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sábado, 7 de dezembro de 2013

Espiritualidade, meditação e insight - revelam a saudade de um lar que não lembramos


As vezes temos a impressão, sensação, insight ou revelação (muitas pessoas tem), quando olhamos para o firmamento, que temos que voltar pra algum lugar lá em cima ou que viemos de algum lugar, sabe lá Deus onde... Não sei se a definição que somos "poeira das estrelas" define o que eu creio, mas, que temos sim ligação aguda e profunda com os astros lá em cima, isso eu creio firmemente...

Vipassanā (Pāli) ou vipaśyanā (sânscrito) significa "insight", ver as coisas como elas realmente são. Tendo sido ensinada na Índia há 2500 anos por Gautama, o Buda, a Meditação Vipassana está ligada ao budismo, sendo porém praticada por todos independentemente de crenças religiosas. Enquanto as práticas da meditação variam de tradição em tradição, o princípio subjacente é a investigação e entendimento dos fenômenos manifestados nos 5 agregados (skandhas), nomeados como apego à forma física (rūpa), sensações ou sentimentos (vedanā), percepção (saṃjñā, Pāli saññā), formações mentais (saṃskāra, Pāli saṅkhāra) e consciência (vijñāna, Pāli viññāṇa). Este processo é um caminho para a experiência da percepção direta, vipassanā. O termo é ainda usado para denominar o Movimento Budista Vipassana, moldado após o Budismo Theravāda, que emprega a meditação Vipassanā e ānāpāna como técnicas primárias nos ensinamentos de Satipaṭṭhāna Sutta. Vedanā (sentimento/sensação) é o aspecto inicial da investigação. 

O esforço é dirigido para o abandono, para desenvolver uma mente que tenha a inclinação pela renúncia.Um dos muitos enunciados simples, porém profundos do Buda, é que “um meditador, cuja mente seincline pela renúncia, com facilidade alcança Samadhi, (o objetivo da meditação)”. Esse meditadorconquista os estados de bem-aventurança interior quase que de modo automático. O que o Buda disse éque a principal causa para alcançar a meditação profunda, para alcançar esses estados poderosos, é adisposição pelo abandono, para se soltar de tudo, pelo desapego, pela renúncia. 

O Buda disse que assim como no mar existe apenas um sabor, o sabor do sal, na sua doutrina e disciplina também existe apenas um sabor, o sabor da liberdade. O sabor da liberdade que permeia os ensinamentos do Buda é o sabor da liberdade espiritual, que na perspectiva Budista significa a libertação do sofrimento. No processo de emancipação do sofrimento, a meditação é o meio para gerar o despertar interior necessário para a libertação. Os métodos de meditação ensinados na tradição do Budismo Theravada estão baseados na própria experiência do Buda, forjados por ele durante a sua própria busca pela iluminação. Eles estão desenhados para recriar, no discípulo que os pratica, o mesmo tipo de iluminação que o próprio Buda alcançou quando ele sentou sob a figueira-dos-pagodes, o despertar para as Quatro Nobres Verdades. 

A compreensão da doutrina de Kamma é portanto um elemento chave para aqueles que queiram compreender corretamente o caminho Budista. Neste guia você encontrará textos que expressam de forma completa e abrangente toda a extensão da doutrina de kamma e suas implicações e desdobramentos. Todos os ensinamentos do Buda derivam dessa experiência. O Buda disse que o primeiro elemento do Nobre Caminho Óctuplo, o Entendimento Correto, é o precursor de todo o caminho da prática Budista. O Entendimento Correto mundano compreende as Quatro Nobres Verdades e Kamma. 

A palavra em Pali kamma (karma em Sânscrito) significa ação, sendo que na doutrina Budista o seu significado é mais específico: significa apenas as ‘ações volitivas ou intencionais,’ não todo tipo de ação. Nem significa apenas o resultado das ações, como muitas pessoas pensam. A doutrina de kamma expressa a lei da natureza de causa e efeito, ação e reação. Na noite da sua iluminação o Buda obteve o conhecimento direto do Renascimento, Kamma e as Quatro Nobres Verdades. 

