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sábado, 7 de dezembro de 2013

O amor verdadeiro nem a morte pode destruir

Eu conheço pessoas e tem muitas mundo à fora, que não acredita no amor. Muitas porque se desiludiram, foram enganadas ou já cansaram de tentar. Quase sempre é erro delas mesmo. Algumas até se defendem dizendo que não encontram ninguém, sem saber que uma pré-elaboração de conceitos, como por exemplo ter um biotipo na cabeça uma classe de pessoas em seus desejos ou criar mecanismos de escolhas inconscientes, acabam gerando bloqueios na atratividade. Outras é porque tem problemas cármicos e espirituais e não busca saná-los. Enfim, mas, o numero de pessoas que não acreditam no amor é enorme, eu diria que pelo menos 3 em cada 10, não acredita nem na força e nem na eterna ligação entre almas. Mas, eu não tenho duvidas, nem que exista o amor e nem que ele tenha ligações além do tempo presente. Ou seja, tem almas que nasceram pra se reencontrar. E quando são separadas, por atitudes bruscas e malignas, mesmo assim suas almas continuam conectadas. Nem a morte consegue eliminar o amor!

O amor é a percepção da união e é alcançada pela equivalência ou igualdade de atributos. A lei de equivalência de forma é a única lei de acordo com a qual o universo inteiro se move e traz tudo o que existe ao Criador. A Cabala diz que o maior prazer no mundo é a percepção de união com o Criador. Nosso amor terreno é meramente um reflexo fraco deste amor maior. Nós não percebemos o que significa ser preenchido pelo Criador. 

E o primeiro mandamento da Tora é o temor e o segundo é o amor. Além disso, o temor não se refere ao medo egoísta de perder o amor. Ao invés disso, este é o temor de “eu fiz tudo o que eu podia pelo meu amado?” Apenas à medida que a pessoa alcança este tipo de temor, o Criador se revela a ele e revela o Seu amor por ele. Quando nós corrigimos completamente o nosso egoísmo, nós chegamos ao merecimento do amor completo, ilimitado e eterno do Criador. Dessa forma, através da revelação do amor, nós alcançamos a manifestação de mutualidade. 

Há um motivo para o provérbio “Marido e esposa – a Shehina está entre eles”. A Shehina é a presença Divina. De acordo com o aconselhamento do meu professor, eu encorajo casais a estudarem mutuamente em casa. Nós aceitamos isto como uma prática constante. Por isso, muitas de nossas famílias podem se vangloriar de ter a percepção do amor. Nós desejamos que vocês tenham o mesmo. O amor é mais abstrato. Ele emerge dentro dela em direção à luz, ou em direção àquilo que se veste em objetos no nosso mundo e causa o amor a esses objetos numa pessoa. Ele vai sentir que o sentimento do amor não simplesmente pelo objeto ou pela casca, mas pela própria luz, a qual é absolutamente separada da casca. 


O amor genuíno só pode ser ilimitado! No entanto, se ele não tem limites, então ele causa o desgosto no recebedor e até mesmo ódio. Nós podemos ver isso nas relações de crianças com seus pais ilimitadamente devotados. Isto também acontece em relacionamentos românticos entre homem e mulher. Este sistema de relacionamentos não acontece por acaso. Por isso, para dar ao homem a oportunidade de alcançar o amor genuíno e preservá-lo, para que o amor não se transforme em desgosto ou mesmo ódio, o Criador criou tal sistema de interação no qual o Criador e o Seu amor estão originalmente ocultos do homem e eles se revelam apenas ao nível do temor da pessoa de perder este amor. Obviamente, no nosso mundo, ou seja, aos olhos de uma pessoa não corrigida, é impossível alcançar esse tipo de sentimento. Por isso, no nível terreno, nós devemos aspirar por sermos corrigidos. À medida que nós nos tornamos equivalentes ao escalão comum, o Criador, nós nos tornamos capazes de amar um ao outro como partes de um todo, ou da Alma comum. Nós adquirimos a habilidade de ver nossa verdadeira companhia, ambas a companhia espiritual e a física ou terrena. Juntos nós seremos realmente capazes de perceber a união total ao nível da nossa ascensão espiritual. 

Nosso amor mais regular por qualquer coisa emerge como resultado do fato de que o objeto que amamos contém prazer, algum tipo de luz ou ainda uma micro-dose de luz. Esta é a única razão de gostarmos deste objeto. Ele nos atrai e este sentimento por ele emerge em nós. Este objeto pode ser crianças, o sexo oposto ou uma comida deliciosa. Isto é subjetivo para cada pessoa, ou seja, isso é relativo aos atributos da alma de cada pessoa. Em termos práticos, todas as nossas músicas sobre amor, nossas poesias e todas as nossas emoções; tudo isso é a nossa busca pela micro-dose de luz que está no nosso mundo e que brilha em nós através das várias formas do nosso mundo. Dessa forma, este amor emerge e gradualmente se transforma em amor pela Fonte de todo o universo ou pela Fonte da sua alma. 

Sem alcançar o mundo Superior, um homem não é capaz de fazer isso; ele é fisicamente incapaz de fazer isso. Ele não tem as habilidades apropriadas, ele é incapaz de sair de si mesmo, e ele simplesmente não consegue entender o que uma mulher quer dele. Os esforços de uma pessoa para cobrir a si mesma com coisas bonitas vêm de um desejo interior, assim como todas as nossas ações. Depois do seu pecado, Adão descobriu que lhe faltava uma vestimenta; por isso um erro foi revelado a ele – a nudez – ou a falta da correção no seu egoísmo. Antes disto acontecer, ele não tinha vergonha porque o egoísmo não havia sido revelado. Como uma criança, ele não sentiu vergonha diante do Criador. 

A felicidade é a percepção da realização das habilidades interiores de uma pessoa. Isto é completamente revelado apenas quando a pessoa entende precisamente o que ela deveria realizar e como ela deveria chegar a isso. Além disso, ele entende qual é a sua meta, como a meta eterna é, e que isto não depende de nada; que a principal e única coisa no mundo é realizada por ele agora. Ou seja, a felicidade é a percepção da proximidade com o Criador, porque esta é a Meta da Criação. Ela é a percepção do movimento em direção à perfeição eterna. 

A Cabala fala sobre uma única pessoa. Todo o mundo está dentro dela, ou seja, marido, mulher, filhos, casa, o Criador, o Universo, e todas as nações do mundo. Tudo isto está localizado dentro de uma pessoa, mas na forma de várias forças e de vários atributos em nós. Quando se diz que uma pessoa deve encontrar sua outra metade e deve se conectar a algo, isto se refere ao fato de que ela deve encontrar o seu Kli corrigido. Ela deve encontrá-lo e trabalhar com ele. Isto não significa que ela deve encontrar um parceiro para a cozinha ou para a cama. Assim que a pessoa começa a mudar a si mesma interiormente e a preparar a sua percepção mais para o espiritual, para uma percepção mais fina, ela começa a ver forças que estão por trás deste mundo e que controlam nosso mundo. Ela já começa a ver tudo acontecendo no nosso mundo como um resultado dessas forças. Ou seja, alturas cada vez maiores se revelam para ela, ou um volume maior do universo. 

Durante séculos, a história de Adão e Eva povoa a imaginação tanto de crianças quanto de adultos. Eles são o casal mais falado dna história. Ela é sedutora, infiel e indiferente, que o atraiu para fazer o proibido. Ele é "o pai da humanidade," a vítima moral e o iluminado, que falhou em restringir sua insubordinada esposa, sendo atraído para o pecado. Ou você pode preferir a versão moderna. Ela é graciosa, abstinente e pura, consumida pela agonia e arrependimento pelo que causou a Ele. Ele é rude, descuidado e vingativo porque naquele fatídico dia ele caiu em virtude dos encantos de uma mulher. 

A sabedoria da Kabbalah explica que há uma força infinita atuando na realidade, chamada de "o Criador". A qualidade desta força é de completo e incondicional amor e doação; conseqüentemente, o seu objetivo é um só - dar prazer. Com a finalidade de dar vazão à Sua vontade, Ele criou uma criatura, ou uma alma, que iria receber toda a Sua abundância. Esta alma é chamada "Adam HaRishon" ("O Primeiro Homem"), ou simplesmente "Adam"- homem. E isto é exatamente o que a história do Jardim do Éden descreve. Revela como Adão, a alma, a única criatura que existia, despreocupadamente se divertia no Jardim do Éden, até que o Criador decidiu fazer algo para acelerar o seu desenvolvimento: "O Senhor disse," Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea" (Gênesis, 2:18). 

Adão e Eva representam as raízes espirituais de nossas almas. Embora no mundo espiritual estejamos unidos como uma única entidade, no mundo físico estamos desconectados, incapazes de compreender um ao outro. Isto é o que os Kabbalistas entendem por "Homem, mulher e a Divina Presença entre eles." (Talmud da Babilônia) A unidade espiritual entre as duas partes distintas da alma é o que cria harmonia, e dentro dessa unidade, o Criador é revelado. 

