Total de visualizações de página

domingo, 7 de julho de 2013

A testemunha do destino


Olódùmarè pode concordar com o que pedimos ou não, ou pode ainda definir para nós outros objetivos de vida. Essa conversa é uma das coisas mais importantes para nós e dela poderá depender por exemplo qual será o nosso odù de nascimento, porque ele faz parte do nosso Orí e vai ser definido para nos ajudar na vida que vamos ter aqui no aiye. O nosso Orixa também poderá ser definido nesse momento e também será escolhido de forma a nos ajudar com nosso objetivo de vida. Nesse ponto cabe uma dúvida porque o odù com certeza depende de nosso destino escolhido e atribuído, mas o Orixa não tenho certeza. Eu gosto da visão de que o Orixa não tem restrições no seu poder e qualquer Orixa que tenhamos vai nos ajudar igualmente. No meu íntimo essa idéia de especialização funcional de Orixa, como as pessoas gostam e chegam a dizer que profissão uma pessoa de tal Orixa deveria ter, é uma idéia meio cartesiana muito simplificadora e racionalista. Assim não tem minha simpatia. Uma outra opção é a que nascemos com algum Orixa de nossa família, de Pai, mãe ou avós, assim uma mesma linhagem teriam filhos com Orixa similares e claro sempre se casa com uma pessoa de fora da família e novas opções de Orixa podem ser incluídas. Mas o importante é que como eu sempre disse, nós aqui no aiyé somos a coisa mais importante de Olódùmarè. Esse mundo espiritual, os Orixa existem para nos ajudar a viver e não para nos escravizar ou atrapalhar.

E assim só existe uma testemunha, só existe um testemunho, e ele é Orunmila, e existe para qualquer pessoa. Assim seja no culto de Ifá ou de Orixa você tem que lidar com a mesma divindade, com Orunmila quer você do destino e não 2, se vamos a um oráculo de eerindinlogun para corrigirmos o nosso destino e vamos ter uma resposta para isso, quem está respondendo é Orunmila. Não pode ser Oxalá ou Xangô ou Oxum ou qualquer outro porque somente Orunmila é o testemunho de nosso destino.
 A nossa conversa com Olódùmarè tem apenas 1 testemunho: Orunmila. Assim ele é o único que pode saber o nosso destino. Algumas outras divindades podem fazer parte, uma delas é ajala, outra é onibode, oporteiro do orun. Antes de descermos para o aiyé perante Onibode nós falamos o nosso destino e quando pretendemos retornar.

Mas para nós aqui Orunmila é o elerii ìpin, testemunho dos destino de todos nós e o mensageiro divino aquele que traz as mensagens de Olódùmarè e de todos os Orixa. Quando em nossa vida temos uma dificuldade que não conseguimos resolver, e isto está nos impedindo de seguir em frente, naqueles momentos em que não sabemos mais o que fazer, devemos recorrera a Orunmila consultando o oráculo de Ifá. Essa consulta é ao mesmo tempo um pedido de socorro e Orunmila, o elerii ìpin vai responder de forma a corrigir nossa vida para que possamos seguir com nosso destino.

 No culto de Ifá um Babaláwo se dedica consultar o oráculo para as pessoas e a fazer as ações decorrentes para poder corrigir o problema que Orunmila viu na vida da pessoa, não necessariamente o que a pessoas estava buscando lá. Quando a gente entre nessa área na qual um Babaláwo ou um Babalorixa, atende alguém e faz aquilo o que a pessoa quer ou que resolve o que a pessoa foi buscar estamos na área da feitiçaria e não da religião.

Uma babaláwo não é uma pessoa para fazer santo nos outros ou cuidar de Orixa dos outros, para isso existem os Babalorixa. Um babaláwo trabalha através de Orunmila com rezas, elementos simples e muito através de Exu e Osanyin. Mas basicamente a vida de uma Babaláwo é consultar o oráculo.

Contudo existe uma coisa comum entre Ifá e UMBANDA e Candomblé que é a teogonia a base da religião, que é a mesma. Ser um culto especializado em uma divindade não muda o contexto religioso que ele está situado. Para qualquer um estamos tratando da mesma matriz religiosa e nessa matriz o papel de Orunmila é reconhecido da mesma forma.

Na nossa teologia, antes de nossos espíritos virem para o aiyé, no orun nós nos ajoelhamos perante Olódùmarè para junto a ele pedirmos o nosso destino, que alguns preferem chamar de objetivo de vida. Nesse momento nós escolhemos o que queremos viver nessa vida, o que queremos realizar e qual o nosso objetivo ao nascer no aiyé. Olódùmarè pode concordar com o que pedimos ou não, ou pode ainda definir para nós outros objetivos de vida. Essa conversa é uma das coisas mais importantes para nós e dela poderá depender por exemplo qual será o nosso odù de nascimento, porque ele faz parte do nosso Orí e vai ser definido para nos ajudar na vida que vamos ter aqui no aiye. O nosso Orixa também poderá ser definido nesse momento e também será escolhido de forma a nos ajudar com nosso objetivo de vida.

 Orunmila fala sempre através de um Odù. Existem 256 Odù e os sacerdotes de Ifá dedicam a sua vida a aprender a entender as mensagens de orunmilá através desses Odù, a aprender os versos de Ifá, poemas, os ésé, que contem através de metáforas os ensinamentos e mensagens para os consulentes. Além disso devem aprender a como fazer as rezas, os ébó, as folhas e até sacrifícios que permitirão ao odù atuar na vida das pessoas.

Assim, não se pode falar de Orunmila e de Ifá sem considerar que tudo isso gira em torno de Odù. Não sei se todos entendem o que é um Odù porque sem entender o que é um odù não se entende Ifá, mas volto nisso adiante. Entre nós, no Brasil, Ifá é sinônimo de Oráculo e muita gente usa assim indistintamente sem as vezes entender a origem dessa palavra.

 Orunmila é uma das mais importantes divindades da religião Yoruba. Sua atuação esta centrada no oráculo e nos ẹbọ corretivos e sua atuação junto às demais divindades e seres humanos gira em torno da transmissão de sabedoria e da humildade. O fato de não ser um Orixa guerreiro talvez também explique a pouco popularidade no Candomblé já que os Orixa tradicionais sempre tem que carregar uma arma branca na mão e são representados como musculosos e lindas beldades. Essas descrições jamais seriam adequadas para Orunmila.

Através de sua grande sabedoria, conhecimento e compreensão Orunmila coordena a atuação dos irunmale da religião Yoruba. Ele funciona como um intermediário entre os demais irunmale e as pessoas e entre as pessoas e seus ancestrais. Assim ele é a boca dos Orixa que fala através do seu oráculo, o oráculo de Ifá.

