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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Sim, nós temos muito mais que apenas os cinco sentidos conhecidos.


9 sentidos do corpo humano que você provavelmente não conhecia


Abaixo, nove sentidos e receptores extras que você provavelmente nem sabia que tinha: Quimiorreceptores: Estão relacionados à detecção de hormônios e fármacos. Também regulam o vômito. Receptores de estiramento: Localizados nos órgãos primários, são os responsáveis por identificar a dilatação dos vasos sanguíneos. Estão relacionados a alguns tipos de dor de cabeça. Equilíbrio postural: Esse sentido, localizado dentro dos ouvidos, é o responsável por manter o equilíbrio e realizar as mudanças necessárias para que o corpo fique em pé durante o movimento. Nocicepção: É responsável pela percepção da dor. São três tipos de receptores: somáticos (ossos e articulações), cutâneos (pele) e viscerais (órgãos internos). Sensores de tensão: Estão localizados nos músculos e permitem que o cérebro regule a força da tensão muscular. Propriocepção: Esse mapa de receptores sensíveis permite que o corpo conheça a localização espacial de todas as suas partes. Som: Esse sentido detecta as vibrações sonoras localizadas em diferentes meios, como o ar e a água. Termocepção: É responsável tanto por detectar a temperatura do ambiente externo como de regular a temperatura do próprio corpo. Comichão: Independente do tato, é o sentido que capta e envia ao cérebro a sensação de prurido. Fonte: Super Curioso Imagem: Shutterstock

Magia astrológica: Além da conexão cósmica, livro incentiva o consumo de algumas ervas psicoativas "favoráveis à clarividência".

  "favoráveis à clarividência".
Magia astrológica: Além da conexão cósmica, livro incentiva o consumo de algumas ervas psicoativas "favoráveis à clarividência". 

Picatrix: o livro mais antigo de astrologia e magia


No século XIII, o rei de Leão e Castela, Afonso X (conhecido também como Afonso, o Sábio) mandou traduzir para o castelhano e para o latim um misterioso grimório de magia oriundo do Oriente Médio, conhecido como Picatrix. A tradução em latim ganhou uma popularidade notável na Europa entre os séculos XV e XVIII. O manual, cuja autoria é atribuída ao ocultista e sábio árabe Maslama al-Majriti, reúne vários conhecimentos de astrologia, magia talismânica e numerologia. Em suas páginas, é possível encontrar também um compêndio de fórmulas mágicas, nas quais são utilizados ingredientes poderosos como o ópio, o haxixe e outras plantas psicoativas, cujo consumo induziria a estados alterados e favoráveis à clarividência. No livro, são detalhados vários feitiços que utilizam a força dos planetas. Além disso, o Picatrix explica como entrar em contato com espíritos poderosos e fazer uso de seus poderes. Para tal, recomenda o uso de sangue, saliva, urina, cera de ouvido e outras excreções do corpo humano.

Fonte: Super Curioso Imagem: Shutterstock

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Arqueólogos acreditam ter descoberto uma deusa até então desconhecida em inscrições de um templo etrusco de 2.500 anos em Poggio Cola, na Itália.



Segundo os pesquisadores, as inscrições traduzidas recentemente fazem referência a uma divindade chamada Uni, que os cientistas acreditam ser uma das mais importantes da mitologia etrusca e a responsável pela fertilidade. A menção foi encontrada em uma pedra de 225 quilos e é parte de um texto sagrado, que segundo os arqueólogos, é possivelmente um dos mais antigos da cultura etrusca. O líder das pesquisas, Gregory Warren, descreveu a peça "como uma das descobertas etruscas mais importantes da últimas décadas". Com 120 caracteres diferentes, a inscrição ajudou os pesquisadores a aprenderem um pouco mais sobre a língua e a gramática etrusca. Além dos escritos, também já foram encontrados no santuário de Poggio Colla, localizado perto de Florença, artefatos como um fragmento de cerâmica que retratava a mais antiga cena de nascimento na Europa, o que reforça a ideia dos cientistas de que Uni era a deusa da fertilidade. Os etruscos ocuparam o norte da Itália entre 400 e 800 a.C. e fundaram cidades importantes, que mais tarde tornaram-se grandes centros do Império Romano. Mas, por conta de poucas descobertas e da dificuldade de acesso à escrita etrusca, pouco se sabe sobre o estilo de vida e as crenças deste povo. Fonte: IFL Science Imagem: Mugello Valley Project

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mistério: “Carta do Diabo” escrita por freira possuída é lida após 300 anos e revelações chocam cientistas


 Carta do Século 17 escrita por Freira possuída pelo demônio finalmente traduzida


Escrita a exatos 341 anos, uma carta deixada por uma freira supostamente possuída pelo demônio foi recentemente decifrada por pesquisadores italianos. A religiosa, rebatizada como Maria Crocifissa della Concezione após trocar o nome Isabella Tomasi, fazia parte do mosteiro de Palma di Mantechiaro, localizado na Sicília, em 1676, quando alegou ter recebido a presença do Diabo. Ela contou ter acordado coberta de tinta com a carta a sua frente. Ela teria então sido possuída e obrigada a escrever as palavras.

Foto reprodução
Desde então, estudiosos do país vêm tentando decifrar a enigmática mensagem deixada pela freira, que contêm, dentre símbolos do alfabeto grego, caracteres árabes.
O que a carta diz
A mensagem foi um mistério para os cientistas durante muitos séculos. A carta foi escrita em uma mistura de alfabetos e os pesquisadores introduziram no software “o grego antigo, árabe, alfabeto rúnico e latim para decifrá-la”, lê-se no jornal La Stampa.
“Nós ouvimos falar de ‘software’ que deveria ser usado por serviços de inteligência para decifrar códigos”, diz Daniele Abate, líder da equipe de Ludum responsável pela pesquisa. O conteúdo da carta foi introduzido no software, explicaram os cientistas.
A carta descreve Deus, Jesus e o Espírito Santo como “pesos mortos”. “Deus pensa que pode libertar os mortais”, diz a carta escrita pelo “diabo”, que termina com “Deus foi inventado pelo homem” e que “esse sistema não funciona para ninguém”.
“Talvez agora o rio Estige exista”, escreveu a freira ditada pelo diabo, referindo-se ao rio Estige que, de acordo com a mitologia grega, separa a Terra do mundo dos mortos, Hades.
Mas quem escreveu a carta?
A carta foi escrita por Isabella Tomasi, nascida em 1645 e renomeada como irmã Maria Crocifissa della Concezione após sua entrada no convento siciliano de Palma di Montechiaro.
De acordo com a história, em uma manhã de 1676, a freira despertou com o rosto cheio de tinta e com a carta escrita em frente a ela. Ela disse às suas irmãs que foi o diabo que lhe mandou escrever a carta.

