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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Mediunidade, fé e espiritualidade: Um estudo realmente provou que Chico Xavier se comunicava com os mortos?

Um estudo realmente provou que Chico Xavier se comunicava com os mortos?

 
Mediunidade, fé e espiritualidade: Um estudo realmente provou que Chico Xavier se comunicava com os mortos?
Mediunidade, fé e espiritualidade: Um estudo realmente provou que Chico Xavier se comunicava com os mortos?

  por Carlos Orsi
Vários leitores têm perguntado, nas redes sociais, minha opinião sobre o estudo, publicado por cientistas brasileiros no periódico internacional Explore, que “comprovaria” comunicação com os mortos em cartas de Chico Xavier. Eu já havia visto comentários a respeito, e entrevistas com pelo menos um de seus autores, mas só recentemente consegui tempo para ler, com atenção, o artigo em si. Uma análise detalhada daria margem a um texto até maior que o que saiu na Explore, com suas nove páginas em coluna dupla, então o que vai aqui é um resumo bem superficial de minhas impressões.
A primeira coisa a tratar é a questão da publicação: para um cientista, ver um trabalho sair num periódico internacional especializado é um emblema de prestígio. Publicações assim também conferem ao estudo uma aura de respeitabilidade que a grande mídia tende a levar bem a sério – tanto que o artigo sobre Chico Xavier foi noticiado em veículos como O Globo.
Mas, se é verdade que a Elsevier , dona do Explore, é uma editora de prestígio no meio científico, suas publicações não têm, todas, a mesma qualidade ou importância. O Explore se apresenta como um periódico da área de saúde, mas seu fator de impacto – uma medida da relevância que a comunidade científica dá à revista – é de 0,935. A principal publicação de saúde da mesma Elsevier, a Lancet, tem um fator de impacto de 39,207.
Com o título “Investigating the Fit and Accuracy of Alleged Mediumistic Writing: A Case Study of Chico Xavier’s Letters” (Investigando o Acerto e Precisão de Suposta Escrita Mediúnica: Um Estudo de Caso de Cartas de Chico Xavier), o artigo tem, como principais autores, integrantes do NUPES (Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, a UFJF. Envolve, ainda, cientistas baseados na USP e, até, na Escócia. O estudo foi financiado pelo governo do Estado de São Paulo, por meio da Fapesp.
O trabalho consiste na análise de afirmações tidas como verificáveis – isto é, que podem ser classificadas, sem ambiguidade, como verdadeiras ou falsas – contidas em 13 cartas psicografadas por Chico Xavier entre 1974 e 1979, e atribuídas ao espírito de J.P., um jovem de 24 anos que havia morrido no início de 1974 na região de Campinas (SP).
O eixo central do estudo é a aplicação, a essas afirmações, de algo chamado Escala Leak (“Vazamento”, em inglês), usada para classificar a probabilidade de o médium ter tido acesso à informação apresentada por meios “ordinários”. O argumento é que uma nota baixa nessa escala permite concluir que meios diversos – extraordinários? – devem ser considerados.
À primeira vista, até faz sentido: daria para imaginar que, se a chance de uma informação chegar ao médium por meio comum é muito baixa, a probabilidade alternativa – de transmissão extraordinária – é alta. Afinal, as duas alternativas esgotam o universo de possibilidades: a soma de ambas tem de ser 100%.
Mas há um problema filosófico sério escondido aí: extraordinário quer dizer o quê, exatamente? Os autores insistem que o conteúdo das cartas depõe contra “visões reducionistas da relação mente-cérebro”, o que pode querer dizer que esse conteúdo sustenta qualquer coisa entre telepatia e a existência de uma alma imortal que conversa com o médium. Os pesquisadores não dizem para qual possibilidade estão torcendo, mas a hagiografia de Chico Xavier contida no artigo dá uma boa pista. Mas será que essa família de explicações é mesmo a única possível?
A questão é que o tal “método extraordinário” não precisa ser um “método paranormal”. Pode ser, simplesmente, um método natural-materialista-reducionista que escapou da definição arbitrária de “normalidade” dos autores – definição que é, de fato, estreita demais, e que exclui possibilidades “extraordinárias” que são, paradoxalmente, bem ordinárias.
 
Fonte/http://revistagalileu.globo.com/blogs/olhar-cetico/noticia/2015/01/um-estudo-realmente-provou-que-chico-xavier-se-comunicava-com-os-mortos.html
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