Mas a fala de Orunmila não é uma coisa simples e direta como estamos acostumados nos oráculos que usamos no dia a dia ou mesmo através dos guias de Umbanda. Orunmila fala através de sinais e de histórias. Suas histórias são metáforas, parábolas e meias verdades que devem ser interpretadas.

O livro tem poder de contagiar, fazer sonhar e divertir

O livro é um objeto sagrado, só perdendo essa conotação, quando é elaborado para coisas malignas. E o livro é sinônimo de conhecimento e de conteúdo existencial, do qual extraímos muitas coisas. Ele pode ser um incentivador de nossa fantasia, ser o nosso mestre, ser o revelador de segredos e ser o nosso "confre", quando é o nosso diário, pessoal ou não! Nas Escrituras, lemos trechos interessantes que nos falam do "Livro da Vida", e pelo que nos revelaram, tudo que fazemos está escrito nesse livro... E assim, os enviados, que vem com missões pré-definidas a serem cumpridas, ao pecarem, não só contra suas missões, contra sí mesmo e contra o CRIADOR, desobedecendo e fazendo atos ilícitos, poderá ter seu nome riscado do livro dos eleitos e passar a figuras a lista dos amaldiçoados! Por isso devemos sempre ter em mente, o amor, a humildade, a verdade e a justiça, pois assim as letras que o anjo escreve sobre nós, serão mais vivas, mais luminosos, serão de ouro e sem ressalvas! E se escolhemos trilhar o caminho do bem, o bem se fará presente em nossas sentenças, em nossos juízos e em nossa recompensas. Quem vende o corpo, a alma, a sexualidade e se predispõe aos joguetes dos demônios, poderá ter sua genealogia e inscrição apagadas do grande "LIVRO DA EXISTÊNCIA ETERNA". Oremos por nossa vida, por nossa alma, por sabedoria e que nunca percamos a atenção de nosso DEUS e do anjo da vida ou do destino. SHALON A TODOS!
 Um livro pode te fazer pensar mais alto, formar ou mudar uma opinião, repensar valores, auto examinar-se. E, o melhor de tudo, um livro pode te divertir. Não há nada mais divertido do que acompanhar a rotina de um personagem e se identificar com ele e as situações que ele vivencia, rir com uma passagem engraçada, imaginar que rumo aquele casal fictício tomará depois do fim da história, torcer para que a mocinha se dê bem no final - ou, por que não, o contrário, não é? E chorar pela morte daquele personagem que você amava, ficar aflito pela continuação de uma série, e todas essas coisas. Livros são como válvulas de escape, o modo mais simples de fugir um pouquinho dessa realidade chata da qual eu faço parte. Não há nada que me deixe mais satisfeito do que ter um livro em mãos, do que terminar um capítulo e passar horas e horas pensando naquela história, revendo uma cena mentalmente.

Odús são ordenados por meio de uma hierarquia

Em Ifá, a consulta ao oráculo é feito usando uma corrente com metades de semente chamada opele ou com os caroços de dendezeiros chamados de ikin, esses são os instrumentos básicos de um Babaláwo. O processo da consultar é assim:

Usa-se o opele ou os ikins para formar o desenho de odù, um dos 256 Odù, que é uma figura formada por 2 pernas. Cada uma das pernas é um dos 16 odù principais. Essa é a anatomia de um odù, uma formação gráfica composta por 2 partes, ou 2 pernas (ou patas com dizem os cubanos). Essa figura é traçada da direita para a esquerda assim se lê o nome do Odù da direita antes do da esquerda. Os odù são compostos de uma coluna de traços duplos ou simples, no total de 4. Para se ter um odù SEMPRE tem que se ter 2 pernas ou seja as 2 partes dessa figura.

Os odù são ordenados através de uma hierarquia, ou ordem de senioridade e essa ordem de senioridade serve para definirmos qual é o mais velho e por conseqüência qual ìbò escolhemos.

 Odù é a base da comunicação de Orunmila, e como muitas palavras em yoruba ela é usada para várias coisas. Odù são marcas gráficas, assinaturas, que representam um símbolo. A este símbolo estão associadas histórias e versos que formam a famosa e tão pouco conhecida literatura de Ifá, poemas de Ifá, que eram transmitidos oralmente, mas que hoje já encontramos escritos. Esse conjunto não é completo, muita coisa se perdeu, ou uniforme cada escola de Ifá tem o seu que pode ter variações em relação a outras. É interpretação dessas histórias que podem estar na forma de mitos ou de poemas é que vem o significado de um Odù. A mensagem que um odù traz para nossa vida esta contida nas histórias que são associadas a ele.

Odù também é uma energia divina que vem de Orunmila para nós em resposta à consulta ao oráculo. Assim além de ser um símbolo gráfico, além de conter através de suas histórias significados para nossa vida um Odù também é a resposta a nossa aflição. Essa energia primária vem através do oráculo e será utilizada pelo Babaláwo junto com os Orixa para nos ajudar. Odù não é um caminho e nem significa caminho. A palavra Yoruba significa com recipiente grande para conter algo dentro, como uma cabaça.

Em termos quantitativos são 256 Odù. Existe uma matemática nesses números. São 16 figuras diferentes, feitas com a combinação de traços duplos ou simples. Como cada odù é formado pela combinação de 2 figuras, então teremos 16 x 16 = 256 odù. Nessas 256 figuras diferentes, aquelas onde o mesmo símbolo aparece repetido, são chamados dos Odù Méjì, ou principais. Esses Odù são ordenados de acordo com uma ordem arbitrária definida e Ifá que seria a ordem nos quais esses odù chegaram ao mundo. Existe ainda uma maior relevância para os 4 primeiros Odù. Os Odù que não são os Méjì são chamados de Omo Odù ou Odù filhos. Toda a comunicação entre Orunmila e nós através dos Babaláwo é feita usando Odù.

 O eerindinlogun e Ifá

A prática do oráculo no Candomblé tomou mais de um caminho ao longo da nossa história e sofreu influência diversas. A primeira coisa que eu lembro a todos é que Ifá e oráculo são sinônimos no Candomblé e muita gente pode até desconhecer que exista um culto separado destinado a Ifá ou a divindade Orunmila. Assim da mesma forma como Ifá e Orunmila são em certo aspecto sinônimos em Ifá, no Candomblé, Ifá e oráculo são sinônimos, sem que isso seja necessariamente vinculado a Odù. Assim, por muitos anos temos ouvido as pessoas chamarem o seu oráculo de Ifá sem que isso guardasse qualquer vínculo com o Culto de Ifá e com o Oráculo de Ifá. Hoje a gente saber que uso de Odù no oráculo do Candomblé é opcional e não dominado por muitos.