Um dos princípios fundamentais do budismo é o desenvolvimento de uma atitude de compaixão ou benevolência, de amor, e de comunidade com todos os seres vivos, sem ferir, ofender ou depreciar nenhum deles. No Budismo não existe a alma. Há somente a sequência de um momento de aparecimento que dá origem ao seguinte, de forma que a morte representa simplesmente uma nova forma de aparecimento, como ser humano ou animal, no céu ou no inferno. "Consumido pelo desejo ardente, enraivecido pelo ódio, cego pela ilusão, esmagado e desesperado, o homem contempla a sua própria queda, a dos outros e ambos em conjunto" -  Buda 

A noção de afeto, de amor, de relação romântica não fazia parte do universo da subjetivação do homem pré-moderno, uma vez que remetem à noção de sujeito psicológico. Não havia uma noção de Eu. O indivíduo da Antiguidade e da Idade Média não era pensado em termos de dimensão da subjetiva porque não havia ênfase sobre os indivíduos a partir do modo como eles organizavam suas experiências do dia-a-dia. Não havia uma individualidade auto-reflexiva nem uma representação de si decorrente da vivência em determinado momento histórico, devido à ênfase na coletividade e no papel que esse indivíduo exercia na manutenção dessa coletividade. O indivíduo era o que ele fazia. Não importava sua dimensão existencial. 

A mitologia hindu e tântrica é uma das mais ricas e de todo o planeta. São tantos deuses/deusas, devas (seres equivalentes aos anjos da tradição ocidental), semideuses e avatares (manifestação da lei divina ou do caminho da iluminação, onde ava = manifestação; tara = lei) que se torna impossível enumerá-los. Selecionei nesse capítulo algumas das principais divindades. Dentre elas, os três deuses/deusas que constituem a trindade máxima (trimurti) do hinduísmo e do tantra ― Brahma, Vishnu e Shiva. É importante afirmar que, embora alguns textos apresentem hierarquia entre as divindades do trimurti, não há supremacia. Os três são independentes e complementares. 

Reencarnação de Vishnu, Krishna é um dos mais conhecidos avatares. Seu nome significa “escuro”, graças à sua pele de tom azulado. É representado por um jovem formoso, de corpo forte e cabelos anelados. É a divindade que conta com o maior número de adeptos na Índia e em todo o mundo, ao lado de Jesus e Buda. No Mahabharata — a grande odisséia hindu e o mais famoso poema épico de toda a Índia —, Krishna aparece ao lado de seu primo e escudeiro Arjuna. Num dos livros do Mahabharata, o Bhagavad Gita (A Canção do Senhor), Krishna personifica a divindade suprema, enquanto Arjuna representa o ser humano, que encontra em Krishna um guia e conselheiro. É a divindade do amor e também recebe os nomes de Govinda (Pastor), Kezava (O Que Possui Cabelos Abundantes), Gopinath (Senhor dos Leiteiros) e Gopal (Pastor).O mantra de Krishna, ou Krishna Mantra, permite ao discípulo desenvolver uma grande força física e moral. A entoação constante deste mantra proporciona confiança e faz com que o praticante passe a acreditar em sua própria capacidade de realização. Para ele o impossível torna-se possível, a dor se transforma em alegria, e as dificuldades, em satisfação. Deve ser repetido oito vezes ao dia:Om Klim Krishnaya Namah 

Enfim, seja em que religião, filosofia ou época, o amor sempre será fantástico, mesmo visto de formas variadas, ele sempre será grandioso e apaixonará os homens... Amar é bom, eleva a alma e quem tem o poder do amor, tem o poder da vida. E o amor verdadeiro é eterno e nem mesmo a morte pode destruir.

Espiritualidade, meditação e insight - revelam a saudade de um lar que não lembramos


As vezes temos a impressão, sensação, insight ou revelação (muitas pessoas tem), quando olhamos para o firmamento, que temos que voltar pra algum lugar lá em cima ou que viemos de algum lugar, sabe lá Deus onde... Não sei se a definição que somos "poeira das estrelas" define o que eu creio, mas, que temos sim ligação aguda e profunda com os astros lá em cima, isso eu creio firmemente...

Vipassanā (Pāli) ou vipaśyanā (sânscrito) significa "insight", ver as coisas como elas realmente são. Tendo sido ensinada na Índia há 2500 anos por Gautama, o Buda, a Meditação Vipassana está ligada ao budismo, sendo porém praticada por todos independentemente de crenças religiosas. Enquanto as práticas da meditação variam de tradição em tradição, o princípio subjacente é a investigação e entendimento dos fenômenos manifestados nos 5 agregados (skandhas), nomeados como apego à forma física (rūpa), sensações ou sentimentos (vedanā), percepção (saṃjñā, Pāli saññā), formações mentais (saṃskāra, Pāli saṅkhāra) e consciência (vijñāna, Pāli viññāṇa). Este processo é um caminho para a experiência da percepção direta, vipassanā. O termo é ainda usado para denominar o Movimento Budista Vipassana, moldado após o Budismo Theravāda, que emprega a meditação Vipassanā e ānāpāna como técnicas primárias nos ensinamentos de Satipaṭṭhāna Sutta. Vedanā (sentimento/sensação) é o aspecto inicial da investigação. 

O esforço é dirigido para o abandono, para desenvolver uma mente que tenha a inclinação pela renúncia.Um dos muitos enunciados simples, porém profundos do Buda, é que “um meditador, cuja mente seincline pela renúncia, com facilidade alcança Samadhi, (o objetivo da meditação)”. Esse meditadorconquista os estados de bem-aventurança interior quase que de modo automático. O que o Buda disse éque a principal causa para alcançar a meditação profunda, para alcançar esses estados poderosos, é adisposição pelo abandono, para se soltar de tudo, pelo desapego, pela renúncia. 

O Buda disse que assim como no mar existe apenas um sabor, o sabor do sal, na sua doutrina e disciplina também existe apenas um sabor, o sabor da liberdade. O sabor da liberdade que permeia os ensinamentos do Buda é o sabor da liberdade espiritual, que na perspectiva Budista significa a libertação do sofrimento. No processo de emancipação do sofrimento, a meditação é o meio para gerar o despertar interior necessário para a libertação. Os métodos de meditação ensinados na tradição do Budismo Theravada estão baseados na própria experiência do Buda, forjados por ele durante a sua própria busca pela iluminação. Eles estão desenhados para recriar, no discípulo que os pratica, o mesmo tipo de iluminação que o próprio Buda alcançou quando ele sentou sob a figueira-dos-pagodes, o despertar para as Quatro Nobres Verdades. 

A compreensão da doutrina de Kamma é portanto um elemento chave para aqueles que queiram compreender corretamente o caminho Budista. Neste guia você encontrará textos que expressam de forma completa e abrangente toda a extensão da doutrina de kamma e suas implicações e desdobramentos. Todos os ensinamentos do Buda derivam dessa experiência. O Buda disse que o primeiro elemento do Nobre Caminho Óctuplo, o Entendimento Correto, é o precursor de todo o caminho da prática Budista. O Entendimento Correto mundano compreende as Quatro Nobres Verdades e Kamma. 

A palavra em Pali kamma (karma em Sânscrito) significa ação, sendo que na doutrina Budista o seu significado é mais específico: significa apenas as ‘ações volitivas ou intencionais,’ não todo tipo de ação. Nem significa apenas o resultado das ações, como muitas pessoas pensam. A doutrina de kamma expressa a lei da natureza de causa e efeito, ação e reação. Na noite da sua iluminação o Buda obteve o conhecimento direto do Renascimento, Kamma e as Quatro Nobres Verdades. 

Karma é uma daquelas palavras que não traduzimos. O seu significado básico é bastante simples - ação - mas devido à importância que os ensinamentos do Buda atribuem ao papel da ação, a palavra karma em Sânscrito contém tantas implicações que a palavra ação em Português não consegue abarcar todo o seu conteúdo. É por essa razão que simplesmente absorvemos a palavra original como parte do nosso vocabulário. Dentre todas as circunstâncias e condições que constituem o destino de um ser, nenhuma, de acordo com o ensinamento do Buda, pode vir a existir sem causa prévia e sem a presença de um número de condições necessárias. Assim como, por exemplo, de uma semente podre de manga nunca surgirá um pé de manga com frutos doces e saudáveis, do mesmo modo más ações volitivas ou mau kamma, produzido em nascimentos prévios, são as sementes ou causas-raízes de um destino ruim num nascimento posterior. É um postulado necessário do pensamento que o destino bom e ruim de um ser, bem como seu caráter latente, não pode ser o produto de mero acaso, mas necessariamente tem suas causas num nascimento prévio. 