Karma é uma daquelas palavras que não traduzimos. O seu significado básico é bastante simples - ação - mas devido à importância que os ensinamentos do Buda atribuem ao papel da ação, a palavra karma em Sânscrito contém tantas implicações que a palavra ação em Português não consegue abarcar todo o seu conteúdo. É por essa razão que simplesmente absorvemos a palavra original como parte do nosso vocabulário. Dentre todas as circunstâncias e condições que constituem o destino de um ser, nenhuma, de acordo com o ensinamento do Buda, pode vir a existir sem causa prévia e sem a presença de um número de condições necessárias. Assim como, por exemplo, de uma semente podre de manga nunca surgirá um pé de manga com frutos doces e saudáveis, do mesmo modo más ações volitivas ou mau kamma, produzido em nascimentos prévios, são as sementes ou causas-raízes de um destino ruim num nascimento posterior. É um postulado necessário do pensamento que o destino bom e ruim de um ser, bem como seu caráter latente, não pode ser o produto de mero acaso, mas necessariamente tem suas causas num nascimento prévio. 

Na verdade, se analisarmos com atenção as idéias originais do Budismo acerca de karma, veremos que elas dão ainda menos importância a mitos do passado que a maioria das pessoas no Ocidente. No Budismo original, o karma não era linear. Outras escolas Hindus acreditavam que o karma operava como uma linha reta, com ações do passado influenciando o presente, e ações no presente influenciando o futuro. Como resultado, eles viam pouco espaço para a livre escolha. Os Budistas no entanto, viram que o karma opera através do processo de feedback, com o momento presente sendo determinado tanto por ações do passado como do presente, as ações do presente influenciam não somente o futuro mas também o presente. Essa constante abertura para a influência da ação no presente no processo causal torna possível a livre escolha. Essa liberdade está simbolizada na imagem que os Budistas usam para explicar o processo: a água corrente.

Os vários objetos e métodos de meditação expostos nas escrituras do Budismo Theravada – o Cânone em Pali e os seus comentários – estão divididos em dois sistemas interrelacionados. Um é chamado o desenvolvimento da tranqüilidade, (samatha-bhavana), e o outro, o desenvolvimento do insight, (vipassana-bhavana). O primeiro também pode ser denominado o desenvolvimento da concentração, (samadhi-bhavana), e o último, o desenvolvimento da sabedoria, (pañña-bhavana). A prática da meditação da tranqüilidade objetiva desenvolver uma mente tranqüila, concentrada, unificada, como meio para experimentar a paz interior e como base para o desenvolvimento da sabedoria. A prática da meditação de insight objetiva obter o conhecimento direto da natureza real dos fenômenos. Das duas, o desenvolvimento de insight é considerado no Budismo como a chave essencial para a libertação, o antídoto direto contra a ignorância que está por detrás do cativeiro e do sofrimento. Enquanto a meditação da tranqüilidade é reconhecida como comum a ambas as disciplinas contemplativas Budistas e não Budistas, a meditação de insight é considerada como a descoberta singular do Buda e uma característica inigualável do caminho proposto por ele. 

Em certas ocasiões a torrente que flui do passado é tão forte que pouco pode ser feito exceto manter-se firme no lugar, porém existem também ocasiões em que a torrente é suficientemente fraca e pode ser desviada quase que para qualquer direção. Dessa forma, ao invés de promover a resignação impotente, a noção de karma no Budismo original focava no potencial libertador daquilo que a mente está fazendo a cada momento. Quem você é - de onde você veio - não se compara em termos de importância àquilo que a mente está fazendo a cada momento. Quem você é - de onde você veio - não se compara em termos de importância aos motivos da mente para fazer aquilo que está fazendo agora. 