O poder do número seis e do hexagrama

Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, cujo lema é "Não há religião superior à verdade" e cuja filosofia resgata textos sagrados hindus, também comenta o significado da estrela, que adverte "é errôneamente denominada Sêlo de Salomão", no quarto volume de A Doutrina Secreta:
... o número seis foi considerado nos Antigos Mistérios como um emblema da Natureza física porque o seis é a representação das seis direções de todos os corpos, as seis direções que compõem a sua forma, a saber: as quatro direções que se estendem no sentido dos quatro pontos cardeais, norte, sul, leste e oeste, e as duas direções de altura e profundidade que correspondem ao Zênite e ao Nadir. (...) A mesma idéia se encontra no duplo triângulo equilátero dos hindus (...) no seu país chamado signo de Vishnu, o Deus do Princípio Úmido e da Água (...) o triângulo inferior, com seu vértice voltado para baixo, é o símbolo de Vishnu (...) ao passo que o triângulo com o vértice para cima, é Shiva, o Princípio do Fogo... (BLAVATSKY - v. IV - p 161. São Paulo: Pensamento, 2003).
O Duplo Triangulo é um símbolo sagrado para a humanidade como um todo , embora uns o adotem e julguem-se donos e outros ainda o neguem, ele representa nossa união com Deus, e usandop a sabedoria passada a nós por Hermes Trismegisto, tudo o que está em cima é como o que está embaixo, e é isso que o triangulo representa afinal...
Só complementando um pouco sobre a Cabala, os triângulos sobrepostos um de "cabeça pra cima" outro de "cabeça pra baixo" também significa: o macrocosmo (cabeça pra cima), e o microcosmo (cabeça pra baixo) então o que "vale" pro macro , vale pro micro, então somos um "espelho" de Deus, sua imagem e semelhança, temos atributos divinos. Outro significado é a união do masculino e fenimino no equilíbrio do universo, o masculino é a lança,(triângulo de cabeça pra cima), e o feminino é o cálice (triângulo de cabeça pra baixo).

Destino e os 16 caminhos

Os primeiros 16 odù são os odù meji, indo de ogbe meji até orangun meji. Depois disso é feita uma combinação entre cada odù e os conseguintes, formando de ogbè-oyeku até ogbè-òfún e depois indo para oyeku- ogbè e na mesma lógica.

Para que eu estou explicando tudo isso? Para reforçar que NÃO existe odù que não tenha 2 pernas ou seja que não seja um dos 256 odù, formado por 2 partes. E repetindo, mesmo os odù meji, os 16 primeiros, que são os usados no merindinlogun tem que ter 2 pernas, porque Odù meji tem 2 pernas, lembram ogbè-ogbè = ogbè méjì.

Em Ifá o resultado de uma consulta a Orunmila é um odù. Um e somente um. Tudo se inicia com determinação desse odù. Com o opele um processo rápido. Com os ikins mais demorado, mas o resultado é o odù que veio em resposta.

Temos o que se pode chamar de uma segunda parte da consulta que é a qualificação do odù. A seguir como já expliquei, se determina de está em ibi ou ire. Depois o tipo de ibi ou ire. e se for em ibi a origem desse tipo. Com isso se completa a qualificação do odù que veio em resposta à consulta.

A Estrela de Seis pontas no judaísmo

Para o judaísmo... Como já foi dito a Estrela de seis pontas pode ser encontrada em várias culturas e encerra diversos significados.
A interpretação clássica sobre seu significado para o judaísmo é, de acordo com a Encyclopedia of Jewish Concepts:
O triângulo apontado para cima representa os 3 conceitos fundamentais do universo: Deus-Mundo (Universo)-Homem e o triângulo apontado para baixo significam as 3 ações básicas de Deus: Criação-Revelação-Redenção. Franz Rosenzweig diz que as seis linhas da estrela estão entrelaçadas da mesma forma que os 6 conceitos e ações básicos do universo.
Outra explicação possível para o judaísmo é: O triângulo que aponta para baixo (como uma seta vinda do alto) representa os 3 pontos da relação de Deus para com a humanidade: Criação-Revelação-Redenção, enquanto o triângulo que aponta para cima representa os três pilares da relação da humanidade para com Deus: Torá-Tefilá-Tsedacá (Torá-Oração-Justiça social).
Os dois entrelaçados simbolizam a completude do universo na sua relação com seu Criador.
Sobre cabalá: ela não é magia. Cabalá é uma palavra hebraica que significa recebimento, aceitação. Consiste em TODA a tradição judaica. Cabalá não é apenas o misticismo judaico, não é apenas a guemátria (ou numerologia hebraica)... Na verdade, é dificílimo definir cabalá, pelo simples fato de que trata-se de toda a tradição judaica, desde a forma como os rolos da Torá são escritos através dos tempos até a forma de se fazer a Halá (um pão trançado, feito especialmente para as festas e para o Shabat)...
Enfim, as definições de Eliphas Levi, por melhores que sejam, não dão conta da cabalá judaica em sua completude, mesmo porque Eliphas Levi foi padre e sua visão de mundo perpassa o cristianismo católico, o que vai acontecer também com sua interpretação da cabalá. E ele vai se apoiar APENAS em uma das tradições judaicas que é seu misticismo, não se apoiando em outros, pois não lhe fazem sentido, como cristão.
Pro judaísmo também é possível a interpretação do masculino-feminino entrelaçados. O masculino e o feminino juntos são o grande ápice da criação, para o judaísmo. Dessa forma, masculino e feminino entrelaçados também representam a completude do universo e sua relação com seu criador.

Consultar os odus traz respostas importantes

E para ter resposta de ire ou ibi, tipo e origem se faz usando o Ibos e outras caidas do opele ou dos ikin para usando a hierarquia se selecionar a mão a ser aberta e o ibo, esse é o processo de Ifá. mas essa sequencia adicional de odùs são apenas para perguntas e seleções.

Assim toda a consulta é feita com apenas 1 odù. O babaláwo tem que interpretar esse odù ou melhor tem que junto com o consulente interpretar o odù e para isso existem os versos que transmitem as mensagens do odù, são varias mensagens em um mesmo odù os mitos/pataki e também os significados daquele odù.

Um odù carrega muita informação e existem, sim, odù adicionais que se usa para complementar o odù principal, entretanto, não existem novas caídas de opele para isso. Esses Odù complementares são obtidos como parte do grafismo do Odù principal, como por exemplo sua sombra ou o Odù formado pela combinação da perna de um com a de outro e por ai vai dependendo da escola do Babaláwo. Entretanto, isso é penas para entender as mensagens, tudo o que vai se fazer esta ligado ao odù que foi obtido na primeira consulta. Assim concluindo aqui, em uma consulta somente um Odù é interpretado. Através dessa interpretação teremos o problema da pessoa e também a indicação dos ẹ́bọ.

