um mapa topográfico detalhado de Antártica que permitiu descobrir o ponto mais profundo da Terra não coberto por água.


As mais vistas da semana

Seis descobertas da última década que mudaram a ciência para sempre



O ser humano sempre se interessou por tudo o que o rodeia, tanto pelo ambiente como por seu organismo, por seu passado e por aquilo que pode mudar seu futuro.

Confira as maiores descobertas da ciência da última década que não só tiveram grande influência nos instrumentos de pesquisa, como também mudaram nossa visão do mundo.

Há vida em Marte? Ao menos houve

Atualmente Marte é o planeta mais pesquisado pelos humanos. A sonda da NASA Curiosity envia permanentemente fotos da superfície do Planeta Vermelho.
Logo após o pouso em 6 de agosto de 2012, o rover de seis rodas descobriu seixos arredondados na superfície marciana, o que prova que no planeta existiram rios há bilhões de anos. Depois, as provas se multiplicaram, mostrando que já houve muita água em Marte: a superfície do planeta foi coberta por fontes termais, lagos e talvez até por oceanos.
Imagem da cratera Korolev, composta a partir de dados sobre o relevo e fotos do satélite Mars Express
Imagem da cratera Korolev, composta a partir de dados sobre o relevo e fotos do satélite Mars Express
Em 2018 o satélite Mars Express obteve fotos da cratera Korolev, com 81 quilômetros de diâmetro, coberta por uma camada de gelo de 1,8 km de profundidade.
Em 2014 foi descoberto um complexo de moléculas orgânicas, que a NASA chama de blocos que constroem a vida. A busca de vida em Marte será continuada por novas sondas lançadas já neste ano.

Einstein prognosticou, agora foi visto

O telescópio Kepler foi lançado em 2009 e, desde então, ajudou os cientistas a descobrir mais de 2.600 exoplanetas, ou seja, planetas fora do nosso Sistema Solar.
Entretanto, uma reviravolta na astrofísica esperava a humanidade em 2019. Em janeiro de 2019, cientistas apresentaram a primeira foto de um buraco negro situado no cento da galáxia Messier 87. A foto foi feita pelo Event Horizon Telescope – Telescópio do Horizonte de Eventos.
Imagem do buraco negro no centro da galáxia M87, captada pelo projeto Event Horizon Telescope (Telescópio de Horizonte de Eventos)
Imagem do buraco negro no centro da galáxia M87, captada pelo projeto Event Horizon Telescope (Telescópio de Horizonte de Eventos)
Desde 1960, a existência de buracos negros era considerada indiscutível devido aos resultados de pesquisas e observações. Entretanto, ver o fenômeno, um buraco no espaço-tempo, o que era somente prognosticado pela Teoria de Relatividade de Albert Einstein, parecia algo impossível. Era assim até 2019.

Ouviu falar do CRISPR?

Na última década, a biomedicina foi dividida em duas eras – antes do CRISPR e após o CRISPR, Sistema de Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas, a base da tecnologia de edição genética. "A edição do genoma baseada no CRISPR está acima de todas as outras", disse William Kaelin que ganhou Nobel de Medicina em 2019.
Esse instrumento, que usa o sistema imunitário de defesa das bactérias para editar genes de outros organismos, foi desenvolvido em 2012 por Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudn.
O sistema é mais fácil e barato em comparação aos antigos, mas não é perfeito. Especialistas acreditam que foi isso que aconteceu com os gêmeos nascidos na China em 2019 como resultado das edições feitas por um pesquisador, criticado por ignorar as normas éticas e científicas.
Entretanto, a descoberta continua sendo uma das maiores da ciência dos últimos anos e, segundo o autor deste sistema, pode dar origem a uma "explosão" no combate às doenças humanas.

Combatendo o mais perigoso

Durante décadas a humanidade tinha três meios principais para combater o câncer: a cirurgia, a quimioterapia e a radiação. Em 2010 o mundo soube de outro, cuja existência estava sob dúvida: a imunoterapia, que ativa o sistema imunológico do organismo para que ele ataque as células tumorais.
Uma das técnicas mais avançados é a terapia de "CAR T-cell" em que as células T, partes do sistema imunológico, são coletados do sangue, modificadas e reimplantadas no organismo.
Células de câncer atacando o sistema imunológico
© DEPOSITPHOTOS / SCIENCEPICS
Células de câncer atacando o sistema imunológico
Segundo William Cance, diretor científico da Sociedade Americana de Câncer, a próxima década pode trazer novas imunoterapias, melhores e mais baratas do que as existentes.

Mais parentes

A década começou com uma nova e importante adição à árvore genealógica humana: o hominídeo de Denisova, ou Denisovan, do nome da caverna onde os restos foram encontrados nas montanhas Altai da Sibéria.
Em 2010 os cientistas analisaram o DNA de um osso do dedo de uma mulher Denisovan e descobriram que era diferente geneticamente dos humanos existentes e de seus "primos" antigos, os homens de Neandertal. Os restos desta espécie foram encontrados só na região de Altai e Tibete.
Reconstrução da aparência do Homo naledi
© SPUTNIK / SERGEI PYATAKOV
Reconstrução da aparência do Homo naledi
Também foi descoberto que nossos antepassados se reproduziram com homens de Neandertal, e que os nossos parentes longínquos não eram os simplórios brutais que anteriormente se pensava, sendo sim responsáveis por obras de arte, tais como as marcas de mãos em uma caverna espanhola.
Depois, na África do Sul foram descobertos restos de Homo naledi, enquanto cientistas nas Filipinas classificaram outra espécie encontrada lá, o Homo luzonensis, de pequena estatura.

Inteligência artificial: fazer tudo que humanos fazem

O aprendizado automático e inteligência artificial, tão conhecidos hoje, chegaram ao palco no início da segunda década do século XXI. O aprendizado automático impulsiona hoje tudo, desde assistentes de voz até as recomendações no Facebook. O aprendizado profundo (deep learning) ganha mais e mais espaço nas tecnologias modernas, tentando pouco a pouco copiar a complexidade do cérebro humano.
Sistema de reconhecimento facial e traduções de voz em tempo real – isso chegou à nossa vida quotidiana só nos últimos anos.
"Certamente a maior inovação nos anos 2010 foi o aprendizado profundo - a descoberta de que as redes neurais artificiais podem ser escaladas para muitas tarefas do mundo real", disse Henry Kautz, professor de ciências computacionais da Universidade de Rochester.
Max Jaderberg, cientista do DeepMind, diz que o próximo grande salto virá através de algoritmos que "podem aprender a descobrir informações, rapidamente se adaptar" e agir se baseando nesse novo conhecimento, sem depender dos humanos para os alimentar com dados corretos.
Isso poderia abrir o caminho para a "inteligência geral artificial", ou uma máquina capaz de realizar qualquer tarefa que os humanos possam fazer, em vez de se especializar em uma única função.
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