Na verdade, se analisarmos com atenção as idéias originais do Budismo acerca de karma, veremos que elas dão ainda menos importância a mitos do passado que a maioria das pessoas no Ocidente. No Budismo original, o karma não era linear. Outras escolas Hindus acreditavam que o karma operava como uma linha reta, com ações do passado influenciando o presente, e ações no presente influenciando o futuro. Como resultado, eles viam pouco espaço para a livre escolha. Os Budistas no entanto, viram que o karma opera através do processo de feedback, com o momento presente sendo determinado tanto por ações do passado como do presente, as ações do presente influenciam não somente o futuro mas também o presente. Essa constante abertura para a influência da ação no presente no processo causal torna possível a livre escolha. Essa liberdade está simbolizada na imagem que os Budistas usam para explicar o processo: a água corrente.

Os vários objetos e métodos de meditação expostos nas escrituras do Budismo Theravada – o Cânone em Pali e os seus comentários – estão divididos em dois sistemas interrelacionados. Um é chamado o desenvolvimento da tranqüilidade, (samatha-bhavana), e o outro, o desenvolvimento do insight, (vipassana-bhavana). O primeiro também pode ser denominado o desenvolvimento da concentração, (samadhi-bhavana), e o último, o desenvolvimento da sabedoria, (pañña-bhavana). A prática da meditação da tranqüilidade objetiva desenvolver uma mente tranqüila, concentrada, unificada, como meio para experimentar a paz interior e como base para o desenvolvimento da sabedoria. A prática da meditação de insight objetiva obter o conhecimento direto da natureza real dos fenômenos. Das duas, o desenvolvimento de insight é considerado no Budismo como a chave essencial para a libertação, o antídoto direto contra a ignorância que está por detrás do cativeiro e do sofrimento. Enquanto a meditação da tranqüilidade é reconhecida como comum a ambas as disciplinas contemplativas Budistas e não Budistas, a meditação de insight é considerada como a descoberta singular do Buda e uma característica inigualável do caminho proposto por ele. 

Em certas ocasiões a torrente que flui do passado é tão forte que pouco pode ser feito exceto manter-se firme no lugar, porém existem também ocasiões em que a torrente é suficientemente fraca e pode ser desviada quase que para qualquer direção. Dessa forma, ao invés de promover a resignação impotente, a noção de karma no Budismo original focava no potencial libertador daquilo que a mente está fazendo a cada momento. Quem você é - de onde você veio - não se compara em termos de importância àquilo que a mente está fazendo a cada momento. Quem você é - de onde você veio - não se compara em termos de importância aos motivos da mente para fazer aquilo que está fazendo agora. 

De acordo com o Budismo, nenhuma entidade orgânica, física ou psíquica, pode vir à existência sem uma causa prévia, isto é, sem um estado apropriado precedente a partir do qual se desenvolva. De modo semelhante, nenhuma entidade orgânica pode jamais ser produzida por algo externo a si mesma. Esta pode originar-se apenas de si mesma, isto é, deve existir desde já no embrião. Para ser preciso, além desta causa e condição-raiz, ou semente, existem ainda muitas condições menores requeridas para seu efetivo surgimento e desenvolvimento, assim como o pé de manga, além de sua causa principal – a semente – requer para que germine, cresça e se desenvolva outras condições como água, terra, luz, calor, etc. Deste modo, a causa verdadeira do nascimento de um ser, junto com seu caráter e destino, remonta às volições kâmmicas produzidas num nascimento anterior. 

Consequentemente, devido ao fato do aprofundamento do insight pressupor um certo grau de concentração, e a meditação da tranqüilidade ajudar a alcançá-lo, o desenvolvimento da tranqüilidade também desfruta de um lugar incontestável no processo meditativo Budista. Juntos, os dois tipos de meditação atuam para fazer da mente um instrumento capacitado para a iluminação. Com a sua mente unificada através do desenvolvimento da tranqüilidade, afiada e luminosa com o desenvolvimento do insight, o meditador poderá proceder desobstruído para alcançar o fim do sofrimento, nibbana. Fundamental em ambos os sistemas de meditação, embora inerente à tranqüilidade, está um conjunto de realizações meditativas chamadas jhanas. Apesar dos tradutores terem oferecido variadas interpretações dessa palavra, variando da débil “reflexão” até a enganosa “transe” e a ambígua “meditação”, nós preferimos a palavra sem tradução, permitindo que o seu significado aflore do seu uso contextual. Na sua infância, enquanto participava de um festival anual de semeadura, o futuro Buda espontaneamente entrou no primeiro jhana. Muitos anos mais tarde, foi a memória desse incidente na sua infância, que, durante um período de grande desalento em seguida à fútil prática de austeridades, revelou a ele o caminho para a iluminação. Depois de sentar sob a figueira-dos-pagodes, o Buda entrou imediatamente nos quatro jhanas antes de dirigir a sua mente para os três conhecimentos verdadeiros que culminaram com a sua iluminação. 

De acordo com o Budismo, existem três fatores necessários para o renascimento de um ser humano, ou seja, para a formação de um embrião no útero materno. São eles: o óvulo da fêmea, o esperma do macho e a energia-do-karma (kammavega), que nos suttas é chamado metaforicamente de "gandhabba", isto é, "espírito" ou "alma". Esta energia do kamma projeta-se do indivíduo moribundo no momento da morte. O pai e a mãe fornecem apenas material físico necessário para a formação do embrião. No que diz respeito aos traços característicos, as tendências e faculdades latentes no embrião podem ser explicadas pelo ensinamento do Buda da seguinte maneira: o moribundo, com todo seu ser convulsivamente apegado à vida, no momento exato da morte emite as energias kâmmicas que, como um raio de luz, atingem o útero pronto para a concepção. Assim, mediante o encontro entre energias kâmmicas, esperma e óvulo, surge a célula-ovo como um precipitado. 

Mesmo que o passado possa ser responsável por muitas das desigualdades que vemos na vida, a nossa medida como seres humanos não é aquilo que a sorte nos deu pois essa sorte pode mudar a cada momento. A nossa medida se estabelece pela maneira como lidamos com a sorte que temos. Se você estiver sofrendo, você tenta evitar continuar com os hábitos mentais inábeis que farão com que esse feedback cármico em particular se mantenha. Se você vê que outras pessoas estão sofrendo, e você pode ajudá-las, você não foca no passado cármico delas mas na sua oportunidade cármica no presente. 

O Buda é visto constantemente nos suttas encorajando os seus discípulos a desenvolver os jhanas. Os quatro jhanas são sempre incluídos no curso completo de treinamento especificado para os seus discípulos. Eles aparecem no treinamento como a disciplina da mente superior, a concentração correta no Nobre Caminho Óctuplo e a faculdade e o poder da concentração. Embora um método de “insight seco”, (prática de insight desprovido de jhana), possa ser encontrado nos textos, os indícios são de que esse caminho não é fácil, pois carece do auxílio da poderosa tranqüilidade disponível para o praticante de jhana. O caminho daquele que realizou jhana parece, em comparação, ser mais estável e mais prazeroso. O Buda até se refere aos jhanas em sentido figurado como um certo tipo de nibbana. Para alcançar os jhanas, o meditador precisa começar eliminando os estados mentais ruins e prejudiciais que obstruem a calma interior, em geral agrupados como os cinco obstáculos: desejo sensual, má vontade, preguiça e torpor, inquietação e ansiedade, e dúvida. A absorção da mente no seu objeto é produzida por cinco estados mentais opostos àqueles – pensamento aplicado, pensamento sustentado, êxtase, felicidade e unicidade – chamados de fatores de jhana porque eles elevam a mente ao nível do primeiro jhana e permanecem ali como seus componentes definidores. 

Pense por um momento sobre a história do jovem príncipe Siddhartha e os seus primeiros encontros com o envelhecimento, a doença, a morte, e um contemplativo. É um dos capítulos mais acessíveis da tradição budista, em grande parte devido a, true-to-the-coração qualidade direto das emoções do jovem príncipe. Ele viu o envelhecimento, a doença ea morte como um terror absoluto e colocou todas as suas esperanças na vida contemplativa na floresta como única escapatória. Como Asvaghosa, o grande poeta budista, descreve a história, o jovem príncipe não tinha falta de amigos e familiares que tentaram convencê-lo a essas percepções, e Asvaghosa era sábio o suficiente para mostrar o seu conselho de afirmação da vida de uma forma muito atraente . Ainda assim, o príncipe percebeu que se fosse para dar para os seus conselhos, ele estaria traindo seu coração. Só permanecendo fiel às suas emoções honestas ele foi capaz de embarcar no caminho que levou longe dos valores comuns da sua sociedade em direção ao Despertar insuperável para o Imortal. 

