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terça-feira, 29 de maio de 2018

Umbanda Astrológica: Características dos filhos de Orixás



Carma sexual, missão e destino, das filhas dos orixás


Assim como duas pessoas do mesmo signo têm características diferentes, pessoas que são filhas do mesmo orixá também não são iguais. No entanto, tem sim características distintas predominantes em cada filho de orixá. Continue lendo aqui...

http://portalesdoceu.blogspot.com/2008/12/caracteristicas-dos-filhos-de-orixs.html

domingo, 11 de março de 2018

Mundo Astrológico: Astrologia Tropical ou Sideral? Qual eu acho melhor: Védica ou Ocidental?

Astrológica Védica X Astrologia Tropical

Astrologia Védica é mais científica que a astrologia Tropical. Os astrólogos hindus são melhores que os Caldeus que criaram os conceitos da astrologia usada aqui no Ocidente? A astrologia Sideral é mais eficiente porque tem os graus baseados na astronomia em tempo real? Veja dia de um livro muito bom de astrologia lunar...

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Astrofísica: Como foi a descoberta do primeiro planeta em órbita de outra estrela e a posterior corrida pelos exoplanetas

Milhares de exoplanetas já foram descobertos                 


Em uma noite de inverno em janeiro de 1995, o estudante de astronomia Didier Queloz deveria estar observando o espaço. Mas a chuva que atingia o observatório de Haute-Provence, no sul da França, o impedia de fazer isso.


Já que o tempo não cooperava, ele foi à biblioteca para criar um programa para analisar os dados que já havia coletado. Os dados sugeriam que uma estrela brilhante chamada 51 Pegasi tremia ligeiramente. Era o tipo de oscilação que Queloz estava procurando - um movimento estelar que poderia indicar a presença de um planeta. A descoberta de um planeta em torno de outra estrela que não o Sol seria uma das descobertas mais profundas da história humana. Ela indicaria que o Sistema Solar não era único. E nos deixaria mais próximo de descobrir se haveria outras formas de vida em lugares distantes, redefinindo nosso lugar no Universo. Então Queloz tinha que ter certeza. Após coletar mais dados e analisá-los, ele percebeu que a oscilação da estrela era real, provocada pela atração da gravidade de um planeta em sua órbita. "Nesse momento, eu era a única pessoa no mundo que sabia que eu havia encontrado um planeta", conta Queloz. Mas ele sabia também que era algo importante demais para se cometer algum erro. "Eu estava com muito medo", diz. Mas ele estava certo. "A descoberta dele fez história", comenta Steve Vogt, astrônomo da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. "Isso abalou totalmente nosso campo de pesquisas."


Potencial para a vida


Hoje em dia, graças ao telescópio espacial Kepler, os astrônomos já descobriram milhares de planetas. De acordo com as estimativas, nossa galáxia tem centenas de bilhões de planetas, incluindo alguns do tamanho da Terra e que poderiam conter água líquida, com potencial para a existência de vida. Em agosto deste ano, um grupo de astrônomos descobriu que a estrela mais próxima do Sol, Proxima Centauri, tem um desses planetas do tamanho da Terra em sua órbita. Mas ninguém poderia ter previsto esses avanços há 20 anos, quando Queloz e seu orientador, Michel Mayor, da Universidade de Genebra, na Suíça, anunciaram a descoberta do planeta conhecido como 51 Peg b. Era uma afirmação fabulosa, mas como costuma acontecer com as descobertas científicas, não foi recebida com festa, mas com ceticismo. Para deixar claro, Mayor e Queloz não descobriram na verdade o primeiro planeta fora do Sistema Solar, ou exoplaneta. Em 1992, os astrônomos americanos Alex Wolszczan e Dale Frail havia encontrado dois planetas. Mas em vez de orbitarem uma estrela normal, como o Sol, esses planetas orbitavam uma estrela morta: um corpo estelar chamado pulsar, que emite poderosos raios de radiação pelo espaço. Era um sistema planetário estranho, que não poderia abrigar vida. Os astrônomos viam esses planetas na órbita de um pulsar como uma anomalia cósmica, não como algo promissor. Desde então, somente outros três planetas semelhantes foram encontrados.