A Astrologia Horária e as perguntas frequentes das pessoas

A Astrologia Horária é um antigo ramo da Astrologia Cabalística que se encarrega de responder às perguntas feitas por uma pessoa por meio da análise do Mapa Astrológico para a data, hora e local exatos em que a pergunta foi feita.

Assim, sempre que se quer perguntar algo e obter uma resposta precisa, pode-se recorrer à Astrologia Horária. A única regra que os antigos estabeleceram, é que a pergunta deve ser séria e importante para a pessoa que a pergunta.

Envio aqui alguns exemplos de perguntas que já recebi:

- Eu devo me mudar de casa?
- Eu vou comprar a casa?
- Eu estou grávida?
- O que causou minha doença? Eu vou me curar?
- Eu vou ser chamado para a entrevista de emprego?
- Eu vou achar um namorado?
- Meu marido está me traindo?
- Eu devo fazer negócios com meu contador?
- Onde está o meu colar de pérolas que eu perdi?

NA VERDADE A ASTROLOGIA NÃO TEM AS RESPOSTAS DIRETAS, MAS, O UNIVERSO, POR VIAS QUE SÓ OS MAGOS, SÁBIOS, MÉDIUNS E ESCOLHIDOS CONSEGUEM COMPREENDER! A ASTROLOGIA NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA, ACADÊMICA E SENSACIONALISTA COM OS "VENDEDORES DE CURSOS", QUEREM UTILIZAR! ELA PODE MOSTRAR CAMINHOS, REVELAR CÓDIGOS E POR ISSO SÓ OLHOS E MENTES TREINADAS, INSPIRADAS E ILUMINADAS, PODEM CAPTAR...

A astrologia tem sido corretamente identificada com o ciência e como arte, e em nenhum outro de seus ramo s pode- se ver a arte com tanta clareza como na Astrologia Horária . A proficiência em Astrologia Horária aumentará em mui to a perícia nas técnicas de Astrologia Natal e de Predição. O mapa horário capacita o astrólogo, por assim dize r, a enxergar o que vem depois da curva, a julgar as con dições que poderão ajudar ou impedir o bom êxito final dos des ejos ou atos do consulente. A Astrologia Horária - ramo da astrologia que responde a perguntas específicas - pode ser um instrumento da máxima utilidade e ajuda para o estudioso e também para o aconselhamento astrológico. O que a distingue de tu do o mais é o fato de poder ajudar o astrólogo a julgar não apena s o resultado provável dos planos de um cliente, mas também as in tenções, o caráter ou as decisões de outras pessoas implicadas em determinados assuntos, no plano pessoal ou de negóc ios, mesmo que os da dos natais dos envolvidos não sejam conhecidos ou estejam incompletos. 

Nenhum setor da astrologia apresenta tanta contrové rsia quanto a Astrologia Horária. Isso porque é um campo difícil; a arte da prediç ão está restrita a alguns poucos, como se pode observar num exame atento da literatura, dedicada principalmente à análise retro ativa. Há astrólogos que não acreditam nos mapas horários por serem inca pazes de interpretá- los e há outros que não acreditam na sincronicidade - coinci dência significativa - nesse campo, a despeito do fato de a astrologia se r a ciência da sincronicidade. Os primeiros negam sua capacidade e os últimos negam sua capacidade de conceituar em termos de abstrações ma is elevadas. 

A Astrologia Horária, ramo da astrologia que respon de a perguntas específicas, pode ser um instrumento de máxima util idade e ajuda para estudioso e também para o astrólogo consultor. O que a distin gue de tudo o mais é o fato de poder ajudar o astrólogo a julgar não apenas o r esultado provável dos planos de um cliente, mas também as intenções, caráter ou as decisões de outras pessoas implicadas em determinados assuntos, no plano pesso al ou de negócios, mesmo que os dados natais dos envolvidos não sejam conhec idos ou estejam incompletos. 

O mapa horário capacita o astrólogo, por assim dize r, a enxergar que vem depois da curva, e julgar as condições que poderão ajudar ou impedir o bom êxito final dos desejos ou atos do consulente; e is so por levar em consideração outros fatores que estão além tia capacidade de con trole do consulente, devido ao arbítrio ou aos caprichos das pessoas com as quais possa estar ligado. Vamos tomar, como exemplo, alguém que deseje vender uma propriedade a um determinado comprador em potencial. Geralmente o mapa mostra com nitidez se o vendedor será capaz de fechar o negóci o com êxito. Ele mostra igualmente se as negociações irão dar em nada porqu e o comprador em potencial muda de idéia, não consegue financiamento ou não te m dinheiro para pagar a propriedade em questão. Da mesma forma, ele indica o provável sucesso ou fracasso de um empreendimento, porque leva em consi deração fatores externos capazes de influenciar o resultado final. É certo q ue nem todas as experiências empreendimentos da vida estão destinados a ter um f inal feliz. Mas eles podem proporcionar uma oportunidade de aprendi zado. Assim, o astrólogo tem a responsabilidade de fornecer a seu cliente ta nta informação quanto possível, para que ele possa, com pleno conheciment o, lidar construtivamente com os resultados de seus atos. Há muitos livros disponíveis sobre Astrologia Horár ia, repletos de regas detalhadas que ajudam o estudioso a responder às mi lhares de perguntas que podem ser feitas. 

A astrologia tem sido corretamente identificada com o ciência e como arte, e em nenhum outro de seus ramos pode-se ver a arte com tanta clareza como na Astrologia Horária. Sob esse aspecto, como na Astrologia Natal, o astró logo horário consciencioso deve ser um pleno conhecedor e seguid or das regas matemáticas e interpretativas aceitas. Contudo, no começo do apre ndizado o estudioso vai deparar-se com muitas regas e opiniões conflitantes , e pode confundir-se facilmente. Sem dúvida, vai cometer erros, caso sig a cegamente toda teoria nova que aparecer sem testá-la pessoalmente. Para compli car suas investigações, muitas vezes precisará lidar com erros tipográficos , edições incorretas e, ocasionalmente, mapas errados. Finalmente, o astrólogo horário sensível aprende qu e algumas regas precisam ser modificadas ou “ajustadas” à luz de su a própria experiência. Ele aprende que raramente pode tomar uma regra e aplicá-la com exclusividade, desconsiderando outras fortes indicações em contrário. Ele também aprende que, diante de evidências confli tantes, é preciso pesar todas elas e julgar com base na preponderância das indicações.

