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terça-feira, 25 de julho de 2017

Líder hindu diz que cerveja Brahma ofende crença e pede novo nome

Cerveja Brahma (Brahma/Divulgação)

Para líder religioso americano, usar o nome de uma divindade hindu para vender bebida alcóolica é "desrespeitoso"


Um líder hindu americano, Rajan Zed, publicou na última semana comunicado criticando o nome da cerveja Brahma por considerar desrespeitoso à sua religião. Para Zed, associação de uma bebida alcoólica com a o deus hindu de mesmo nome é “altamente inapropriada”. Ele quer que a fabricante mude o nome da bebida. Zed, que é membro de sociedades hindus e conselheiro instituições empresariais no estado de Nevada, nos Estados Unidos, tem publicado em seu Twitter pedidos relacionados a produtos de outras empresas. Entre as reclamações estão o uso de estampas e motivos hindus em produtos considerados ofensivos. No caso da cerveja Brahma, ele afirma que é desrespeitoso usar o nome de uma divindade altamente cultuada no hinduismo para fins comerciais. Ele diz que a religião tem um rico pensamento filosófico e não deve ser encarada “com frivolidade”. “Símbolos de qualquer fé, grandes ou pequenos, não podem ser maltratados”, considerou. A religião tem cerca de 1 bilhão de seguidores no mundo, segundo o instituto de pesquisa Pew. No Brasil, o número de hinduístas era de 5.675 pessoas em 2010, segundo o Censo mais recente do IBGE.


Outro lado - O comunicado foi direcionado à AB Inbev, sediada na Bélgica. A empresa é controladora da brasileira Ambev, que foi criada pela fusão entre as cervejarias criadoras da Brahma e da Antarctica em 1999. Em 2016, a AB Inbev registrou faturamento de 45,5 bilhões de dólares (144,35 bilhões de reais). Procurada por VEJA, a Ambev ,disse que a origem do nome da cerveja, criada em 1880 no Rio de Janeiro, não está atrelada ao deus hindu. “De acordo com alguns registros, o nome é provavelmente uma homenagem ao inventor da válvula de chope, o inglês Joseph Bramah”. A empresa informou que nem ela nem a AB Inbev receberam algum pedido de mudança do nome relacionado a este caso.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Eventos celestes: Eclipse solar de 2017 será o mais testemunhado da história humana; Nordeste terá visão privilegiada

Eventos celestes: Eclipse solar de 2017 será o mais testemunhado da história humana; Nordeste terá visão privilegiada

O eclipse solar é um fenômeno que ocorre sempre que a lua fica entre a Terra e o sol. Quando isso ocorre o sol parece desaparecer (eclipse, vem do grego ékleipsis = desaparecimento) total ou parcialmente. Em astronomia, um eclipse ocorre sempre que corpos celestes estão alinhados de forma que a visão de um deles fica impedida por causa desse alinhamento. Claro que a lua é bem menor que o sol, o que a impediria de cobri-lo. Acontece que, como a distância da lua e da terra para o sol é muito grande o que vemos é apenas uma ilusão de que ambos são do mesmo tamanho. Tanto é que quando a lua está no ponto mais distante de sua órbita (que é uma elipse) ela não chega a cobrir o sol totalmente, é o chamado eclipse anular. [Info Escola] Teremos a chance de ver um espetáculo ainda maior que será o eclipse mais observado da história da humanidade até então. No dia 21 de agosto de 2017, a Lua vai passar em frente do Sol e sua sombra vai percorrer praticamente todo o Estados Unidos, atravessando 14 estados, do Oregon à Carolina do Sul. Será um eclipse solar total. Os eclipses solares totais não são especialmente raros, apesar do que muitas pessoas pensam. Em termos de shows solares, a região não tem desfrutado nada como isso desde 1918. 