'Homenzinhos verdes'


Encontrar planetas na órbita de estrelas normais como o Sol parecia difícil demais. "Se você fosse a um encontro de astronomia e as pessoas perguntassem o que você fazia, não podia dizer que estava procurando outros planetas. Elas fugiriam de você como se estivesse cheirando mal", diz o astrônomo Paul Butler, do Carnegie Institution of Science, nos Estados Unidos. "Não faria nenhuma diferença se eu estivesse falando de homenzinhos verdes", conta. Junto a Geoff Marcy, da San Francisco State University, Butler havia iniciado a busca por exoplanetas em 1986. Utilizando instrumentos ultramodernos, eles tentavam detectar o tipo de movimento estelar que Queloz detectou. Júpiter, por exemplo, o maior planeta do Sistema Solar, provoca uma oscilação de cerca de 35 km/h do Sol. Detectar essas velocidades relativamente baixas a trilhões de quilômetros de distância não é fácil. Até os anos 1980, observa Butler, ninguém conseguia medir velocidades inferiores a 1.000 km/h. Para detectar essas oscilações estelares, eles precisavam medir o espectro da estrela: como sua luz se divide em comprimentos de onda que a constitui. Quando a estrela se move em sua direção ou no sentido oposto, o comprimento de onda de sua luz encurta ou se alonga, respectivamente. Essa pequena mudança é chamada de efeito Doppler. O problema é que pequenas vibrações nos instrumentos, mudanças de temperatura e outos fatores podiam causar alterações. Para ter alguma esperança de encontrar novos planetas, os cientistas precisavam eliminar essas incertezas.

O HD 209458 b, ou 'Osiris', foi o primeiro exoplaneta observado passando em frente à sua estrela                 


Evolução técnica


"Nosso objetivo desde o início era encontrar planetas", diz Butler. "Mas nossa preocupação principal era o desafio técnico", afirma. Um avanço veio no início dos anos 1980. Dois astrônomos canadenses, chamados Bruce Campbell e Gordon Walker, desenvolveram uma técnica pioneira que podia detectar oscilações de 54 km/h. Com isso eles já teriam sido capazes de descobrir o primeiro exoplaneta antes de Queloz e Mayor, mas tiveram azar. Com melhorias e a evolução técnica, em maio de 1995 os cientistas liderados por Butler já eram capazes de medir velocidades de até 10 km/h. Mas cinco meses depois, eles receberam notícias da Europa: alguém havia encontrado um planeta, o 51 Peg b. Mayor levou meses para se convencer. Ele estava cético no início, pedindo a Queloz que fizesse mais análises para descartar possíveis explicações alternativas. "Eu era um estudante", observa Queloz, hoje pesquisador da Universidade de Cambridge. "Não era para eu encontrar um planeta." Mayor e Queloz mantiveram segredo sobre a descoberta enquanto checavam e rechecavam seus dados. Quando finalmente estavam convencidos, anunciaram sua descoberta em um encontro de astronomia no dia 6 de outubro de 1995, em Florença, na Itália.

O 51 Peg b é uma grande bola de gás como Júpiter, mas é 50% maior                 


Planeta estranho


Muitos astrônomos receberam a notícia com ceticismo. No passado, outros cientistas já haviam anunciado descobertas de exoplanetas que depois não se confirmaram. E havia o questionamento sobre o próprio 51 Peg b. O planeta é uma grande bola de gás, como Júpiter. Mas o estranho é que sua órbita é de apenas quatro dias. A distância do planeta para sua estrela é um sexto da distância de Mercúrio para o Sol, o que significa que sua superfície enfrenta temperaturas de até 1.000 graus Celsius. O calor expande sua atmosfera, tornando o planeta 50% maior do que Júpiter, embora seja 47% mais leve. Apelidado de "Júpiter quente", o planeta contradizia tudo o que os cientistas achavam que sabiam sobre os planetas. No Sistema Solar, os gigantes de gás como Júpiter estão longe do Sol. Esses planetas contêm gases e gelo, compostos voláteis que não sobreviveriam em ambientes mais quentes mais próximos ao Sol. Por isso os cientistas acreditavam que somente pequenos planetas rochosos, como a Terra, poderiam se formar na parte interna do Sistema Solar, enquanto os gigantes de gás se formariam na parte externa. O paradoxo de um Júpiter quente levou muitos cientistas a questionar o 51 Peg b. "A mentalidade na época era de que todos os sistemas planetários deveriam se assemelhar ao nosso", observa Butler. Por acaso, Butler e Marcy haviam agendado uma sessão de quatro dias em um observatório na semana seguinte. Eles passaram todas as noites apontando o telescópio para a estrela 51 Pegasi. "Olhamos os resultados e ficamos abismados", conta Butler. "Mayor e Queloz estavam certos. Nós obtivemos exatamente os mesmos resultados."

