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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Oxaguiãn, no Som ou no silêncio!

Imagem Reprodução

Oguian, ou simplesmente Oxaguian, é um dos orixás mais emblemáticos do candomblé. Sobre ele também recai uma série de segredos rituais guardados pelos terreiros, embora muitas coisas já se tenham escrito. Acredita-se que Oxaguian liga-se à música e, como os orixás Xangô e Oxun, adora festas, razão pela qual ele recebe musicas especiais nas nações ijexá e fon, reinos africanos que emprestaram seus nomes a ritmos.

Como pesquisador de Umbanda e desenvolvedor da Umbanda Astrológica, acredito sim nessa complexidade em se cultuar o maior dos orixás, pois sua energia é tão suave, tão magnifica, magnanima e tão sutíl que nem todo mundo tá preparado para se harmonizar com ela, tambem acredito que Oxalá influencie a musica, eu mesmo ao entrar em contato com essa Vibração vejo o ritimo cosmico fluindo através do som, da musicalidade e da criação artistica. Mas, ao contrário dos outros orixás, mais musicais, como Oxossi, Iemanjá ou Oxum, seu ritimo é mais suave, mais classico e mais pacifico.

Oxun combinou os sons, formou as notas e inventou a música. De acordo com uma de suas histórias, ela teria dançado pela primeira vez na presença do rei e fez todo o mercado lhe acompanhar. É por este motivo que filhas de Oxun, a fim de agradar Oxaguian, enviam clarins para homenagear o orixá Criador, ato que vem se popularizando nos terreiros de candomblé de todo o Brasil.

Os mitos afro-brasileiros sobre este ancestral nos permitem perceber que Oguian liga-se a comida. A sua festa é o ponto culminante do chamado Ciclo das Águas, representado pelos inhames novos presenteados pela terra após um período de dificuldades. Oxoguian, assim, é o dono do pão. É ele quem garante o nosso sustento de cada dia representado pelas raízes.

O Grande Oxaguian em momentos de crise representa a estabilidade; em ocasiões de guerras, a estratégia; na tristeza é a alegria, no fim é o recomeço.Desta maneira, Oguian liga-se a vários ancestrais. De acordo com suas histórias, ele teria passado em Irê, a terra de Ogun e graças à sua inteligência idealizou armas forjadas pelo ferreiro dos orixás. A amizade entre o povo de Ejigbô foi tanta que Ogum, certa ocasião, se ofereceu para ir à frente de uma batalha lutar pelo povo de Oguian que na volta foi aclamado senhor.

Diz-se também que o orixá que adora inhames é amigo inseparável de Oyá, com quem anda sem pisar no chão, levado pelo vento que lhe conduz a todos os lugares.Por isso, filhos dessa orixá se sentem plenamente atraidas por estarem perto dos filhos deste orixá. Oxaguian põe um ponto final no fim e inaugura aquilo que é infinito, pois diante dele tudo é recomeço. Está explicado o porquê, após a sua festa, a liturgia afro-brasileira passa a celebrar os orixás considerados civilizadores como Exu, Ogun, Ode, Ossain e Obaluaiyê.

Oxaguian é o orixá do renascimento. Tudo que forma um ciclo se mantém graças a ele. Este é o motivo pelo qual no dia a ele consagrado se realiza uma pequena procissão. Ele representa a volta para a casa, a estabilidade dos grupos que até então vagavam sem destino. É por essa ligação com os cilhos, transformação e com o tempo que ele também gosta de andar com seu filho Oxumaré, sendo certo dia tirou ele da companhia da mãe Nanã para levar para sua casa.

Com o orixá Xangô, coluna central do culto reorganizado no Brasil pelos iorubas e seus descendentes, Oguian se relaciona como outrora os reinos de Ejigbô e Ifon estavam ligados à Oyó, fato relembrado pelo pilão, instrumento de vital importância para a fixação dos grupos na terra. Se o pilão é o centro do mercado, a mão de pilão é o instrumento que repete o movimento que liga o céu à terra, garantindo a nossa permanência através da comida, do pão dado em forma de presente por Oxaguian.O pilão como o ferro ilustra uma nova etapa da história da humanidade. A partir dele, pode-se falar em comidas mais elaboradas, preparar a farinha e conservar melhor os alimentos.

