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quinta-feira, 24 de maio de 2012

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Religião e fé: O mito da Criação

Cada Odù aponta uma direção, um ponto de partida e seu término, alterando e influenciando dia após dia a conduta de tudo que possui vida. Os 16 odus principais correspondem aos pontos de adoração do Universo, que são os pontos cardeais, colaterais e sub-colaterais. Itan Dídá Àiyé (história da criação do mundo) Ofun Meji criou o Universo.

Após os primeiros momentos da formação do cosmos Ofun Meji deu início à geração de seus filhos (os demais odus). O primogênito foi Oyeku Meji, pois no princípio só havia trevas. Em seguida criou Ejiogbe (segundo alguns relatos ambos nasceram no mesmo dia). Após conceber Oyeku Meji, Ofun Meji entrega-lhe seu cetro real para que com o mesmo abrisse o PORTAL DA LUZ. Tão logo o mesmo fosse aberto surgiria a luz e a mesma se dispersaria pelo Universo, iluminando-o em todas as direções. Ofun Meji recomendou a Oyeku Meji abstinência ao emu.

Certo dia Oyeku Meji ao retornar de suas ocupações dispersou-se de seu irmão e embriagou-se com emu, desobedecendo as determinações do pai. Ejiogbe sentiu falta do irmão e retornou pelo caminho percorrido, encontrando-o embriagado e adormecido. Por mais que tentasse não conseguiu acordá-lo.
Em face disso Ejiogbe recolheu o cetro real e retornou sozinho ao Orun, onde Ofun Meji os aguardava. Tão logo chegou o pai perguntou:

"Onde está teu irmão, o guardião do cetro que conduzes?" "Ele bebeu emu em excesso e adormeceu. Tentei acordá-lo em vão. Como era hora de retornar, resolvi eu mesmo trazer o cetro real."

"Tu não bebeste?"

"Não! Sabes que não desobedeço às tuas ordens, meu pai." "Sendo assim confiarei a ti a guarda do cetro real. Tu substituirás teu irmão a partir deste instante."

Ao se recuperar da embriaguez e sentir a falta do cetro real, Oyeku Meji retornou ao Orun totalmente desnorteado. Ao cruzar os umbrais do orun foi interpelado por seu pai:

"Por que me desobedeceste, meu filho?"

"Não resisti ao desejo veemente do emu, e o pior é que não sei onde deixei o vosso cetro, e nem onde está meu irmão."

"Felizmente ambos não estão perdidos. Teu irmão recolheu o cetro real e o trouxe de volta para mim. Devido ao teu procedimento, de hoje em diante estarás subordinado a teu irmão mais novo."

A partir daí é que Ejiogbe passou a ocupar o primeiro lugar por ordem de chegada ao Aiye.

Oyeku Meji resignou-se a seguir fielmente Ejiogbe, o qual, piedoso suplicou ao pai:

"Oyeku Meji é meu irmão mais velho, e face a sua fraqueza e desobediência tornou-se meu servo, o que me entristece. Seria possível dar a ele a guarda das noites e das trevas, uma vez que confiaste a mim os dias e a luz?"

Com pena, Ofun Meji confiou a Oyeku Meji a vigília da noite, das trevas, do sono e da insônia, enfim a guarda de tudo que ocorre à noite, seja na terra, no ar ou nas águas.

Mais uma vez Ofun Meji chamou Ejiogbe a sua presença e o encarregou de disseminar a luz aos mais longínquos recantos do Universo, criando assim as estrelas. Deu-lhe como auxiliar Èsù (por isso Exu percorre os quatro cantos do mundo com seu ogó).

As determinações foram cumpridas, ficando do alto do céu o sol a reinar sobre os dias e a lua sobre as noites, e as estrela a brilhar nas madrugadas.

***Texto adaptado por Ifatolá Lokení.

sábado, 19 de maio de 2012

O poder das oferendas


Dentro do culto aos Orixás, o mais importante são as oferendas aos Orixás, que têm por finalidade manter o equilíbrio das relações entre eles e os seres humanos. É através das consultas ao Oráculo de Ifá, que as pessoas, mesmo as não iniciadas, são informadas a respeito das exigências de seus Orixás e principalmente de Exú, relativas às oferendas que desejam receber.

Nem sempre estas exigências são estabelecidas pela relação anteriormente explicada entre o ser humano e seu Orixá de cabeça, muitas das vezes, é um outro Orixá quem se oferece para solucionar um determinado problema ou alguma dificuldade que está sendo vivenciada e, em troca, exige algum tipo de sacrifício em seu louvor.

Algumas vezes, pessoas atormentadas pelos mais diversos tipos de dificuldades, recorrem aos préstimos de algum Orixá, oferecendo algum tipo de sacrifício como penhor de sua confiança e de sua fé, da mesma forma que os católicos recorrem aos seus santos, implorando graças e fazendo promessas que, invariavelmente, são pagas somente após a obtenção da graça solicitada.

Os sacrifícios oferecidos aos Orixás, são genericamente denominados “ebós” que se dividem em “ejenbale” (sacrifícios com derramamento de sangue) e “adimús” (sacrifícios incruentos).

Os ebós ejenbale, dividem-se em diversos tipos, exigindo sempre o derramamento de sangue de algum tipo de animal que pode ser uma ave, um quadrúpede ou até mesmo um simples caramujo. Dentre os mais conhecidos, destacamos:

Ebó ejé: Oferenda votiva que tem por finalidade obter determinado favorecimento ou graça de uma Divindade. Ebó etutu: Sacrifício de apaziguamento. Este tipo de sacrifício é geralmente determinado pelo Oráculo e tem por finalidade acalmar a ira ou o descontentamento de uma entidade qualquer.

Ebó a ye ipin ohun: Sacrifício substitutivo. Tem por finalidade substituir a morte de alguém pela oferenda determinada pelo Oráculo, no Brasil, este sacrifício é vulgarmente conhecido como “ebó de troca”.

Ebó ba mi d’iya: Sacrifício que visa atenuar uma punição de morte imposta à uma pessoa por um Orixá ou por um espírito maligno. Neste caso, como no anterior, um carneiro é sacrificado em substituição ao ser humano. Ebó Ogunkojà: Sacrifício preventivo que pode ser público ou individual. Tem por finalidade evitar qualquer tipo de acontecimento nefasto que ameace a pessoa (individual) ou até mesmo uma cidade ou aldeia (público).

Ebó a d’ibode: Trata-se de um sacrifício propiciatório e preventivo. Este sacrifício é oferecido na fundação de uma casa, aldeia ou cidade e tem por finalidade acalmar os espíritos da terra no local da fundação. Antigamente, este ebó exigia o sacrifício de seres humanos que hoje em dia, foram substituídos por diversos animais. Como podemos observar, o sacrifício de seres humanos era exigido nos primórdios do culto o que, sem dúvida, seria hoje considerado um absurdo, além de configurar-se, seja em qual for a circunstância, em homicídio, selvageria e falta de respeito ao ser humano.