Como os ensinamentos budistas mais antigos admitem abertamente, a situação é que o ciclo de nascimento, envelhecimento e morte não tem sentido. Eles não tentam negar esse fato e por isso não nos pede para ser desonesto com nós mesmos ou para fechar os olhos à realidade. Como um professor colocou, o reconhecimento budista da realidade do sofrimento - tão importante que o sofrimento é honrado como a primeira nobre verdade - é um dom, na medida em que confirma a nossa experiência de mais sensível e direta das coisas, uma experiência que muitos outros tradições tentam negar. A partir daí, os primeiros ensinamentos nos pedem para se tornar ainda mais sensível, até o ponto onde vemos que a verdadeira causa do sofrimento não está lá fora - na sociedade ou em algum outro ser - mas aqui, no desejo presente em cada mente individual . Eles, então, confirmar que há um fim para o sofrimento, a libertação do ciclo. E eles mostram o caminho para que a liberação, através do desenvolvimento de qualidades nobres já latentes na mente até o ponto em que o desejo de lado e se abrem para Imortalidade. Assim, a situação tem uma solução prática, uma solução no âmbito das competências de cada ser humano. 

Já na Cabala que é uma estrutura em que as regras da criação se originaram em todos os seus aspectos. Ela codifica as leis universais do funcionamento do Sistema na Criação. Ainda assim, ela não é nem um dogma, nem uma religião, nem mesmo uma filosofia (enquanto mantém as conexões com coisas filosóficas). Historicamente, assim como em termos práticos, a Cabala está intimamente relacionada com o Judaísmo – ela certamente forma ou representa a essência espiritual da religião. Em virtude desta verdade histórica, ela está também e, portanto, intimamente conectada com todos os três credos ocidentais – Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Sem dúvida ela também está intimamente conectada com os sistemas filosóficos orientais, Budismo, Hinduísmo e Taoísmo. De fato, o Gênesis (25:6) diz isto: “Mas Abraão deu presentes aos filhos de sua concubina, e enquanto ele ainda vivia ele os enviava de seu filho Isaac, em direção ao leste, aos países asiáticos.” Alguns acreditam que estes filhos de Abraão viajaram para o Extremo Oriente, Tibet e China e os “presentes” que eles traziam com eles eram a antiga e perene sabedoria transmitida a Abraão através do Espírito. 

A Cabala forma uma base essencial para a manifestação criativa da Nova Energia. Quanto mais Insight se tem na Cabala (que se encontra interiormente), mais será liberado o potencial de se ir “além do limite” ao manifestar e ao utilizar a Nova Energia em suas vidas. A discussão futura nesta coluna sem dúvida levará em conta outras tradições místico/espirituais além da Cabala (em particular o Tao). A ênfase será em iluminar os muitos caminhos nas quais elas estão interconectadas e por sua vez como elas difundem a luz nos mecanismos da criação na Nova Energia. Quando construímos pontes desta forma, nós realizamos um ato do “Yichud cósmico” – uma fusão/união do Espiritual e do “físico”. Channukah - esta palavra hebraica significa re-dedicação – naturalmente não somente no festival de inverno, no qual as velas/luzes são acesas. Isto é também verdadeiro para o Natal, o Kwanzaa e outros. Dezembro tem os dias mais curtos do ano, tendo mais escuridão, assim faz sentido que as velas sejam acesas durante este tempo no solstício de inverno. Uma boa época para dispersar a escuridão e trazer abundância de calor e luz para durar durante o ano. 

E é o paradoxo dos paradoxos – o que se nós “compreendermos” (fazemos este “ah” para nós mesmos), levando-nos a um passo além de onde estamos no agora. Isto dá o insight à alegação de Tobias que “a escuridão é a sua Divindade”. Certamente, a escuridão, como a Cabala ensinou por milênios, é a essência da qual emana a Luz Eterna – Ain Soph Ohr. Nós temos o seguinte: Ain Soph Ohr – a Luz Eterna – ou o potencial em um estado realizado, do qual emana... Ain Soph – “Aquele que é Sem Limite” – o Canal e a Causa da existência potencial e da criação real. É intimamente conectado com... Ain – “A Falta de” – ou a Grande negação = Nada – o potencial irrealizado de Tudo O Que É e que Deverá Ser. A idéia é esta: dentro do nada está o potencial para que todas as coisas sejam reveladas. 

E os primeiros eventos da criação universal na estrutura do sistema Cabalista. Lá nós dissemos que o Espírito se reflete no Eu e cria um “espaço” onde Ele não está – um evento que vai bem além da capacidade da mente limitada observar. Este ato se o desejarem (sem intenção de trocadilhos) é a criação de uma “unidade restrita”, um recipiente ou útero que será o “espaço” ocupado por toda a criação subseqüente. Mas anteriormente a isto, este recipiente não contém nada – não tem luz, somente escuridão. A escuridão não é fundamentalmente uma “coisa” – ela é um “nada” – uma negação ou ausência de algo, particularmente de luz. 

A palavra "místico" era empregada pela primeira vez no Mundo Ocidental, nos escritos atribuídos a "Dionysius, o Aeropagite", que apareceu no final do século V. Dionysius empregou a palavra para expressar um tipo de"Teologia", mais do que uma experiência. Para ele e para muitos intérpretes, desde então, o misticismo se baseava em uma teoria ou sistema religioso que concebe Deus como absolutamente transcendente, além da Razão, do pensamento, do intelecto e de todos os processos mentais. A palavra, desde então, tem sido usada para os tipos de "conhecimento" esotérico e teosófico, não suscetiveis de verificação. A essência do misiticismo é a experiência da comunicação direta com Deus. A palavra misticismo tem origem no idioma Grêgo μυστικός = "iniciado" (nos "Mistérios de Eleusinian", μυστήρια = "mistérios", referindo-se as "Iniciações" é a busca para alcançar comunhão ou identidade consigo mesmo, lucidez ou consciência da realidade última, do divino, Verdade espiritual, ou Deus através da experiência direta, intuição, ou insight; e a crença que tal experiência é uma fonte importante de conhecimento, entendimento e sabedoria. As tradições podem incluir a crença na existência literal de realidades empíricas, além da percepção, ou a crença que uma verdadeira percepção humana do mundo trancenda o raciocínio lógico ou a compreensão intelectual. 

Acreditavam os sumérios que os deuses haviam criado o universo com suas “ poderosas ordens ” (...) a mesma idéia volta a aparecer no conceito pitagórico da harmonia das esferas (... ) No POPOL – VUH que contém os relatos da criação segundo os mai as-quichuas, os deusesTepeu e Gucumatz formaram a terra em obedi ência às suas ordens:” Assim seja feito! Encha-se o vácuo! R ecue a água e faça-se um vazio, apareça a terra e solidique-se. A ssim se faça! Assim falaram ... e a terra foi criada por eles.” 

O Som, agindo sobre o Caos, explica a proveniência do Ser e da ordem, o ritmo-múltiplo em suas escalas – estabelec e a diferença no seio de um Universo cuja continuidade reside na mel odia (...) o Ser, derivado do Som Puro ou Essencial, vige enquanto fr eqüência, ciclo: oriundo da vibração inaudível que estabeleceu a mús ica – enquanto princípio de identidade e harmonia , de cujos tons resultaram os opostos complementares. 

Todas as religiões, todas as artes e todas as ciências são o ramo de uma mesma árvore. Todas essas aspirações visam ao enobrecimento da vida humana, elevando - a acima da esfer a da existência p uramente materi al e conduzindo o indivíduo para a liberdade. (Einstein) 

Como se pode definir espiritualidade? Espiritualidade é viver com espírito e, portanto, é uma dimensão constitutiva do s er humano. Espiritualidade é um a expressão para desi gnar a totalidade do ser humano enquanto sentido e vitalidade, por isso espiritualidade significa viver segundo a dinâmica profunda da vida. Isso significa que tudo na existência é visto a partir de um novo olhar onde o ser humano vai construindo a sua int egralidade e a sua integração com tudo que o cerca. A idéia de que ciência e espiritualidade são áreas antagônicas já faz parte do passado. Pesquisas feitas em países como Brasil, Canadá e Estados Unidos buscam provar como experiências de caráter espiritu al ajudam a melhorar a qualidade de vida das pessoas. Essa tendência vem se firmando há alguns anos e ganha maior destaque com o aumento dos estudos sobre o assunto. 

Há cerca de três séculos, a palavra espir itualidade passou a ser muito usada no Ocidente cristão. Mas, quando se indaga pelo significado constatamos que este é vago, como é vago o significa do da palavra espírito, que lhe deu origem. Ocorre um processo semelhante ao desgaste de moedas em circulação durante muito tempo, que falsificadores facilmente substituem e multiplicam. Quando se indaga a filósofos e teólogos “o que é espiritual idade?” a s respostas são evasivas ou vagas. Parece uma daquelas palavras que todo o mundo pode usar sem medo de equivocar - se. Desta maneira, por um lado, encontramo - nos diante de uma realidade difícil de definir e, por outro, difícil de excluir do vocabulário. 