Chocados com as revelações, alguns dos cientistas advertiram que a mensagem incongruente não está completa, já outros mais incrédulos, acreditam que a freira “sofria de esquizofrenia”, podendo ter sido ela mesma quem escreveu a carta, sem a “ajuda” do diabo.

domingo, 17 de setembro de 2017

O SEGREDO DOS NÚMEROS 3, 6 e 9


Nikola Tesla - O SEGREDO DOS NÚMEROS 3, 6 e 9


Uma suposta descoberta recente de desenhos de Nikola Tesla revelando um mapa de multiplicação que contém todos os números em um sistema simples de se usar foi descoberto. Os desenhos foram descobertos em uma loja de antiguidades em Phoenix, capital do Arizona, por Abe Zucca, segundo o site CBS News. Acreditam que os desenhos tenham sido criados nos últimos anos do Laboratório de Energia Livre de Tesla, o Wanderclyffe. O manuscrito aparenta ter muitas soluções para perguntas ainda sem respostas sobre matemática. Os esboços estavam escondidos em um baú com vários outros desenhos e manuscritos, desde tecnologias portáteis à sistemas de energia livre. Alguns já são conhecidos do público, enquanto outros ainda não são. Nicola-Tesla - To no Cosmos O “Mapa para Multiplicação” ou a “Espiral Matemática”, foi a descoberta mais notável. Dias após a descoberta o matemático, Joey Grether trabalhou duro para decifrar o sistema e obteve êxito. Grether sugere que a Espiral não apenas explora a multiplicação como uma rede entrelaçada, mas também ‘oferece um entendimento visual de como todos os números são auto-organizáveis em 12 posições de componibilidade’. “Esse dispositivo nos permite ver os números como padrões, a formação de números primeiros, primos gêmeos, multiplicação e divisão, também outros sistemas que eu acredito que ainda serão descobertos”, diz o Professor Joey. 

O diagrama é bastante intuitivo, permitindo os estudantes a verem como os números trabalhão juntos baseados em uma espiral com 12 posições. 12 ou múltiplos de 12, é o maior sistema de números altamente compostos, o motivo do qual temos 12 meses em um ano, 12 polegadas na medida de ‘pés’, 24 horas em um dia, e por aí vai. Tesla é conhecido pela frase: “Se você soubesse da magnificência dos números 3, 6 e 9, então você teria a chave do Universo”. 

 Quando a “Espiral Matemática” é analisada, a soma repetida dos dígitos dos números 3, 6, 9 e 12, se repetem constantemente na mesma sequência, 3, 6, e 9. Seria disso que Tesla estava falando? É difícil dizer, mas Joey Grether parece acreditar que sim. “Essa avanço é fenomenal. Se conseguíssemos que todos os estudantes do planeta usassem essa técnica, para brincar com ela, e ajudassem a descobrir como usá-la, nós conseguiríamos deixar de lado a aversão cultural que o povo tem em relação à Matemática. Ao invés de memorizar a tabela de multiplicação, poderíamos aprender a posição dos números e ter um entendimento melhor de como eles funcionam.” Juan Zapata, aluno do Professor Joey disse: “Eu costumava dizer que era ruim em matemática… porque isso é o que todos dizem. Mas agora, eu tô tipo, cara, isso é muito fácil”. Um outro fato curioso sobre a ‘Espiral de Tesla’, é que ela é datada em 12/12/12, 1912. Grether e seus alunos querem que dia 12 seja um feriado nacional em homenagem a um dos maiores cientistas que já existiu na face da Terra. Nikola Tesla.

Fonte: Canal RedPill


Fim dos mundo: Numerólogo diz que planeta se chocará com Terra e destruirá tudo no próximo sábado



Os terráqueos têm apenas uma semana para aproveitar o planeta que habitam, de acordo com o numerólogo David Meade. É que o autor do livro 'Planet X - The 2017 Arrival' acredita que o mundo vai acabar no dia 23 de setembro, quando o planeta Nibiru (ou 'Planeta X') vai colidir com a Terra. A Nasa nega que esse planeta exista. De acordo com o Estadão, Meade usa passagens bíblicas para reforçar sua teoria - que antes estabelecia outubro como o mês do fim do mundo. Segundo o numerólogo, o Grande Eclipse Americano, que aconteceu em 21 de agosto, indicava a aproximação do planeta. "Vejam, o Dia do Senhor está vindo - um dia cruel, com ira e fúria - para tornar a Terra desolada e destruir os pecadores dentro dela. As estrelas do céu e suas constelações não vão se iluminar. O sol será escuro e a lua não mostrará sua luz", justifica o numerólogo, baseado em trechos do 13º capítulo do livro de Isaías no Velho Testamento. Meade diz ainda que sua teoria tem como base uma série de coincidências com o número 33, por exemplo, a lua ficar preta. "Isso ocorre a cada 33 vezes em Gênesis. O eclipse começou em Oregon, o 33º Estado", defendeu, em entrevista ao Daily Star.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Ciência: A astronomia segue viva no Brasil

Imagem do telescópio japonês Subaru, no Havaí. O Brasil participará de um projeto para construir dois equipamentos de alta tecnologia que serão acoplados ao telescópio (NAOJ/Divulgação)

