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terça-feira, 12 de junho de 2012

A questão do culto às divindades


Ifá é um culto diferente. É um culto especializado e orientado a uma divindade, Orunmila, o elerii ìpin, testemunho dos destino de todos nós. Os sacerdotes de Ifá se dedicam a ser os mensageiros de Orunmila, que por sua vez é o mensageiro dos Orixa e de Olódùmarè, o Deus supremo dos Yorùbá. No que pese ser impossível praticar a religião sem que todos os Orixa estejam envolvidos os sacerdotes de Ifá se dedicam exclusivamente a uma única divindade Orunmila e tudo deles gira e torno dele. 

Ifá é Orunmila e é também o nome do oráculo através do qual Orunmila fala conosco. No Brasil, não tivemos o culto da Ifá. Esse foi um culto que não veio e não foi trazido posteriormente, como acabou ocorrendo com o culto de eegún. Temos assim muito bem estabelecido, com qualidade, o culto de Orixa, através do Candomblé das nações (nago, ketu, jeje, ijexá, hansa, mina, tapa e muitas outras) e temos o culto de eegún, com casas exclusivas para um e para o outro. 

O Candomblé é um tradição religiosa baseada em uma matriz teológica africana. Ele contudo não reflete exatamente o que existe na África porque é uma tradição originada através da diáspora negra. Esse processo, a diáspora criou mais do que uma tradição religiosa, no nosso caso o Candomblé, mas também o lukumi em Cuba e o Voodoo no Haiti. Todas essas tradições desenvolveram conceitos próprios e até práticas. Não acho que mudaram nada mas, na ausência de acesso ao dogma original,seja por questões de distância ou de língua, tiveram que se vira com o que tinham e sabiam. Além disso o sincretismo influenciou diferentemente cada uma dessas tradições. 

Uma tradição é um movimento muito comum em qualquer religião. Não se trata de uma degradação, pelo contrário, é uma especialização, uma melhoria, um formato que atualiza e adiciona riqueza cultural. Quando a criatividade é demasiada isso gera de fato uma nova religião ou uma prática que se distancia demais da matriz teológica original para que possamos chamá-la de tradição, assim, é sempre necessário um certo dogmatismo e fundamentalismo porque senão a religião se perde e acaba ocorrendo um processo igual ao da Umbanda, que não significa nada em termos religiosos. 

Dentro dessa sua diferenciação o culto aos Orixa em bases que eram as possíveis e também as necessárias para a nossa terra. E, um desses aspectos, foi a centralização do culto a todas as divindades em uma só casa, sob um único teto, além da qualidade multifuncional do sacerdote religioso, o Babalorixa. O conhecimento que tenho do formato Africano, através de uma poucas fontes escritas ou orais, era de que o culto na África tinha uma certa especialização. Assim eram templos dedicados a uma divindade, o culto a uma divindade concentrado em vilas e até mesmo regiões e os sacerdotes especializados no culto de sua divindade. 

Um modelo muito diferente do nosso. O objetivo não é fazer comparações qualitativas até porque, o Candomblé é uma tradição muito bem sucedida e completa, preservando cultos que foram perdidos pelos africanos e com liturgias, orações e cantos muito mais completos que a tradição Lukumi (cubana), por exemplo. Temos sim um problema interno de continuidade da tradição em vista da baixa qualidade da transmissão do conhecimento, da abertura por pessoas incapazes de novas casas, e do lixo que representa o sincretismo, mas, isso é assunto para outro dia. 

Entretanto isso são problemas cotidianos. Dessa maneira, exceto pelo caso do culto eegúngun, que é separado do Candomblé e especializado neste tipo de espírito, a convivência com cultos especializados a divindades não é o nosso padrão de compreensão do universo liturgico no Candomblé. Entretanto essa é uma realidade a encarar, compreender e aceitar uma vez que esse culto era e sempre foi muito distinto do culto aos Orixa. Em Cuba onde existe uma tradição da disáspora, o Lukumi, e Ifá eles são muito distintos. Existe uma certa mistura de rituais porque muitos Babaláwo foram Obariate e da mesma forma como acontece aqui com o povo que vem da Umbanda lá também ocorre e eles compartilham a mesma visão sincrética dos Orixa. Mas são casas separadas e cultos separados.

Em meu facebook você tem vários posts com informações interessantes e importantes. Em meu blogue de Umbanda também! E em especial, o livro de Umbanda Astrológica que pretendo lançar assim que estiver pronto, com muitas informações, em especial o Volume I tem como tema central o destino do homem e do mago, e fala exclusivamente do orixá do destino, dos anjos, do zodiaco e das tecnicas dos oráculos. Além de buscar responder sobre conceitos sagrados e cabalistas se existe ou não o destino. Axé a todos!

Carlinhos Lima
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