De acordo com o Budismo, nenhuma entidade orgânica, física ou psíquica, pode vir à existência sem uma causa prévia, isto é, sem um estado apropriado precedente a partir do qual se desenvolva. De modo semelhante, nenhuma entidade orgânica pode jamais ser produzida por algo externo a si mesma. Esta pode originar-se apenas de si mesma, isto é, deve existir desde já no embrião. Para ser preciso, além desta causa e condição-raiz, ou semente, existem ainda muitas condições menores requeridas para seu efetivo surgimento e desenvolvimento, assim como o pé de manga, além de sua causa principal – a semente – requer para que germine, cresça e se desenvolva outras condições como água, terra, luz, calor, etc. Deste modo, a causa verdadeira do nascimento de um ser, junto com seu caráter e destino, remonta às volições kâmmicas produzidas num nascimento anterior. 

Consequentemente, devido ao fato do aprofundamento do insight pressupor um certo grau de concentração, e a meditação da tranqüilidade ajudar a alcançá-lo, o desenvolvimento da tranqüilidade também desfruta de um lugar incontestável no processo meditativo Budista. Juntos, os dois tipos de meditação atuam para fazer da mente um instrumento capacitado para a iluminação. Com a sua mente unificada através do desenvolvimento da tranqüilidade, afiada e luminosa com o desenvolvimento do insight, o meditador poderá proceder desobstruído para alcançar o fim do sofrimento, nibbana. Fundamental em ambos os sistemas de meditação, embora inerente à tranqüilidade, está um conjunto de realizações meditativas chamadas jhanas. Apesar dos tradutores terem oferecido variadas interpretações dessa palavra, variando da débil “reflexão” até a enganosa “transe” e a ambígua “meditação”, nós preferimos a palavra sem tradução, permitindo que o seu significado aflore do seu uso contextual. Na sua infância, enquanto participava de um festival anual de semeadura, o futuro Buda espontaneamente entrou no primeiro jhana. Muitos anos mais tarde, foi a memória desse incidente na sua infância, que, durante um período de grande desalento em seguida à fútil prática de austeridades, revelou a ele o caminho para a iluminação. Depois de sentar sob a figueira-dos-pagodes, o Buda entrou imediatamente nos quatro jhanas antes de dirigir a sua mente para os três conhecimentos verdadeiros que culminaram com a sua iluminação. 

De acordo com o Budismo, existem três fatores necessários para o renascimento de um ser humano, ou seja, para a formação de um embrião no útero materno. São eles: o óvulo da fêmea, o esperma do macho e a energia-do-karma (kammavega), que nos suttas é chamado metaforicamente de "gandhabba", isto é, "espírito" ou "alma". Esta energia do kamma projeta-se do indivíduo moribundo no momento da morte. O pai e a mãe fornecem apenas material físico necessário para a formação do embrião. No que diz respeito aos traços característicos, as tendências e faculdades latentes no embrião podem ser explicadas pelo ensinamento do Buda da seguinte maneira: o moribundo, com todo seu ser convulsivamente apegado à vida, no momento exato da morte emite as energias kâmmicas que, como um raio de luz, atingem o útero pronto para a concepção. Assim, mediante o encontro entre energias kâmmicas, esperma e óvulo, surge a célula-ovo como um precipitado. 

Mesmo que o passado possa ser responsável por muitas das desigualdades que vemos na vida, a nossa medida como seres humanos não é aquilo que a sorte nos deu pois essa sorte pode mudar a cada momento. A nossa medida se estabelece pela maneira como lidamos com a sorte que temos. Se você estiver sofrendo, você tenta evitar continuar com os hábitos mentais inábeis que farão com que esse feedback cármico em particular se mantenha. Se você vê que outras pessoas estão sofrendo, e você pode ajudá-las, você não foca no passado cármico delas mas na sua oportunidade cármica no presente. 