Da mesma forma, o derramamento do sangue de animais, só deve ocorrer em situações de extrema necessidade e em casos em que não possam ser substituídos por outras oferendas pois, se os Orixás, acostumados que eram a receberem sacrifícios humanos, concordaram na substituição dos mesmos pelos sacrifícios de animais, é fácil deduzir-se que estes podem também dar lugar a sacrifícios de minerais, vegetais e objetos de seu agrado.

Adentramos uma nova era em que todas as formas de vida adquirem sua valorização máxima e a vida dos animais, da mesma forma que a dos seres humanos, há que ser respeitada e preservada ao extremo. É chegada a hora de darmos um basta ao inútil derramamento de sangue que, ao invés de apaziguar os nossos deuses, só conseguem despertar a sua ira, tornando-os intolerantes e cada dia mais distantes de nós.

É necessário que se desperte nos adeptos do Candomblé a consciência do respeito devido a todas as formas de vida animal, cujo sacrifício só pode ser efetivado em casos excepcionalíssimos e quando todos os demais recursos hajam sido esgotados.

É num itan de Ifá, do Odu Odi Meji, que encontramos a fundamentação para as afirmações anteriormente feitas: Odi Meji disse: “Metolõfi, por avareza, não quis sacrificar um boi de malhas brancas e a morte veio buscá-lo.”

Quando Ifá estava ainda no ventre de sua mãe, pediu que seu pai pegasse um boi malhado de branco e oferecesse em sacrifício, a fim de evitar que dentro de três anos, uma guerra viesse dizimar o seu reino. Seu pai negligenciou o sacrifício e no dia do nascimento de Ifá, seu pai morreu e sua mãe foi capturada como escrava.

Três anos depois, a guerra arrasou o país e Ifá mandou que Ajinoto, a parteira, o encerrasse dentro de uma cabaça, de forma que ninguém o pudesse ver. A parteira foi encarregada também, de avisá-lo logo que alguém passasse por perto, para que ele revelasse ao passante, a causa de seus sofrimentos e os remédios e sacrifícios que resolveriam todos os seus problemas.

Tudo ocorreu da forma como Ifá planejara e o homem que passou naquele local, não hesitou em levar para sua casa, a cabaça onde Ifá havia sido encerrado.

Para deslumbramento de todos, Ifá, de dentro da cabaça, dava conselhos, receitava medicamentos e resolvia os mais difíceis problemas. Um dia Ifá ordenou que alguém se dirigisse ao mercado onde, pelo preço de quarenta e um caurís, deveria comprar sua mãe que estava sendo vendida junto com outras escravas. “A primeira mulher que for oferecida deve ser comprada, pois esta é minha mãe.”

Naquela época Ifá costumava aceitar sacrifícios humanos no festival de Fanuwiwa.

Quando a escrava adquirida no mercado foi trazida, Ifá ordenou que lhe fosse entregue uma certa quantidade de milho, para que pilasse e transformasse em farinha destinada à preparação o amiwo.

Enquanto pilava o milho, a mulher ouvia os fiéis invocando Ifá:

“Orunmilá! Akefoye! Agbo wi dudu hu do fe to!” (Orunmilá! Akefoye! Se teu nome é Ifá, jamais esquecerás de mim!).

Reconhecendo em Ifá o seu próprio filho, a pobre mulher pôs-se a cantar, em voz alta, a saudação que ouvia:

“Orunmilá! Akefoye! Agbo wi dudu hu do fe to!”

As pessoas contaram a Ifá sobre a mulher que cantava aquela saudação enquanto pilava o milho e Ifá ordenou que ela largasse aquele trabalho e que, no dia seguinte pela manhã, chamasse por ele junto com seus fiéis, para que pudesse mostrar a todos de que forma deveria ser corretamente alimentado. Ordenou ainda, que fosse preparado um akpakpo e dois panos brancos de cabeça denominados kpokun abuta, proibindo a todos de olharem para aqueles objetos.

Como Ifá vivera, até então, fechado dentro de sua cabaça, jamais havia sido visto por ninguém. Quando todos se afastaram Ifá saiu de sua cabaça coberto por um grande chapéu, vestindo um avental de pérolas e calçando sandálias, indo sentar-se no alto de um tripé de onde gritou:  “Olhem bem, sou eu, Ifá! Ifá que ninguém nunca viu… A mulher que mandei comprar no mercado de escravos deve ser trazida até aqui!”

A mulher foi trazida à sua presença e Ifá mostrou-a a todo mundo dizendo: “Olhem bem, esta é minha mãe! Quando eu estava no seu ventre determinei que meu pai deveria sacrificar um boi malhado de branco, para evitar malefícios que já estavam previstos. Mas meu pai não atendeu minha orientação e todo o mal acabou por se concretizar. Tanto tempo se passou e eu comprei esta escrava para ser sacrificada em minha honra. Entretanto não a sacrificarei! Não poderia trair minha própria mãe, mesmo que ela me tenha traído.”

Dito isto ordenou que cortassem os longos cabelos de sua mãe, que envolvessem sua cabeça com um belo torso branco e que a instalassem sobre a almofada akpakpo. Depois pediu um boi e um cabrito para serem sacrificados. Com a farinha moída por sua mãe mandou preparar um amiwo para ela, que não poderia ser comido em sua presença.

Desta forma, assentada sobre um akpakpo, transformou-se ela em Nã, mãe de um rei. Aos jovens que prepararam as carnes do boi e do cabrito, assim como o amiwo, ordenou que fosse dado uma parte de cada coisa, para que comessem depois da cerimônia. 1

A velha disse então a seu filho, que sentia-se muito envergonhada, pois não merecia tantas honrarias e que naquele dia iria encontrar-se em Ló (local para onde vão os espíritos dos mortos), com seu finado esposo. “A partir de hoje, quando fizerem uma cerimônia em minha honra, digam: Nã kuagba! (Nã seja bem vinda!), e virei receber as oferendas.” – Disse a mulher.

Nã disse ainda, que faria o Sol tornar-se mais brando ou mais quente, comandando-o de cima de seu akpakpo.  A partir de então, realiza-se sempre o ritual de Xe Nã (dar comida à Nã), quando terminam os festivais Fanuwiwa. 2
Este Itan de Ifá fundamenta a possibilidade de substituição do sacrifício de um ser humano pelo de animais, o que nos leva a concluir a possibilidade da substituição do sacrifício destes por outros tipos de oferendas, partindo da premissa de que o ritual é criado pelo homem e não pelos deuses.

Isto posto, passemos ao assunto que é, na verdade, o principal objetivo do presente trabalho, a apresentação de uma vasta relação de oferendas incruentas aos Orixás e a outras entidades cultuadas no candomblé. O assunto será tratado de forma direta, através de um receituário contendo os ingredientes, o procedimento e o objetivo de cada trabalho, assim como à qual entidade deve ser oferecido.