Isso mudará em 21 de agosto, quando, pela primeira vez desde que o condado de Anderson tenha tido um nome, a terra experimentará escuridão total no início da tarde. Às 14:36, a lua irá cobrir completamente a face do sol, criando cerca de dois minutos de escuridão e uma queda de temperatura de cerca de 15 graus celsius. F O melhor de tudo, é que regiões brasileiras (Norte e Nordeste) serão também agraciadas por este último eclipse solar do ano. Atingirá a região pela tarde e será um eclipse parcial. Veja o horário e o traçado da sombra da Lua abaixo: veja os horários na tabela abaixo: O QUE DEVO FAZER SE NÃO PUDER VER? Se você não puder ver o eclipse em agosto, principalmente pelo fato de não morar na região Nordeste, as pessoas em todo o mundo poderão acompanhar através de serviços de transmissão ao vivo, como os oferecidos pela NASA e pelo grupo de educação sobre astronomia Slooh. E se você perder completamente este eclipse, você só terá que esperar até julho de 2019, quando o próximo eclipse solar total vai atravessar Chile, Argentina e parte do Brasil. *Com informações do Climatologia Geográfica e National Geographic


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Astrofísica: Astrônomos descobrem planeta quase tão quente quanto o Sol

Ilustração do planeta Kelt-9b, que fica a 650 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) na constelação de Cygnus, e sua estrela. (NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (IPAC)/Divulgação)


Planeta Kelt-9b, fora do sistema solar, tem temperaturas de 4.327°C. Superfície é tão quente que moléculas se desintegrariam e a atmosfera evaporaria


Astrônomos identificaram um planeta gigante gasoso fora do sistema solar tão quente que sobre ele moléculas se desintegrariam e a atmosfera seria evaporada. Kelt-9b, que fica a 650 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) de nós, na constelação de Cygnus, tem temperaturas podem chegar a 4.327°C – apenas cerca de 1.000°C a menos que o Sol. De acordo com o estudo que descreve os detalhes da descoberta, publicado nesta segunda-feira na revista científica Nature, este é o exoplaneta (nome dado aos planetas que não orbitam o Sol) mais quente já encontrado pelos astrônomos. Os cientistas esperam que o achado forneça indícios que ajudem na compreensão sobre a evolução de planetas que orbitam grandes estrelas, algo que foi visto poucas vezes pelos telescópios atuais.

“A estrela de Kelt-9b propaga tanta radiação ultravioleta que pode fazer o planeta ser completamente evaporado. Ou, se gigantes gasosos como ele tiverem núcleos sólidos como algumas teorias sugerem, o planeta pode ser fervido até virar uma rocha estéril, como Mercúrio”, afirmou o astrofísico Keivan Stassun, da Universidade Vanderblit, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo.

Planeta mais quente já descoberto De acordo com os astrônomos, Kelt-9b é tão quente porque orbita a estrela Kelt-9, que é duas vezes maior e quase duas vezes mais quente que o Sol – as temperaturas na estrela podem chegar a quase 10.000 °C. Além disso, o gigante gasoso, que tem 2,8 vezes a massa de Júpiter, gira em torno de Kelt-9 sempre com a mesma face virada para sua estrela (como a Lua em torno da Terra), o que faz com que seja constantemente bombardeado por radiação – os cientistas acreditam que o planeta exiba um tipo de “cauda gasosa brilhante”, semelhante a dos cometas, produzida pela constante queima de gás. “É um planeta segundo as definições típicas baseadas em massa, mas sua atmosfera é diferente de qualquer outro planeta que já vimos até agora devido a sua temperatura durante o dia”, explicou Scott Gaudi, professor de astronomia da Universidade Estadual de Ohio e coautor do estudo. Segundo as previsões dos astrônomos, o planeta está tão próximo de sua estrela que, quando ela começar a se expandir, em torno de um bilhão de anos, transformando-se em uma gigante vermelha, ele deve evaporar. Por essa razão, esse planeta tão quente pode ajudar a compreender como se formam sistemas planetários ao redor de estrelas grandes e massivas. “Como procuramos ter um panorama completo sobre a variedade de planetas do universo, é importante conhecer não apenas como eles se formam e evoluem, mas também quando e sob quais condições são destruídos”, afirmou o pesquisador. O novo planeta foi encontrado com informações dos telescópios Kelt (sigla em inglês para Kilidegree Extremely Little Telescopes), operados pela Universidade Estadual de Ohio, Universidade Vanderbilt e Universidade Lehigh, nos Estados Unidos. Os astrônomos esperam agora encontrar mais detalhes sobre o planeta utilizando dados de outros telescópios, como o Hubble e o James Webb, que deve ser lançado em 2018. Os cientistas pretendem responder questões como se o planeta exibe realmente uma cauda e por quanto tempo poderá resistir a temperaturas tão elevadas.

