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domingo, 30 de julho de 2017

Fé na justiça: O que a Lava Jato revela sobre a origem 'mágica' do Direito

Surgido a partir de mitos gregos, o direito guarda semelhanças com o universo mítico-religioso (Foto: Wikicommons)

Fé depositada na operação e tratamento de herói a protagonistas expõem laços antigos entre justiça e religião, dizem juristas



Réus declaram "crer" na Justiça, procuradores dizem conduzir uma "cruzada" contra a corrupção, juízes são descritos como "heróis". As semelhanças entre o vocabulário ligado à operação Lava Jato e o linguajar do universo mítico-religioso não são coincidência, dizem juristas entrevistados pela BBC Brasil. "Na origem do Direito, era impossível separá-lo da religião", diz Ari Marcelo Solon, professor de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Universidade de São Paulo (USP). Ele conta que nosso sistema jurídico se originou a partir de mitos que circulavam na Grécia vários séculos antes de Cristo. Quase três milênios se passaram, mas o laço jamais se desfez completamente, afirma o professor - o que ajudaria a explicar a esperança quase religiosa que muitos brasileiros depositam na Lava Jato e a fé numa redenção por meio da punição dos corruptos.

A estátua da Justiça tem origem na deusa grega Têmis (Foto: Wikicommons)


Deusa da Justiça - Nos tempos do poeta Homero, conta Solon, a deusa Têmis personificava os ideais de justiça. Segunda esposa de Zeus, filha de Urano e Gaia, era também Têmis quem mantinha a ordem no Olimpo, a morada dos deuses. Solon diz que a deusa era representada por um monte de pedras, o que indicava a firmeza da justiça. Na ágora, espaço de discussão onde também havia pedras, reis se reuniam para tomar decisões guiados por decretos divinos.

Segundo juristas, o direito "é um fenômeno mágico", que opera em moldes parecidos com os de religiões tradicionais (Foto: João Fellet/BBC Brasil)


Séculos mais tarde, em Roma, Têmis se transformou na deusa Iustitia, origem do termo justiça. Hoje, estátuas da deusa, de olhos vendados e balança à mão, guardam a entrada de muitos tribunais no Ocidente. Com o tempo, muitos Estados se tornaram laicos, e Direito e religião se separaram formalmente. Porém, para alguns pensadores - como os filiados ao realismo jurídico, movimento que despontou nos EUA e na Escandinávia no início do século passado - essa cisão nunca ocorreu pra valer. Na tese "A César o que é de Deus: Magia, Mito e Sacralidade do Direito", defendida na USP em 2008, o jurista e diplomata Rafael Prince analisa as semelhanças entre o Direito e os rituais xamânicos, a feitiçaria e outras práticas de povos ditos "primitivos". Segundo Prince, o Direito é "um fenômeno mágico", que opera em moldes parecidos com os de religiões tradicionais, ainda que muitos juristas o tratem como ciência.

Ele afirma que, por mais que juízes digam se guiar apenas pela lei ao proferir sentenças, suas decisões sempre têm uma boa dose de subjetividade - o que, para Prince, não significa que a impessoalidade, objetividade e transparência não devam ser perseguidos por legisladores e operadores do Direito. "O conteúdo das normas do Direito mudou ao longo do tempo, mas a forma de pensar juridicamente é, por natureza, uma forma de pensamento mágico ou religioso - uma linguagem mitológica", afirma.

Ele diz que o elo entre magia e Direito é evidenciado, por exemplo, pelo papel que a palavra desempenha nos dois sistemas. "As palavras são o núcleo do poder mágico", explica o jurista. Citando o linguista alemão Winfried Nöth, ele afirma em sua tese que a palavra inglesa "spell" significa tanto soletrar quanto fórmula de encantamento, e que "glamour", que no passado significava "bruxaria", tem a mesma raiz que "grammar" (gramática). "Para o povo, o conhecimento de gramática era evidentemente um saber mágico", disse Nöth. Da mesma forma que um ritual de magia requer a entoação de certas palavras, a posse de um funcionário público ou um casamento - duas cerimônias regidas pelo Direito - só têm efeito mediante a pronúncia de expressões específicas. As palavras são tão poderosas no Direito, diz Prince, que com elas juízes podem "mudar para sempre o destino de pobres mortais". Os paralelos vão além. "As fórmulas mágicas costumam ser barrocas e repetitivas, e não é diferente com os textos jurídicos", afirma Prince. "O exorcista, por exemplo, ao recitar suas orações e conjurações, deve se mostrar muito mais terrível que o demônio dentro do paciente (...) Da mesma forma, os advogados não poupam esforços em falar numa linguagem rebuscada e incompreensível aos leigos, que, admirados com o impressionante 'juridiquês', não hesitarão em confiar na capacidade dos doutos bacharéis." Prince afirma que há várias palavras vazias de sentido no Direito, e que muitos conceitos jurídicos - como propriedade, direito subjetivo e crédito - não têm qualquer significado fora do universo das leis. E assim como as religiões têm templos, o Direito tem tribunais, espaços igualmente controlados por rígidas regras por onde transitam juízes, advogados e promotores - a quem Prince chama de "sacerdotes da religião jurídica". Para ter acesso a esses locais, deve-se passar por uma série de ritos, como a graduação em Direito e o concurso para a magistratura - processo não muito diferente da iniciação por que passam padres, monges e xamãs, afirma o diplomata.

