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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Astrofísica: A Lua está encolhendo e sofrendo abalos sísmicos, revela Nasa

Mosaico composto de muitas imagens obtidas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da Nasa, mostra novas características da superfície (delineadas) da Lua, descobertas em uma região chamada Mare Frigoris (NASA/AFP)

O satélite natural encolhe e sua superfície ganha elevações e escarpas; descoberta contraria análise de que corpo celeste estava inativo

Um estudo divulgado pela Nasa nesta segunda-feira, 13, revelou que a Lua está encolhendo devido ao resfriamento do seu interior.


Um estudo divulgado pela Nasa nesta segunda-feira, 13, revelou que a Lua está encolhendo devido ao resfriamento do seu interior. De acordo com o cientista Thomas Watters, do Centro de Estudos da Terra e Planetas do Museu Nacional do Ar e do Espaço dos Estados Unidos, o encolhimento faz com que a superfície da Lua ganhe elevações e escarpas. O efeito também tem causado abalos sísmicos. Tal como uma uva “se enruga” ao se tornar uma uva-passa, escarpas se formam na Lua conforme o satélite natural da Terra diminui, explicou a Nasa em uma nota divulgada. Mas, ao contrário da casca da uva, que é flexível, a crosta da Lua é rígida e se quebra quando seu tamanho diminui, formando falhas onde um segmento é empurrado para cima de outro.

“Nossa análise revela as primeiras provas de que essas falhas permanecem ativas e provavelmente produzem abalos sísmicos ainda hoje, enquanto a Lua continua esfriando e diminuindo”, afirmou Watters.

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You've heard of earthquakes. But what about moonquakes? Like a wrinkled grape drying out to a raisin, the Moon is shrinking as its interior cools causing wrinkles or faults to form on its brittle surface. When enough stress builds, it releases the quakes: https://go.nasa.gov/2Q4lP0X 


As escarpas, similares às falhas geológicas provocadas pelos movimentos tectônicos na Terra, se apresentam como cordilheiras escalonadas de várias dezenas de metros de altura e se estendem por vários quilômetros.
De acordo com a Nasa, os astronautas Eugene Cernan e Harrison Smith tiveram que ziguezaguear com o seu veículo lunar para atravessar a falha Lee Lincoln durante a missão Apolo 17 em 1972.

Visão do vale Taurus-Littrow, explorado em 1972 pelos astronautas da missão Apollo 17 (Nasa/AFP)

Watters é o autor principal de um estudo que analisou os dados fornecidos por quatro sismógrafos colocados na Lua pelos astronautas durante as missões Apolo 11, 12, 14, 15 e 16, usando um algoritmo desenvolvido para identificar os lugares de tremores detectados por uma rede de sensores. Entre 1969 e 1977, os sismógrafos registraram 28 sismos superficiais com magnitudes entre 2 e 5 na escala Richter. A equipe determinou que oito dos 28 movimentos ocorreram dentro de aproximadamente 30 quilômetros de distância de falhas visíveis nas imagens lunares.

Esta escarpa é uma das muitas descobertas pelas imagens capturadas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da Nasa (GSFC/Arizona State University/Smithsonian/Nasa)


A Lua não é o único corpo no sistema solar que diminui com a idade. Segundo a Nasa, Mercúrio tem “enormes falhas” de até 1.000 quilômetros de comprimento e 3 quilômetros de altura, “significativamente maiores, em relação ao tamanho do planeta, do que as da Lua”. O satélite natural tem um raio que corresponde a pouco mais de um quarto do raio da Terra. Seu tamanho diminuto levou os cientistas a acreditarem que todo o seu calor interno havia escapado para o espaço há muito tempo. Como resultado, toda a sua atividade geológica teria se desligado. As novas evidências, contudo, sugerem o contrário. Segundo Watters, a descoberta “se afasta do conhecimento convencional sobre como os corpos rochosos se resfriam” e sugere que a Lua ainda está “tectonicamente ativa”.

Alzheimer: cérebro começa a mudar 30 anos antes do diagnóstico

Uma das alterações acontece nos níveis da proteína Tau, conhecido como um dos principais indicadores da doença. (Thinkstock/VEJA/VEJA)

A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de exames de diagnóstico, garantindo tratamento precoce e maior qualidade de vida ao paciente


O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo mundo. Apesar dos esforços da comunidade médica, ainda não foi possível encontrar uma cura para o problema. Diversas pesquisas têm sido realizadas para encontrar formas de detectar a doença cada vez mais cedo, o que ajudaria a minimizar o impacto dos sintomas. Agora, um novo estudo descobriu que algumas mudanças químicas e na anatomia no cérebro ocorrem décadas antes do surgimento dos primeiros sintomas do Alzheimer. Isso significa que, se reconhecidos precocemente, esses sinais poderiam facilitar o início das intervenções terapêuticas e proporcionar maior qualidade de vida ao paciente. A  pesquisa, publicada no periódico Frontiers in Aging Neuroscience, descobriu que uma das alterações se dá nos níveis da proteína Tau, que começam a elevar 34 anos antes do diagnóstico. Essa proteína é conhecida como um dos principais indicadores da doença. Outras mudanças acontecem no lobo temporal, parte do cérebro responsável pela memória e pelo comportamento emocional. Nesta região, as modificações podem ser vistas até nove anos antes dos sintomas se manifestarem.

