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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Misterioso anel de hidrogênio é encontrado em torno de galáxia distante (FOTO)




Um misterioso anel de hidrogênio gasoso foi encontrado ao redor de uma galáxia distante com um diâmetro de aproximadamente 380 mil anos-luz, ou seja, quatro vezes maior que a Via Láctea.

A galáxia, conhecida como AGC 203001, está localizada a aproximadamente 260 milhões de anos-luz de distância da Terra.
O enorme anel de hidrogênio neutro segue sendo um grande mistério e emite ondas de rádio com um comprimento de onda de aproximadamente 21 centímetros.
Esta radiação de átomos de hidrogênio neutros permitiu o mapeamento da quantidade e distribuição de gás de hidrogênio neutro na Via Láctea e em outras galáxias do Universo.

Veja outros Tweets de Science 2.0

​AGC 203001: Uma Galáxia completamente cercada por gás hidrogênio. 
Grandes quantidades de hidrogênio neutro são encontradas nas galáxias que estão formando novas estrelas. Entretanto, apesar de não mostrar sinais de formação estelar ativa, sabia-se que a galáxia AGC 203001 possuía grandes quantidades de hidrogênio.
Para entender este mistério, os astrônomos realizaram uma observação, de rádio de alta resolução com a ajuda do telescópio GMRT (Great Metrewave Radio Telescope), publicada pela Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, para descobrir em que parte da galáxia o gás pode ser encontrado.
As observações revelaram que o hidrogênio neutro está distribuído em forma de um grande anel descentrado que se estende muito além do alcance óptico desta galáxia. Imagens mostram que não há sinais de estrelas associados com o anel de hidrogênio.
Agora, a equipe pretende mapear o hidrogênio neutro ao redor de diversas galáxias semelhantes. Caso elas mostrem anéis como este, poderiam ajudar na compreensão do mecanismo da formação desses anéis raros.

Suposta maior galáxia do Universo é encontrada pelo telescópio Hubble (FOTO)



O telescópio Hubble da NASA encontrou uma galáxia espiral gigante, conhecida como UGC 2885, que seria é a maior do Universo. A galáxia é uma gigante com um buraco negro supermassivo adormecido em seu centro.

A UGC 2885, também conhecida como galáxia Rubin, possui 463.000 anos-luz de diâmetro, sendo aproximadamente 2,5 vezes maior que a Via Láctea e possuindo aproximadamente 10 vezes mais estrelas.
Benne Holwerda, astrônomo responsável por estudar a gigante galáxia, afirmou que ainda não sabe como a galáxia ficou tão grande assim.

© FOTO / NASA, ESA, AND B. HOLWERDA (UNIVERSITY OF LOUISVILLE)
Galáxia espiral UGC 2885
A rotação da galáxia foi medida pela astrônoma Vera Rubin na década de 1980 e, por isso, a galáxia foi nomeada em sua homenagem, segundo a NASA.
Perante o grande mistério de como a galáxia ficou tão grande, Holwerda e sua equipe pretende estudar o agrupamento de estrelas em seu interior, na esperança de encontrar evidências que expliquem este fenômeno.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Fogo seria mais perigoso no espaço do que na Terra, segundo experimento da NASA (FOTO)



Experimentos realizados na EEI mostraram como comportamento do fogo no espaço é diferente do na Terra, o que o tornaria mais perigoso fora do planeta.

Durante uma série de experimentos com fogo na Estação Espacial Internacional (EEI), chamados de Combustão Confinada, os astronautas e cientistas da NASA observaram como a ausência de gravidade influencia o fogo.
Conforme informou o portal Express, na Terra a gravidade empurra o ar mais frio para a base da chama deslocando o ar quente para cima durante uma queima. Tal fenômeno acaba por abastecer a chama com oxigênio fresco, enquanto o fluxo de ar quente para cima dá o formato alongado das chamas, assim como visto na queima de um fósforo.
Contudo, de acordo com Paul Ferkul, especialista da Associação das Universidades de Pesquisas Espaciais (USRA, na sigla em inglês) nos EUA, a ausência de gravidade muda o formato da chama.
"Removendo a gravidade, a circulação de ar natural é eliminada, enquanto o ar quente não sobe", afirmou o cientista.
Na foto a seguir é possível ver como o fogo se comportou na EEI.