1 – Depois das cerimônias de Nã, aqueles que preparam os alimentos a ela oferecidos, recebem uma pequena parte destes alimentos, parte esta que recebe o nome de kle ou kele e que só pode ser consumida depois que o Vodun for servido. (Este rito acompanha as cerimônias às divindades nagô sob o nome Atowo e às divindades fon sob o nome de Nudide).


2 – Itan coletado por Bernard Maupoil na região onde hoje fica a atual República do Benin e publicado em sua magnífica obra sobre o sistema oracular de Ifá, ”LA GEOMANCIE À L’ANCIENNE CÔTE DES ESCLAVES”

Os Tupi-Guarani e a Terra das Palmeiras

Também as lendas de nossos povos indígenas, os quais seriam modernamente conhecidos como Tupi-Guarani e que com mais certeza sobreviveram aos gigantescos cataclismos por terem ficado na parte mais antiga e estável do planeta, nos relatam sua luta pela sobrevivência em meio a tais cataclismos.
        À época de sua "descoberta" pelos europeus, embora já distantes da primitiva pureza de suas tradições, os Tupi-Guarani ainda sabiam-se de uma origem tão antiga que denominavam a sua mítica terra de origem ancestral pelo nome de Pindorama, porque este nome referenciava-se à uma lenda tão antiga que envolvia a idéia de um Dilúvio Universal que havia alcançado a "Terra das Palmeiras", que é o que significa "Pindorama" .
        Assim sendo, permanecendo na mítica Terra das Palmeiras de seus ancestrais e daí irradiando-se e vivendo por milênios em integração harmônica com a natureza, foram os povos Tupi-Guarani os que melhor retiveram a "centelha espiritual" da primeira raça humana.
        Viajantes e estudiosos da época do descobrimento e colonização inicial do Brasil, como De Bry, Hans Staden e Padre Simão de Vasconcellos espantaram-se com a constatação da religiosidade dos antigos Tupi.  Suas observações e estudos demonstram que a concepção religiosa, mística e teogônica destes povos era de uma grande elevação e estrutura moral que somente poderiam ser alcançadas por uma raça de antiquíssima maturação espiritual.  Assim, muito antes das tradições religiosas Africanas Banto e Sudanêsa se encontrarem no Brasil, aqui já existia a tradição religiosa autóctone dos Povos Indígenas Tupi-Guarani, os primeiros habitantes desta terra que eles denominavam pelo nome ancestral "Pindorama".
      Estes conhecimentos eram transmitidos pela tradição oral de seus Payés e chamava-se Tuyabaé-Cuaá, a "Sabedoria dos Doze Velhos Payés" a qual demonstra a sua ancestralidade com a saga do índio Tamandaré salvando-se, com sua família, de um Dilúvio no topo de uma gigantesca palmeira - a Pindó -, que flutuou sobre as águas que encobriam a "Terra das Palmeiras".

A oferta do carneiro sagrado ao senhor! Ofertas de animais como na verdadeira Umbanda

Muçulmanos de todo o mundo celebram uma festa tradicional chamada Aid Adhar ou festa do sacrifício do cordeiro, em comemoração do Profeta Abraão. A Aid el Kebir Adhar ou Aid el coincide com a peregrinação anual a Meca, onde este ano houve um número recorde de peregrinos. Setenta dias depois do Aid el Fitr do Ramadã, em que os muçulmanos comemoram o sacrifício do profeta Maomé pelo jejum, apresentamos o dia de عيد الأضحى (Aid el Adha), ou seja, a celebração do sacrifício. A Aid el Adha é comumente conhecido como Aid El Kebir eo grande celebração, uma festa que comemora o momento em que Abraão foi sacrificar seu filho para o pedido de Deus, até que Deus enviou um anjo para detê-lo e dizer a sacrificar em um carneiro em seu lugar. É nestes dias em que os muçulmanos ao redor do mundo ecoam estes fatos, sacrificando em suas casas (ou em matadouros) de uma ovelha, vaca, búfalo ou, os animais ruminantes ou seja, em geral. No ano Adha é na segunda-feira e domingo muitos muçulmanos escolheu rápido (ou que tinham vindo a fazer há cerca de 9 dias), embora este é o jejum voluntário.
A qualquer momento durante estes dias, não só no dia do Adha, pode ser encontrado nas ruas de grupos muçulmanos nos países de pessoas assistindo a morte de um desses animais e sua dissolução posterior em três partes: eles estão seguindo as práticas permitidas degolla no Islã (ou halal).
Embora às vezes pode variar, geralmente o animal deve ser atordoado, então faz uma incisão na parte de trás, cortando a veia jugular e artéria carótida. Este produto sangramento. Deve ser deixado coluna intacta. Este link Halal Instituto detalhado melhor o sacrifício de animais com diferentes perspectivas.
Na tradição muçulmana é que algumas famílias de ruminantes degollen em suas casas ou na rua, enchendo-a com rios de sangue que cruzam as ruas mais populares. Durante estes dias as comemorações continuam. Na noite antes do Aid el Adha ninguém dorme, aguardando o momento em que o muezim chamar a primeira oração do dia (cerca de 5 ou 6 da manhã) e depois prosseguir para a realização do sacrifício.
Na Espanha, porém, " apelou para a responsabilidade da população muçulmana na Espanha, que mais de um milhão de pessoas para chegar a seus matadouros autorizados e açougueiros abatidos em estabelecimentos não autorizados ou em casa para garantir a segurança do animal e da saúde dos consumidores . " Estima-se que na Espanha alguns 385.000 animais abatidos durante a ponte da Constituição.
Enquanto isso, em Meca, destino de peregrinação anual sagrado para os muçulmanos, alcançaram números recordes. Embora seja difícil estimar com precisão, diz-se que pode ser cerca de 3 milhões de peregrinos de mais de 100 países que foram confinados ao Monte Arafat , nos arredores de Meca, uma montanha onde o profeta Muhammad deu seu último sermão há 14 séculos atrás.

Como vemos, a tradição abrâmica, continua viva, é sagrada para muitos povos a oferta a Deus e aos deuses, mas, no Brasil por causa de infiltrações espiritas-cristãs, distorceram tudo e passaram a bagunçar e criticar as oferendas de animais da Umbanda! 