Chuva de planetas


Vogt ainda não estava trabalhando com Butler e Marcy, mas acompanhava de perto seu progresso. O que o surpreendeu sobre os dados foi ver que, uma vez que eles soubessem o que deviam procurar, não era difícil detectar o 51 Peg b. Por causa de sua órbita curta, dados de apenas alguns dias eram suficientes para revelar a oscilação da estrela. "Se é tão fácil assim detectar, deve haver vários desses planetas", disse. "Eles vão começar a chover." Ao perceber que o 51 Peg b era apenas o início, ele se juntou às buscas. Enquanto Butler e Marcy melhoravam sua técnica, eles observavam estrelas, acumulando oito anos de coletas de dados. Mas eles não tinham capacidade técnica para analisar esses dados. Com a descoberta do 51 Peg b, outros cientistas ofereceram a eles seus computadores para ajudá-los a processar os dados. E Vogt estava certo - os planetas começaram a aparecer. Na manhã do último dia de 1995, Butler foi ao seu escritório para checar seu computador, que analisava dados de uma estrela chamada 70 Virgo. Ele observou então que o programa revelava um planeta com sete vezes o tamanho de Júpiter, orbitando sua estrela a cada 116 dias. A estrela oscilava com velocidades de mais de 1.000 km/h: o sinal mais brilhante e claro já encontrado, o que não deixava nenhuma dúvida de que era um planeta. "Não podia acreditar no início", conta Butler. "Por uma hora, fiquei só olhando a tela do computador."

O 51 Peg b foi o primeiro exoplaneta descoberto na órbita de uma estrela - Nasa/JPL-Caltec                 


Formação incerta Enquanto os americanos começavam a encontrar planeta atrás de planeta, os europeus liderados por Mayor também encontravam. As duas equipes acabariam descobrindo centenas de planetas, conforme a competição entre elas crescia na década seguinte. A maioria dos planetas descobertos inicialmente eram "Júpiters quentes" como o 51 Peg b. Como esses planetas são grandes e próximos às suas estrelas, provocam as oscilações mais fortes, deixando-os também mais fáceis de identificar. Nos anos seguintes, mesmo os mais ardorosos céticos, que propuseram explicações alternativas como estrelas pulsantes, estrelas binárias e manchas estelares, tiveram que aceitar que se tratavam de planetas reais. Mas como eles são formados ainda é algo incerto. Uma das explicações mais populares é a de que os planetas semelhantes a Júpiter sofrem uma migração. Eles se formariam longe de suas estrelas, mas se movimentariam depois para a parte interna por força das interações gravitacionais com outros planetas e com a poeira e os detritos cósmicos deixados pela formação do sistema estelar. 'Estamos sozinhos ou não?' Direito de imagem SETI Institute/Danielle Futselaar Image caption O Kepler-138b foi o primeiro exoplaneta menor que a Terra encontrado O que o 51 Peg b certamente fez foi deixar os astrônomos com uma mente mais aberta. Ele mostrou que, no que se refere aos planetas, é quase um vale-tudo, como observa Sara Seager, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. "Ele determinou que todo o campo de pesquisas deveria esperar surpresas", diz. De fato, o telescópio espacial Kepler mostrou que a maioria dos sistemas planetários não se parece nada com o Sistema Solar. Lançado em 2007, o telescópio encontrou milhares de planetas. Em vez do método da oscilação usada para encontrar o 51 Peg b, o Kepler verifica diminuição na luz da estrela quando um planeta passa em frente a sua órbita. O Kepler encontrou órbitas planetares que são inclinadas, altamente elípticas, e vão contra a direção da rotação da estrela. Alguns planetas orbitam duas estrelas ao mesmo tempo. Os buscadores de planetas estão tão apurados que já encontraram um do tamanho da Terra, que poderia ter água líquida, na órbita da estrela vizinha Proxima Centauri, a apenas 4,2 anos-luz de distância. A descoberta gerou planos ambiciosos para uma viagem interestelar. Com telescópios espaciais como o Kepler e o ainda em desenvolvimento Satélite para Pesquisas de Exoplanetas em Trânsito (TESS, na sigla em inglês), que pode encontrar mais milhares de novos mundos, os astrônomos estão vendo os planetas não como indivíduos, mas como populações inteiras. Isso dá a eles um entendimento mais amplo sobre como os planetas se formam e também mostram como nosso Sistema Solar pode ser singular. Logo, uma nova geração de telescópios vai analisar atmosferas planetárias atrás de sinais de vida. Em poucas décadas, poderemos ter alguma indicação. "É uma questão básica humana para compreender: estamos sozinhos ou não?", diz Vogt. "É uma das questões mais profundas que podemos jamais imaginar. De qualquer maneira, isso vai abalar nossa cultura, toda nossa capacidade de pensamento, se pudermos responder a isso." Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Earth/