Encontro apresenta grandes projetos internacionais com investimento brasileiro, apesar dos cortes no orçamento destinado à pesquisa



Não é de hoje que o investimento em ciência e tecnologia no Brasil não anda bem. De 2014 para cá, o setor vem sofrendo cortes sucessivos em seu orçamento, após um breve período de crescimento. E desde que o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação se juntou ao das comunicações, logo no início do governo de Michel Temer (PMDB), sem aumento no orçamento, a briga para conseguir financiar pesquisas e outros projetos no país tem sido cada vez mais dura. Em um cenário tão pessimista para a ciência brasileira, a XLI Reunião da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), que promoveu uma série de encontros na última semana para apresentar o que há de novo na pesquisa em astronomia no Brasil e no mundo, trouxe uma esperança. Entre os destaques do que foi discutido, encontram-se não só estudos de ponta realizados por equipes nacionais, mas também parcerias com países que são referência mundial em inovação e até a fundação de uma associação de pesquisadores para estudo de vida fora da Terra.

Pesquisa no Brasil -   Apesar de todas as dificuldades orçamentárias, a quantidade de artigos científicos publicados por brasileiros aumentou nos últimos anos. Só em astronomia, o número que era de aproximadamente 4.000 pesquisas divulgadas entre 2000 e 2009 saltou para 5.300 de 2010 a 2017. “Esse crescimento só aconteceu por causa dos investimentos que fizemos na última década”, afirma o astrofísico Thiago Signorini Gonçalves, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador de comunicação da SAB. “Mas devemos começar a sentir o peso dos cortes [no orçamento] já nos próximos anos.” Fonte: Veja

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Clima e ciência: Mudança climática pode causar 152 mil mortes por ano no fim do século

(Rafael Marchante/Reuters)

Entre 1981 e 2010, só 5% da população da Europa foi exposta a eventos climáticos anormais. Entre 2071 e 2100, serão dois terços


Incêndios florestais como os que devastaram Portugal no mês passado vão se tornar regra, e não exceção, se nada for feito para atenuar as mudanças climáticas que já estão em curso graças à ação humana. É o que revela um artigo científico publicado no começo do mês. A equipe do meteorologista italiano Giovanni Forzieri – à serviço da Comissão Europeia, o órgão executivo da União Europeia (UE) –, usou simulações de computador complexas para descobrir como o clima da Europa vai se comportar ao longo do próximo século caso a temperatura média do planeta continue subindo no ritmo atual. As previsões indicam que, entre 2071 e 2100, só no continente europeu, morrerão 152 mil pessoas por ano por causa de ondas de calor e desastres naturais como incêndios e inundações – todos consequências diretas ou indiretas do aquecimento global. Entre 1981 e 2010, só 5% da população da UE (25 milhões) foi exposta a eventos climáticos anormais – entre 2071 e 2100, serão 351 milhões de pessoas. Esse número equivale a cerca de dois terços da população prevista para a UE no final do século (518 milhões). Os países mediterrâneos serão os mais afetados. Espanha e Itália e o sul da França terão de lidar com 64 vezes mais mortes decorrentes do aumento da concentração de CO2 na atmosfera se nada for feito.

As ondas migratórias e a consequente redistribuição das concentrações populacionais no continente também foram consideradas nas simulações – o aumento no número de habitantes de regiões litorâneas aumenta um pouco a exposição dessas pessoas a inundações, mas esse risco equivale a apenas 10% do total de mortes previstas (os outros 90% são consequência exclusiva do aumento de temperatura). A população europeia, mais velha que a média de idade mundial, colabora com os números – pessoas com mais de 60 anos são mais vulneráveis a problemas de saúde que podem piorar em temperaturas médias mais altas. Especialistas sem associação com o estudo o elogiaram, mas apontaram limitações. “Estar ou não no caminho de um evento climático não é garantia de que você morrerá”, afirmou ao The Guardian David Alexander, do University College de Londres. “A vulnerabilidade depende em um monte de outras variáveis.” Já Paul Wilkinson, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, afirmou ao Público que o estudo é importante como alerta para acelerar programas e acordos que tentem reduzir o aquecimento global e formas de mitigar suas consequências. “O aquecimento global pode resultar num impacto humano muito acelerado a não ser que sejam tomadas medidas adequadas de adaptação.”


Fonte: superinteressante

AQUECIMENTO GLOBAL & MUDANÇAS CLIMÁTICAS - Parcipação do Prof. Dr. RICARDO AUGUSTO FELÍCIO.


Astrofísica: A bunda de Júpiter

Tornados gigantes no pólo sul de Júpiter (Nasa/NASA)

Ele tem um núcleo sólido sete vezes maior que a Terra, e um pólo forrado de ciclones parecidos com os nossos.


O nome dele em proto-indo-europeu, a língua que deu origem a quase todos os idiomas do Ocidente, é “Papai do Céu”. No original, Dyaus Pita. Dyaus (céu) viraria “Zeus” em grego, e essa palavra passou a denominar o chefe do panteão divino dos helênicos. Em Latim, Dyaus virou “Deus”. Os gregos deixaram de lado o Pita (“papai”). Os romanos, não. Por lá, a divindade central continuou chamando Dyaus Pita, ainda que numa versão contraída: Júpiter. Mais tarde, você sabe, o nome migraria para o céu de fato, desta vez para identificar o mais majestoso dos planetas. E agora. Só agora. O maior de todos do Sistema Solar mostra o seu rosto de verdade. Graças à Juno, a sonda que já está há um ano nos arredores do gasoso. Neste momento, a sonda está dando voltas em Júpiter numa trajetória extremamente elíptica: numa hora, ela se afasta bastante do planetão; depois volta como um bumerangue, passando quase que de raspão pelo pólo-sul jupteriano a cada 53 dias. De raspão mesmo: a sonda chega a apenas 4 mil quilômetros do planeta. Para você ter uma ideia, os nossos satélites de telecomunicações ficam a 35 mil quilômetros da Terra – a Lua, que é logo ali, dez vezes mais do que isso. Bom, o resultado desses raspões da Juno são imagens inéditas e inesperadas, como esta aí em cima. Elas dão uma cara nova a Júpiter, bem diferente daquela mais conhecida, que mostra as listras do plano equatorial do planetão. Uma cara tempestuosa, diga do deus nervosinho que o batizou. O pólo sul de Júpiter é uma coleção de tornados sem fim, feitos de neve misturada com amônia. Os maiores têm 1.400 quilômetros de diâmetro – curiosamente, o mesmo tamanho dos ciclones aqui da Terra, apesar de Júpiter ser 11 vezes maior.