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Equilibrio e harmonia para o amor ser pleno e verdadeiro

O amor pode ocorrer num estalo! As vezes a pessoa está envolvida com uma outra, achando que ela é seu grande amor, mas, de repente do nada, surge uma terceira pessoa! Muitos triângulos amorosos estão formado mundo a fora, justamente por este estalo! Teve noiva que já transou com outro no dia do casamento, colocando na conta da tal "despedida de solteira", mas, que na verdade acabou se revelando mais que isso, pois tempos depois, se obrigou a separar-se e ir ao encontro desse amor de momento. Já conheci casos de pessoas que transaram com outras loucamente no dia da lua de mel. Teve uma mulher que se apaixonou pelo motorista na hora que o mesmo a levava pra igreja. O cara boa pinta, fala mansa e que sabia tocar nos pontos certos, de uma noiva que casava mais por imposição da família e com um noivo sem graça e bum... o amor veio facilmente. Obras do acaso que transforma-se em casos e depois revela-se reencontros de almas.

Muitas mulheres com casamentos infelizes, se tornam presas fáceis de aproveitadores, mas, nessas escapadas e tentativas de preencher o vazio, um grande amor aparece e ela descobre que todas as tentativas foram na verdade perda de tempo e que o amor só chega na hora certa! O São Jorge não chega antes da mocinha se encontrar com o dragão, mas, antes dele devorá-la. Assim o príncipe encantado de cada mulher, surge sempre quando ela precisa ser salva.


Quem prestar bem atenção na jornada de Tobias, verá que ele foi levado pelo Arcanjo Rafael até aquela viúva, não só para salva-la, mas, pra revelar o segredo dos desencontros das almas gêmeas e que cada pessoa tem que passar por certas escolhas e erros até encontrar seu verdadeiro amor. Mas, ele se revela como um raio, por isso a simbologia da flecha do cúpido... Quando você menos espera o amor se revela! 

A maioria dos homens deixa os sentimentos deles falarem mais alto quando conhecem uma mulher realmente atraente. Eles começam a fantasiar sobre passar a noite ou até mesmo os próximos anos com a “mulher dos sonhos” deles, quando na verdade a mulher está exibindo um forte desinteresse. Em alguns casos, a mulher nem mesmo nota o cara. Mas eles estão tão excitados com a mulher que esquecem que antes de tudo precisam criar ATRAÇÃO e apenas esperam ser “correspondidos” no mesmo nível. Não é a toa que a grande minoria dos homens transa com a maioria das mulheres lindas. E a grande parte dos homens vive na total escassez sexual e desespero. Gastam grande parte de seus salários com prostituição e pornografia.


Tudo isso, tem haver com a energia de cada um e com muitos outros fatores, entre eles, espiritualidade, carma, ancestralidade e afinidade. E essa afinidade não haver apenas no sentido físico, mas, também espiritual. Muitas vezes essa afinidade é inconsciente e isso vale tanto para homens, quanto para mulheres. Tem pessoas que como diz o ditado popular "o santo se bate bem", assim, a atração é instantânea. Enquanto outros, por mais que tentem, nunca conseguirão conquistar a pessoa desejada. Isso é pelo fato de a carta natal de uma delas rejeitar a outra. Pois para querer tem que haver interesse, atração e desejo. Por isso, muitas pessoas são rejeitadas, pois sua energia não consegue gerar interesse na outra. Muitos conquistam sem falar nada, enquanto outros, quanto mais falam, menos convencem.


A maioria das relações dão errado ou duram pouco, porque as pessoas não levam em conta o fator afinidade. Muitos casam sem se aprofundar direito nas compatibilidades e na conivência os desequilíbrios surgem. Se romantismo criasse atração bastava você atirar no colo da garota umas flores, uns bombons, ler uma linda carta de amor e pronto, ela ia ficar tão excitada que provavelmente transaria com você ali mesmo. Mas não, você sabe bem que as coisas não são assim. Atração é criada por fatores diferentes de presentes, jantares, favores, flores ou declarações ou PROVAS de amor. Atração não significa a mulher dizer: “Ele é tão gentil e amoroso comigo”. Atração significa a mulher dizer: “Uau, sinto algo tão forte quando penso nele!” Atração não é como uma mulher o julga. Atração é o que você provoca a mente e o corpo de uma mulher. Atração é uma emoção, não um julgamento consciente. Se ela não está se sentindo atraída por você, mostrar para ela que você está apaixonado ou tentar PROVAR que é o cara perfeito não vai mudar isso… na realidade, pode empurrar ela a quilômetros de distância de você. A realidade é que ela não se preocupa com o quanto você gosta dela, mas sim com o quanto ELA gosta de você! E muitas pessoas ao tomar a decisão de casar ou se juntar, não leva em conta isso. Apenas quer se sobrepor e prender o outro em seus braços, muitas vezes sufocando e sem deixar a pessoa se expressar.


Claro que romantismo é importante, pois alguém se romantismo é quase sempre uma pessoa fria, calculista, distante e egoísta. Mas, esse romantismo só será bom e válido, existindo os outros fatores fundamentais, como por exemplo, afinidade, reciprocidade e liberdade conjugal. E quando falo liberdade não estou dizendo no sentido de que ambos façam o que quiser sem dar satisfação, mas, que tenha a liberdade pra se expressar, dizer o que pensa, o que sente e como sente. Devemos sempre ter em mente que, a ATRAÇÃO não é um processo lógico, mas inconsciente/subjetivo. 

A verdadeira felici­dade é um estado duradouro e, para ser dura­douro, ele tem de ter por base uma compreensão e uma sensação correctas das coisas. É por isso que os Iniciados ensinam que a verdadeira feli­cidade é um estado de consciência que depende dos pensamentos com que se alimenta o seu intelecto e dos sentimentos com que se alimenta o seu coração. Não se deve confundir uma satisfação mo­mentânea com a felicidade. Portanto, vós não podeis dizer que sois felizes porque obtivestes aquilo que desejáveis: sucessos, vantagens mate­riais ou mesmo o amor de um homem ou de uma mulher… É da sabe­doria e do amor, isto é, da luz do inte­lecto e do calor do coração, que nasce um movi­mento harmonioso, uma actividade construtiva, equili­brada. E é isso a felicidade. 
 Não espereis, pois, que a felicidade venha do exterior sob a forma de encontros ou de condições favoráveis. A felicidade real, definitiva, só pode vir de nós, da nossa forma de considerar as coisas. Os seres humanos vêm à terra para aprender e aperfeiçoar-se. Com um bom raciocínio, uma boa filosofia, é possível tornarmo-nos senhores da nossa felicidade. E onde todas as pessoas se irritam, se atormentam e envenenam a vida daqueles que as rodeiam, vós, pelo contrário, reforçais-vos, enriqueceis-vos e, graças às vossas experiências, depois podeis ajudar os que vos rodeiam, através dos vossos conselhos, da vossa atitude, da vossa irradiação e até, por vezes, simplesmente pela vossa presença, pela força, pela luz e pela paz que emanam de vós.

Para avaliarmos a sintonia entre duas pessoas temos na astrologia a sinastria. A Sinastria Amorosa é a comparação do Mapa Astral de duas pessoas para avaliar a compatibilidade afetiva, comunicativa e emocional. Esta comparação baseia-se principalmente na análise dos ângulos que se formam entre os planetas nos dois mapas. A Sinastria Amorosa dá um panorama das possibilidades e das dificuldades do relacionamento, para que você canalize suas energias para relações mais favoráveis a você. A Sinastria do Sexo é a comparação do Mapa Astral de duas pessoas para avaliar a compatibilidade sexual entre elas. Esta comparação revela todas as características e tendências da intimidade do casal.

Em Umbanda Astrológica, também se avalia a afinidade astrológica, mas, a diferença da sinastria comum,  é que avalia-se também sob o prisma dos orixás, vibrações ancestrais e linhas. Além de identificar-se linhas bloqueadas, que se choquem ou avessas ao amor conjugal. O bom é que ao ter informações sobre nossas vibrações e forças, nos tornamos privilegiados, pois tendo todas as informações sobre nosso signos, anjos e Orixás (como também do outro que amamos) e seu comportamento e podemos nos “moldar” a isso, é claro que algumas coisas, nós precisamos mudar, mas esta mudança de atitude deve ser primeiro nossa, deve ser interior. Não pense nem acredite que há formas de neutralizar os aspectos “ditos negativos” da sua própria personalidade, o que temos que fazer é aprender a conviver e tirar partido a nosso favor do temperamento, comportamento e caráter, ou seja, lapidando nossa própria alma, com evolução rumo a sabedoria. E sobre a Pombagira não sou a favor do pensamento de que ela trabalha como escrava de Orixá, muito menos de nós, por isso, é um erro querer viver nas encruzilhadas, achando que pode dominar este poder, pra suprir necessidades, dominar pessoas e resolver problemas que só dependem de nós mesmos. Ela deve ser educada e orientada para trabalhar a seu favor, e esta educação se dá a cada vez que Ela virar em cada um uma força firme e sincronizada, e não aprisionada. E o zelador deve intervir e orientar. Afinal ela também depende de da forma do médium para evoluir e trabalhar. 

