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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Antártica enfrenta derretimento irreversível, advertem pesquisadores (VÍDEO)



Há exatos 200 anos, em 1820, o explorador russo Fabian Gottlieb van Bellingshausen e sua equipe descobriram a Antártica continental. Hoje, glaciologistas afirmam que o continente se aproxima de um ponto crítico.

O derretimento das camadas de gelo da Antártica será um dos maiores responsáveis pelo aumento do nível do mar, o que pode representar um risco para cidades costeiras caso nada seja feito para diminuir o aumento das temperaturas globais. Uma vez que este ponto crítico seja alcançado, mesmo que nossas emissões de gases efeito de de estufa sejam reduzidas, nada poderá deter este aumento, revela a publicação Newsweek.
Andy Smith, líder da Equipe de Pesquisa de Dinâmicas do Gelo e Paleoclima da Antártica Britânica (BAS, na sigla em inglês), argumenta que a Antártica enfrenta uma ameaça considerável devido à mudança climática.
"O aumento da temperatura do ar derrete o gelo na terra", afirmou em entrevista à Newsweek. "Um oceano com águas mais quentes aumenta o derretimento onde o gelo se encontra com o mar".
Se estudos recentes estiverem corretos, a velocidade com que as camadas de gelo derretem está acelerando, e essa dramática mudança de ritmo ocorreu em um período relativamente curto.
Por sua vez, Andrew Shepherd, professor da Universidade de Leeds, no Reino Unido, revelou que a velocidade com a qual o gelo se tornou mais fino durante os últimos anos é surpreendente. Ele avaliou que, caso os níveis atuais se mantenham, toda a placa de gelo poderia se tornar instável até o fim do século.
O pesquisador considera que "já passamos o ponto de não retorno porque não esfriaremos [o continente] novamente".
"Há um consenso geral de que, uma vez passado um determinado ponto de ruptura no manto de gelo, não há medidas de mitigação possíveis que possam então impedir a destruição das camadas de gelo", disse Andy Smith.
Além do aumento dos níveis dos mares, o derretimento das camadas polares de gelo pode levar a uma proliferação de espécies invasoras, danificando o ecossistema que temos hoje.

NASA examina exoplaneta tão quente que nem moléculas de hidrogênio conseguem suportar



Para a NASA, os gigantes gasosos, denominados Júpiteres quentes, ou seja, planetas que orbitam perto demais de suas estrelas para conseguir sustentar vida, são alguns dos mundos mais estranhos fora do nosso Sistema Solar.

Novas observações mostram que o mais quente de todos é ainda mais estranho, propenso ao derretimento planetário tão severo que as moléculas que compõem sua atmosfera são destruídas.
O planeta KELT-9b, que é um Júpiter ultraquente, é um das diversas variedades de exoplanetas – planetas que giram em torno de outras estrelas encontradas na nossa galáxia. O KELT-9b, além de ter uma massa quase três vezes maior do que a do nosso Júpiter, orbita uma estrela que está localizada a 670 anos-luz da Terra.
A temperatura da sua superfície corresponde a 4.300 graus Celsius, sendo ele mais quente que algumas estrelas – este planeta é o mais quente já descoberto até hoje.


Veja outros Tweets de matiere*

Com a ajuda do telescópio espacial Spitzer da NASA, astrônomos descobriram evidências de que o calor é muito forte até para que as moléculas da atmosfera.
As moléculas de gás hidrogênio são provavelmente desfeitas quando é dia no exoplaneta KELT-9b, sendo incapazes de se formar novamente até que os átomos flutuem ao redor até chegarem à parte escura do planeta. Trata-se de um ciclo vicioso.
"Este tipo de planeta é tão extremo em temperatura que se sobrepõe a todos os exoplanetas", destaca Megan Mansfield, estudante de pós-graduação e autora principal de uma nova pesquisa da Universidade de Chicago.
A ciência está apenas começando a visualizar a atmosfera de exoplanetas, examinando derretimentos moleculares dos planetas mais quentes e brilhantes.

'Partículas fantasmas' de radioatividade são detectadas nas profundezas da Terra



Cientistas utilizaram o detector Borexino, do laboratório italiano de Gran Sasso, para encontrar 53 novos eventos de geoneutrinos.