(Nasa/NASA)


A maior novidade, porém, não vem dessas imagens. A Juno mediu o campo gravitacional de Júpiter, e atestou que o planeta não é exatamente uma bola de gás com um núcleo sólido minúsculo. Tal núcleo é bem maior do que se pensava: tem algo entre 7 e 25 vezes a do nosso planeta e, calcula-se, ela pode ter 70 mil quilômetros de diâmetro – metade do total do planeta (a Terra tem 12 mil). Depois de tudo isso, ainda fica uma expectativa: em julho a Juno vai sobrevoar de perto a Grande Mancha Vermelha – a “tempestade eterna” do tamanho da Terra que assola Júpiter há mais de 300 anos. Certamente o Papai do Céu trará novas surpresas.

Astrofísica: Júpiter é o planeta mais antigo do Sistema Solar

(Ukstillalive/Creative Commons)

Pesquisa sugere que o gigante gasoso já orbitava o Sol há 4.5 bilhões de anos - e era bem menor do que é hoje


O maior de todos é, agora, também o irmão mais velho. De acordo com um grupo internacional de cientistas, Júpiter já girava ao redor do Sol apenas um milhão de anos depois do início de nosso Sistema Solar, há 4,6 bi. O planeta, porém, tinha uma cara bem diferente da que tem hoje – 15 vezes menor que sua versão atual, e com um apetite voraz por gás e poeira O estudo foi o primeiro a explicar a formação de Júpiter com dados medidos em laboratório. Diferente do que dá para fazer com a Lua, Marte ou a própria Terra, não conseguimos aterrissar no planetão para descolar um pedaço do gigante e estudá-lo sob o microscópio. A saída, então, foi recorrer a análise química de meteoritos antigos para cravar sua data de aniversário. Após a explosão que originou o Sol, uma grande nuvem de gás e poeira tomava conta do Sistema Solar. O acúmulo contínuo desses detritos em um núcleo rochoso possibilitou a formação de Júpiter – que um milhão de anos depois de estrear em nosso Sistema Solar já tinha peso 20 vezes maior que o terrestre (hoje, nosso vizinho é 317 vezes mais pesado que a Terra).

Todo esse tamanho foi suficiente para “abrir um buraco” na nuvem de poeira criada na juventude do Sol. A gravidade de Júpiter impedia corpos celestes (como meteoritos) de chegarem perto de sua órbita. Isso criou, então, dois anéis empoeirados diferentes: um ficava de Júpiter para frente, e outro estava atrás do planeta. Isolados, ambos os reservatórios não trocavam material entre si por conta do sentinela gasoso. Sem os planetas irmãos para atrapalhar o acesso à refeição empoeirada, Júpiter foi crescendo, e 3 milhões de anos depois de nascer, já era 50 vezes maior que a Terra. Por ter se aproximado mais do Sol, tornou-se menos resistente à passagem de asteroides, permitindo que meteoritos que estavam em anéis diferentes voltassem a se misturar. Hoje, sabe-se que esses corpos celestes estão concentrados entre Júpiter e Marte – e eventualmente dão seus alôs por aqui, assustando todo mundo ao passar perto da órbita da Terra. Os cientistas conseguiram descobrir toda essa relação complexa analisando os isótopos de molibdênio e tungstênio em 19 meteoritos. A partir dessas características químicas, conseguiu-se determinar não só a idade de cada um (entre 1 e 4 milhões de anos mais novos que o Sol), mas também o reservatório que cada um habitava. O fato é que, ainda que a passos curtos, vamos descobrindo cada vez mais informações sobre o vovô de nosso Sistema Solar. Com a sonda Juno, que permanecerá mais uns meses orbitando Júpiter, dá para dizer que estamos mais íntimos do que nunca do planetão – mesmo que observando a 1.26 milhão de milhas de distância.

Astrofísica: Terra está na “linha de tiro” de 16 estrelas

Oi. Você vem sempre aqui? (JPL-Caltech/NASA)

A principal é Gliese 170, que em 1 milhão de anos passará a só 0,2 anos-luz do Sol – o suficiente para sua gravidade lançar um asteroide contra a Terra


Do ponto de vista estritamente científico, a posição de Saturno em relação à Terra no momento em que você nasceu não é capaz de afetar sua personalidade. Mil desculpas, astrologia. Mas, se serve de consolo, há outro astro – esse bem distante do Sistema Solar – que tem muito potencial para influenciar a vida de nós, terráqueos, em um futuro bem distante. Não por meio de alterações sutis na suas qualidades e defeitos, que fique claro, mas pelo fato de que ele talvez arremesse um asteroide em direção à Terra. Estamos falando da estrela Gliese 710, que passará a 0,25 anos-luz de nós daqui 1,35 milhões de anos. Calma, isso pode até ser perto do ponto de vista cósmico, mas ainda é bem longe na escala humana. Gliese definitivamente não se chocará conosco. O problema é outro. Uma hipótese bem aceita por astrônomos é a de que o Sistema Solar seja rodeado por uma enorme e dispersa nuvem de pequenos pedregulhos gelados: a nuvem de Oort. Caso essa nuvem realmente exista, ela estará justamente no caminho de Gliese 170 conforme ela se aproximar. Uma estrela como essa, com 60% da massa do Sol, exerce grande atração gravitacional. Mais do que o suficiente para alterar a rota dos asteroides da hipotética nuvem de Oort, lançando-os contra a parte mais interna do Sistema Solar (e aumentando muito, por tabela, as chances de que a Terra seja atingida). Gliese 170 é a que passará mais perto, mas não é a única. Até a ainda distante data de sua chegada, 16 estrelas passarão a no mínimo 2 parsecs (6 anos-luz) da Terra. Essa distância, apesar de um pouco mais segura, já é suficiente para alterar a trajetória dos objetos da nuvem de Oort – o risco diminui, mas não passa. Sabemos isso graças a Coryn Bailer-Jones, pesquisador do Instituto Max Plank em Heidelberg, na Alemanha. Em um artigo publicado na última quinta (31), ele usa informações coletadas pelo telescópio espacial Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), para fazer os cálculos mais precisos disponíveis sobre a futura aproximação de outros astros.