Para saber mais sobre Umbanda Astrológica visite Portalesdoceu

Axé a todos - Carlinhos Lima

Você é independente ou influenciavel? Decidido ou teimoso?

Quando se estuda astrologia, uma das coisas em que focamos pra desvendar um pouco pelo menos, da natureza de um indivíduo é a personalidade. E também os outros dois pilares, o Caráter e o Temperamento. Na verdade essa trindade é a base de qualquer ser. E vemos que muitos tem apenas um desses elementos positivos. Outros tem dois, mas, em pessoas especiais, temos as três partes bem harmônicas e alinhadas. Essas são as pessoas independentes, que não se deixam influenciar pelas outras, não vai pela cabeça de pessoas tresloucadas e sabe muito bem o que é bom pra si, evitando fuxicada e quedas.

Uma pessoas sem personalidade por exemplo, é sem rumo, indecisa e sempre vai viver se agrupando com outras e indo nas aguas delas. Essas são as que transam por palpites, namoram por palpites e fazem tudo que lhe mandam... Assuma sua personalidade e seja livre das influencias ruins... Esse é um dos mandamentos do Orí...

Bem além desses 3 pontos citados, existem ainda os pontos influenciadores. Por exemplo,  um dos 3 pilares fracos, pode ter pontos que o abasteça, sustente-o e faça com que os outros dois pontos substitua-o. Tem pessoas que tem até os 3 pilares negativos, mas, a configuração geral do mapa, dá suporte e equilíbrio para ele viver bem se sobressaindo e evitando os caminhos ruins. Da mesma forma que tem indivíduos com os pontos todos positivos, mas, vive errando, porque a configuração geral não confirma a positividade dos pilares e essa pessoa acaba indo pelo caminho do erro. 

Explico então: olhando pelo prisma astrológico, vemos esses pilares (personalidade, caráter e temperamento) no Ascendente, Sol e Lua. Então, uma grande parcela das pessoas no mundo, tende a ter um deles negativo ou fraco. Outra parte tende a ter dois deles desarmoniosos, como também tem aqueles que tem ambos aflitos e negativos. E há também os que tem ambos positivos ou bem harmônicos no mapa. Porém, há de se observar os pontos como os dispositivos e pontos reveladores que podem minar essas positividades ou negatividades. Como por exemplo, os pontos cármicos, os pontos médios, os aspectos secundários ou primários e partes derivadas, como por exemplo a Roda da Fortuna.

É preciso também observar bem qual a missão de cada pessoa, por exemplo, algumas pessoas vieram com muita força pra lutar pela justiça, pelos fracos, pela família ou por alguma causa importante. Mas, por se deixar levar por uma parte mais egoísta de seu horóscopo, elas vão numa direção mais individualista, egoísta e abre mão de sua missão. Assim acaba perdendo o dom e essa força se esvai. Como também tem pessoas que nascem fracas, mas, o animo por lutar pelo que é certo e lado bom da vida, acaba ajudando-a a extrair o melhor de seu mapa.

Existem pessoas que tem o Ascendente Fraco, não conseguindo assim se destacar, imprimir sua imagem no mundo, mas, por ter o regente do Ascendente em boa posição, poderá ao menos imprimir suas ideias e ter respeito social. Como também tem aqueles que tem uma das 3 partes fracas, mas, o conjunto todo do horóscopo, acaba gerando equilíbrio entre todos os pontos da carta natal. Tem ainda os que tem uma carta natal ruim, mas, a medida que sua vida vai seguindo o horóscopo em progressão, vai se ajustando e melhorando sua posição no mundo. Da mesma forma que pessoas com cartas natais aparentemente boas, ao evoluir e progredir, vai se desalinhando para uma vida mais difícil.

Há também as pessoas que nascem pra influenciar, enquanto outras para ser controladas. Isso pode ser expresso na carta natal pelos pontos citados, como por outros pontos de influência como por exemplo, Lilith, Quiron e Roda da Fortuna. Tem meninas por exemplo, que tem uma Lilith que puxa elas para serem independentes e só fazerem o que seu coração pede, mas, há também as que costumam fazer tudo aquilo que lhe sugerem. Assim quando andam com influências ruins, acabam fazendo coisas que se arrependerão no futuro.

Em 2014, teremos um ano de extrema influência de Lilith, que será uma força que atuará junto ao regente do ano e no signo das bases, da família e do ambiente onde nos sentimos bem que é o lar. Assim, muitos irão transgredir, se deixar levar demais pelos desejos e muitas pessoas, especialmente as meninas precisam ficar atentas com os desejos, como também as influências externas.

Veja as previsões para 2014 e muito mais assuntos em Umbanda Astrológica

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Xangô o senhor de 2014

Ao contrário do que pensam muitas pessoas, nós não temos um único signo, mas, todo Zodiaco agindo sobre nosso ser e nossa existência. Partindo de uma hierarquia, que tem como ponto inicial a Trindade Criadora, representada no Zodiaco por Sol-Ascendente-Lua e seguindo ao orixá regente da carta natal. Da mesma forma em se falando de orixás, vemos que muitos teimosos e simplistas ainda teimam que as pessoas são regidas por um único orixá. Na verdade também todo panteão, direcionado pela ancestralidade de cada um, pois umas pessoas tem mais linhas atuantes que outros. Mas, parte da mesma Trindade aqui representada em Pai-Mãe-Orixá de Cabeça e Orixá de Frente. E por ai vai, com mais hierarquias seguindo as regências, de vida amorosa, saúde, trabalho, sexo e assim por diante. O que diminui ou aumenta o número é que em algumas pessoas, um orixá tem mais de uma função, como também em alguns algumas linhas estão bloqueadas, cruzadas ou até duplicadas... Enfim, levando pra regência do ano, teremos 2014 regido por Xangô e Iansã, com subregência de Iemanjá, influência Oxóssi, Exú e Ogum. E com a linha contrária de Obaluaê, Oxumaré e Nanã... Muitos homens sentirão a necessidade de cuidar de Oxumaré, pois este estará mexendo com a libido ou diminuindo a potencia. Já do lado das mulheres Iansã estará amplificando a libido delas e o risco é de que possam cair em armadilhas se não conseguirem dominar o facho... Carlinhos Lima - Cientista Contemplativo (Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador).

Em 2014 a busca do conhecimento será o melhor caminho pra conquistas e sucesso

Pessoas mais inteligentes tornam-se mais simpáticas, mais atraentes e mais envolventes. Pois acabam envolvendo as pessoas em torno com seu charme e modo de comportar-se. Mas quando eu me refiro a inteligência não estou falando apenas ou diretamente em conhecimentos acadêmicos ou convencionais e sim em conhecimento da vida, do ser humano e da moral. Também quando falo moral, falo em respeito ao outro, a vida e evitar o mal.

O ano 2014 abre sua portas voltado a busca de conhecimento, quem quer transformar a vida e elevar-se de alguma forma, este é o ano da busca interior e exterior. Não só porque o regente do ano Júpiter e sua casa Sagitário são voltados a filosofias e inteligência, mas, pelo fato de o Sol abrir os portais do décimo quarto ano com seus raios luminosos expandindo e brilhando na 9ª porta zodiacal. E se não bastasse, ele ainda adentra o ano acompanhado por Plutão, o astro mais transformador de todos. Como não bastasse, ele ainda lança um raio abençoado ao Dragão e ainda tem a companhia de Mercúrio.

Júpiter por sua vez, adentra o ano, retrógrado, desafiando Netuno, mas, bem com Saturno e acompanhado de Lilith. Isso quer dizer que uma revisão deve ser feita, até porque ele lança sua energia no portal 3. Assim é um ano de aprimoramentos, de busca pra melhorar o conhecimento, de estudar mais, ler mais, se enturmar com pessoas selecionadas e andar com vencedores.

O Ponto Médio de Júpiter-Sol, recai no sétimo grau de Libra, junto a Marte que está fraco e aflito. Assim, a ignorância, arrogância e destempero só trarão prejuízos as pessoas. Homens que batem em mulher, que apenas querem se aproveitar, humilhar ou torná-las submissas, tendem a se dar mal nesse ano que é um ano de Xangô, ano de justiça, supervisionando por Saquiel o grande Arcanjo da justiça.
Esse mesmo ponto médio que citei, faz trigono a Urano, o grande inovador e anarquista. Em matéria de comportamento social, é uma exigência a protestos e manifestações, melhor organizados, mais bem direcionados, sem violência e com objetivos claros e não tão egoístas como estão acontecendo agora. Já no âmbito pessoal, esse dedo de Urano na relação Sol-Júpiter, diz que transformações e mudanças na vida de muitas pessoas, em especial para as mulheres tende a ser em muitas vidas para melhor. Já para muitos homens, brutos, intolerantes e mentirosos, uma queda feia. Quadrilhas tendem a ser desbaratadas, mensageiros do demônio serem mortos pelas forças policiais e as ações da polícia e boa vontade da justiça tende a ser um pouco mais eficiente sob os olhares de Saquiel.