Os códigos do Ifá e os caminhos da alma - em busca do destino, do amor e da felicidade

E observem, que em Ifá a estrutura de interpretação de um odù é a mesma. Só que a gente faz isso para 256 odù e não somente para 16. Também, não se tem todas as histórias de cada odù cada escola ou axé pode ter o seu conjunto e que pode variar em relação a outro. Mas também existem gênios em Ifá São aqueles que dizem que existem 2.046 odù. Não existem. De novo, a mesma genialidade que transformou odù em Caminho pegou as histórias que compoe um odù, que podem ser 16 para cada odù, em novos odù. Coisa de gênio, não? Mas não é. Um odù pode ter interpretações diferentes e as histórias trazem essas possibilidades. Se não fosse assim teríamos que considerar que todos os problemas da humanidade se resumiriam em 256.

Orumilá, a Testemunha do Destino e da Criaç;ão. O segundo após Olodumaré. Aquele que estava presente, ao lado de Deus, quando a Vida, o Mundo, o Homem foi criado. Orumilá tudo vê, tudo sabe, tudo conhece. Não há nada que tenha sido criado ou que virá a ser criado que Orumilá não saiba antes. Orumilá conhece a vida e conhece a morte, ele conhece a existência: o antes e o depois. Por isso ele pode ajudar. Guia, profeta, professor, divindade, Orumilá/Ifá deve ser compreendido como um sistema: é o homem e sua ferramenta. Por vezes o homem é a sua própria ferramenta. Orumilá é tanto humano quanto espírito. Enviado por Olodumaré para ir a diferentes lugares sempre que há necessidade para ajudar os homens a enfrentarem seus problemas, contornando obstáculos e desenvolvendo o seu bom caráter. Podemos também imaginar Orumilá como o espírito de Olodumaré manifestado no homem. Alguns dizem que a palavra Orumilá deriva de Oro-Omo-Ela ou Oro= palavra/espírito, Omo= filho, Ela= Deus. Após a Criaç;ão, Orumilá veio à Terra como a divindade encarregada por Olodumaré para ensinar os homens. 

Ifá é o Oráculo, o sistema divinatório composto de diversos métodos. Os mais conhecidos são o Opele, o Ikin e o Merindilogun ou jogo de búzios. Orumilá é a divindade e Ifá é o sistema onde esta divindade se manifesta. Não há Ifá sem Orumilá e nem Orumilá sem Ifá. Estes dois conceitos são tão intimamente relacionados que muitas vezes referimo-nos a Orumilá como Ifá.E quem é Orumilá? Orumilá é a divindade da sabedoria e do conhecimento, responsável pela transmissão das orientações dos deuses e de nossos ancestrais, de maneira a permitir a cada um de nós a possibilidade de uma escolha acertada para uma vida feliz. 

 O Verger publicou essas histórias, há muito tempo atrás, preservando inclusive o linguajar, mas a Aninha não gostou e ele nunca mais republicou o livro. Depois o Prandi publicou as mesmas histórias tendo como fonte o Agenor que tinha esse habito de dizer que as coisas dos outros eram dele, quando não eram, e era o mesmo material da Aninha já publicado pelo Verger. Depois disso o Beniste publicou essas histórias em uma forma interpretada no seu livro o Jogo de owó eyo merindinlogun. Ele não publicou as histórias completas e sim uma interpretação do seu significado. Nesse livro cita a fonte de sua pesquisa e a autoria do material original.

Ao todo são 72 histórias. Cada odù até ika tem histórias, 4 ou 5, sendo que ejionile tem 8. Essas histórias foram chamadas de os caminhos dos odù, porque para um mesmo odù elas davam opções diferentes, criando assim caminhos de interpretação para aquele odù. Foi dai que eu acredito que uns gênios, entenderam que odù era caminho, mas, eu acho que eles confundiram as histórias que criavam os caminhos em cada odù com odù ser um caminho. O livro do Prandi-Agenor se chama Caminhos de Odù, porque o conteúdo de é apenas e unicamente as 72 histórias associadas a cada Odù. Então dai para entender que, Odù = caminho foi apenas um passo, de cego, é claro.


 O eerindinlogun é um sistema que se baseia nas histórias e simbolos de Odù, tanto quanto todos os outros. Isso é uma afirmação básica e não uma hipótese. É claro que como eu disse, precisa-se de fato usar o instrumento, os búzios, e o conteúdo, Odù com suas histórias e símbolos. O simples uso dos búzios não caracteriza um oráculo de odù e essa afirmação é devido as variações que são encontradas principalmente devido a mediunidade dos olhadores.

E no Brasil tem vários métodos de jogar buzios. Um dos métodos é o famoso método que bangboxe trouxe para o Brasil, e que trouxe o odù para os buzios. É nesse método que encontramos as 4 caídas, onde aparecem 4 odù. A descrição do método foi feita de forma bem clara pelo Jose Beniste no seu livro O jogo de Búzios, dentro do universo de poucas obras que temos, é uma obra de referência no assunto. Entretanto eu tenho algumas observações sobre o uso desse método para trabalhar com Odù. Mas, as pessoas que usam esse método hoje não guardam o seu formato inicial preservando as histórias associadas a cada odù. Essas histórias hoje estão em 2 fontes mas são todas originas da mesma pessoa, é o material da Iyalorixa Aninha.


 Terra Odus: Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará. Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza. Água Odus: Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé. Representam o caminho da dúvida ao triunfo. Ar Odus: Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia. Representam o caminho da indecisão até a paz. Fogo Odus: Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá. Representam o caminho da insubordinação até a guerra.

O oráculo do candomblé e de parte da UMBANDA, o eerindinlogun sempre serviu e continuará servindo com louvor a tudo o que é necessário fazer em uma casa de santo. Esse oráculo representa sim uma forma autêntica e verdadeira de diálogo entre nós e o divino, entre nós e os Orixa, entre nós e Orunmila. Se não fosse assim tudo seria errado ou sairia errado, e não é isso o que ocorre. Mas, Orunmila fala através de odù, isso é definitivo. O owó eyo merindinlogun pode ser usado para se obter resposta através de Odù. Existem 2 formas. A primeira é a mais clássica que todos conhecem e que usa os 16 odù méjì: ogbè, oyeku, ìwòrì, òdí, obàrà, okànràn, ìròsùn, owonrín, ògúndá, osá, ìrete, òtúwà, òtúrúpọ̀n, ìka, oxe, òfún. Aqui no Brasil o método de banbogxe ficou mais conhecido mas hoje em dia existem outros. Pode-se ainda usar o owó eyo merindinlogun para ler um dos 256 odù, como os cubanos fazem e ensinam. 