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Comentários sobre Astrologia, Religião, Política, Espiritualidade e assuntos da atualidade. Em especial comentarei sobre meus artigos que escrevo nos blogues e sobre meus livros. Meu primeiro livro Umbanda Astrológica e meu segundo livro As Clavículas de Salomão, ambos na segunda edição. Também dicas de livros. Sejam bem vindos, curtam, comentem e se inscrevam no canal! Shalom a todos e muito axé!



Carlinhos Lima - Astrólogo e Escritor

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Fique sabendo: Quem foi Giordano Bruno, o místico 'visionário' queimado na fogueira há 418 anos

O lugar em que Bruno foi queimado pela Inquisição, em Roma, tem hoje uma estátua em sua homenagem - Getty Images                 


Há 418 anos, em 17 de fevereiro de 1600, uma quinta-feira ensolarada, Roma presenciou um espetáculo dantesco. Centenas de pessoas lotaram o Campo dei Fiori (Campo das Flores), uma praça no centro da cidade, para assistir à morte na fogueira de Giordano Bruno, por ordem da Santa Inquisição. 


O padre, filósofo, místico, poeta, autor de peças de teatro, nascido Filippo Bruno em 1548 em Nola, no reino de Nápoles, pagava com a vida pela ousadia de ter desafiado a Igreja e discordado das ideias então vigentes, entre as quais a de que a Terra era o centro do universo. A sentença havia sido proferida oito dias antes pelo papa Clemente 8 depois de sete anos de julgamento, durante os quais Bruno negou-se diversas vezes a renunciar às suas ideias e arrepender-se. Fez mais. Conta-se que, enquanto ardia na fogueira, ainda teve forças para virar o rosto a um crucifixo que alguém lhe havia mostrado. 

No livro As Sete Maiores Descobertas Científicas da História, os irmãos David Eliot e Arnold Brody contam que a história desse desfecho trágico, mas mais ou menos previsível para a época, começou a ser escrita em 1575, quando Bruno leu textos proibidos do filósofo holandês Desidério Erasmo (1466-1536), o que lhe valeu o primeiro processo de excomunhão. É provável, dizem, que o temperamento inquieto e contestador de Giordano Bruno o tivesse levado por si só à fogueira, mas ter lido Erasmo ajudou a marcá-lo como herege. Na verdade, desde cedo ele mostrou tendências heterodoxas. Ainda noviço, ele atraiu atenção pela originalidade de seus pontos de vista e por suas exposições críticas das doutrinas teológicas então aceitas. 

 Vida religiosa e conturbada 

Assim, não é de estranhar que tenha chamado a atenção da Inquisição desde que começou a se tornar conhecido. Apesar de Bruno, que trocou o nome Filippo por Giordano aos 15 anos, quando entrou para a Ordem Dominicana, ter sempre estado ligado à religião, nunca foi aceito pelos religiosos. Em 1575, três anos depois de ter sido ordenado padre, o futuro condenado concluiu o curso de teologia no Convento Dominicano de San Dominica de Maggiori, em Nápoles, o mesmo em que havia estudado e lecionado Santo Tomás de Aquino. Foi o início do seu calvário. 