E por falar em busca de conhecimento, o mercado de livros, tende a ter um ano de entusiasmo mair, mas, o conteúdo tem que ser aprimorado. Certos livros não terão sucesso se forem lançados apenas pra sensação momentanea. A configuração mostra que livros de conteúdo espiritualista, filosóficos e romance tende a ganhar um impulso da Lua e Netuno. Livros bem escritos da area do direito também podem vender muito.

Namastê a todos!

Carlinhos Lima.

domingo, 1 de setembro de 2013

Tenha fé nos anjos, pois eles sempre te protegerá


Para os povos pré-cristãos havia um entendimento de que todas as manifestações da natureza correspondiam a um espírito, deus, anjo ou entidade que pelas suas características de atuação poderiam ser benéficos ou maléficos. Tanto na Mesopotâmia como no Egito Antigo, que foram berços da nossa civilização, se cultuavam estes espíritos, independente de serem bons ou maus, pois se acreditava que independente de terem atitudes maléficas, estaria numa hierarquia acima dos seres humanos. Há pessoas que procuram Deus nos anjos e outras ainda, que interpretam os anjos como seres e xtraterrestres que chegaram a Terra em seus OVNIs – Objetos Voadores Não Identificados. Assim, distorcem a angelologia, preenchendo lacunas com abusos que desrespeitam o que a Bíblia afirma sobre esta disciplina.

 
 A história dos anjos ocorre concomitantemente à história humana e para alguns arqueólogos, antropólogos e historiadores, a presença dos anjos entre os humanos pode ser ainda mais antiga que a presença deles registrada nas mais remotas culturas conhecidas. Vejamos a seguir como os povos cultuavam estes seres alados – que serviam de mediadores entre Deus e a raça humana.

É consenso que em todas as religiões do mundo se reconhece a existência de um mundo espiritual e atesta-se que existe a crença na realidade de seres espirituais que servem de intermediários entre a(s) divindade(s) e os povos. Estes seres invisíveis, denominados de anjos, deuses, semideuses, espíritos, demônios, gênios, heróis, etc. estão presentes em momentos cruciais da história de nossa civilização.

O termo anjo na língua portuguesa tem origem na palavra latina “angelu”, que por sua vez se deriva do termo “aggelov“ (aggelos) do grego. Em hebreu, o termo usado é “malak”. A palavra “malak” aparece mais de duzentas vezes no Antigo Testamento, e a palavra “aggelos” ocorre mais de cento e cinqüenta vezes no Novo Testamento, sendo que ambas tem o significado de mensageiro, representante, enviado ou embaixador. Por meio das Escrituras Sagradas atestamos a existência destes seres espirituais e também por meio da literatura antiga, escrita e oral, comprovamos que é uma crença mundial em vários continentes que, tais mensageiros interferem na vida humana desde tempos remotos.
 Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador

A magia tá grafada na alma do homem e age o tempo todo no universo

A Igreja sempre combateu a magia, primeiramente porque perdeu o controle sobre ela e depois, porque a busca era pelo poder material e não mais pelo conhecimento do super sagrado e sobrenatural. Textos foram alterados e estudiosos como os astrólogos, foram colocados como vilões. Hoje tá cheio de falsos pregadores, como disse o Cristo "curando e pregando em meu nome", que sobe nos altares e sem saber falar corretamente nem o português, querem dá uma de teólogos, atacando o que não conhece. Querem ler a Bíblia literalmente, ignorando seu caráter místico, esotérico e metafórico. Idiotas que dizem acreditar em Deus, mas, ignoram todas suas manifestações magícas. Porque as igrejas de hoje não tem mais contato com os anjos, com o sobrenatural de muitas formas e tá num nível de decadência moral, ética e espiritual? Porque a maior parte de suas lideranças, buscam o poder material e político e não o poder espiritual! Como fazia Melquisedeque, Elias, Jacó, Abraão, Moisés e tantos outros... Além disso, querer ditar regras baseado apenas nos livros bíblicos é ilusão. Sabemos bem que muitos tantos outros livros revelados, tem conhecimentos importantíssimos, como o Talmud, o Alcorão e centenas de outros... A magia opera no homem constantemente, pela alguimia em seu corpo, pelos processos cerebrais e pela ação dos quatro elementos no sistema vital. Que inutilmente a parapsicologia tenta com um olhar míope explicar. A magia não se explica com filosofismos e sim com sentimentos. Alguém se pergunta porque as sereias e filmes sobre magia faz tanto sucesso? É porque a magia está no coração e na alma do homem!


Carlinhos Lima.

domingo, 7 de julho de 2013

A testemunha do destino


Olódùmarè pode concordar com o que pedimos ou não, ou pode ainda definir para nós outros objetivos de vida. Essa conversa é uma das coisas mais importantes para nós e dela poderá depender por exemplo qual será o nosso odù de nascimento, porque ele faz parte do nosso Orí e vai ser definido para nos ajudar na vida que vamos ter aqui no aiye. O nosso Orixa também poderá ser definido nesse momento e também será escolhido de forma a nos ajudar com nosso objetivo de vida. Nesse ponto cabe uma dúvida porque o odù com certeza depende de nosso destino escolhido e atribuído, mas o Orixa não tenho certeza. Eu gosto da visão de que o Orixa não tem restrições no seu poder e qualquer Orixa que tenhamos vai nos ajudar igualmente. No meu íntimo essa idéia de especialização funcional de Orixa, como as pessoas gostam e chegam a dizer que profissão uma pessoa de tal Orixa deveria ter, é uma idéia meio cartesiana muito simplificadora e racionalista. Assim não tem minha simpatia. Uma outra opção é a que nascemos com algum Orixa de nossa família, de Pai, mãe ou avós, assim uma mesma linhagem teriam filhos com Orixa similares e claro sempre se casa com uma pessoa de fora da família e novas opções de Orixa podem ser incluídas. Mas o importante é que como eu sempre disse, nós aqui no aiyé somos a coisa mais importante de Olódùmarè. Esse mundo espiritual, os Orixa existem para nos ajudar a viver e não para nos escravizar ou atrapalhar.

E assim só existe uma testemunha, só existe um testemunho, e ele é Orunmila, e existe para qualquer pessoa. Assim seja no culto de Ifá ou de Orixa você tem que lidar com a mesma divindade, com Orunmila quer você do destino e não 2, se vamos a um oráculo de eerindinlogun para corrigirmos o nosso destino e vamos ter uma resposta para isso, quem está respondendo é Orunmila. Não pode ser Oxalá ou Xangô ou Oxum ou qualquer outro porque somente Orunmila é o testemunho de nosso destino.
 A nossa conversa com Olódùmarè tem apenas 1 testemunho: Orunmila. Assim ele é o único que pode saber o nosso destino. Algumas outras divindades podem fazer parte, uma delas é ajala, outra é onibode, oporteiro do orun. Antes de descermos para o aiyé perante Onibode nós falamos o nosso destino e quando pretendemos retornar.

Mas para nós aqui Orunmila é o elerii ìpin, testemunho dos destino de todos nós e o mensageiro divino aquele que traz as mensagens de Olódùmarè e de todos os Orixa. Quando em nossa vida temos uma dificuldade que não conseguimos resolver, e isto está nos impedindo de seguir em frente, naqueles momentos em que não sabemos mais o que fazer, devemos recorrera a Orunmila consultando o oráculo de Ifá. Essa consulta é ao mesmo tempo um pedido de socorro e Orunmila, o elerii ìpin vai responder de forma a corrigir nossa vida para que possamos seguir com nosso destino.

 No culto de Ifá um Babaláwo se dedica consultar o oráculo para as pessoas e a fazer as ações decorrentes para poder corrigir o problema que Orunmila viu na vida da pessoa, não necessariamente o que a pessoas estava buscando lá. Quando a gente entre nessa área na qual um Babaláwo ou um Babalorixa, atende alguém e faz aquilo o que a pessoa quer ou que resolve o que a pessoa foi buscar estamos na área da feitiçaria e não da religião.

Uma babaláwo não é uma pessoa para fazer santo nos outros ou cuidar de Orixa dos outros, para isso existem os Babalorixa. Um babaláwo trabalha através de Orunmila com rezas, elementos simples e muito através de Exu e Osanyin. Mas basicamente a vida de uma Babaláwo é consultar o oráculo.

Contudo existe uma coisa comum entre Ifá e UMBANDA e Candomblé que é a teogonia a base da religião, que é a mesma. Ser um culto especializado em uma divindade não muda o contexto religioso que ele está situado. Para qualquer um estamos tratando da mesma matriz religiosa e nessa matriz o papel de Orunmila é reconhecido da mesma forma.