Diz-se que, nos primórdios dos tempos, não existia separação entre o céu e a terra (orum-aiyé) e que havia uma convivência íntima entre os orixás e os seres humanos; todos podiam ir ao órum e voltar quando desejassem. Porém um certo dia, o homem desonrou seu compromisso com ólorum, pecou contra o supremo ao tocar o que não podia ser tocado ou comer o que não podia ser comido. E assim,o mesmo dividiu o céu e a terra. O privilégio da livre comunicação desapareceu em troca das diferentes formas oraculares estabelecidas e legadas por orunmiláOdús (signos de ifã), são presságios, destinos, predestinação. Os odús são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odú de origem e cada orixá é governado por um ou mais odús. Cada odú possui um nome e características próprias e dividem-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como itàn ifá. Odus são os signos de Ifá, o resultado do jogo. Segundo as lendas do candomblé africano, os Odus representam os destinos criados por Olorum, com todas as características da vida cotidiana e baseados no comportamento e temperamento humano. Então os Odus, seriam os signos do destino que regem cada orixá, que por sua vez, regem cada homem sobre a terra. Os odús são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca. Os orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se alimentar. O odú é o caminho, a existência do destino o qual o orixá e todos os seres estão inserido. Alguém já escutou a seguinte frase ? -com o destino não se brinca... -sua vida esta escrita... - seu destino já estava escrito... E muitas outras frases populares que refere-se a odú. Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, isso nós dizemos que a mesma está com o odú negativo, ou seja: seu destino sua conduta foge as regras siderais, ou seja, seguiu um caminho negativo dentro do estabelecido. Nós quando nascemos, somos regidos por um odú de ori (cabeça) que representa nosso "eu" assim como odú de destino, espiritualidade...

Devemos buscar o respeito e a honra e não apenas admiração e poder.

Em nossa era onde o ter passou a ser mais importante que o ser, as pessoas fazem tudo por fama, quase sempre perdendo o próprio respeito e moral. As pessoas confundem o ser repleto com ter completo o poder em suas mãos. E na maioria das vezes este poder será sempre usado pra oprimir, humilhar e passar por cima dos sentimentos dos outros.

Muitas pessoas mostram uma face pra encontrar ajuda, no intento de realizar suas ambições, mas, quando conseguem, quase sempre por meio da ajuda de pessoas que ajudam elas de boa fé, essas pessoas viram as costas, zombam ou pagam com traições terríveis. Muitas pessoas recebem ajudas, pra depois cuspir no prato que comeram. Tem pessoas que não são nada, mas, ao receberem ajuda de pessoas misericórdiosas, nunca sabem agradecer. E a falta de agradecimento sempre foi um grande mal que trouxe castigos na vida dos homens sem fidelidade e benevolência.

O amor é a maior força do universo, estando apenas abaixo de Deus ou sendo a maior demonstração do poder de dele. Tudo que Deus criou foi feito pelo poder de sua sabedoria e supervisão do amor, por isso é tão perfeito seu ato criador. Mas, nessa nova era onde diziam que a força de Aquário desenvolveria comunidades e sociedades cheias de união, confraternização e respeito, na verdade vemos totalmente o oposto, onde cada um quer o poder pra si e onde misericórdia e compaixão pouco se fazem presentes no coração do homem contemporâneo.

Vamos praticar mais o amor, a compaixão, o respeito, a ética, a moral e a amizade. Essas forças e somente elas serão capazes espantar a malignidade que traz desarmonia, mortes e guerras a nossa vida e a toda dissocie.

Cães, gatos e outros animais de estimação, sentem as energias e podem ver o sobrenatural

Um gato passeia sobre túmulos no Cemitério da Consolação, em São Paulo
Foto: Edson Lopes Jr./Terra

Muitas vezes os animais, são mais sensíveis e capazes de captar a essência da vida, de ter sentimento, respeito e ligação com outras almas. Não é atoa que vemos sempre imagens de animais ligados a magia, a religião e a espiritualidade. E muitos grandes mestres estudaram a importância dos animais nos altares dos templos... Por isso além de ser desumano é brutalmente cruel, insano e desnecessário, agredir um inocente. Já vimos historias de animais de estimação que sentiram muito mais do que pessoas, a falta de seus donos, alguns chegaram a esperar pelo resto de sua vida o retorno de alguém que não mais pode vir... tem animais que se conectam com grande facilidade ao sagrado e ao plano espiritual! Por isso não despreze e não agrida um animal, pois ele pode ser um emissário do SENHOR...

Os animais domésticos conseguem ver espíritos e até se comunicam com eles, pois têm uma visão mais penetrante que lhes permite distinguir os sinais que os espíritos fazem. Sua alma é muito parecida com a alma humana, porém é inferior. Entre a alma dos animais e a do homem existe tanta distância quanto há entre a alma do homem e Deus. Para o espiritismo, alguns animais têm o que pode ser considerado como mediunidade, já que conseguem pressentir algo no ar e geralmente estão certos. Além disso, atuam como antenas que captam a energia negativa das pessoas que não desejam o bem para seus donos.

Segundo Brian Mc Sweenewy, vice-chanceler da arquidiocese de Nova York (EUA), "eles vão para o céu devido a ligação que seus donos têm com os mesmos, já que o céu foi criado para os humanos". Após a morte de um animal, sua individualidade é conservada no mundo espiritual ou universo superior (céu) e segue uma lei progressiva assim como a dos homens. Neste céu, ou mundo superior, onde os espíritos dos seres humanos são mais avançados, os animais também o são, tendo meios de comunicação mais desenvolvidos. Essa idéia é compartilhada por outras religiões: "os animais de estimação vão para o céu e isto depende de como o animal se comportou aqui na Terra, onde suas atitudes determinam sua bênção divina", disse o rabino Gershon Winckler. 

Há uma espécie de inteligência e certa educação. Também têm uma linguagem; não uma linguagem formada de palavras e de sílabas, mas de um meio de se comunicarem e expressar as suas sensações. Não há como negar que alguns deles parecem ter atos combinados que expressam uma vontade de agir mediunicamente num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. De acordo com Kardec, o codificador espírita, o homem é muito parecido com os animais, porém estes agem por instinto e também por inteligência, só que limitada. 

É importante lembrar que a diferença dos animais e homens é o principio inteligente, o poder de distinguir entre o bem e o mal, e a responsabilidade de seus atos. O homem é de fato, um ser à parte, uma vez que tem faculdades que o diferem de todos os outros por ter sua destinação. Para Shiva (divindade indiana) toda a forma de vida é sagrada e não existem diferenças entre os homens e animais. Com os seus corpos, expressam emoções e o instinto da preservação da espécie que é notado em praticamente todos eles. 