Rituais religiosos tradicionais, como os de etnias do malauí, têm semelhanças com os rituais do direito (Foto: Wikicommons)


Direito e mito - Além da origem comum, Prince diz que Direito e religião têm o mesmo papel na sociedade: "resolver conflitos sociais, ao conciliar, em sua estrutura harmônica, expectativas e valores dissonantes". Quando um juiz define uma pena para um crime, está compensando o crime com outro ato e agindo para restabelecer o equilíbiro quebrado pelo criminoso. "O processo judicial, em sua forma e linguagem, é um meio de reviver mitos fundamentais da nossa sociedade", diz Prince. No caso da Lava Jato, ele afirma que o mito em questão é o de que "os maus devem ser punidos". Segundo o jurista, no imaginário de muitos brasileiros, os procuradores da operação e o juiz Sérgio Moro são vistos como figuras míticas que "vão salvar o país de todo o mal". Ele alerta para o risco, porém, de que os holofotes façam o juiz abandonar o papel sagrado de mediador, convertendo-se em outro arquétipo mitológico: "o inquisidor, o herói paladino da justiça". "Isso, sem dúvida, é ruim para a legitimidade do Judiciário - além de ilegal."

A Lei das Doze Tábuas codificou delitos e definiu penas para malfeitos, marcando o início de uma era na qual governos passaram a aprovar leis aplicáveis a todos os cidadãos (Foto: Wikicommons)


Falsa religião - Para Ari Solon, professor da USP, a Lei das Doze Tábuas - legislação na origem do Direito romano - é a base dos processos da Lava Jato. O documento, que codificou delitos e definiu penas para malfeitos, marcou o início de uma era na qual governos passaram a aprovar leis aplicáveis a todos os cidadãos. Solon diz que, ao sistematizar mitos e valores arraigados na população, o Direito romano surgiu como uma "força ética". Para ele, o elo entre Direito e ética se fragilizou desde então. "O Direito foi se afastando de sua essência e virando algo só formal: uma falsa religião." Solon diz que, para resgatar os valores originais greco-romanos, pode ser útil estudar como se organizam povos que não foram engolidos pelo Direito ocidental, como indígenas brasileiros. Esses grupos, segundo o professor, podem nos mostrar outras formas de conciliar mitos e regras de convívio - ainda que, para alguns, eles ainda vivam na "Idade da Pedra". Solon então lembra o elo entre o Direito e as pedras que simbolizavam Têmis, a deusa grega da justiça. As pedras, conta ele, também abundavam no Monte Sinai, onde foi revelada a Moisés a Torá, o livro sagrado do Judaísmo. "Não é chocante que todos adorem a pedra", diz o professor. "Há paradigmas comuns a todas as civilizações. A religião tem que vir da concretude."
Por BBC

domingo, 1 de maio de 2011

Taoísta Magia Sexual


Magia é a arte de lidar com o universal energias da natureza e dos indivíduos. Quando falamos sobre a magia do sexo, falamos de conhecimento sobre o uso consciente da energia sexual dentro de nós, um estranho normalmente usa para o homem comum. Existem várias teclas no presente, e um é reconhecer que somos o sexo que estamos a sensação sexual, que não é algo separado, sexo, e nós, por exemplo. Uma vez que reconhecemos isso vai além tratandode descobrir a íntima relação entre a sexualidade eo êxtase místico.

O Poder SEXUAL, gozo é espiritual, mas nossa cultura tem degradado a um único acto de reprodução, a fornicação mecânica, às vezes, o prazer genital concertos e muito poucos casos, com um gozo que VAMAS além do orgânico, atingindo emocional, etc . Para o sexo mágico é a arte, poesia, música, êxtase, arrebatamento, devoção, adoração, entrega. E a chave é controlar sua energia sexual, que se parece com seu próprio eu, e aí reside a imagem do homem perfeito. Existe a Krestus - Cristo, que é o sêmen mesmo nos homens, e os homens em suas vitrioluz ou energia sexual.