O Buda é visto constantemente nos suttas encorajando os seus discípulos a desenvolver os jhanas. Os quatro jhanas são sempre incluídos no curso completo de treinamento especificado para os seus discípulos. Eles aparecem no treinamento como a disciplina da mente superior, a concentração correta no Nobre Caminho Óctuplo e a faculdade e o poder da concentração. Embora um método de “insight seco”, (prática de insight desprovido de jhana), possa ser encontrado nos textos, os indícios são de que esse caminho não é fácil, pois carece do auxílio da poderosa tranqüilidade disponível para o praticante de jhana. O caminho daquele que realizou jhana parece, em comparação, ser mais estável e mais prazeroso. O Buda até se refere aos jhanas em sentido figurado como um certo tipo de nibbana. Para alcançar os jhanas, o meditador precisa começar eliminando os estados mentais ruins e prejudiciais que obstruem a calma interior, em geral agrupados como os cinco obstáculos: desejo sensual, má vontade, preguiça e torpor, inquietação e ansiedade, e dúvida. A absorção da mente no seu objeto é produzida por cinco estados mentais opostos àqueles – pensamento aplicado, pensamento sustentado, êxtase, felicidade e unicidade – chamados de fatores de jhana porque eles elevam a mente ao nível do primeiro jhana e permanecem ali como seus componentes definidores. 

Pense por um momento sobre a história do jovem príncipe Siddhartha e os seus primeiros encontros com o envelhecimento, a doença, a morte, e um contemplativo. É um dos capítulos mais acessíveis da tradição budista, em grande parte devido a, true-to-the-coração qualidade direto das emoções do jovem príncipe. Ele viu o envelhecimento, a doença ea morte como um terror absoluto e colocou todas as suas esperanças na vida contemplativa na floresta como única escapatória. Como Asvaghosa, o grande poeta budista, descreve a história, o jovem príncipe não tinha falta de amigos e familiares que tentaram convencê-lo a essas percepções, e Asvaghosa era sábio o suficiente para mostrar o seu conselho de afirmação da vida de uma forma muito atraente . Ainda assim, o príncipe percebeu que se fosse para dar para os seus conselhos, ele estaria traindo seu coração. Só permanecendo fiel às suas emoções honestas ele foi capaz de embarcar no caminho que levou longe dos valores comuns da sua sociedade em direção ao Despertar insuperável para o Imortal. 

Como os ensinamentos budistas mais antigos admitem abertamente, a situação é que o ciclo de nascimento, envelhecimento e morte não tem sentido. Eles não tentam negar esse fato e por isso não nos pede para ser desonesto com nós mesmos ou para fechar os olhos à realidade. Como um professor colocou, o reconhecimento budista da realidade do sofrimento - tão importante que o sofrimento é honrado como a primeira nobre verdade - é um dom, na medida em que confirma a nossa experiência de mais sensível e direta das coisas, uma experiência que muitos outros tradições tentam negar. A partir daí, os primeiros ensinamentos nos pedem para se tornar ainda mais sensível, até o ponto onde vemos que a verdadeira causa do sofrimento não está lá fora - na sociedade ou em algum outro ser - mas aqui, no desejo presente em cada mente individual . Eles, então, confirmar que há um fim para o sofrimento, a libertação do ciclo. E eles mostram o caminho para que a liberação, através do desenvolvimento de qualidades nobres já latentes na mente até o ponto em que o desejo de lado e se abrem para Imortalidade. Assim, a situação tem uma solução prática, uma solução no âmbito das competências de cada ser humano. 