Os animais aparecem em diversas religiões como guardiões dos templos. No Egito, a zoolatria era levada a sério. Um egípcio era capaz de deixar sua casa ser queimada por um incêndio pelo dever em socorrer seu gato. Várias múmias de gatos foram encontradas nos sepulcros egípcios. Há inúmeras identificações e correspondências entre os homens e os animais, arquétipos que representam as camadas mais profundas do inconsciente e do instinto. Contudo, apesar de considerados seres irracionais, a maioria deles vivencia a fraternidade, convivendo harmoniosamente com os seres humanos. 

Os médiuns são, como sabemos, os intermediários entre os Espíritos e os homens (cf. O Livro dos Espíritos. ALLAN KARDEC. Introdução, item IV, início do último parágrafo), isto é, são pessoas aptas a sentirem a influência dos Espíritos e a transmitirem os pensamentos destes (cf. Obras Póstumas de ALLAN KARDEC, FEB, Rio de Janeiro, 13 ed., p. 57). 

Rigorosas pesquisas científicas, com a catalogação de inúmeros fatos, provam que inúmeros animais (pássaros, gatos, cavalos, cães, etc.) são capazes de captar a presença de um Espírito. Assim, em longa dissertação intitulada Os animais Médiuns, disse o Espírito ERASTO, em 1861, através da mediunidade do Sr. d 'AMBEL: "(...) Certamente os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis para os animais, muitas vezes tomados de súbito por esse pavor, que vos parece infundado e é causado pela vista de um ou vários desses Espíritos mal intencionados para com os indivíduos presentes ou para os donos desses animais." (Revista Espírita – Jornal de estudos psicológicos. Direção de ALLAN KARDEC. Ano IV, n.º 8, agosto/1861, EDICEL, São Paulo, p. 264 e O Livro dos Médiuns de ALLAN KARDEC. Cap. XXII, FEB, Rio de Janeiro, 30 ed., 1972, p. 294 – 295). Posteriormente, através de estudos de Metapsíquica foram reunidos grande número de fatos, provando a percepção de Espíritos por animais; assim, uma longa casuística é apresentada pelo ilustre pesquisador italiano ERNESTO BOZZANO (Os animais têm alma ? – Edit. Eco, Rio de Janeiro) e alguns casos pelo célebre astrônomo e pesquisador CAMILLE FLAMMARION (O Desconhecido e os Problemas Psíquicos. Vol. I. Edit. FEB, rio de Janeiro, 3 ed., 1979, p. 99, 109, 157 e 194). Ora, para que os animais captem a presença de Espíritos (e isto é um fato) é necessário que eles possuam um perispírito e, conseqüentemente, uma alma. 

A melhor definição de inteligência foi dada pelo psicólogo W. STERN na segunda década do século XX, disse ele: "Inteligência é a capacidade de se adaptar a situações novas mediante o consciente emprego de meios ideativos". Neste sentido, várias pesquisas demonstraram a inteligência em animais, embora rudimentar e isto já fôra anunciado pelo espíritos à época de KARDEC. Uma das mais importantes pesquisas científicas neste setor foi realizada por W. KÖEHLER, um dos fundamentadores da Psicologia da Gestalt (GestaltPsychologie)... 

W. KÖEHLER publicou o livro A Inteligência dos Símios Superiores, em 1917, no qual relata sua experiência em chimpanzés que aqui resumimos: os chimpanzés foram colocados, com fome, numa área em que se deixava pender cachos de banana, inalcançáveis para a estatura deles. Foram colocados no chão, espalhados, alguns caixotes e varas. Depois de algum tempo, mais ou menos longo, para cada experiência, após várias tentativas de insucesso, conseguiram os chimpanzés terem "idéias", isto é, vislumbravam a solução do novo problema a eles apresentado, empilhando caixotes para alcançarem as bananas e/ou utilizando as varas para derrubarem as bananas... Enfim, provou o pesquisador que houve ali atos inteligentes dos chimpanzés, no entanto, simplesmente para atender suas necessidades materiais, imediatas, sem abstração e generalização. A esse respeito, ensinava o nosso mestre da Psiquiatria brasileira NOBRE DE MELO: "(...) Eis aí por que se pode dizer, sem exagero, que a vida psíquica do Homem é sempre e em tudo diferente da do animal. Este, incapaz de abstrair, terá limitada a sua inteligência aos imperativos das necessidades vitais imediatas. Por isso, seu raciocínio jamais poderá passar daquela inferência concreta e prática entre fatos particulares."(A. L. NOBRE DE MELO. Psiquiatria. Vol. I. Civilização Brasileira / MEC, Rio de Janeiro, 1979, p. 282 – 283). Enfim, o psiquismo animal existe, mas de forma rudimentar; o animal é incapaz de evoluir por si mesmo, nem através da ajuda dos de sua espécie, embora sejam capazes de atos que nos tocam o coração, porém, instintivos. 

São exemplos disso os casos relatados no prefácio à edição brasileira do livro de BOZZANO (op. cit.) por FRANCISCO KLORS WERNECK, embora não indique a fonte... Diz ele: "Existem casos surpreendentes com os animais, principalmente com os cães, que parecem ser os mais evoluídos na escala animal. um, por exemplo, daquele cão feroz que avançou resolutamente contra um de sua espécie, que que dava tranqüilamente na beira da calçada, e estacou, trêmulo e aterrado, ao aproximar-se do outro, que não percebeu o menor sinal de sua aproximação. Tratava-se de um animal cego. Outro, o do conhecido cirurgião que encontrou na rua um cão com a pata esmagada e tratou dele na sua própria casa. 

Doze meses se passaram até que estranhos arranhões na porta de sua residência o levaram a ver do que se tratava. Era o mesmo cão que levava um seu semelhante, nas mesmas condições em que se achara, para o médico o tratar.". Finalmente, conta KLORS WERNECK, um caso que teria ocorrido com ratos: "(...) Um tropeiro passava por uma estrada quando os seus olhos descobriram dois ratos que caminhavam um ao lado do outro, levando ambos uma palhinha, segurando um uma ponta e o outro a outra. Teve a idéia de matá-los com o porrete que levava na mão. O primeiro, atingido pela pancada, fugiu, sem dar antes sinais de desespero, e o outro pára um tanto perplexo de que o outro se tenha posto em fuga. Verifica então ele que a sua imobilidade se devia ao fato de ser cego. O outro lhe servia de guia nas trevas da cegueira." (op. cit., p. 7 – 8). 