O detector é capaz de realizar medições sensíveis que permitem encontrar vestígios de processos radioativos no interior da Terra, a uma profundidade de 1.400 metros, conforme o The Independent.
Mesmo sendo extremamente poderosas, essas partículas são difíceis de serem observadas e são praticamente invisíveis. Entretanto, cientistas monitoram essas partículas desde 2007, e agora descobriram um novo fluxo.
"Os geoneutrinos são os únicos vestígios diretos das radioatividades que ocorrem nas profundezas da Terra e que produzem uma quantidade ainda desconhecida de energia impulsionadora de toda a dinâmica do nosso planeta", afirmou Livia Ludhova, coordenadora científica do Borexino.
Essa radioatividade seria uma força motriz de fenômenos em nosso planeta, como os vulcões e o campo magnético, que seguem sendo enigmáticos e sem precedentes no Sistema Solar.

Veja outros Tweets de Sputnik Brasil

Entretanto, esse mistério pode ser resolvido com a descoberta de novos geoneutrinos e uma medição ainda mais precisa, que podem fornecer uma melhor compreensão dos misteriosos processos da Terra.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Asteroide nanico faz grande explosão sobre a Terra (VÍDEO)



Asteroide voando de um cinturão de asteroides além de Marte explodiu sobre a Terra antes de cair na América do Norte.

De acordo com testemunhas, o asteroide se transformou em uma bola de fogo ao explodir sobre os céus antes de cair no lago Huron, na fronteira entre os EUA e o Canadá.
Conforme publicou em seu Twitter o astrônomo Peter Brown, o asteroide teria sido visto ainda na cidade canadense de Londres, por volta das 22h52 no horário de Brasília na terça-feira (21).
Bright fireball last night at 8:52 pm EST to the North of London. Video below shot from @WesternU @westernuCRONYN. @amsmeteors 1/3


45 pessoas estão falando sobre isso

Bola de fogo brilhante ontem às 22h52 [no horário de Brasília] ao norte de Londres.
Ainda em outra publicação no Twitter, o cientista disse que o corpo celeste seria oriundo do cinturão de asteroides, enquanto sua massa era de 10 kg e do tamanho de uma bola de softbol.
De acordo com o portal RT, o cinturão de asteroides em questão faz parte do Sistema Solar e encontra-se além de Marte.
Até o momento não se sabe se o asteroide causou feridos ou danos.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Cientistas da Rússia, EUA e Itália pretendem criar base habitável em lua de Marte



Cientistas russos, italianos e americanos propuseram a criação de uma base habitável em Fobos, uma das luas de Marte, para controlar remotamente robôs no planeta, segundo teses científicas.

A partir da superfície do satélite natural seria mais fácil realizar um estudo aprofundado do Planeta Vermelho e dirigir a construção de infraestruturas na sua superfície, sugerem os especialistas da Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscou, Instituto de Arquitetura de Moscou (Rússia), Universidade de Houston (EUA) e Universidade de Gênova (Itália).
De acordo com as teses publicadas no site Korolev Space, a criação e manutenção das instalações custariam muito menos do que uma base semelhante construída diretamente em Marte, e os custos poderiam ser comparáveis aos de uma base lunar.
Além disso, a distância entre algumas partes de Marte e Fobos é de apenas 6.000 a 9.000 quilômetros, fazendo com que o atraso do sinal durante as transmissões de informação em tempo real seria de 0,02 a 0,03 segundos.
"Este valor de atraso permite aos robôs controlar confortavelmente a superfície de Marte em tempo real", escreve o relatório.

Planta da base

Como solo dessa lua marciana é basicamente uma mistura solta de poeira e fragmentos de pedra maiores e de baixa densidade, e aceleração de queda livre na superfície é baixa, "o uso dos métodos de construção existentes é quase impossível".
A solução seria a instalação de suportes especiais e a aplicação de uma camada protetora, com a ajuda de robôs móveis, para aumentar a firmeza e segurança.
No futuro, estes robôs forneceriam operações de transporte dentro das mesmas instalações, bem como para o desembarque e lançamento de naves espaciais, sugerem os especialistas. Outro tipo de robô abriria trincheiras de fundação aos pilotos para criar futuros módulos de base.
Nesta primeira fase de desenvolvimento, uma tripulação de seis pessoas seria capaz de se instalar após a montagem do primeiro módulo, que estaria equipado com tudo o que é necessário para uma longa estadia.

© FOTO / NASA/JPL-CALTECH/UNIVERSITY OF ARIZONA
Fobos, satélite de Marte
O segundo módulo seria para a reprodução parcial de consumíveis, que incluiria tanto uma estufa como o equipamento tecnológico correspondente, e outro para pesquisas científica, médica e biológica.
O terceiro módulo seria necessário para "aumentar o nível de conforto da tripulação" e abrigaria seis camas permanentes, uma área médica e uma área recreativa.
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