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terça-feira, 3 de agosto de 2021

VÍDEO incrível mostra simulação que recria 4,5 bilhões de anos de história do planeta

 


Evolução planetária desde seu surgimento pode ser vista em 255 segundos de imagens criadas pelo artista e cientista David A. Roberts.

O artista e cientista da computação David A. Roberts se inspirou no planeta Terra e criou um vídeo de pouco mais de quatro minutos no qual consegue sinterizar toda a evolução de um planeta semelhante, desde o seu surgimento até os dias de hoje. O criador espera adicionar no futuro a possibilidade de alterar os parâmetros iniciais da simulação e depois observar as consequências.

A recriação da história de um planeta com condições semelhantes às da Terra foi feita por meio de uma simulação de computador.

O vídeo postado em seu blog pessoal mostra como o objeto planetário, que inicialmente consiste em magma líquido, é coberto por uma camada sólida.

A seguir, o movimento das placas tectônicas começa e os continentes aparecem. No final, dia e noite se alternam, o que permite avaliar, à luz das cidades, uma civilização que se desenvolveu na superfície.

A evolução planetária refletida no vídeo abrange 4,5 bilhões de anos, o que equivale à idade da Terra. Como Roberts explicou ao portal Vice na semana passada, a ideia foi inspirada no videogame SimEarth, lançado em 1990.

"Tinha uma premissa realmente ambiciosa, de simular planetas semelhantes à Terra desde a criação até um futuro distante, mas era bastante limitada pelo 'hardware' de computador da época", contou o artista.

Roberts decidiu recriar a ideia do jogo em um nível de tecnologia contemporâneo. Para fazer isso, ele escreveu um programa especial.

"Na verdade, primeiro criei um minijogo, que permite alterar interativamente o terreno para ver como ele afeta o clima e a ecologia simulados. E então criei a história visual que percorre tudo automaticamente, pois pensei que seria um pouco mais fácil de consumir para as pessoas", revelou.

O artista quer adicionar a possibilidade de alterar os parâmetros iniciais e, em seguida, observar as consequências. Em sua opinião, isso daria aos usuários "uma compreensão intuitiva dos sistemas".

"Não obtive esse nível de interatividade com este projeto, mas talvez o acompanhe em algum momento no futuro", relatou ele.


 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Astrofísica: Simulação da NASA demonstra força gravitacional de buraco negro



Após revelar a primeira fotografia de um buraco negro, a NASA decide compartilhar uma simulação para demonstrar a força gravitacional do fenômeno.

Apesar de a imagem ser algo marcante, a fotografia não permite ter ideia do que realmente ocorre em um buraco negro, e é por isso que a NASA resolveu criar uma simulação, onde é possível visualizar o fenômeno.
Visualize a mind-bending black hole 😱

The gravity of a black hole is so intense, it distorts its surroundings like a carnival mirror. Simulations help us see what Einstein meant when he said gravity warps the fabric of space & time. Get sucked in: https://go.nasa.gov/2lMiqJz 

3.650 pessoas estão falando sobre isso
​Visualize um alucinante buraco negro. A gravidade de um buraco negro é tão forte que distorce seus arredores. As simulações nos ajudam a compreender o que Einstein quis dizer quando afirmou que a gravidade distorce o tecido do espaço e do tempo.
simulação foi criada pelo Centro de Voo Espacial Goddard da NASA através de um software e procura demonstrar a força gravitacional do buraco negro, onde nem mesmo a luz pode escapar.
"Simulações e vídeos nos ajudam a visualizar o que Einstein queria dizer quando afirmou que a gravidade distorce o tecido do espaço e do tempo", afirmou Jeremy Schnittman, que gerou as imagens e a simulação.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Astrofísica: Metade dos nossos átomos veio de outras galáxias

(Reprodução | Guardian Wires/YouTube)

Simulação de computador resume os 13 bilhões de anos da Vila Láctea – e descobre que 50% de sua matéria foi sugada de explosões em galáxias próximas



O nascimento dos átomos que formam você foi muito mais divertido do que o seu: simulações de computador feitas na Northwestern University, nos EUA, revelam que metade de todo o material da Via Láctea (e, portanto, do seu corpo) não foi fabricado por aqui – mas forjado no núcleo de imensas estrelas de galáxias vizinhas, e então expelido para cá em explosões monumentais. A descoberta vai na contramão das teorias vigentes, que até então não consideravam esse troca-troca de material uma parte tão relevante da formação de aglomerados de estrelas. Funciona assim: galáxias de grande porte como a Via Láctea, com algo entre 100 mil e 180 mil anos-luz de diâmetro, são cercadas de satélites – às vezes chamados de galáxias-anãs. Eles são algomerados de estrelas menores que o nosso, mas de maneira alguma pequenos. A Grande Nuvem de Magalhães (LMC), por exemplo, tem 14 mil anos-luz de diâmetro. Sua irmã menor, a Pequena Nuvem de Magalhães, tem exatamente metade do tamanho e 7 bilhões de vezes a massa do Sol. Às vezes uma estrela de grande porte que “mora” em uma dessas pequenas galáxias chega ao final do seu ciclo de vida. E então ela explode. O fenômeno está muito além do que um ser humano pode imaginar: arremessa trilhões de toneladas de gás com tanta violência que esse material consegue escapar da atração gravitacional de seu aglomerado de origem e acaba “caindo” na galáxia mãe, muito maior. Por meio desse processo, todo ano a Via Láctea ganha o equivalente à massa de um Sol. Parece pouco – e realmente não é muita coisa na escala cósmica. Mas multiplique isso pelos 13 bilhões de anos que se passaram desde que tudo começou e a conta começa a fazer sentido.

“Os ventos galácticos contribuem com uma quantidade muito mais significativa de material do que pensávamos. Esse é um novo modelo de crescimento de galáxias, que nós não havíamos considerado antes”, declarou à imprensa Daniel Anglés-Alcázar, pesquisador responsável. “A ciência é muito útil na hora de encontrar nosso lugar no universo. Nós somos como visitantes ou imigrantes na galáxia que chamamos de nossa.” Para chegar a essa conclusão, é preciso usar supercomputadores capazes de calcular, de acordo com as leis da física, cada movimento da dança cósmica entre a Via Láctea e suas irmãs menores desde que elas se formaram – e então acelerar “o vídeo” o suficiente para assistir a uma versão resumida das trocas de gás. Afinal, ninguém tem 13 bilhões de anos para ficar na frente do computador. O processo completo está descrito no artigo científico, de acesso gratuito – e você pode ver um trecho abaixo. Por Bruno Vaiano (Superinteressante)

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