Já na Cabala que é uma estrutura em que as regras da criação se originaram em todos os seus aspectos. Ela codifica as leis universais do funcionamento do Sistema na Criação. Ainda assim, ela não é nem um dogma, nem uma religião, nem mesmo uma filosofia (enquanto mantém as conexões com coisas filosóficas). Historicamente, assim como em termos práticos, a Cabala está intimamente relacionada com o Judaísmo – ela certamente forma ou representa a essência espiritual da religião. Em virtude desta verdade histórica, ela está também e, portanto, intimamente conectada com todos os três credos ocidentais – Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Sem dúvida ela também está intimamente conectada com os sistemas filosóficos orientais, Budismo, Hinduísmo e Taoísmo. De fato, o Gênesis (25:6) diz isto: “Mas Abraão deu presentes aos filhos de sua concubina, e enquanto ele ainda vivia ele os enviava de seu filho Isaac, em direção ao leste, aos países asiáticos.” Alguns acreditam que estes filhos de Abraão viajaram para o Extremo Oriente, Tibet e China e os “presentes” que eles traziam com eles eram a antiga e perene sabedoria transmitida a Abraão através do Espírito. 

A Cabala forma uma base essencial para a manifestação criativa da Nova Energia. Quanto mais Insight se tem na Cabala (que se encontra interiormente), mais será liberado o potencial de se ir “além do limite” ao manifestar e ao utilizar a Nova Energia em suas vidas. A discussão futura nesta coluna sem dúvida levará em conta outras tradições místico/espirituais além da Cabala (em particular o Tao). A ênfase será em iluminar os muitos caminhos nas quais elas estão interconectadas e por sua vez como elas difundem a luz nos mecanismos da criação na Nova Energia. Quando construímos pontes desta forma, nós realizamos um ato do “Yichud cósmico” – uma fusão/união do Espiritual e do “físico”. Channukah - esta palavra hebraica significa re-dedicação – naturalmente não somente no festival de inverno, no qual as velas/luzes são acesas. Isto é também verdadeiro para o Natal, o Kwanzaa e outros. Dezembro tem os dias mais curtos do ano, tendo mais escuridão, assim faz sentido que as velas sejam acesas durante este tempo no solstício de inverno. Uma boa época para dispersar a escuridão e trazer abundância de calor e luz para durar durante o ano. 

E é o paradoxo dos paradoxos – o que se nós “compreendermos” (fazemos este “ah” para nós mesmos), levando-nos a um passo além de onde estamos no agora. Isto dá o insight à alegação de Tobias que “a escuridão é a sua Divindade”. Certamente, a escuridão, como a Cabala ensinou por milênios, é a essência da qual emana a Luz Eterna – Ain Soph Ohr. Nós temos o seguinte: Ain Soph Ohr – a Luz Eterna – ou o potencial em um estado realizado, do qual emana... Ain Soph – “Aquele que é Sem Limite” – o Canal e a Causa da existência potencial e da criação real. É intimamente conectado com... Ain – “A Falta de” – ou a Grande negação = Nada – o potencial irrealizado de Tudo O Que É e que Deverá Ser. A idéia é esta: dentro do nada está o potencial para que todas as coisas sejam reveladas. 

E os primeiros eventos da criação universal na estrutura do sistema Cabalista. Lá nós dissemos que o Espírito se reflete no Eu e cria um “espaço” onde Ele não está – um evento que vai bem além da capacidade da mente limitada observar. Este ato se o desejarem (sem intenção de trocadilhos) é a criação de uma “unidade restrita”, um recipiente ou útero que será o “espaço” ocupado por toda a criação subseqüente. Mas anteriormente a isto, este recipiente não contém nada – não tem luz, somente escuridão. A escuridão não é fundamentalmente uma “coisa” – ela é um “nada” – uma negação ou ausência de algo, particularmente de luz. 