Aquele que tem ouvidos para ouvir, porque se há sabedoria aqui.

Dentro dessa relação com o mágico - artística, começa-se a apreciar a beleza do corpo como uma manifestação do divino, como uma expressão do interior do amante. Essa mulher é a Mãe Divina, o eterno. Prazer sexual, o pico de intensidade, sem perder a sua energia, são andróginos, e ser andrógino são poderosos e ser poderoso Deus pode comandar o dinheiro para acompanhar e doenças podem ser encomendados para não atacá-los.

Magia Sexual antigamente era ensinado em segredo, nos templos de iniciação, só ensinou esta arte para o aluno acordado. Atualmente, ele lançou mais um pouco, mas o grande segredo 33 de Salomão, ou chave Tao, subjugando sido apenas a um seleto poucos parceiros santuário taoísta.

Que vem ressaltar a importância da questão, e da seriedade com que devem ser abordadas. Procuramos atingir os seus subsídios me um mundo de percepção e sensibilidade, o homem comum não concorda. Por conseguinte, é necessário mudar a maneira como as pessoas pensam e sentem. O ser humano estar presente, é preciso modificar a estrutura de seu pensamento e sentimento, para entrar no mundo interior, onde o conhecimento ea experiência são diretos, e não necessitam de avaliação ou discussão, não necessitam de tomar partido, mas de integração e plenitude.

A idéia errônea de ter um relacionamento sexual linear, onde ambos os parceiros estão à procura de um prazer efêmero da fornicação, considero que este é um orgasmo, mas não é isso mesmo que eles acreditam, o momento de maior alegria, é para o alívio de outros, e, portanto, longe do êxtase sexual. São duas faces da mesma coisa. A energia produzida pelo êxtase sexual é o mesmo que leva ao êxtase místico. Dissemos anteriormente que a energia sexual é a imagem de nossa perfeição, que na Cabala é chamado Adam Kadmon. Quando perdemos a energia sexual, esta retorna para dentro e para cima, para formar os nossos veículos superiores de consciência, os órgãos internos. Uma vez formados esses órgãos internos, um homem entra em uma dimensão de vida completamente desconhecida para a humanidade. Mas a cristalização desse novo homem é tudo uma criação, uma criação que se assemelha a VONTADE formação do universo, pois somos um universo.

A experiência da sexualidade como uma comunhão espiritual com os nossos parceiros nos permite mesclar com o nosso Deus interior, com o todo, eu nunca vou deixar de ser, a eternidade. A chave não é só aproveitar a energia, mas precisa de um estado de espírito diferente todos os dias, assim que nós falamos sobre mudar a forma como pensamos e sentimos. Ele também requer que nós amamos o nosso parceiro. Com a arte de fazer amor estão trabalhando com a serpente sagrada, a Divina Mãe Kundalini, que vive no cóccix, o chacra básico, sonolento, mas à espera de acordar, quando você sente o chamado do absoluto.

Todas as informações existentes sobre o tema enfatiza o ponto de não eliminar, manter a energia sexual, que ocorre em homens com ejaculação seminal. É muito importante destacar o conceito oriental de que o homem ocidental não sabe o clímax. Cree sensação agradável que é o orgasmo pós-ejaculatório, mas não é. Orgasmo no Oriente é o mesmo êxtase. Os sentimentos do homem comum é a sensação de alívio que é gerado quando a energia é liberada. Qualquer energia bloqueada que é liberada dá prazer e, portanto, é aceite de bom grado, mas aqui estamos a tentar ir mais fundo, às raízes da comunhão com o divino, onde podemos partilhar o sentimento de êxtase.

Por que eu disse que não se trata apenas de aplicar uma técnica de não ejacular, ou reter o sêmen, mas é uma atitude interna que nos permite mesclar com todos .. Se não tiver isso, não estamos praticando a magia sexual, mas um acto sexual mais ou menos elaborados. É a mutação do esperma em energia criativa, sublime, subir pela espinha, enchendo a aura com que o fogo divino, para começar a criação de r de interior. Recordemosque existe un cuerpo astral superior, medio, e inferior . Que a criação nos leva a consolidar nosso corpos solares, ou parte superior do corpo. Recordemosque corpo astral existe um início, meio e fundo. Estes órgãos têm o seu projeto de energia sexual. Quando a serpente acorda, começa a sua obra de regeneração e de criação desses organismos ..
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