A Inquisição perseguiu diversos intelectuais que divergiam das ideias da Igreja, entre eles Galileu Galilei - Getty Images                 


A Inquisição perseguiu diversos intelectuais que divergiam das ideias da Igreja, entre eles Galileu Galilei Em fevereiro de 1576, ainda em Nápoles, aos 28 anos, Bruno viu-se obrigado a se transferir para Roma para escapar das acusações de heresia. Mas uma vez lá, no Convento de Minerva, ele não alterou sua maneira de ser, e após alguns meses fugiu e abandonou o hábito dominicano. Foi o suficiente para ser sido enquadrado em um segundo processo de excomunhão. Em abril do mesmo ano, teve de fugir para Genebra, na Suíça, onde se converteu ao calvinismo. Foi uma experiência efêmera. Por ter escrito um artigo no qual criticava um professor calvinista, acabou preso e excluído dessa religião. Entre 1580 e 1585, Giordano Bruno pôde, enfim, desfrutar de um breve interregno de paz. Deu aulas em Paris, Londres e na Universidade de Oxford e celebrizou-se como autor de obras teológicas. Foi nessa época também que se evidenciaram suas ideias científicas, tendo ele escrito vários textos sobre a teoria de Copérnico - mais tarde abraçada por Galileu Galilei, que também esteve na mira incendiária da Inquisição -, sobre o Sistema Solar, e apresentou a hipótese de que o Universo era infinito. Segundo o professor Rodolfo Langhi, do Departamento de Física do campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Bruno conhecia e apoiava a teoria de Copérnico, o heliocentrismo, que dizia ser o Sol o centro do universo. Mas foi além. "Ele pregava que o Universo era infinito, sem centro, e repleto de mundos habitados, como o nosso", explica Langhi, que desenvolve pesquisas, projetos e publicações na área de Educação em Astronomia. "Ele disse o seguinte na obra Acerca do Infinito, do Universo e dos Mundos: 'que haja nesse espaço inúmeros corpos como nossa Terra e outras terras, nosso Sol e outros sóis, todos os quais executam revoluções nesse espaço infinito'." 

Bruno acreditava que os existem 'inúmeros corpos como nossa Terra e outras terras, nosso Sol e outros sóis'                 


Bruno acreditava que os existem 'inúmeros corpos como nossa Terra e outras terras, nosso Sol e outros sóis' Além disso, ele também afirmava, por exemplo, que, além de Saturno (o planeta mais distante do Sol conhecido até então), havia outros planetas que giravam ao redor da estrela. Isso foi confirmado com a descobertas dos planetas Urano, em 1781, por William Herschel, Netuno, em 1846, por Johann Galle, e Plutão, em 1930, por Percival Lowell. Apesar de ter acertado nessas previsões, o modelo cosmológico de Giordano Bruno não estava embalado em dados científicos, mas em crenças religiosas. Por causa disso e outras "heresias", a partir de 1585, novamente o vento abrasador da intolerância começou a soprar em sua direção. Com as achas da incompreensão e da ignorância, seu inimigos começaram a acender e a alimentar a fogueira que iria devorá-lo. Com uma coragem beirando a arrogância, entretanto, Bruno manteve sua postura provocativa. Em 1586, escreveu uma série de artigos insultando altos funcionários do governo e reiterando suas ideias a respeito do Universo. O resultado foi o previsto: teve de fugir de Paris. E de lá para a Alemanha, onde se converteu ao luteranismo. Mas de novo, por pouco tempo. Foi de novo expulso, desta vez pela Igreja Luterana de Helmstedt. 


Traição - Em 1591, cometeu aquele que seria, certamente, seu maior erro. Quinze anos depois de deixar sua terra natal, resolveu retornar à Itália a convite de um nobre veneziano, Giovanni Mocenigo, que o alojou em sua casa em troca de aulas de memorização, outra especialidade dele. No entanto, Mocenigo traiu Bruno, entregando-o à Inquisição veneziana. Dessa vez, Bruno resolveu se retratar e argumentou que suas ideias eram filosofia e não teologia - portanto, não questionavam o poder da Igreja. Ele deveria ser solto, mas a Inquisição romana exigiu sua extradição. Assim, em 27 de janeiro de 1593, ele tornou-se prisioneiro do Santo Ofício, de onde só saiu para a fogueira. Até hoje a figura de Bruno e o que ele representa são objetos de discussão. Apesar de suas ideias avançadas para a época, muitos pesquisadores modernos afirmam que ele não era um cientista na acepção que a palavra tem hoje. "Ele era um pregador", resume o astrônomo Augusto Damineli, professor titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP). O físico e astrônomo Othon Cabo Winter, do Departamento de Matemática da Faculdade de Engenharia (FEG), do campus de Guaratinguetá da Unesp, pensa de maneira semelhante. "Ele era muito bem informado, tinha conhecimento dos avanços astronômicos mais atuais da época, mas não fazia ciência", diz. "Bruno juntava os conhecimentos com suas crenças e fazia especulações e afirmações sem um embasamento científico de fato." 