Umbanda uma religião nacional

E desde de 1873, o primeiro Movimento Espírita organizado no Brasil, sempre no predestinado Rio de Janeiro, denominado Sociedade de Estudo Espírita do Grupo Confúcio, seguindo a tradição francesa do Kardecismo, começara a agir junto à essa camada mais desvalida da população, seguindo as instruções de seu preceito espiritual principal de que "Não existe Espiritismo sem a Caridade", enfatizando a figura do "médium" como um "curador" e desenvolvendo "sessões" de cura pela Fé nos Espíritos, mas apoiando-se nos tratamentos de saúde por Homeopatia.
        Ora, como na Macumba tambám havia Espíritos, Médiuns curadores, conhecimentos do poder curativo das ervas e muita necessidade da Caridade, a empatia espiritual dela com o Kardecismo foi imediata, persistente e duradoura e ele começou a fornecer à Macumba uma nova estrutura, não de sincretismo mas de sintetismo, incluindo o Evangelho, segundo Allan Kardec. Nascia, assim, no Rio de Janeiro, a Macumba Urbana.
        Após 1890, quando imigração européia para o Brasil foi incentivada e sistematizada, trazendo para os campos brasileiros levas e mais levas de trabalhadores europeus brancos empobrecidos, mas não necessariamente despreparados e incultos, a maioria deles desiludiram-se com a diferença entre as condições de trabalho oferecidas e as que tiveram que enfrentar nas lavouras de café e cana de açúcar dos campos do país, e, assim, migraram para as cidades maiores aonde tiveram que se ajeitar como puderam junto à camada pobre das populações locais.
        Como também eles estivessem necessitados de Caridade, muitos foram os que procuraram socorro e consolo espiritual junto as Macumbas Urbanas interpenetradas pela Evangelização Espírita. E, com o passar do tempo, foi significativa a parcela desses imigrantes, sobre tudo de intelectuais que conheciam a Teosofia, a Kabala e até esoterismo do Oriente, que permaneceram, militaram e até acabaram por dirigir muitas Macumbas Urbanas, emprestando-lhes significativa organização social, cultural e, por muitas vezes, até política. 

E são as próprias palavras de um dos participantes do Primeiro Congresso Umbandista de 1941, citadas por Cavalcanti Bandeira (EM Umbanda, Evolução Histórico-Religiosa. 1961:81) que ratificam estas minhas palavras : -"Era necessário um nome para batizar a modalidade religiosa, a qual antes mesmo de haver formado sua própria personalidade, estava sendo proposta com muito prestígio. O nome Umbanda foi escolhido. Mas, quem escolheu-o? Ninguám pode responder! O que se sabe é que ele começou a ser usado no Distrito Federal e no Estado do Rio de Janeiro. Muito mais tarde, ele popularizou-se e alcançou a Bahia e foi incorporado pelos Candomblés e Xangôs do Nordeste "–.
        E outra vez aqui deve-se remarcar aqui a contribuição da "intelligentzia", no trabalho da formação de uma nova religião genuinamente brasileira, sintetizadora de elementos da Sabedoria Ancestral de todos Povos Antigos e não mais mera repositória de memórias e ritos vilipendiados dos muitos mitos coletivos de outros grupos étnicos. Como bem a definiu Renato Ortiz (1975) em "Du syncrátisme à la synthèse : Umbanda, une religion brásilienne" : –" A Umbanda é uma religião nacional, mesmo quando praticada por mestiços, pretos ou brancos."

Mas, percebam que o autor sabe muito bem e deixou claro que a Umbanda foi incorporada pelo Candomblé, portanto, já existia, até porque sem dúvida é o Pai da Umbanda e não o Espiritismo. O que houve foi a tentativa de muitos de engolir a Umbanda, sobrepondo os conceitos e codificações, como se fossem verdades absolutas! Como o autor mesmo fala "uma religião nacional" e portanto não precisa se curvar a supremacia européia só por que se acham "mais evoludios"!

DA MACUMBA À UMBANDA URBANA


Como resultado da inconteste hegemonia religiosa Sudanesa (Ijêxá, Kêtu, Òyó, Ifá e Benin - enfim, Ulkumy/Nàgô) e sua posterior rejeição às outras correntes religiosas também de origem negra, surgiram o Candomblé de Congo e o Candomblé de Angola que, por sua vez, vieram a expelir de seu meio o elemento indígena que veio então, isoladamente, a dar origem ao Candomblé de Caboclo e ao Omôlocô.
        Ainda assim, mesmo com a "depuração" Nàgô/Congo/Angola, nos "Caboclo" e no "Omôlocô" houve um reflorescimento do Sincretismo Religioso dos ritos indígenas-católicos com o Panteão Africano e vê-se que, lado a lado, com Oxalá, pontificam Tupã e Zambi; ao lado de Yemanjá, estão Janaína e as Yaras; ao lado de Ogum, combatem Cariri e o Boaiadeiro; ao lado de Oxosse, corre o Sultão das Matas; ao lado de Exú, reinam o Caipora e Zé Pelintra, junto aos Baba Egun e a Falange do Oriente, estão os "Caboclos" Tupinambá, Tupiara, Jaú, Irerê, Pedra Preta, Pena Branca, "Sêo Quatro Olho" e muitos outros mais.

Hoje em dia quando ouvimos falar de senso, ao verificar qual o número de umbandistas no país, simplesmente não encontramos! Puxa! Sumiram todos, tanto candomblecistas,  quanto umbandistas ou qualquer outro seguimento afrobrasileiro! Fizeram um trabalham tão intenso pra desmontar a Umbanda que ela simplesmente sumiu oficialmente! E é por que dia desses eu vi muita gente comemorando a aprovação do Dia da Umbanda! Pois é, mas, a ingnorancia é tão grande que hoje não somos mais vistos como espiritualistas, pois agora, ter mediunidade no Brasil é simplesmente ser "espirita"! Ou seja, mais uma vez uma religião européia vai engolindo as religiões do Terceiro Mundo! Os orixás, entidades que revelaram a Umbana e nossos ancestrais devem tá muito orgulhosos disso! Agora o grande mestre não é mais Oxalá e sim Kardec o "codificador" ou Chico Xavier ou grande escritor romancista! Mais uma vez afirmo a todos vocês que Umbanda não é Espiritismo, pois este foi criado por Alan Kardec é uma outra religião, o que Umbanda pode ser é espiritualismo, que é bem diferente!

O mais engraçado ainda é que muito umbadista se benze quando vê falar em Candomblé, mas, se enfia o tempo todo nos centros espiritas, como se fosse a mesma coisas, tanto sem notar o preconceito dos precursores do Espiritismo, quanto por renegar a grande importância do Candomblé pros orixás e pra nossos ancestrais! O Candomblé foi quem manteve a Umbanda viva, e não o sincretismo criado pela Igreja Católica pra destruir a Umbanda, ou todo movimento do Espiritismo pra engolir e aniquilar os conceitos e costumes ritualisticos de nossa Umbanda! Se não fosse os grandes artistas defenderem e cantaram os orixás do Candomblé na musica popular brasileira, se não fosse Pierre Verger e Jorge Amado, Caribé e outros valorosos antropologos que se empenharam pelo Candomblé neste país, a Umbanda nem existiria mais! Se não fosse também Mãe Estela a Grande Yalorixá de Oxossi, Mãe Menininha do Gantóis ou os artistas baianos que através da musica e dança levaram a cultura negra ao mundo, a Umbanda hoje não existiria além de uma poeira no tempo! Portanto mais amor e respeito a Umbanda, sem tanta patacoada e distorção seria excelente em respeito e fidelidade ao nosso Grande Pai Olorun!