© FOTO / ISS / NASA / ESA
Experimento com fogo na Estação Espacial Internacional em ausência da gravidade
Desta forma, a chama pode ser esférica ou alongada, de acordo com fluxos externos de ar, o que a torna mais perigosa.
Ainda de acordo com a mídia, os experimentos com o fogo foram feitos para criar melhores condições de segurança contra incêndio na EEI e em futuras viagens tripuladas à Lua.

Cientistas teriam descoberto cratera de meteorito que impactou a Terra há 790 mil anos



Um recente estudo, liderado pelo geólogo norte-americano Kerry Sieh e publicado no jornal PNAS, revelou que, no Laos, por baixo da camada de lava do campo vulcânico de Bolaven, se encontra uma cratera de impacto de um grande meteorito com aproximadamente 790 mil anos.

Os cientistas apresentaram evidências estratigráficas, geoquímicas, geofísicas e geocronológicas de que a cratera, com cerca de 15 quilômetros de diâmetro, permanece enterrada debaixo de um grande campo vulcânico formado recentemente no sul do Laos.
Os especialistas salientam que "a cratera e os efeitos proximais de um grande impacto de meteorito (...) escaparam à descoberta durante quase um século". Porém, durante muito tempo era considerado que "estavam localizados algures na Indochina."
No final dos anos 30 do século passado, cientistas descobriram depósitos de camadas de tectitos que são pedras em forma de "gotas de vidro negro" na costa de Austrália e no sudeste asiático, "espalhadas em aproximadamente 20% do território do hemisfério oriental da Terra", que se crê terem sido formadas na sequência de impactos de grandes meteoritos na superfície da Terra.
Os pesquisadores se concentram nas distorções do campo gravitacional terrestre que podem surgir perto de crateras. Foi essa missão que indicou a existência da cratera no Laos, no território do platô de Bolaven, repleto de lava e detritos de rochas sedimentares.
Após analisar o interior da cratera, se verificou que é composto pelos mesmos minerais que os tectitos e, nos arredores, os cientistas descobriram vestígios de rochas deformadas como resultado de um forte impacto.

Halo de pulsar próximo da Terra pode resolver mistério de antimateria, afirmam astrônomos (VÍDEO)



Um brilho tênue, mas vasto, em raios gama ao redor de um pulsar próximo, detectado pelo telescópio Fermi da NASA, foi associado com detecção de antimatéria perto da Terra.

Se fosse visível ao olho humano, este "halo" de raios gama pareceria maior que a famosa constelação da Ursa Maior.
Este fenômeno sugere que este pulsar poderia ajudar a solucionar o enigma científico sobre um tipo de partícula cósmica que vem de fora do Sistema Solar e que é anormalmente abundante perto da Terra – os pósitrons, a versão antimatéria dos elétrons.

© NASA . G.PAVLOV
Este trio de imagens contém provas do Observatório de Raios X Chandra da NASA que um pedaço de material estelar foi ejetado de um sistema solar binário a velocidades extremamente elevadas
Uma estrela de nêutrons é núcleo achatado que fica quando uma estrela muito mais massiva que Sol fica sem combustível, colapsa sob seu próprio peso e explode como uma supernova. Consideramos algumas estrelas de nêutrons como pulsares, objetos que giram rapidamente e emitem feixes de ondas de rádio, luz, raios X e raios gama que, tal como um farol, varrem periodicamente nossa linha de visão a partir da Terra.
Geminga, um dos pulsares mais próximos da Terra, é também um dos mais brilhantes nas energias de raios gama. Para estudar seu halo os cientistas tiveram que retirar todas as outras fontes de raios gama, inclusive a luz difusa produzida pelas colisões de raios cósmicos com nuvens de gás interestelar. Foram avaliados dez modelos diferentes de emissões interestelares, explica a NASA.
A equipe cientifica determinou que Geminga poderia ser responsável pela emissão de 20% dos positrões de alta energia vistos por outras missões espaciais.
Extrapolando a emissão acumulativa de pósitrons de todos os pulsares na nossa galáxia, os pesquisadores dizem que está claro que os pulsares continuam a ser a melhor explicação para o excesso de pósitrons observado.
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