Milhares de pessoas passam todos os dias pelo local onde Giordano Bruno foi queimado Cientista ou místico?

Milhares de pessoas passam todos os dias pelo local onde Giordano Bruno foi queimado - Getty Images                 


Há, no entanto, quem pense diferente. É o caso do antropólogo e medievalista português naturalizado brasileiro, João Eduardo Pinto Basto Lupi, pesquisador do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). "Hoje achamos que cientista é alguém agarrado a instrumentos de observação e análise, com tabelas de matemática do lado", diz. "Mas no tempo de Bruno não era assim. Muitos inclusive, como Newton, por exemplo, não deixavam de ser astrólogos, nem de considerar ideias de ciências ocultas." De acordo com Lupi, o que importava era ter ideias capazes de dirigir o conhecimento sobre o universo, e isso Bruno tinha demais. "É o que os americanos hoje em dia chamam de ideias seminais, capazes de fertilizar a inteligência", explica. "Mas muitas pessoas continuam agarradas a concepções científicas demasiado racionalistas e positivistas, que não têm mais futuro. E nisso o Giordano Bruno foi um grande orientador da ciência, um cientista visionário. Parecia medieval mas era mais contemporâneo do que muitos hoje em dia." Mas por que Giordano Bruno incomodava tanto a Igreja? "Suas ideias tiveram importância política, pois na luta entre a Igreja conservadora (dona do poder) e a burguesia revolucionária (classe em ascensão) ele optou pela revolução", responde Damineli. "Essa foi a principal motivação para a Igreja assassiná-lo. Note que ela reabilitou Galileu, mas nunca cogitou de fazer o mesmo com Giordano Bruno, pois a luta dele era eminentemente política, no sentido de visão do mundo." Segundo o astrofísico Daniel Brito de Freitas, da Universidade Federal do Ceará (UFC), o principal motivo do incômodo que Bruno causava à Igreja é que ele defendia que o Deus definido pelo Cristianismo era limitado e, acima de tudo, não incorporava a ideia da infinitude dos mundos. "Ele sugeriu abandonar as Sagradas Escrituras e reescrever Deus levando em conta a existência de outros mundos e outras formas de vida pensante", explica. "Para a Igreja, esse era um ato de blasfêmia do mais alto grau na escala de heresia. Esse foi o motivo pelo qual a Igreja Católica perseguiu e condenou Giordano Bruno à fogueira da Santa Inquisição." 

 A revolução de Giordano 

Ao receber a sentença, Bruno deu uma prova, se não dessa arrogância que lhe atribuem, pelo menos de desassombro e autoconfiança. "Talvez vocês, meus juízes, pronunciem essa sentença contra mim com maior temor do que eu a recebo", declarou a seus algozes. Apesar disso, ainda lhe foram dados oito dias para ver se se arrependia. E embora suas ideias científicas desafiassem os preceitos de então, a Igreja não admite que ele tenha sido condenado por esse motivo, mas sim por questões teológicas. Mesmo com as controvérsias, a maiorias dos cientistas de hoje concorda que Bruno foi um visionário que anteviu e levantou questões que vieram a ser comprovadas ou ainda intrigam séculos mais tarde. "São ideias e questões bem atuais", diz Winter. "Milhares de planetas ao redor de outras estrelas já foram descobertos. A questão da existência de vida fora da Terra é um dos temas mais relevantes para a ciência na atualidade e acredita-se que será verificada ainda neste século." Damineli lembra que Bruno se entusiasmou com as grandes navegações da época dos descobrimentos, que estavam ultrapassando os limites imaginários dos oceanos e colonizando novos mundos. A partir disso, ele imaginou naves movidas a vento solar, que só entraram no campo científico cerca quatro séculos mais tarde, e que atravessariam o "oceano escuro de vácuo" para aportar em outros planetas", diz. Segundo Damineli, essas novas "grandes navegações no espaço" são análogas às anos 1500-1600 e têm um potencial de revolução industrial ainda maior que as da caravelas. "Desta forma, a visão de Giordano Bruno vai muito além de sua época, para tempos em que ainda não entramos, mas estamos no limiar."