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica

sexta-feira, 18 de maio de 2012

OS SINETES ASTRAIS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Com muito mais razão, a Individualização, a Graduação Astral, o Nome Iniciático e demais possibilidades de defesa e/ou retaliação inerentes à Simbologia Astral de um Sinete Talismânico de Umbanda, só devem ter confiada sua elaboração a um verdadeiro Babalaô da Corrente Astral do AumBhanDan, ou seja, a um militante graduado da Umbanda Esotérica.
        Só ele poderia elaborar um Sinete Astral com o Círculo de Proteção Magística, poderoso e atuante, igual ao que abaixo apresentamos e que corresponde, neste caso hipotético e demonstrativo, a uma pessoa nascida sob o Signo de Sagitário; individualizada por um nome de batismo Paulo da Silva; graduada como médium de Preto Velho, sob a proteção da Vibração Original de Yorimá ou Obaluaiyé e do Senhor Exu Pinga-Fogo, protegida toda essa classificação, individualização e graduação sob a invocação protetora dos Sons Sagrados ou Mantra Umbandístico : Sammany - Yaracy - Yaci - Anacauam.
        Toda essa correspondência Astral, Espiritual e Magítica acima citada está expressa apenas num dos lados (verso) do Sinete Astral que se vê abaixo :
FACE ANTERIOR DE UM SINETE ASTRAL
DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
        Mas, a Face Posterior de um Sinete de Proteção Individual é um campo vibratório magístico reservado aos conhecimentos e perícia de um verdadeiro Babalawo. Nele serão inseridos os Símbolos de mais alta conexão com o Mundo Astral para a Proteção Individualizada contra todo o Mal, até daquele que possa aflorar do lado negativo do próprio indivíduo protegido.
        Assim sendo, cada Umbandista ou Simpatizante deveria conhecer e ter seu Sinete Astral de Proteção Individual criado e imantado por um BabaLawo.

Os simbolos de proteção dos orixás, pela vibração astral

Precisa, também, saber conjugar eficientemente esta Vibração de seu Orixá Regente Planetário com a Vibração de seu Orixá de Cabeça, ou seja, aquele a quem, por escolha própria antes de sua atual reencarnação, seu Espírito Imortal (Ori Orun = Cabeça no Além), ajoelhado perante Olorum [Deus], decidiu ou precisou dedicar sua futura "Cabeça na Terra" [Ori Aiye = Intelecto ou Personalidade Individual].
        Como vimos, o Orixá Regente Planetário é determinado pela data de nascimento e a ele estão ligados seu Arcanjo e Anjo de Guarda; mas, seu "Orixá de Cabeça", a quem estão ligados seu "Santo" e seu "Exu Guardião", só pode ser determinado por um Babalaô, através de um Jogo Divinatório como o Tabuleiro de Ifá, o Colar de Ifá ou, como último recurso, os Búzios. Para esta última determinação, não há outra alternativa ou escapatória.
        Portanto, na Magia Talismânica de Umbanda, não é o bastante representar o Ser Humano pelo Pentagrama; é necessário também :
  1. Classificá-lo por Forças Sutis Espirituais, Astrais e Planetárias;
  2. Individualizá-lo em seus outros relacionamentos espirituais com a sua Falange Espiritual, com seus Guias e/ou Protetores;
  3. Nominá-lo por seu Nome Astral e/ou Iniciático;
  4. Graduá-lo em função do mérito que venha alcançando nas "pelejas" em prol de seus próximos.
        E, para isso, a Magia Talismânica de Umbanda tem seus próprios símbolos sagrados para representar aos seus Orixás, Guias e Protetores, aos Planetas e Signos Zodiacais, às Forças Elementares da Natureza, à Numeralogia e Grafia Sagrada com que cria e grafa Nomes Próprios e/ou Iniciáticos, bem como pode representar os Vórtices e Canais de Energias Sutis que percorrem o Organismo Intra e Supra Corpóreo do Ser Humano, caminhos de energias estes que são, também, controlados pelo Imolé Exu Bara, o Senhor Guardião do Corpo e dos Caminhos do Destino de cada um de nós, "Caminhos"" estes que ele "abre" ou "fecha" conforme os méritos e os deméritos de nossas ações conscientemente perpetradas.
        Com o conjunto desses Símbolos e com sua Grafia Sagrada, à qual os Umbandistas denominam por "Lei de Pemba", a Umbanda não precisa recorrer à simbologias de origem Egípcia, Tântrica, Hebraica, Grega ou Latina para compor seus Sinetes ou Talismãs.
        É de se notar, também, que as representações das formas geométricas (e a matemática que as inspiraram), não são propriedade exclusiva de nenhuma civilização ou época. Elas existem desde sempre na Natureza : a espiral da casca de um caracol, o oval de um seixo rolado, o triângulo de uma lasca de sílex, o cubo, a pirâmide, o hexágono e muitas outras formas encontráveis nos minérios e cristais, a forma poligonal de uma estrela-do-mar !
        Não há aqui espaço para o ensinamento das correlações entre os Símbolos Sagrados de Umbanda e os Símbolos de outras procedências, tais como Astrologia, Alquimia, Cabala e Magia. Mas, realmente, a correlação existe e quem quiser aprofundar-se no assunto em questão pode referenciar-se no livro de Mestre Itaoman acima citado, embora seja difícil encontrá-lo nas livrarias.
        Por isso mesmo, vamos limitar-nos a apresentar os Doze Sinetes Astrais Básicos referentes aos Doze Signos Zodiacais, de forma que cada pessoa possa encontrar aquele referente à data de seu nascimento e, então, utilizar-se dele, por sua conta e risco, para obter proteção contra "temporais astrais" que, infelizmente, certos ambientes ou pessoas "mal vibrados" podem ocasionar.
        O material em que devem ser confecionados é aquele referido como o metal característico do Signo Zodiacal, encontrável no tópico Influências Místicas, Item Influências, sub-item Data de Nascimento, nesta mesma Home Page.
        Sobre um dos seus lados, cada Sinete Astral tem gravado os Símbolos Umbandistas relativos ao Signo Zodiacal, o Planeta Regente, o Orixá de Nascimento, a Força Sutil do Elemento da Natureza, o símbolo do Vórtice Astral captador de Energias Sutis de seu organisno extra-corpóreo e o Símbolo Astral Sintético da Entidade Espiritual Guardiã de seu Corpo Físico e Astral, ou seja, seu Imole Esu Bara.
        Em seu outro lado, tem signos cabalísticos não reveláveis publicamente, ou seja, só são reveláveis dentro da relação Mestre-Discípulo.
        Cada um desses Sinetes Astrais é, pois, comum a todas pessoas nascidas sob esse mesmo Signo Astral e por todas elas podem ser utilizados, mas apesar de abaixo relacionarmos os Doze Sinetes Astrais Básicos para seu simples conhecimento, é evidente que para grafá-los magisticamente é necessário ter-se sido Iniciado na Lei de Pemba de Umbanda, a Grafia Sagrada dos Orixás :  simplesmente cópiá-los e portá-los não levará ninguém a resultado algum!
OS SINETES ASTRAIS DOS SIGNOS NA UMBANDA
E SUAS INFLUÊNCIAS MÍSTICAS
  Aries
De 20/03 a 18/04
Touro
De 19/04 a 19/05
  Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Gêmeos
De 20/05 a 20/06
Câncer
De 21/06 a 21/07
  Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Leão
De 22/07 a 21/08
Virgem
De 22/08 a 21/09
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Libra
De 22/09 a 22/10
Escorpião
De 23/10 a 21/11
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Sagitário
De 22/11 a 20/12
Capricórnio
De 21/12 a 19/01
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Aquário
De 20/01 a 17/02
Peixes
De 18/02 a 20/03
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas

Simbolos poderosos da magia de Umbanda

Estrela de Cinco Pontas é um Símbolo Talismânico Universal da Raça Humana e tem-se notícias de seu uso no Tantrismo (Índia e Tibet), na Cabala (Judéia), no Pitagorismo (Grécia), na Magia (Europa Medieval), na Teosofia (nas modernas Europa e Américas). Então, também nós o utilizamos no Esoterismo de Umbanda.  Por que não ???
        Pois, sendo o Ponto de Junção por excelência entre o Material e o Imaterial, qualquer Ser Humano na condição de "médium" precisa e depende de manter atuante, equilibrada e benéfica a sua condição de "receptor de percepções extra-sensoriais" procurando sempre repor as energias bio-elétricas que seu corpo físico dispende na prática de cultos esotéricos, caritativos ou não. Para isso, ele precisa estar em sintonia harmônica com a Vibração Sutil que emana de seu Orixá Regente Planetário, cuja Força Sutil dinamizava os Astros Celestes que regiam a Natureza no momento em que aquele Ser Humano sorveu o primeiro Hausto de Vida em seus pulmões, ou seja, no momento de seu nascimento.
        Precisa, também, saber conjugar eficientemente esta Vibração de seu Orixá Regente Planetário com a Vibração de seu Orixá de Cabeça, ou seja, aquele a quem, por escolha própria antes de sua atual reencarnação, seu Espírito Imortal (Ori Orun = Cabeça no Além), ajoelhado perante Olorum [Deus], decidiu ou precisou dedicar sua futura "Cabeça na Terra" [Ori Aiye = Intelecto ou Personalidade Individual].
        Como vimos, o Orixá Regente Planetário é determinado pela data de nascimento e a ele estão ligados seu Arcanjo e Anjo de Guarda; mas, seu "Orixá de Cabeça", a quem estão ligados seu "Santo" e seu "Exu Guardião", só pode ser determinado por um Babalaô, através de um Jogo Divinatório como o Tabuleiro de Ifá, o Colar de Ifá ou, como último recurso, os Búzios. Para esta última determinação, não há outra alternativa ou escapatória.
        Portanto, na Magia Talismânica de Umbanda, não é o bastante representar o Ser Humano pelo Pentagrama; é necessário também :
  1. Classificá-lo por Forças Sutis Espirituais, Astrais e Planetárias;
  2. Individualizá-lo em seus outros relacionamentos espirituais com a sua Falange Espiritual, com seus Guias e/ou Protetores;
  3. Nominá-lo por seu Nome Astral e/ou Iniciático;
  4. Graduá-lo em função do mérito que venha alcançando nas "pelejas" em prol de seus próximos.
        E, para isso, a Magia Talismânica de Umbanda tem seus próprios símbolos sagrados para representar aos seus Orixás, Guias e Protetores, aos Planetas e Signos Zodiacais, às Forças Elementares da Natureza, à Numeralogia e Grafia Sagrada com que cria e grafa Nomes Próprios e/ou Iniciáticos, bem como pode representar os Vórtices e Canais de Energias Sutis que percorrem o Organismo Intra e Supra Corpóreo do Ser Humano, caminhos de energias estes que são, também, controlados pelo Imolé Exu Bara, o Senhor Guardião do Corpo e dos Caminhos do Destino de cada um de nós, "Caminhos"" estes que ele "abre" ou "fecha" conforme os méritos e os deméritos de nossas ações conscientemente perpetradas.

Compreendendo a Magia Talismânica de Umbanda

Já existe toda uma literatura Umbandista sobre o "como" e o "porque" preparar-se tais Talismãs e até Amuletos. Mas, em toda essa literatura não existia nenhuma referência de como se situar o Ser Humano - agente ou paciente - dessa Magia de Pemba e nem como classificá-lo ou individualizá-lo nessas condições. Abordar esse "esquecido" tema foi o objetivo principal do livro - Pemba, A Grafia Sagrada dos Orixás -, de Mestre Itaoman, publicado em 1990 e do qual se extraem os apontamentos elucidativos que se seguem.
        O Ser Humano é, por excelência, o Ponto de Junção entre o Plano Espiritual e o Plano Material porque suas funções cerebrais transmitem a percepção do Mundo Físico, captadas por seus cinco sentidos básicos, à sua Consciência Individual, a qual tem o poder de aperceber-se, para além dos reflexos instintivos, daqueles substratos astrais contidos nesses contatos, gerando a Percepção Extra-sensorial.
        Por isso mesmo, a Matemática Pitagórica relacionou o Ser Humano à Entidade Matemática Cinco (número 5), justamente pela existência dos Cinco Sentidos Humanos : visão, audição, tato, olfato e gosto. Daí decorre o fato da Geometria Esotérica relacioná-lo com o Polígono Piramidal por este objeto ter cinco (5) superfícies: quatro verticais inclinadas e uma base horizontal plana.
        A Magia Talismânica Heleno-Semita simboliza o Homem pelo Pentagrama, a famosa Estrela de Cinco Pontas, por assim melhor poder expressá-lo em sua Dupla Polaridade :
  1. Positiva  - Uma só de suas pontas apontando para cima;
  2. Negativa - Uma só de suas pontas apontando para baixo.
        O Pentagrama em posição positiva é o símbolo do Ser Humano harmônico e evolutivo, com seus desejos e instintos submetidos à sua consciência; o Pentagrama em posição negativa é o símbolo do Ser Humano desajustado e regressivo em conflito consigo mesmo, cuja consciência está subjugada aos seus instintos.
        Um Talismã Mágico, de origem européia medieval, abaixo exibido, demonstra claramente os conceitos acima expressos :

Magia
  1. O pentagrama apresenta-se nas duas posições antagônicas, positiva e negativa, conforme se veja seu verso ou seu anverso :
  2. Os nomes de Adam e Eve, personagens míticos semitas, contrapõem-se aos nomes de Samael [Arcanjo do Sol] e Lilith [Potestade da Lua Negra].
  3. Uma Figura Humana contrapõem-se à figura do Bode Expiatório.
  4. No círculo exterior, apresentam-se letras do alfabeto hebraico, as quais têm relações específicas com a Kabalah e que podem ter caráter defensivo ou retaliatório.
    Assim, a Estrela de Cinco Pontas é um Símbolo Talismânico Universal da Raça Humana e tem-se notícias de seu uso no Tantrismo (Índia e Tibet), na Cabala (Judéia), no Pitagorismo (Grécia), na Magia (Europa Medieval), na Teosofia (nas modernas Europa e Américas). Então, também nós o utilizamos no Esoterismo de Umbanda.