Astrofísica: Nasa quer construir sondas autônomas com inteligência artificial



O objetivo é que as espaçonaves possam operar sem instruções da Terra e aprendam conforme vão descobrindo novas informações sobre o objeto de estudo


Adicionar inteligência artificial a sondas para enviá-las ao espaço parece uma ideia excelente para a Nasa – e, segundo a agência espacial americana, seus pesquisadores já estão focados em descobrir como tornar isso realidade. Em um artigo publicado na última semana na revista Science Robotics, os cientistas Steve Chien e Kiri Wagstaff, ambos do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, nos Estados Unidos, discutem os benefícios que a tecnologia poderia trazer para as explorações espaciais. Segundo os autores, se a aplicação da inteligência artificial fosse bem-sucedida, as máquinas poderiam operar sem precisar esperar as instruções de humanos aqui na Terra. Isso, além de economizar tempo, é importante quando enviamos sondas para as partes mais desconhecidas e misteriosas do sistema solar, onde o sinal pode não funcionar tão bem quanto o esperado. Além disso, os cientistas também esperam que as espaçonaves possam aprender conforme vão fazendo novas descobertas, adaptando-se aos diferentes cenários e aprimorando seus conhecimentos além dos mais tecnológicos telescópios disponíveis hoje em dia.

“Ao tomar suas próprias decisões de exploração, espaçonaves robóticas podem conduzir as investigações científicas tradicionais de maneira mais eficiente e até alcançar observações que seriam impossíveis de outra forma”, escrevem os autores. Um exemplo que eles dão é que a inteligência artificial pode diferenciar uma tempestade das condições climáticas normais de um planeta distante – o que faria as medições muito mais úteis para os cientistas aqui na Terra. Assim como algumas aplicações da inteligência artificial já conseguem, por exemplo, reconhecer rostos em uma foto, uma sonda viajante com essa tecnologia poderia distinguir gelo de neve, ou água corrente de água parada, possibilitando importantes descobertas em planetas distantes e, inclusive, ajudando na busca por uma possível vida fora da Terra. Os autores do artigo sugerem que as sondas com inteligência artificial poderiam alcançar distâncias superiores a 4,24 anos-luz do nosso planeta (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros), além do sistema estrelar Alpha Centauri. A essa distância, dizem os cientistas, a comunicação só seria recebida pela geração seguinte à dos pesquisadores que lançaram a nave. Por isso, fornecer à máquina uma “mente própria”, ou os instrumentos necessários para tomar decisões rápidas, facilitaria o processo. O robô Mars Curiosity, que explora os terrenos de Marte, é um exemplo de inteligência artificial que já está sendo aplicada na investigação espacial, ainda que em proporções menores do que a nova proposta dos cientistas. A sonda possui um software de bordo que ajuda a escolher alvos promissores para serem analisados pela ChemCam, um dispositivo que estuda rochas e outros elementos geológicos do planeta vermelho.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Astrofísica: Planeta ‘Dez’? Novo astro pode estar nos limites do sistema solar

Órbita do “planeta 10” (Heather Roper/LPL/Divulgação)

Segundo os cálculos do estudo, objeto celeste teria a massa entre a de Marte e a da Terra


O sistema solar pode ter mais um planeta, além do já conhecido candidato à Planeta Nove, afirmam duas astrofísicas do Laboratório Planetário e Lunar Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Kat Volk e Renu Malhotra identificaram um grande desiquilíbrio nas órbitas de objetos celestes do Cinturão de Kuiper, localizados após a órbita de Netuno (o planeta mais distante do Sol). Segundo os cálculos das cientistas, apenas um objeto planetário com a massa entre a de Marte e a da Terra poderia causar a anomalia. Uma versão preliminar do estudo que descreve a proposta está disponível no site da universidade, e deve ser publicado em breve na revista científica The Astronomical Journal. De acordo com a dupla, o novo planeta seria mais um, além do provável Planeta Nove.