A preocupação não é exagero. É claro que um “encontro” com outra estrela não é garantia de que seremos atingidos. Só um fenômeno que, em seu auge, aumenta (muito) esse risco. Como a nuvem de Oort provavelmente se estende por até 200 mil vezes a distância entre a Terra e Sol, seus asteroides estão ligados ao Sistema Solar por um frio de gravidade muito tênue, o que os torna facilmente influenciáveis por outro astro de grande porte. Segundo Bailer-Jones, com cálculos precisos o suficiente, seria possível calcular qual era a posição das estrelas mais próximas de nós há 60 milhões de anos, quando os dinossauros foram extintos – e, quem sabe, descobrir que uma delas arremessou o bólido que atingiu a península de Yucatán naquela época. A antecipação é chave para conseguirmos nos defender de impactos como esses. “Hoje não há, aparentemente, nada em órbita que possa atingir a Terra. Essa é a notícia boa”, explicou à SUPER Lindley Johnson, oficial de defesa planetária da NASA, em julho. “A ruim é que nós só enxergamos 30% dos asteroides. Há muita coisa lá fora, mas, felizmente, o espaço é um lugar muito grande também.”

Fonte: Superinteressante

domingo, 3 de setembro de 2017

Sentimentos e sensações: A ciência explica por que Harry Potter foi um sucesso

(Harry Potter e as Relíquias da Morte/Reprodução)

Pesquisadores usaram big data e machine learning para descobrir por que algumas histórias nos tocam mais do que outras


Gosto não se discute, mas para os pesquisadores das universidades de Vermont, nos EUA, e de Adelaide, na Austrália, pode ser analisado. Eles descobriram por que histórias como Harry Potter e Romeu e Julieta mexem tanto com as emoções das pessoas – e, consequentemente, se tornam tão populares. A pesquisa é baseada em um glossário de emoções criado pelos próprios autores. Nele, mais de 10 mil palavras comuns na língua inglesa são classificadas. Palavras negativas, como “estupro” e “morte”, estão na parte inferior da escala, enquanto palavras alegres, como “amor” e “felicidade”, estão no topo. O glossário foi usado para desenvolver gráficos emocionais de 1.327 histórias da coleção de ficção do Projeto Gutenberg, uma biblioteca digital gratuita. Chamados de “experiências emocionais do leitor”, esses diagramas foram criados a partir de machine learning e big data. Um exemplo disso pode ser observado no gráfico abaixo (em inglês). Ele revela o alcance emocional de Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último livro da série homônima de J.K. Rowling. As emoções dos leitores sobem e descem de acordo com a narrativa. Elas atingem seu pico de felicidade quando Harry está na casa de seu amigo Rony Weasley e de tristeza quando ocorre a batalha de Hogwarts, que causa a morte de vários personagens.



A partir desse glossário, os cientistas descobriram que há seis tipos de arcos emocionais que correspondem a 85% dos livros analisados. Segundo eles, cerca de um terço das histórias são do tipo “Trapos às riquezas”, em que o arco emocional sobe durante a maior parte da narrativa, ou “Tragédia”, quando as emoções caem. Exemplos da segunda categoria podem ser encontrados em várias obras de Shakespeare, como Romeu e Julieta. Outro tipo de arco relatado pelos autores é o “Homem em um buraco”. Nesse, as emoções na narrativa caem para depois subir. É a típica história da pessoa que sofre e depois consegue superar os obstáculos da vida. As Aventuras de Sherlock Holmes é um dos livros que fazem parte dessa categoria. Uma quarta categoria está relacionada às histórias em que o arco emocional sobe para, logo em seguida, cair. Ela é chamada de “Ícaro”, uma alusão à figura mitológica grega que cai no mar após suas asas de cera derreterem assim que ele voa mais próximo ao sol. Chamado de “Cinderela”, o quinto arco representa as narrativas em que as emoções se elevam, caem e depois se erguem novamente. A última categoria, a “Édipo”, é o seu oposto. Nela, acontece a queda das emoções, sua ascensão, depois a queda. Um dos livros selecionados pelos autores que pode ser classificado nessa categoria é Frankenstein.

Os pesquisadores concluíram que três tipos de histórias são mais populares entre os leitores: “Ícaro”, “Homem em um buraco” e “Édipo”. Para descobrir isso, eles analisaram a frequência em que os livros com certos arcos emocionais eram baixados no Projeto Gutemberg. “Naturalmente, os downloads são apenas uma aproximação para o sucesso, e este trabalho pode fornecer um esboço para uma análise mais detalhada dos fatores que impactam medidas significativas de sucesso”, escrevem os autores na conclusão do trabalho. Segundo eles, a categorização dos livros por arcos emocionais é importante para ensinar o senso comum aos sistemas de inteligência artificial. “Abordagens impulsionadas por dados irão desempenhar um papel crucial na compreensão total das histórias humanas.” — Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com

Spitzer: asteroides são mais variados do que se pensava




Observações do telescópio Spitzer, da Nasa - a agência espacial americana -, indicam que a diversidade na composição e cores de asteroides é maior do que se pensava. Foram observados 100 asteróides próximos à Terra e o estudo encontrou desde asteroides escuros até outros muito claros e luminosos. O estudo colabora com os cientistas no entendimento de objetos que rondam a Terra em geral. "Os asteróides estão nos ensinado de que local do universo eles vieram", disse David Trilling, autor do artigo sobre a pesquisa e professor na Universidade do Norte do Arizona, nos Estados Unidos, em declaração divulgada pela Nasa. O estudo começou em 2009 e há o plano de se analisar mais 600 asteroides em 2011. Há, atualmente, por volta de 7 mil asteroides próximos à Terra.