A MAGIA TALISMÂNICA NA UMBANDA

Todo aquele que estuda o Esoterismo das Religiões sabe que não existe fenômeno material sem seu substrato astral e vice-versa! Sabe, tambémm, que todas as Entidades Astrais, sejam de que Plano Espiritual forem e qualquer que seja a denominação que se lhes dê, necessitam do fator "meio", ou seja, de suporte material adequado para se revelarem no Plano Material.
        Assim, também os Símbolos Sagrados de Umbanda (Lei de Pemba) não são meros Sinais Gráficos materiais. Na verdade, eles reproduzem as Estruturas Esquemáticas dos Campos de Forças do Mundo Astral e, assim, refletem o Fluxo e a Atuação das Forças Sutis Astrais sobre as Forças Elementares Cósmicas, Planetárias e Terrestres.
        Desta forma, com os Símbolos Sagrados de Umbanda, podemos invocar, fixar e/ou irradiar a Força Astral (Axé) de uma Entidade Espiritual em determinados Pontos Riscados que, ritualisticamente fixados em Suportes Materiais bem preparados, passam a se constituir em Meio de Comunicação entre a Entidade Espiritual e seus devotos, tal e qual acontece com um Médium, um Congá ou um Assentamento. É dentro dessas condições que os Símbolos Sagrados de Umbanda têm larga aplicação na Magia Talismânica, mormente no preparo e consagração de Guias, Sinetes e outros Talismãs.

Destino e o Orí Orun

E nada executa por sua própria vontade, mas cumprindo fielmente as ordens de Olorun e os ditames do Iwa / Destino livremente escolhido por cada Ori Orun / Individualidade no Além de cada fiel e, através de Orunmila-Ifá, cumpre também as ordens das Divindades.

E se ele é considerado “trapaceiro" e “encrenqueiro”, o é pelos culpados, porque ele é o fiscal de Olorun junto aos Orixás e, ainda, o Vigia dos Babalaôs e do bom cumprimento das obrigações rituais e sacrificiais por cada Fiel.

E se ele pode até matar, conforme se lê em diversos Ese dos Itan Ifá, é também ele que representa a Vida e a sua dinamização/continuação, através do legítimo e natural prazer sexual que leva os humanos a procriar.

E se assim é há milênios, a lmole Eshu só é devida a coragem de cada fiel em tentar realizar o seu Destino livremente escolhido antes de nascer, a sua Oferenda específica - o Ebo - do seu ritual Ipade e a nossa saudação, não de medo ou horror, mas de respeito, como a ele fez Osetuwa :

-"Agba Esu, Mo ju iba ! Iba se o ! “- 

-" Eshu Ancestral, presto-lhe minha homenagem ! “-

-“ Oh ! Que esta homenagem se cumpra ! "-
Assim sendo, quero terminar esta explanação com a tradução livre, mas coerente, de parte de um dos Versos dos Contos de Ifá, o do Odu ôbará Meji :
Obara ni,
ki ndojubole Ki n'ba buru,
Ki Elegbara o jeki ngo lo
Nje ikuderin Moforibale l'Elegbara.
-"Obará Meji pediu que eu me prostrasse em reverência,
cobrindo minha cabeça.
Que eu deveria me prostrar e me cobrir em respeito,
para que Elégbará me permitisse prosseguir
em meu caminho de felicidade e riqueza.
Assim, minha morte transformar-se-á em longa vida de alegria.

Portanto, curvo-me ante Elégbará !"-
Então, assim, também eu o faço e assim também eu peço :
-" Imole Eshu, aqui está minha oferenda ! “-
-“ Por favor, peça a Olorun que aceite esta oferenda
e alivie meu sofrimento ! " -

Adupê, ó !
=====

Créditos.:

Se você gostou deste texto, ele foi Extraído do livro de Mestre Itaoman
Ifá, o Orixá do Destino
Publicado pela Ícone Editora Ltda. 

Obs: em meu livro o tema central será o destino!

Costumes ancestrais dos magos

Usos e costumes ancestrais de outros povos, legítimos e fundamentados à sua época, podem muito bem serem transmudados em novos tempos, como já acontecia mesmo em áfrica, aonde os Babalawos tinham, a seu critério, o poder de substituir os animais preceituados para oferenda por suas penas, escamas e couros, devendo o valor de mercado do animal a ofertar ser distribuído, em esmolas, entre os carentes de sua comunidade.
Por outro lado, a atuação do Imole Eshu como Mensageiro dos Orixás para a entrega de oferendas a Olorun, dificilmente é compatível ou coerente com a sua posterior identificação com o "Satã" pelos cristãos e muçulmanos. Tal tentativa de analogia, só se explica por não se encontrar no Credo Iorubá a idéia de “diabo” ou “inferno”, como se os entendem em outras religiões não-africanas.

De fato, mesmo face à situação irregular dos suicidas, no pensamento Iorubá, seres carentes de coragem em enfrentar seu próprio destino, os Iorubanos jamais criaram a idéia grosseira de uma eterna punição; para eles, prêmio ou castigo eram provações a serem experimentadas aqui mesmo nesta Terra ou pela falta de retorno à ela.
Assim, a idéia de um "Êxú" essencialmente trevoso e mau é uma contrafação sincrética com o “diabo” medieval católico, forçada e imposta pela escravidão e conseqüente perda de valores iniciatórios das religiões africanas no Brasil, mas que nunca existiu em áfrica em tempo algum.

E, muito embora nas lendas populares, Imole Eshu passasse a ser conhecido como "manhoso", “trapaceiro" e notoriamente "encrenqueiro", mormente se não for "apaziguado" por seu Ebo, a sua suposta imagem de malignidade decorre, na verdade, de ele ter o importante papel de Executor Divino, punindo aqueles que descuram as oferendas prescritas para eles, mas recompensando aqueles que as cumprem.
Entretanto, ele nada faz por conta própria, servindo fielmente a Olorun e ao Orixá Orunmila-Ifá. Também, os Orixás e as Eborás podem convocá-lo para se utilizar da variedade de punições postas sob o seu comando. E isto porque, com imensa sabedoria, o Credo Iorubano ancestral prega que Orixá algum pune diretamente seus “Filhos", mesmo os transviados, os transgressores e os ofensores : isto é função do Imole Eshu.

Os Versos dos Contos de lfá dizem que Imole Eshu é também encarregado por Olorun para vigiar as ações de outras Divindades no Aiye / Terra. E isto só pode se dar, dizem os fiéis, porque ele é notável e notoriamente equânime no seu papel de Executor Divino.