domingo, 21 de janeiro de 2018

Perigo que vem do espaço! Nasa detecta asteroide 'potencialmente perigoso' vindo à Terra a 107 mil km/h


Astrofísica


Um asteroide chamado de 2002 AJ129 está se aproximando da Terra a uma velocidade de cerca de 107 mil quilômetros por hora, de acordo com a Nasa. A agência espacial estadunidense, que considerou o asteroide como "potencialmente perigoso", estima que o momento em que ele deve passar mais próximo do nosso planeta acontecerá no dia 4 de fevereiro. A essa velocidade, de acordo com o BGR, o asteroide está viajando cerca de 15 vezes mais rapidamente do que a aeronave mais rápida do mundo, o avião hipersônico X-15 (que chega a no máximo 7,2 mil quilômetros por hora). Em termos de tamanho, ele tem cerca de 1,12 quilômetros de largura (cerca de 350 metros a mais que o arranha-céu Burj Khalifa, que fica em Dubai).

Mesmo com esses números chocantes, porém, é bem pouco provável que o asteroide chegue a causar algum dano à Terra. Segundo o IFLScience, a Nasa rotula como "potencialmente perigosos" todos os asteroides que passam a menos de 7,5 milhões de quilômetros da órbita da Terra e que tenham dimensões maiores do que 140 metros - por isso o 2002 AJ129 foi marcado. No caso específico dele, ele passará a 4,2 milhões de quilômetros da Terra - isso representa cerca de 11 vezes a distância entre nosso planeta e a Lua. Depois, ele ainda passará perto do nosso planeta em mais algumas ocasiões; a passagem mais próxima de todas será em 2172, quando ele deve chegar a 680 mil quilômetros de distância ("apenas" duas vezes a distância da Lua para cá).

Mas e se batesse? Se o asteroide realmente batesse na Terra - algo que, muito provavelmente, não vai acontecer - nosso planeta passaria por uma nova era do gelo, segundo pesquisadores ouvidos pelo Daily Mail. As temperaturas médias do planeta poderiam cair até 8ºC. "Não seriam dias agradáveis", disse o pesquisador Charles Bardeen do centro nacional de pesquisa atmosférica do Reino Unido. Esse impacto, além da destruição causada no local da queda do asteroide, levantaria uma poeira que permaneceria na atmosfera terrestre por até seis anos - e as cinzas do impacto poderiam durar até dez anos no ar. Essas partículas iriam obscurescer o sol, deixando a Terra mais escura; isso, combinado com a queda na temperatura e na umidade do ar, poderiam colocar em risco toda a agricultura humana, resultando no fim da espécie. (Fonte: Olhar Digital)

sábado, 20 de janeiro de 2018

2018 ano de Saturno em Capricórnio, Júpiter em Escorpião e ainda difícil! O ciclo de ajustes e reajustes continuam



A configuração astrológica e ancestral continua difícil


Nós ocidentais, especialmente por influência da Igreja, que queria tirar o foco das festas pagãs, como por exemplo dos solstícios, lunações e por ai vai, aprendemos a dar muita importância a entrada do ano de primeiro de janeiro. Quando na verdade, astrológicamente, sabemos que o mês 1 é o mês do carneiro, que se inicia por volta de 20 de março. Então, fazemos rituais, pedidos, orações e esperamos mudanças, logo na entrada no ano civil, só que astrológicamente, as regências do ano, só mudam mesmo, após a entrada do Sol em Áries. E por toda essa confusão, distorções e tudo mais, é que aposto ainda mais nas tabelas dos caldeus para regências do ano. Assim, como já firmei aqui, Xangô é o regente de 2018, com auxílio de outros orixás, como por exemplo, Iansã, que forma o par vibracional com ele. Continue lendo o texto completo aqui...
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