KARDEC foi prudente e não colocou como um dado doutrinário indubitável a questão do "espírito" dos animais. Em 1865, na Revue Spirite disse: "(...) Quando tivermos reunido documentos bastantes, resumi-lo-emos num corpo de doutrina metódica, que será submetida ao controle universal (o grifo é nosso). Até lá são apenas balizas postas no caminho para o esclarecer." (cf. KARDEC. Revista Espírita – Jornal de estudos psicológicos, maio/1865, op. cit., p. 127). Este comentário KARDEC o fez a propósito de uma mensagem recebida pelo médium E. VÉZY, em 21/04/1865, que dentre outras coisas dizia: "(...) o animal, seja qual for, não pode traduzir seu pensamento pela linguagem humana, suas idéias são apenas rudimentares; para ter a possibilidade de exprimir-se, como o faria o Espírito de um homem, ele necessitaria de idéias, conhecimentos e um desenvolvimento que não tem, nem pode ter. Tende, pois como certo que nem o cão, o gato, o burro, o cavalo ou o elefante, podem manifestar-se por via mediúnica." (cf. KARDEC. Revista Espírita – Jornal de estudos psicológicos, maio/1865, op. cit., p. 129). Hoje, após 137 anos, ante a comunicação acima, diante das pesquisas científicas acumuladas sobre o assunto, ante o ensino do Espírito ERASTO (em 1861) e considerando as idéias de KARDEC, acreditamos que podemos afirmar que NÃO HÁ MEDIUNIDADE NO ANIMAL, ou melhor, O ÚNICO ANIMAL QUE POSSUI MEDIUNIDADE É O HOMEM, MAS ESTE É O "REI DA CRIAÇÃO". 

Às vezes, para se referir às manifestações inteligentes, Kardec usa também o termo “intelectual”. Aliás, como afirma Hermínio C. Miranda em Diversidade dos Carismas, “fenômeno mediúnico, de fato, na plenitude de sua conotação semântica, é o de efeito intelectual, no qual o sensitivo funciona realmente como o canal de comunicação entre encarnados e desencarnados”. Ele lembra ainda que se lê o seguinte em O Livro dos Médiuns: “Os efeitos inteligentes são os que o espírito produz, servindo-se dos elementos existentes no cérebro do médium”. Segundo o autor, ter-se-ia o próprio cérebro como central nervosa, como ponto de comando do sistema. Portanto, neste tipo de manifestação, o médium age como intermediário, entendendo-se que a ligação é de mente para mente, com a irradiação do pensamento. “Para uma comunicação inteligente, há necessidade de um intermediário inteligente e esse é o espírito do médium”, diz O Livro dos Médiuns.

 A psicofonia e a psicografia se caracterizam neste tipo de manifestação. Para que o fenômeno aconteça, é necessário que o fluido do perispírito do espírito comunicante se combine com o fluido do médium, criando-se a atmosfera mais apropriada para que o pensamento do primeiro alcance a mente e o cérebro do segundo. A respeito disso, André Luiz, no capítulo 8 de Nos Domínios da Mediunidade, descreve o mecanismo intrínseco do fenômeno de psicofonia consciente e inconsciente. Em uma comunicação que se seguiu à discussão do assunto na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e que consta no capítulo XXII de O Livro dos Médiuns, Erasto comenta que não havendo afinidade entre o fluido do homem e do animal, não há possibilidade deste atuar como médium. Refere-se ainda ao fato de que os espíritos tiram do cérebro do médium os elementos necessários para dar ao pensamento deles a forma sensível para nós. Então, questiona que elementos seriam encontrados no cérebro de um animal. 

Ele admite que alguns animais, principalmente os adestrados, compreendem certos pensamentos do homem, mas, não os podendo reproduzir, não podem nos servir de intérpretes. Aqui temos um fato interessante, pois se a restrição apontada é a dos animais não poderem reproduzir o que eventualmente entendam, há, então, os que podem fazê-lo! A ciência acaba de demonstrar que chipanzés e gorilas são capazes de se comunicar com os homens usando a linguagem de sinais para surdos-mudos. O casal Allen e Beatrix Garner, ambos cientistas do corpo docente da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, e seu assistente Roger Fouts, autor do livro O Parente Mais Próximo, ensinara a linguagem para a gorila Washoe e outros chipanzés, através da qual ela é capaz de articular frases gramaticalmente corretas e expressar sentimentos como solidariedade, raiva, compaixão, ciúme, inveja e senso de humor. - (Extraído da revista Cristã de Espiritismo 20, páginas 44-48)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Seguidores

Marcadores

astrologia (178) magia (81) signos (80) espiritualidade (60) conceito (57) comportamento (55) Astrofísica (54) espaço (53) (52) umbanda-astrologica (50) tarô (47) esoterismo (39) pesquisa (37) previsões (37) taro (35) mulher (34) conceitos (33) pesquisas (31) gostosa (30) umbanda astrológica (29) estudo (26) astrofisica (25) horoscopo chinês (25) planetas (24) religião (24) horoscopo (23) ciência (21) bem estar (20) climazzen (20) cabala (19) arcanos (18) astronomia (18) lua (18) destino (17) energias (17) terra (16) vibrações (16) arcanjo (15) cosmos (15) saúde (15) ifá (14) zodiaco (14) estrela (13) exu (13) mapa astral (13) planeta (13) umbanda-astrológica (13) Nasa (12) Quíron (12) beleza da mulher (12) 2012 (11) ogum (11) poder (11) sensual (11) atriz (10) biblia (10) ensaio (10) fotos (10) lilith (10) lingerie (10) prazer (10) Candomblé (9) Estrelas (9) Foto (9) Sol (9) dragão (9) estudos (9) numerologia (9) protetores (9) rituais (9) Marte (8) RELAÇÕES MÍSTICAS (8) ancestrais (8) apresentadora (8) axé (8) cientistas (8) escorpião (8) ex-BBB (8) galáxia (8) mistério (8) odús (8) posa (8) 2016 (7) Astrônomos (7) astros (7) beleza (7) busca (7) energia (7) magia sexual (7) plutão (7) política (7) regente do ano (7) São Paulo (6) ano do Dragão (6) arcano (6) carma (6) casas astrologicas (6) força (6) mago (6) metodos (6) orgasmo (6) praia (6) saude (6) vídeo (6) astrologia sexual (5) babalawo (5) biquíni (5) caboclos (5) calendário maia (5) criança (5) câncer (5) mediunidade (5) proteção (5) reencarnação (5) sexualidade (5) xangô (5) Capricórnio (4) Amor e sexo (3) anjo de hoje (3) anjos da guarda (2) ( 45 graus ) (1)