A palavra "místico" era empregada pela primeira vez no Mundo Ocidental, nos escritos atribuídos a "Dionysius, o Aeropagite", que apareceu no final do século V. Dionysius empregou a palavra para expressar um tipo de"Teologia", mais do que uma experiência. Para ele e para muitos intérpretes, desde então, o misticismo se baseava em uma teoria ou sistema religioso que concebe Deus como absolutamente transcendente, além da Razão, do pensamento, do intelecto e de todos os processos mentais. A palavra, desde então, tem sido usada para os tipos de "conhecimento" esotérico e teosófico, não suscetiveis de verificação. A essência do misiticismo é a experiência da comunicação direta com Deus. A palavra misticismo tem origem no idioma Grêgo μυστικός = "iniciado" (nos "Mistérios de Eleusinian", μυστήρια = "mistérios", referindo-se as "Iniciações" é a busca para alcançar comunhão ou identidade consigo mesmo, lucidez ou consciência da realidade última, do divino, Verdade espiritual, ou Deus através da experiência direta, intuição, ou insight; e a crença que tal experiência é uma fonte importante de conhecimento, entendimento e sabedoria. As tradições podem incluir a crença na existência literal de realidades empíricas, além da percepção, ou a crença que uma verdadeira percepção humana do mundo trancenda o raciocínio lógico ou a compreensão intelectual. 

Acreditavam os sumérios que os deuses haviam criado o universo com suas “ poderosas ordens ” (...) a mesma idéia volta a aparecer no conceito pitagórico da harmonia das esferas (... ) No POPOL – VUH que contém os relatos da criação segundo os mai as-quichuas, os deusesTepeu e Gucumatz formaram a terra em obedi ência às suas ordens:” Assim seja feito! Encha-se o vácuo! R ecue a água e faça-se um vazio, apareça a terra e solidique-se. A ssim se faça! Assim falaram ... e a terra foi criada por eles.” 

O Som, agindo sobre o Caos, explica a proveniência do Ser e da ordem, o ritmo-múltiplo em suas escalas – estabelec e a diferença no seio de um Universo cuja continuidade reside na mel odia (...) o Ser, derivado do Som Puro ou Essencial, vige enquanto fr eqüência, ciclo: oriundo da vibração inaudível que estabeleceu a mús ica – enquanto princípio de identidade e harmonia , de cujos tons resultaram os opostos complementares. 

Todas as religiões, todas as artes e todas as ciências são o ramo de uma mesma árvore. Todas essas aspirações visam ao enobrecimento da vida humana, elevando - a acima da esfer a da existência p uramente materi al e conduzindo o indivíduo para a liberdade. (Einstein) 

Como se pode definir espiritualidade? Espiritualidade é viver com espírito e, portanto, é uma dimensão constitutiva do s er humano. Espiritualidade é um a expressão para desi gnar a totalidade do ser humano enquanto sentido e vitalidade, por isso espiritualidade significa viver segundo a dinâmica profunda da vida. Isso significa que tudo na existência é visto a partir de um novo olhar onde o ser humano vai construindo a sua int egralidade e a sua integração com tudo que o cerca. A idéia de que ciência e espiritualidade são áreas antagônicas já faz parte do passado. Pesquisas feitas em países como Brasil, Canadá e Estados Unidos buscam provar como experiências de caráter espiritu al ajudam a melhorar a qualidade de vida das pessoas. Essa tendência vem se firmando há alguns anos e ganha maior destaque com o aumento dos estudos sobre o assunto. 

Há cerca de três séculos, a palavra espir itualidade passou a ser muito usada no Ocidente cristão. Mas, quando se indaga pelo significado constatamos que este é vago, como é vago o significa do da palavra espírito, que lhe deu origem. Ocorre um processo semelhante ao desgaste de moedas em circulação durante muito tempo, que falsificadores facilmente substituem e multiplicam. Quando se indaga a filósofos e teólogos “o que é espiritual idade?” a s respostas são evasivas ou vagas. Parece uma daquelas palavras que todo o mundo pode usar sem medo de equivocar - se. Desta maneira, por um lado, encontramo - nos diante de uma realidade difícil de definir e, por outro, difícil de excluir do vocabulário. 


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