Na nossa teologia, antes de nossos espíritos virem para o aiyé, no orun nós nos ajoelhamos perante Olódùmarè para junto a ele pedirmos o nosso destino, que alguns preferem chamar de objetivo de vida. Nesse momento nós escolhemos o que queremos viver nessa vida, o que queremos realizar e qual o nosso objetivo ao nascer no aiyé. Olódùmarè pode concordar com o que pedimos ou não, ou pode ainda definir para nós outros objetivos de vida. Essa conversa é uma das coisas mais importantes para nós e dela poderá depender por exemplo qual será o nosso odù de nascimento, porque ele faz parte do nosso Orí e vai ser definido para nos ajudar na vida que vamos ter aqui no aiye. O nosso Orixa também poderá ser definido nesse momento e também será escolhido de forma a nos ajudar com nosso objetivo de vida.

 Orunmila fala sempre através de um Odù. Existem 256 Odù e os sacerdotes de Ifá dedicam a sua vida a aprender a entender as mensagens de orunmilá através desses Odù, a aprender os versos de Ifá, poemas, os ésé, que contem através de metáforas os ensinamentos e mensagens para os consulentes. Além disso devem aprender a como fazer as rezas, os ébó, as folhas e até sacrifícios que permitirão ao odù atuar na vida das pessoas.

Assim, não se pode falar de Orunmila e de Ifá sem considerar que tudo isso gira em torno de Odù. Não sei se todos entendem o que é um Odù porque sem entender o que é um odù não se entende Ifá, mas volto nisso adiante. Entre nós, no Brasil, Ifá é sinônimo de Oráculo e muita gente usa assim indistintamente sem as vezes entender a origem dessa palavra.

 Orunmila é uma das mais importantes divindades da religião Yoruba. Sua atuação esta centrada no oráculo e nos ẹbọ corretivos e sua atuação junto às demais divindades e seres humanos gira em torno da transmissão de sabedoria e da humildade. O fato de não ser um Orixa guerreiro talvez também explique a pouco popularidade no Candomblé já que os Orixa tradicionais sempre tem que carregar uma arma branca na mão e são representados como musculosos e lindas beldades. Essas descrições jamais seriam adequadas para Orunmila.

Através de sua grande sabedoria, conhecimento e compreensão Orunmila coordena a atuação dos irunmale da religião Yoruba. Ele funciona como um intermediário entre os demais irunmale e as pessoas e entre as pessoas e seus ancestrais. Assim ele é a boca dos Orixa que fala através do seu oráculo, o oráculo de Ifá.

Mas a fala de Orunmila não é uma coisa simples e direta como estamos acostumados nos oráculos que usamos no dia a dia ou mesmo através dos guias de Umbanda. Orunmila fala através de sinais e de histórias. Suas histórias são metáforas, parábolas e meias verdades que devem ser interpretadas.

O livro tem poder de contagiar, fazer sonhar e divertir

O livro é um objeto sagrado, só perdendo essa conotação, quando é elaborado para coisas malignas. E o livro é sinônimo de conhecimento e de conteúdo existencial, do qual extraímos muitas coisas. Ele pode ser um incentivador de nossa fantasia, ser o nosso mestre, ser o revelador de segredos e ser o nosso "confre", quando é o nosso diário, pessoal ou não! Nas Escrituras, lemos trechos interessantes que nos falam do "Livro da Vida", e pelo que nos revelaram, tudo que fazemos está escrito nesse livro... E assim, os enviados, que vem com missões pré-definidas a serem cumpridas, ao pecarem, não só contra suas missões, contra sí mesmo e contra o CRIADOR, desobedecendo e fazendo atos ilícitos, poderá ter seu nome riscado do livro dos eleitos e passar a figuras a lista dos amaldiçoados! Por isso devemos sempre ter em mente, o amor, a humildade, a verdade e a justiça, pois assim as letras que o anjo escreve sobre nós, serão mais vivas, mais luminosos, serão de ouro e sem ressalvas! E se escolhemos trilhar o caminho do bem, o bem se fará presente em nossas sentenças, em nossos juízos e em nossa recompensas. Quem vende o corpo, a alma, a sexualidade e se predispõe aos joguetes dos demônios, poderá ter sua genealogia e inscrição apagadas do grande "LIVRO DA EXISTÊNCIA ETERNA". Oremos por nossa vida, por nossa alma, por sabedoria e que nunca percamos a atenção de nosso DEUS e do anjo da vida ou do destino. SHALON A TODOS!
 Um livro pode te fazer pensar mais alto, formar ou mudar uma opinião, repensar valores, auto examinar-se. E, o melhor de tudo, um livro pode te divertir. Não há nada mais divertido do que acompanhar a rotina de um personagem e se identificar com ele e as situações que ele vivencia, rir com uma passagem engraçada, imaginar que rumo aquele casal fictício tomará depois do fim da história, torcer para que a mocinha se dê bem no final - ou, por que não, o contrário, não é? E chorar pela morte daquele personagem que você amava, ficar aflito pela continuação de uma série, e todas essas coisas. Livros são como válvulas de escape, o modo mais simples de fugir um pouquinho dessa realidade chata da qual eu faço parte. Não há nada que me deixe mais satisfeito do que ter um livro em mãos, do que terminar um capítulo e passar horas e horas pensando naquela história, revendo uma cena mentalmente.

Odús são ordenados por meio de uma hierarquia

Em Ifá, a consulta ao oráculo é feito usando uma corrente com metades de semente chamada opele ou com os caroços de dendezeiros chamados de ikin, esses são os instrumentos básicos de um Babaláwo. O processo da consultar é assim:

Usa-se o opele ou os ikins para formar o desenho de odù, um dos 256 Odù, que é uma figura formada por 2 pernas. Cada uma das pernas é um dos 16 odù principais. Essa é a anatomia de um odù, uma formação gráfica composta por 2 partes, ou 2 pernas (ou patas com dizem os cubanos). Essa figura é traçada da direita para a esquerda assim se lê o nome do Odù da direita antes do da esquerda. Os odù são compostos de uma coluna de traços duplos ou simples, no total de 4. Para se ter um odù SEMPRE tem que se ter 2 pernas ou seja as 2 partes dessa figura.

Os odù são ordenados através de uma hierarquia, ou ordem de senioridade e essa ordem de senioridade serve para definirmos qual é o mais velho e por conseqüência qual ìbò escolhemos.

 Odù é a base da comunicação de Orunmila, e como muitas palavras em yoruba ela é usada para várias coisas. Odù são marcas gráficas, assinaturas, que representam um símbolo. A este símbolo estão associadas histórias e versos que formam a famosa e tão pouco conhecida literatura de Ifá, poemas de Ifá, que eram transmitidos oralmente, mas que hoje já encontramos escritos. Esse conjunto não é completo, muita coisa se perdeu, ou uniforme cada escola de Ifá tem o seu que pode ter variações em relação a outras. É interpretação dessas histórias que podem estar na forma de mitos ou de poemas é que vem o significado de um Odù. A mensagem que um odù traz para nossa vida esta contida nas histórias que são associadas a ele.

Odù também é uma energia divina que vem de Orunmila para nós em resposta à consulta ao oráculo. Assim além de ser um símbolo gráfico, além de conter através de suas histórias significados para nossa vida um Odù também é a resposta a nossa aflição. Essa energia primária vem através do oráculo e será utilizada pelo Babaláwo junto com os Orixa para nos ajudar. Odù não é um caminho e nem significa caminho. A palavra Yoruba significa com recipiente grande para conter algo dentro, como uma cabaça.

Em termos quantitativos são 256 Odù. Existe uma matemática nesses números. São 16 figuras diferentes, feitas com a combinação de traços duplos ou simples. Como cada odù é formado pela combinação de 2 figuras, então teremos 16 x 16 = 256 odù. Nessas 256 figuras diferentes, aquelas onde o mesmo símbolo aparece repetido, são chamados dos Odù Méjì, ou principais. Esses Odù são ordenados de acordo com uma ordem arbitrária definida e Ifá que seria a ordem nos quais esses odù chegaram ao mundo. Existe ainda uma maior relevância para os 4 primeiros Odù. Os Odù que não são os Méjì são chamados de Omo Odù ou Odù filhos. Toda a comunicação entre Orunmila e nós através dos Babaláwo é feita usando Odù.

 O eerindinlogun e Ifá

A prática do oráculo no Candomblé tomou mais de um caminho ao longo da nossa história e sofreu influência diversas. A primeira coisa que eu lembro a todos é que Ifá e oráculo são sinônimos no Candomblé e muita gente pode até desconhecer que exista um culto separado destinado a Ifá ou a divindade Orunmila. Assim da mesma forma como Ifá e Orunmila são em certo aspecto sinônimos em Ifá, no Candomblé, Ifá e oráculo são sinônimos, sem que isso seja necessariamente vinculado a Odù. Assim, por muitos anos temos ouvido as pessoas chamarem o seu oráculo de Ifá sem que isso guardasse qualquer vínculo com o Culto de Ifá e com o Oráculo de Ifá. Hoje a gente saber que uso de Odù no oráculo do Candomblé é opcional e não dominado por muitos.
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