Planeta Dez - As pesquisadoras encontraram evidências de um décimo planeta quando estudavam mais de 600 objetos no Cinturão de Kuiper, uma região nos limites do sistema solar. A maioria desses corpos celestes, chamados KBOs (sigla em inglês para Kuiper Belt Object), tem um plano de órbita que se assemelha ao dos oito planetas do sistema solar. No entanto, Kat e Renu constataram que alguns deles tinham uma inclinação orbital estranha, com uma diferença de oito graus do esperado. “A explicação mais provável para o que encontramos é que existe uma massa nunca observada na região. De acordo com nossos cálculos, seria necessário algo tão massivo como Marte para causar a deformidade que medimos”, disse Kat Volk, em um comunicado da Universidade do Arizona. Segundo as astrofísicas, os planos orbitais desses KBOs seriam como piões sobre uma mesa que tiveram suas inclinações levemente alteradas. “Imagine que você tem muitos piões girando rápido e dá a cada um deles um ligeiro empurrão”, afirma Renu. Os piões ficariam um pouco tombados, sem parar de rodar, mas estariam todos apontando para o mesmo plano. “Acreditamos que cada ângulo de inclinação orbital dos KBOs esteja em uma orientação diferente, mas no geral, eles estariam apontando perpendicularmente ao plano determinado pelo Sol e pelos grandes planetas”, completa.

O suposto Planeta “Dez” estaria a 60 UA (unidades astronômicas) do Sol – cada unidade astronômica equivale a aproximadamente 150 milhões de quilômetros –, ou cerca de 9 bilhões de quilômetros de distância, e poderia influenciar a órbita de objetos em um raio de até 10 UA, ou 1,5 bilhões de quilômetros ao redor. Como o Planeta Nove estaria bem mais afastado, entre 32 bilhões a 160 bilhões de quilômetros de distância da Terra, ele não poderia ser o responsável pelas alterações nos KBOs daquela região. As autoras afirmam que o que causa essas distorções pode ser um corpo planetário — um planeta, por definição, não pode ter corpos menores como os KBOs em sua órbita, como ocorre neste caso. A proposta sugere, ainda, que pode existir mais de um desses corpos por trás das estranhas inclinações.

Planeta misterioso - De acordo com alguns cientistas, a hipótese ainda precisa ser melhor embasada. Para o astrônomo Konstantin Batygin do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, em inglês), que participou do estudo que propôs a existência do Planeta Nove, ainda é muito cedo para se afirmar a existência de um décimo planeta. “É plausível que um corpo como Marte exista nessa região, mas o fato dele ainda não ter sido observado é um problema”, disse ao Gizmodo. Para Batygin, pesquisas observacionais como Catalina, e Pan-STARSS, que têm a participação da Nasa, já deveriam ter sido capazes de identificar um objeto como este no Cinturão de Kuiper. Para as astrofísicas, uma possível explicação para este objeto não ter sido encontrado até hoje é que o céu ainda não foi completamente vasculhado em busca de objetos nas fronteiras do sistema solar. Além disso, ele pode ser ofuscado pelo brilho de galáxias distantes, que não permitem que seja visto pelos instrumentos astronômicos atuais. A esperança das cientistas em visualizar e comprovar a existência do suposto corpo planetário está no Large Synoptic Survey Telescope (LSST), um telescópio de 8,4 metros que está sendo construído no Chile e, em cinco anos, será capaz de mapear todo o céu visível. “Esperamos que o LSST eleve o número de KBOs dos atuais 2.000 para 40.000. Existem muito mais KBOs, só não os vimos ainda. Alguns deles estão muito distantes e ofuscadas até para o LSST visualizar, mas como esse novo telescópio vai cobrir o céu de de forma mais abrangente que as atuais pesquisas, ele deve detectar esse objeto, se ele existir.”, afirmou Renu.

Ilustração do possível Planeta Dez (Heather Roper/LPL/Divulgação)

Astrofísica: Meteorito raro de 4,5 bilhões de anos é encontrado na Holanda

O fragmento é o sexto meteorito encontrado na Holanda (Koen van Weel/ANP/AFP)

Pesquisadores afirmam que a rocha, descoberta por moradores após ter atravessado o teto de um alpendre, veio de uma região situada entre Marte e Júpiter


Cientistas holandeses anunciaram a descoberta de um meteorito com 4,5 bilhões de anos nesta segunda-feira. Segundo eles, o fragmento rochoso poderia conter indícios preciosos relativos à criação do sistema solar, já que a Terra tem, aproximadamente, a mesma idade do meteorito. “Ele provavelmente veio de um pequeno planetoide que foi atingido por outro planetoide, explodiu e os fragmentos vieram parar na Terra”, declarou o geólogo Leo Kriegsman, do Centro de Biodiversidade Naturalis de Leiden, em um vídeo publicado no Youtube. O pesquisador estimou que o meteorito provém da região que se estende entre Marte e Júpiter, onde há um grande cinturão de asteroides, com “muitas rochas e pequenos planetas”, que às vezes saem das suas órbitas.

