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domingo, 14 de agosto de 2011

Astrologia e destino - O Fatum


O Zodíaco é o macrocosmo, o emissor de influxos / o Fatum-Evolutivo é o nosso percurso no microcosmo, o sensitivo receptor. O macrocosmo é um princípio semelhante do Universo na sua relação análoga com o homem que representa o microcosmo: estrutura de átomo análogo a estrutura do sistema solar - os Planetas em torno do Sol, uma pequena estrela de 5ª grandeza, não uma estrela de 1ª magnitude.

Dom Neroman (18/06/1884 - 1953), engenheiro civil de Minas, foi presidente fundador do Colégio Astrológico da França / Collège Astrologique de France. Criticado e pouco compreendido por astrólogos em geral e ainda o é, até hoje. Para ele as progressões secundárias e a simbólica são fictícias, pura virtualidade.

Criou um método de interpretação do Destino Humano que ele chamou de Evolutivo ou Fatum, ou ainda de Sensitivo. Sensitivo é o Meridiano do Destino Terrestre. Tudo é cíclico, tudo é evolução ondulação constante para Dom Neroman. O estudo dos ciclos anuais foi a base fundamental das pesquisas e originalidade nos achados de Dom Neromam. Quem gira é a Terra, o sensitivo anda na Terra, observa-se pelo Mapa Natal da pessoa.

Fatum - do Latim significa fatalidade, sina, tempo fixado pelo destino, predição divina. Fato - predeterminação cega à qual estamos submetidos aos próprios deuses. O Sensitivo prepara a criança para viver a sua trajetória de vida em sua evolução espiritual.

Sintetizando poderíamos dizer que ele concluiu a partir do ponto Zero do Meio Céu ser o início do refluxo do processo de evolução do ser humano. Uma determinante do destino individual; a trajetória que não podemos fugir. A partir do grau exato do Meio Céu, do Meridiano do local de nascimento, inicia-se o percurso da Vida que Dom Neroman chamou de Antena Evolutiva ou Antena do Destino. É a lei do Evolutivo que fornece o ângulo de rotação do Fatum a todas as idades. Este ponto gira no movimento diurno, a partir do Meio Céu, ao ponto oposto, Fundo do Céu.

A Antena Evolutiva não é um ponto do céu cósmico, mas sim um ponto da Terra. Meio Céu é o ponto do cosmo e a Antena o ponto que se movimenta, a partir do Meio Céu. Antena Sensitiva era como ele denominava o caminho da pessoa em sua vida. A Antena marca a nossa trajetória no Planeta Terra. Nascer é enfrentar a vida e a morte a cada instante.

O Fatum, ou seja, o Evolutivo é o deslocamento da linha (antena) a partir do Meio Céu da Carta Natal. Movimento como os Nodos Lunares (19 em 19 anos), no sentido do relógio. O Evolutivo é a antena receptiva, determinada. Destino que eu não posso fugir, ele está traçado. Seu movimento é no sentido inverso da Carta Natal, segue o movimento horário, o Espírito que anima a matéria. Revela as fases da evolução: corpo, mente e alma. O Zodíaco é o emissor e o Mapa natal é o receptor.
O Meridiano do nascimento - Meio Céu - indica o caminho humano/espiritual do nativo. Ele nos fala da espiral evolutiva aplicada à evolução.

Dom Neroman nas suas pesquisas sobre a evolução do Sensitivo não se inspirou por cálculos da evolução vital do ser humano. Ele procurou fazer estudos pré-natais, desde a fecundação. O Ascendente é a antena ativa do comportamento que eu escolho por liberdade relativa, por livre arbítrio.

Todo o tema de nascimento é um “instante fotográfico” do céu com as antenas receptivas ao minuto mesmo onde o ser é inundado dos influxos cósmicos.

Dom Neroman pontuou quatro ciclos distintos na vida do nativo:
1º ciclo - 0 a 2 anos e 2 meses aproximadamente.
2º ciclo - 2 anos e 2 meses a 9 anos e 8 meses.
3º ciclo - 9 anos e 8 meses a 38 anos e 4 meses.
4º ciclo - 38 anos e 4 meses a 120 anos.