Segundo os pesquisadores, as alterações acontecem ao longo dos anos e podem ser identificadas através de exames médicos periódicos. “Nosso estudo sugere que pode ser possível usar imagens do cérebro e análise do fluido espinhal para avaliar o risco de Alzheimer dez anos ou mais antes que ocorram os sintomas mais comuns, como declínio cognitivo leve”, disse Laurent Younes, principal autora do estudo, em  nota

Alterações cerebrais
A equipe da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, revisou registros médicos de 290 pessoas com idade média de 40 anos. A maioria dos participantes tinha pelo menos um parente de primeiro grau diagnosticado com Alzheimer – o que aumenta o risco de desenvolver a condição.

Para a análise, foram verificadas amostras de líquido cefalorraquidiano (fluído corporal produzido pelo cérebro e coletado na espinha, onde ele também está presente). Também foram investigados resultados de ressonância magnética do cérebro. Estes exames foram realizados a cada dois anos entre 1995 e 2013. Ainda foram feitos testes padrões anualmente para examinar a memória, aprendizagem, leitura e atenção dos participantes.
 Declínio cognitivo 
No início do estudo, os participantes foram considerados “cognitivamente normais”, ou seja, sem a presença do Alzheimer; no entanto, ao fim da pesquisa, 81 pessoas haviam desenvolvido a doença. Nestes indivíduos, os cientistas notaram sinais de comprometimento cognitivo de 11 a 15 anos antes do início de qualquer sintoma. Eles foram percebidos a partir de pequenas mudanças na pontuação dos testes cognitivos – embora os participantes tenham se mantido assintomáticos.
 Presença da Tau 
 Os exames analisados também revelaram que níveis mais altos da proteína Tau foram detectados 34 anos antes da aparição dos sintomas. Além disso, as concentrações da tau fosforilada (p-tau) – uma versão modificada da Tau – aumentaram 13 anos antes que o comprometimento cognitivo fosse perceptível.

Lobo temporal 
 A equipe ainda rastreou mudanças cerebrais que aconteciam ao longo do tempo e descobriram que a taxa de mudança na superfície medial do lobo temporal era diferente entre os participantes com e sem Alzheimer – essas alterações ocorreram de três a nove anos antes.
 O que isso significa? 
Os pesquisadores ressaltaram que as alterações cerebrais variam consideravelmente entre os indivíduos, portanto, é necessário encontrar um mínimo de marcadores alterados para verificar o risco para o Alzheimer. “Várias medidas bioquímicas e anatômicas podem ser vistas mudando até uma década ou mais antes do início dos sintomas clínicos. O objetivo é encontrar a combinação certa de marcadores que indiquem risco aumentado de comprometimento cognitivo e usar essa ferramenta para orientar eventuais intervenções para evitar isso”, comentou Michael I. Miller, co-autor do estudo, em comunicado. Apesar disso, os pesquisadores acreditam que os resultados possam levar a criação de melhores exames para diagnosticar a doença precocemente. Isso ajuda a garantir que o paciente conheça todas as opções de tratamento e desfrute de maior qualidade de vida.

Alzheimer 
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a diminuição das funções cognitivas, uma vez que as células cerebrais degeneram e morrem, causando declínio constante na função mental. Os principais sintomas da doença são: dificuldade de memória (especialmente de acontecimentos recentes), discurso vago durante as conversações, demora em atividades rotineiras, esquecimento de pessoas e lugares conhecidos, deterioração de competências sociais e imprevisibilidade emocional. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa doença é responsável por 60% a 70% dos casos de demência – grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. Estima-se que 44 milhões de pessoas sofram de demência no mundo – mais de um milhão delas está no Brasil, de acordo com Alzheimer’s Association. Além disso, 10 milhões de novos casos surgem anualmente – número que deve triplicar até 2050, segundo a OMS. Essa condição, que devasta a vida de pacientes e familiares, também apresenta altos custos econômicos, com a previsão de gasto de 2 trilhões de dólares por ano até 2030.

Fonte/Veja
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