Com o tamanho de um punho fechado e cerca de 500 gramas, o meteorito atravessou com grande velocidade (até 20 quilômetros por segundo) o teto de um alpendre na pequena cidade de Broek, ao Norte de Amsterdã, a capital holandesa, em janeiro. “Mas, antes de atingir a atmosfera da Terra, [o meteorito] provavelmente era 10 ou 20 vezes maior do que agora”, afirmou Kriegsman. Segundo o cientista, foi necessário realizar muitos testes com a rocha, antes que o Centro de Biodiversidade de Leiden revelasse que se trata, realmente, de um meteorito. “Queremos estar 100% seguros da ‘espécie’ do meteorito, e por isso primeiro devemos realizar pesquisas”, explicou.


Queda de meteoritos Os pesquisadores realizaram buscas intensas, mas não foram encontrados outros fragmentos deste meteorito, descoberto por moradores do local. Segundo o líder da equipe, a cada quatro anos, pelo menos um meteorito cai no país. Ainda assim, as pequenas rochas são muito difíceis de encontrar e apenas seis delas, contando com a mais recente, foram descobertas na Holanda nos últimos 200 anos. Assista ao vídeo de divulgação feito pelo centro de pesquisa em Leiden (em inglês):



(Com AFP)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Astrofísica: Planeta Júpiter agora tem 69 luas

  planeta Júpiter e uma de suas luas.
Imagem mostrando o planeta Júpiter e uma de suas luas. (Nasa/Divulgação)

Astrônomos descobriram dois novos satélites com um a dois quilômetros de diâmetro orbitando o maior planeta do sistema solar



Júpiter ganhou duas novas luas, aumentando o número de satélites do maior planeta do sistema solar para 69. A descoberta foi anunciada por meio de dois comunicados do Minor Planet Center, instituição ligada à União Astronômica Internacional, nos Estados Unidos, na última semana. De acordo com os astrônomos responsáveis pela descoberta, eles estavam buscando corpos celestes distantes, em busca do Planeta Nove, quando perceberam os dois novos satélites de Júpiter.

Movimento da nova lua de Júpiter S/2016 J1. (Divulgação/Divulgação)


“Júpiter estava na área que observamos entre Março de 2016 e 2017. Durante essas observações encontramos a maior parte das luas conhecidas de Júpiter e também algumas desconhecidas ou perdidas”, afirmou o astrônomo Scott Sheppard, do Instituto Carnegie, nos Estados Unidos, em comunicado. De acordo com o astrônomo, Júpiter tem alguns satélites “perdidos”, que foram descobertos em 2003. Essas luas têm órbitas relativamente desconhecidas e, por isso, não é possível prever onde se encontram – razão por que são consideradas perdidas. No início de 2016, havia quatorze satélites nessa condição e, durante as observações, cinco deles foram “resgatados”. Dois corpos vistos, contudo, não se enquadravam nessas condições. Sheppard, em conjunto com David Tholen , da Universidade do Havaí, e Chadwick Trujillo, da Universidade do Norte do Arizona, monitoraram os corpos durante um ano por meio de informações de telescópios localizados no Chile e, há poucas semanas, confirmaram que se tratavam de duas novas luas de Júpiter.

Movimento da nova lua de Júpiter S 2017 J1 (Divulgação/Divulgação)


Os satélites, chamados S/2016 J1 e S/2017 J1, têm entre 1 e 2 quilômetros de diâmetro (muito pequenas, em termos cósmicos) e possuem órbitas elípticas e inclinadas que se estendem por até 30 milhões de quilômetros de Júpiter. A imensa distância das luas até o planeta sugere que os satélites foram formados nos pontos mais longínquos do sistema solar e, só depois, foram capturadas pela gravidade de Júpiter. De acordo com os pesquisadores, os novos satélites ajudam a desvendar as fronteiras do sistema solar – possivelmente, outras luas devem ser descobertas até 2018, quando mais observações confirmarem se são satélites novos ou perdidos.
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