Para ele nos primeiros nove meses de vida, o espírito, ao encarnar, vivencia tudo o que o homem já viveu. Razão porque nos primeiro anos da vida da criança tudo é vivenciado com rapidez; cresce e se desenvolve. Depois com a idade o organismo desacelera. Quanto mais idade mais difícil enfrentar obstáculos. A velocidade decresce na idade madura e mais ainda na velhice, onde tudo é mais lento.

Bibliografia / Dom Néroman

Em Fatum e historia, texto de 1862, Nietzsche se propõe a abordar a história de uma forma desligada dos valores cristãos. A história possui outro funcionamento que não aquele fundado sobre conjecturas e simples suposições, tais como Deus, imortalidade, autoridade da Bíblia, revelação, etc. Nietzsche demonstra profundo débito para com Emerson, uma leitura muito cara para ele neste período. Nesse sentido, elabora uma alegoria para a história. Compara-a a um grande relógio num movimento eterno, num eterno devir. Os números são os fatos, os ponteiros inauguram um novo ciclo a cada minuto... “Um novo período do mundo se inaugura”. Há um fim? Se há, Nietzsche nada revela sobre isso, não está ao alcance da humanidade nem
enquanto finalidade nem enquanto centralidade.

O jovem Nietzsche, com base em Emerson, questiona a centralidade do ser humano na história e a possibilidade de autoconsciência do homem. Também aposta na impossibilidade da existência de algo sem o seu contrário, ou seja, se há o fatum, algo lhe fornece garantia, trata-se do seu contrário, o livre arbítrio. Para ele, uma liberdade absoluta sem o “fatum” faria do homem um deus, o princípio da fatalidade isolado o faria um autômato”. Portanto, a história ocorre não por designação arbitrária dos deuses, mas no equilíbrio de forças.

“A história e as ciências da natureza, heranças maravilhosas de todo nosso passado, anunciadoras de nosso futuro, são fundamentos seguros sobre os quais nós podemos construir os edifícios de nossa especulação. ” (Fatum e História) Neste momento, Nietzsche questiona se é preferível acreditar que o homem seja oriundo da vontade arbitrária dos deuses, ou é melhor entendê-lo como estando num estágio de desenvolvimento entre a planta e o animal. Ou seja, parte do mundo natural, e não abaixo ou acima dele.

Anais do XI Encontro Regional da Associação Nacional de História – ANPUH/PR
”Patrimônio Histórico no Século XXI”

O termo "fatum" (em latim) significa destino. Entre os antigos gregos, a "moira" e entre os romanos o "fatum", fado ou destino, surgia como ameaça implacável e determinava a falta cometida por alguém e o caminho da sua punição. Nascido da Noite e do Caos, o Destino estava acima das divindades, submetendo-as ao seu poder. Cego e inexorável, dominava os céus, a terra, o mar e os infernos. Na filosofia estoica, o "Fatum" (Destino implacável) aparece, também, acima de todos os deuses e de todos os homens. O "Fatum" ditava as leis do Universo a que nada nem ninguém podia fugir. Cabia aos oráculos decifrar e revelar o que estava escrito no livro do Destino desde o princípio da criação.

"É assim que, antes de virar um Brás Cubas sob o efeito da morfina, Marcus Messler percorrerá uma trajetória semelhante, por exemplo, à de Édipo: as suas seguidas tentativas de escapar de seu destino (fatum) terão exatamente o efeito oposto. Como o rei de Tebas — que foge daquela que ele acredita ser sua família para evitar o parricídio e o incesto —, Messler passará sua curta vida adulta também fugindo. Primeiro da loucura "premonitória" do pai, que começa a temer pela sua morte. Depois, nas várias situações em que ele encara seu maior e mais frequente temor: ser expulso da universidade e, com isso, ser convocado para servir como soldado raso na Coreia, onde — era evidente para ele — morreria." - Brás Cubas sob efeito da morfina/maio de 2009 -© Almir de Freitas

A palavra fado, dizem, vem da palavra fatum em latim que significa destino. Pra mim, não teria outra palavra para originar o fado e a sua essência. Nos dita a vida, o amor, o desamor, a saudade ou a perda. Estamos sempre suscetíveis a isso.
Entre os antigos gregos, a "moira" e entre os romanos o "fatum", fado ou destino, surgia como ameaça implacável e determinava a falta cometida por alguém e o caminho da sua punição.

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