Lembra disso? Telescópio descobre estrela "fabricando" água



O telescópio Herschel, da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês), captou imagem da estrela IRC+10216 "fabricando" água enquanto morria. De acordo com a agência, as luzes ultravioletas, então, seriam a chave para produção de água no espaço, já que o vapor que envolvia a estrela estava muito quente para surgir de outra maneira. Os cientistas vêm pesquisando este caso desde 2001. A IRC+10216 é milhares de vezes maior que o Sol. Caso substituísse o Sol em nossa galáxia, alcançaria a órbita de Marte. Ela é cercada por uma densa camada de poeira em que apenas radiação infravermelha pode penetrar. Assim, a radiação e utilizada na observação de regiões de formação de estrelas, centro de galáxias e sistemas planetários. Utilizando este método, o telescópio pôde captar a imagem da "fabricação" de água. O observatório utilizou-se de dois instrumentos para captação da foto: PACS e SPIRE. O azul na foto representa a imagem do PACS 160, o verde representa a do SPIRE 250 e o vermelho é a imagem do SPIRE 350.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Astrofísica: Estrelas mais velozes da Via Láctea “fugiram” de outra galáxia

(ESO/B. Tafreshi/Creative Commons)

Elas escaparam de sua casa original - a Grande Nuvem de Magalhães, galáxia-anã a 160 mil anos-luz da Via Láctea. E agora correm por aqui.


Nas beiradas da Via Láctea, existem estrelas viajando a velocidades gigantescas. As mais rápidas chegam a atingir a marca dos mil quilômetros por segundo, e, não por menos, são chamadas de estrelas hipervelozes. Até agora, os cientistas identificaram 20 delas por aqui – quase todas no céu do Hemisfério Norte. De tão ligeiros, esses astros acabam eventualmente escapando de nossa galáxia, indo dar uma voltinha nas vizinhas. Até então, acreditava-se que toda essa rapidez era adquirida pela ação do buraco negro supermassivo que está no centro da Via Láctea. Ao passarem próximas ao buraco, as estrelas seriam atiradas como se fossem munição de um estilingue. Assim, ganhariam uma aceleração gigantesca, capaz de fazê-las acumular energia para conhecer novos roteiros espaciais. Mesmo com essa hipótese, algumas anomalias como o surgimento de estrelas hipervelozes sem a ação de buracos negros e o fato delas estarem quase sempre na mesma região, permaneciam sem um porquê. Um estudo recente desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, tentou resolver o impasse criando uma nova explicação para o fenômeno. Por meio de simulações computacionais e análise de dados espaciais, comprovou-se que nossas estrelas velocistas, na verdade, também são fugitivas de uma galáxia-anã vizinha: a Grande Nuvem de Magalhães. Lar das estrelas fujonas, ela orbita a Via Láctea e está localizada a cerca de 160 mil anos luz de distância.

Um astro que explode em uma supernova, por lá, consegue adquirir uma velocidade absurda. Isso porque além da explosão liberar grande quantidade de energia, a Grande Nuvem de Magalhães se move de forma bem rápida – a quase 1,5 milhão de km/h. Incapaz de segurar os astros apressadinhos por só ter 10% da massa da Via Láctea (e uma força gravitacional bem menor), a galáxia-anã os promove à classe de estrela fugitiva. “Essas estrelas pularam com o trem em movimento, [portanto] não é de se admirar que elas sejam rápidas”, conta Rob Izzard, um dos autores do estudo. “Isso também explica a posição que elas ocupam no céu, porque as fugitivas mais rápidas foram ejetadas da órbita da Grande Nuvem de Magalhães em direção às constelações do Leão e Sextante”, completa. Ambas as constelações, que abrigam o maior número de estrelas hipervelozes, podem ser vistas apenas no Hemisfério Norte. Apesar de conhecermos apenas 20 delas, estima-se que a Grande Nuvem de Magalhães tenha produzido um número bem maior delas. “Acreditamos que sejam pelo menos 10 mil outras fugitivas dispersas por todo céu”, diz Izzard. “Muitas acabarão caindo em outras galáxias, outras viajarão por bilhões de anos pelo espaço entre galáxias diferentes – e outras, morrerão ainda antes disso”.

domingo, 27 de agosto de 2017

Astrofísica: Estrela de brilho misterioso ganha nova explicação

Ilustração feita pela Nasa mostra uma estrela atrás de cometas despedaçados, uma explicação possível para o brilho excêntrico da estrela KIC 8462852 (JPL-Caltech/Nasa)

Astrônomos acreditam que irregularidade no brilho de KIC 8462852 é causada por planeta com anéis. Outros sugerem existência de construção extraterrestre


Uma estrela que vem intrigando cientistas acaba de ganhar uma nova explicação para seu brilho misterioso. Astrônomos sugerem que um planeta com anéis, parecido com Saturno, estaria orbitando a estrela desconhecida, fazendo com que parte de sua luz fosse bloqueada. Chamado KIC 8462852, o corpo luminoso ganhou destaque em 2015, depois de uma equipe de pesquisadores americanos descobrir que seu brilho oscilava anormalmente, como se algum objeto estivesse impedindo a passagem da luz de maneira irregular. Entre as diversas suposições para tentar explicar esse estranho comportamento, nenhuma de caráter conclusivo, a mais popular diz respeito a uma gigantesca construção alienígena que poderia estar envolvendo a estrela, localizada entre as constelações de Cisne e Lira, a 1.500 anos-luz da Terra (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros). A mais nova hipótese, porém, é menos fantástica: propõe que as oscilações no brilho do corpo celeste seriam causadas por um planeta com anéis, que bloqueia irregularmente a luz da estrela toda vez que passa por ela. Nesse cenário, primeiro os anéis bloqueariam parte do brilho. Depois o planeta passaria pelo astro, diminuindo ainda mais a quantidade de luz que chega à Terra. Então, os anéis bloqueiam parte da luz novamente. Segundo astrônomos da Universidade de Antioquia, na Colômbia, que formularam a hipótese, isso explicaria por que os padrões de oscilação não se repetem, uma vez que os anéis passam a um ângulo diferente a cada vez e seria necessário fazer muitas observações para identificar uma repetição.