Oxun é verdadeiramente o coração de Oguian. Ela dança também para ele. É Oxun quem vai a frente das mulheres da terra de Ijexá que inventaram um tipo de tambor apenas tocado por elas. Instrumento na sua origem feminino como as cabaças, cujo som remete ao mesmo produzido na vida uterina. Oxun teria ensinado estes sons para a humanidade, escutando a sua própria barriga. Mantém relações também com Ewá, ilustrada através de uma das passagens míticas mais emblemáticas. Ewá, aquela que tem o poder de transformar-se em qualquer coisa, lhe teria salvo da morte, garantindo assim a continuidade do ciclo da vida.Oxaguian como já falamos, relaciona-se também com os orixás caçadores e caçadoras. Daí a sua relação com Oxossi, considerado líder e cabeça da grande caçada.

Oxaguian anda através de passos mais rápidos, determinados. A guerra,a prontidão, o alerta nunca lhe precedem, pois ele é a própria luta, relembrada num de seus títulos de pronúncia mais evitada: “Baba lorogun”, literalmente “pai da guerra”. O orixá que carrega todas as armas, ora caçador, ora rei, ora a guerra, mantém relações também com Iyá ori, conhecida como Iyemanjá, pois ela é responsável pelo equilíbrio. Iyemanjá é o principio ancestral do significado. Em outras palavras, o mundo só é inteligível, graças àquela que mantém as nossas cabeças.

Por fim, Oguian relaciona-se a Oxalá e todos os ancestrais que representam o começo da humanidade. Talvez tenha sido por isso que os africanos quando reorganizaram o seu culto no Brasil, lhe aproximaram tanto destes, a ponto de em alguns momentos ser confundido com eles.

Quando entramos em contato com os elementos, entramos em conexão com o mundo divino e seus respectivos senhores através de seu axé. Alguns se conectam a nós através da musica, outros através das àguas, do Fogo, da Terra, dos metais, minerais, do vento ou simplesmente do silêncio. Sim do silêncio, isso mesmo, não é só com sons que atinge a faixa vibratoria dos Senhores Ancestres e Espiritos elevados não! Na verdade, na harmonia, na quietude e no silêncio, as vezes atingimos mais facíl a faixa vibratorio de Nosso Senhor!

Conta-nos as Escrituras que o Profeta ao esperar o Senhor na montanha, viu turbulencias, entre essas o ventos fortes, redemoinhos e tempestades, mas, em nenhuma delas, o Senhor apareceu, no entanto em meio a uma suave brisa foi que Javé apareceu! Então mesmo estando acostumados a ver tanta cantoria, batuques e danças ritimicas, nos templos e terreiros, saibam que nem sempre sua entidade, seu protetor e seu Anjo Guardião se manifestará por meio dessas invocações.

E mesmo que tenhamos falo que Oxalá tambem rege a musicalidade, afinal se liga a critividade no Zodiaco através do Eixo Leão/Aquario, devemos lembrarmos sempre que Oxalá também é pureza, paz e harmonia. Sendo assim ele também se revela no silêncio na quietude e mansidão.

É por irro que o verdadeiro mestre, mago ou Pai de Santo, não deve ter uma diciplina única como regra geral para seus adeptos. Ou seja, nem todo ritual que serve pra uma pessoa servirá pra outra. Por isso vemos pessoas desafiando os Ogans, dizendo "pode bater o atabaque com qualquer ritimo, nunca vou manifestar mediunidade". Pois é, não vai mesmo, caso não seja a musicalidade a chave que abre sua mediunidade.

Cada pessoa tem seu despertar com um elemento, com um ritimo, ou mesmo sem ritimo. As vezes no silêncio ou na solidão. Vejam que Busa despertou no jejum e na meditação, assim como Cristo que se encontrou consigo mesmo e com o Diabo no deserto. Mas, outros se despertam no amor e até mesmo no sexo, quando evolui-se na sua tântrica maneira de amar.

Então queridos irmãos, não use as regras, ensinamentos e comportamentos que você vê nos outros para seguir seu caminho. Antes busque o seu despertar. Seu "Eu Interior" e assim será mais fácil o abrir de seus dons e mediunidade.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica

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