Fenômeno misterioso - O comportamento incomum da KIC 8462852 foi percebido por uma equipe de pesquisadores liderada por Tabetha Boyajian, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, em outubro de 2015. Astrônomos sabem que uma variação periódica de 1% no brilho de uma estrela é comum e normalmente é causada por um planeta que orbita o astro. Porém, no caso da KIC 8462852, o que mais surpreende é que essas quedas são bem maiores, podendo chegar a 22% – o que levou pesquisadores a pensar que algo muito grande estaria interferindo no brilho da estrela. Estudos posteriores chegaram a sugerir que essa oscilação poderia ser causada por um ‘enxame’ de cometas ou até por um planeta que a estrela teria engolido 10.000 anos atrás e só agora estaria liberando a energia gerada pela colisão. Outros ainda afirmam que uma grande quantidade de lixo cósmico, espalhado no caminho entre a Terra e KIC 8462852, seria responsável por bloquear parte da luz da estrela e dar essa impressão de que o astro estaria “piscando”. Para testar a teoria do planeta com anéis, descrita em um artigo que está passando por revisão e será publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS), o astrônomo Mario Sucerquia e sua equipe simularam o comportamento que a luz teria caso um corpo celeste rodeado de anéis passasse pela estrela a cerca de um décimo da distância da Terra ao Sol. Eles descobriram que, a essa proximidade, a estrela exercia uma força sobre os anéis que fazia com que eles também oscilassem. Isso tornaria a silhueta dos anéis vista por um observador terrestre ainda mais irregular de trânsito em trânsito. Sucerquia afirma que também existem outras possíveis explicações para a anormalidade no brilho de KIC 8462852 – incluindo uma lua que poderia estar orbitando esse planeta. “O objetivo deste trabalho é mostrar à comunidade que existem mecanismos que podem alterar as curvas de luz”, diz Sucerquia, em entrevista ao New Scientist. “Essas mudanças podem ser geradas pela dinâmica de luas ou anéis, e alterações nesses sistemas podem ocorrer em escalas tão pequenas que devem ser detectadas só daqui a alguns anos.”

Fonte: Veja

Mistério de tábua da Babilônia é desvendado por cientistas

A tábua babilônia ‘Plimpton 322’, de 3.700 anos (Andrew Kelly/UNSW/Divulgação)

Placa de argila de 3.700 anos contém tabelas trigonométricas avançadíssimas, escritas mais de 1.000 anos antes que gregos desenvolvessem os cálculos


Quase um século de estudos revelou que as inscrições em uma placa babilônica de argila de 3.700 anos constituem a mais antiga tábua trigonométrica já conhecida. Composta de avançadíssimos cálculos possivelmente usados na construção de templos, palácios e canais, a placa foi cunhada cerca de 1.000 anos antes que o matemático grego Pitágoras ficasse conhecido pelo teorema da trigonometria que afirma que o quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos – a tábua traz não apenas a mesma conta, mas também uma série de outras fórmulas que os cientistas afirmam ser até mais precisas que as atuais.

Hiparco, um astrônomo grego que viveu no século II a.C., é considerado o pai da trigonometria (área da matemática que estuda relações entre os comprimentos dos lados e os ângulos dos triângulos), mas a placa de 13 centímetros de largura por 9 centímetros de altura, conhecida como Plimpton 322, revela que bem antes dele os babilônios haviam desenvolvido tabelas trigonométricas muito sofisticadas.

“A tábua abre novas possibilidades não apenas para a pesquisa da matemática moderna, mas também para a educação. Ela traz uma trigonometria mais simples e precisa que tem claras vantagens sobre a nossa. O mundo da matemática está começando a perceber o fato de que essa cultura antiga, mas muito sofisticada, tem muito a nos ensinar”, afirmou o matemático Norman Wildberger, professor da Universidade de New South Wales, na Austrália, e autor do estudo publicado nesta quinta-feira no periódico Historia Mathematica.

O cientistas Daniel Mansfield, da Universidade New South Wales (UNSW), com a tábua babilônia de 3.700 anos (Andrew Kelly/UNSW/Divulgação)


A mais antiga tábua trigonométrica - A placa foi descoberta no início do século XX em Senkereh, ao sul do Iraque atual, pelo arqueólogo americano e negociante de antiguidades Edgar Banks – figura que inspirou Indiana Jones, famoso personagem do cinema. Ela foi vendida por Banks ao editor americano George Arthur Plimpton que, em meados da década de 30, doou o objeto para a Universidade Columbia, nos Estados Unidos, e, desde então, ele tem intrigado os pesquisadores.

A tábua é composta de quatro colunas e quinze linhas de números gravados em escrita cuneiforme em que os babilônios, em vez de usar o sistema decimal, como o nosso (de base 10), usaram o sistema sexagesimal (de base 60). Os pesquisadores já haviam verificado que a tábua trazia o teorema de Pitágoras, mas ainda não sabiam qual havia sido seu uso. Alguns acreditavam que era um tipo de gabarito, empregado por professores para o ensino de matemática. “O grande mistério, até hoje, era o propósito das inscrições – por que aqueles escribas executavam a complexa tarefa de gerar e classificar os números na tábua?”, afirmou Daniel Mansfield, também autor do estudo. A análise de Wildberger e Mansfield mostrou que o padrão especial de números gravado na placa, chamado trios pitagóricos, podia ser usado para as construções urbanas da época. Os babilônios abordaram a aritmética e a geometria de maneira tão original que suas fórmulas poderiam até ser usadas, atualmente, na computação, segundo os pesquisadores. “Nosso estudo mostra que a Plimpton 322 descreve os formatos de triângulos retângulos utilizando um novo tipo de trigonometria baseado em proporções, não em ângulos e círculos, como fazemos hoje. É um trabalho matemático fascinante, que demonstra uma inegável genialidade”, afirmou Mansfield.

Um poderoso meteorito: viajante adiantado que visita o Hoba exposto, em torno de 1955

Foto:
Fotógrafo desconhecido através de cristais gigantes


Nota: num rumor de 28 toneladas, Armanty em Xinjiang, a China deveria ter feito a chamada, mas, infelizmente, informações e imagens relacionadas a este meteorito eram escassas.

O que temos aqui: uma das primeiras fotos conhecidas do Meteorito Hoba, em torno de 1930

Foto:
fotógrafo desconhecido através de cristais gigantes


Pensando ter desembarcado há menos de 80 mil anos, Hoba é composto por cerca de 84% de ferro e 16% de níquel, e continua a ser o mais grande e conhecido pedaço natural de ferro na superfície da Terra. Devido à sua grande massa, não foi movido de onde caiu desde que foi descoberto em 1920 por um fazendeiro arando seu campo - que ouviu uma raspa alta antes de seus bois chegarem a uma parada bastante abrupta. Tendo sofrido muito vandalismo, esta besta é visitada por milhares de turistas por ano.

Hoba, Namíbia. Peso estimado: Meteorito 60 toneladas

Foto:
Foto: coda


O vencedor fugitivo ao aproximar-se do dobro do peso de seu rival mais próximo, o Hoba da Namíbia deve ter feito algumas paradas. Medindo mais de 6,5 metros quadrados, essa laje de metal de 60 toneladas acredita ter sido abrandada pela atmosfera terrestre até o ponto em que caiu na superfície a uma velocidade que a deixou intacta e mal enterrada. Até foi sugerido que a forma inusitadamente plana do meteorito fez com que ele passasse muito, enquanto uma pedra saltadora salta através da água. Bonitos movimentos.

Magia Astrológica de Umbanda: buscadores e leitores, um número em crescimento



 Uma nova consciência na magia astrológica e na Umbanda de nossa era



Quero agradecer imensamente aos leitores que adquiririam meus livros. E fiquei muito feliz nesse mês onde se comemora o Dia dos Pais, cheguei a ficar em primeiro na lista de mais vendidos da Amazon, na categoria Religião e Espiritualidade, Judaísmo, Escrituras Sagradas e Cabala, com o livro das Clavículas de Salomão. 
Também, com aumento nas vendas do livro de Umbanda Astrológica, tanto na @Amazon, quanto Saraiva. Sendo que na Saraiva, só no dia dos pais, teve um aumento de 3% nas vendas. Fiquei muito feliz. E ainda, aumento na Livraria Cultura e diversas outras redes de lojas grandes do país. Fico muito honrado com o movimento da Umbanda Astrológica que cresce a cada dia! Com as dezenas de emails diários que chegam e com aumento dos seguidores nas redes sociais. 

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Compre e boa leitura.

Axé a todos!

Carlinhos Lima 

Halleluia: El Chaco de Campo del Cielo de 37 toneladas colocou em escala

Foto:
Fotógrafo desconhecido via Jensen Meteorites


El Chaco foi localizado em 1969 a uma profundidade de 5 metros usando um detector de metais, embora suas crateras circundantes - estimadas em 4.000 a 5.000 anos de idade - foram relatadas em 1576 e já conhecidas pelos habitantes aborígenes da região. Sensacionalmente, em 1990, um policial argentino local frustrou uma trama do caçador de meteoritos Robert Haag para roubar El Chaco, que na época já havia sido transferido do país.

El Chaco, Argentina: Peso estimado: Meteorito de 37 toneladas

Foto:
Fotógrafo desconhecido via Planeta Pia


O maior fragmento do meteorito de ferro que se fragmentou para formar o grupo de meteoritos do Campo del Cielo e o campo de crateras de 60 quilômetros quadrados do mesmo nome na Argentina, El Chaco é um mandril colossal de um objeto espacial. É o segundo meteorito mais pesado de uma única peça recuperado na Terra - embora a massa total dos fragmentos de Campo del Cielo faria que ele reivindicasse o título em um galo.

Operação precária: O Meteorito Ahnighito sendo lançado a bordo do navio de Peary

Foto:
Fotógrafo desconhecido via Meteorite Recon

Levou Peary três anos para obter os meteoritos pesados ​​para os navios - para não mencionar a construção da única estrada de ferro da Groenlândia mais uma inesperada ajuda inuit -, mas o explorador conseguiu vender seus prêmios ao Museu Americano de História Natural por um bom US $ 40.000. No museu, onde o meteorito permanece até hoje, uma prateleira de exibição precisava ser construída, cujos suportes alcançam diretamente o suporte rodoviário abaixo para segurar o maciço 12,1 metros quadrados de Ahnighito.

Meteoritos - Ahnighito, Cape York, Groenlândia: 31 toneladas

Foto:
Foto: VSmithUK

O maior pedaço do meteorito de Cape York, Ahnighito, conhecido pelos Inuit como Tenda, está em 31 toneladas, o meteorito mais pesado já movido pelo homem. Os rumores do ferro da Gronelândia chegaram aos círculos científicos em 1818, mas foi 1894 antes que o explorador do Ártico americano Robert E Peary finalmente localizasse sua fonte - com a ajuda de um guia local sem nome.

Dig this: meteorito de Bacubirito encontrado em 1863

Foto:
fotógrafo desconhecido via Meteorite Art



O monstro de um meteorito que é Bacubirito foi descoberto pelo geólogo americano Gilbert Ellis Bailey em 1892 - que tinha sido enviado pelo diário de Chicago Interocean para a América Central e do Sul - e escavou com a ajuda de pessoas locais. Como todos os meteoritos, foi nomeado após o lugar onde foi encontrado. Uma poderosa estrela cadente disparada.
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