É por tudo isso que todos os devotos de todas os Orixás e Eborás se voltam para Orunmila-lfa em tempos de dificuldades, buscando essa equanimidade e, a conselho dos Babalaôs, oferendam a Imole Eshu e, por seu intermédio, a Olorun.

Para que os Babalaôs não se excedam nas prescrição dessas oferendas, lmole Eshu está sempre presente na Divinação Sagrada de Ifá, como o décimo sétimo lkin / Coquinho de Dendê, o Olori lkin / Senhor (o Cabeça dos Coquinhos de Dendê Consagrados), o qual leva a sua efígie gravada.

Por essa razão, este décimo sétimo lkin é também chamado de Oduso / Vigia dos Odu, do verbo Iorubá So / Vigiar, ou seja, colocado no Tabuleiro de Ifá em uma posição tão privilegiada quanto a do Babalaô, ele representa Eshu Oduso que é o Vigia dos Odu / Signos-Resposta do Sistema lfá e, conseqüentemente de suas verdadeiras interpretações pelos Babalaôs, pois todo o bom cumprimento do Iwa / Destino do Consulente depende de se bem compreender a Mensagem que Orixá Orunmila quer transmitir ao Consulente.

Daí se compreender que a ligação do Imole Eshu com o Jogo de Ifá é inquestionável.
Assim, como vemos, Imole Eshu não é nem mau nem tenebroso, antes, pelo contrário, freqüenta o Orun /Além, reporta-se diretamente a Olorun e dialoga com os Imole / Divindades e com os Onile / Antepassados. Ele também não é vingativo indiscriminadamente, mas é o Transformador Divino que trata com equanimidade Divindades, Ancestrais, Babalaôs e Humanos por ordens de Olorun.

Oferendas e magia

A oferenda Ebo é constituída de elementos materiais muito simples, mas de profundo significado, ao contrário do que se vê "despachado" pelas esquinas de nossas cidades e que quase não guardam relação alguma com o seu significado original :

Omi (a água), a Oferenda por excelência, que fertiliza, apazigua e vitaliza tanto o Além quanto a Terra, especialmente se for a Omi Ato (água de chuva), a “água-sêmen” do céu !

Epo (o Azeite de Dendê) : símbolo da dinâmica da realização, da descendência, relacionada com o Eje Pupo / “sangue vermelho” ou essência do Vermelho dos elementos gerados ;

Otin (bebida destilada branca) : vinho de palmeira em áfrica e cachaça no Brasil, relacionada com o Eje Funfun / “sangue branco” ou essência do Branco dos elementos geradores;

Iyefun (a farinha) : qualquer farinha, a qual é símbolo do Eje Dudu / “sangue preto” ou essência do Preto dos elementos gestantes e fecundos, quase sempre na forma do Akasa, bolinho de pasta branca de milho deixado de molho, ralado e cozido, envolto na folha especial Ewe Eko.

Dito isto (e mais haveria ainda a dizer), eis porque tão poderosa divindade sempre foi e ainda é cultuada e servida antes até que servidos e cultuados sejam os Orixás, em qualquer situação e lugar . Remarquemos a mais que, especificamente no Ebo de seu Ipade, Imole Eshu não recebe sangue animal e sim seu sucedâneo transmudado - o Epo / Azeite de Dendê.
Assim, sem ferirmos a Tradição Ancestral, podemos afirmar que é um direito da Coroa de Orumilá do - A Umbanda Astrológica do Brasil - não se utilizar de sacrifícios de sangue, banalmente, nem mesmo parar preceituar tão poderosa divindade, a não ser a quem é de direito, se for pedido pelos orixás ou se a magia com axé vermelho for insubstituivel! Cada caso é um caso, e em certas pessoas se faz necessário por causa do carma, reajustamento ou vibração o axé vermelho!.

Exú e orixás no credo yorubá

E no Credo Iorubá, Imole Eshu é o símbolo, não da subtração, mas sim da restituição que os humanos devem fazer, através de Oferendas, daquelas coisas que eram necessárias à sobrevivência do Mundo e que Olorun deu aos Imole Osetuwa e Eshu para salvá-la e não para destruí-la.

E é na execução das Oferendas com esta intenção, que só Eshu Elebo / Senhor das Ofendas é capaz de tornar aceitável a Olorun, que está a "chave" que permite ao fiel alcançar o seu objetivo. E se conseguir alcançar o seu objetivo, naturalmente obterá também a satisfação (Alafia) dos seus anseios maiores ; assim, deve agradecer também a Eshu Alafia / Senhor da Satisfação Pessoal.

É sobretudo sob as múltiplas variantes de Bara, Enu Gbarijo, Elebo e Alafia que o Orixá Orunmila se utiliza do Imole Eshu para poder atuar como o Arauto dos Orixás sobre os destinos humanos no Jogo Divinatório de Ifá, quer através do Opon e do Opele, quer através dos Búzios.

Por isso mesmo, os Odu / Fundamentos de Tradição sempre aconselham a Pa Esu, ou seja, a apaziguar ao Imole Eshu e não a tentar suborná-lo para ter um “malfeitor” às ordens.
Por isso mesmo, Imole Eshu é o Princípio Restaurador do Equilíbrio no Credo Iorubá.

Daí as suas representações pouco conhecidas, à fora sua representação fálica, ora “fumando cachimbo”, simbolizando a absorção e a ingestão, ora “tocando flauta”, simbolizando a doação e a restituição.

E assim, os Orisirisi Esu contam corno ele distribui generosamente crescimento e honras, “vomitando-os" após ter ingerido todo tipo de alimentos e bebidas rituais das Oferendas e como há um determinado elemento, o Aasaa / Fumo de rolo picado que infalivelmente provoca essa inusitada transformação, multiplicação e restituição”.

Tudo isso ele assim faz em troca de somente três coisas : a coragem do fiel em tentar cumprir seu próprio destino; respeito do fiel aos Fundamentos de Tradição dos Orixás e a oferta de seu Ebo / Oferenda específico que lhe é destinada no seu ritual próprio, o Ipade, cujo literal significado é justamente “ato de reunião de apaziguamento” e não para pedidos de destruições e vinganças aleatórias, como pensam aqueles que, na verdade, não conhecem a essência do Senhor lmole Eshu, porque se esqueceram ou não conhecem as suas raízes espirituais ancestrais, ou, pior ainda, as renegam !

Exú, Olorun e a criação III

Imole Eshu tinha uma outra função capital que despertou o interesse dos catequistas das novas religiões, que nela viram a oportunidade otimizada para a destruição de sua importância entre os Iorubás : a sua função de Executor Divino.
Como Imole Eshu é o Mensageiro Divino e o Senhor do Carrego Ritual prescrito por Orunmila-Ifá, ele é também o L'Onan / Senhor dos Caminhos, tanto dos benéficos (Ona Rere), quanto dos maléficos (Ona Buruku), que ele abre ou fecha aos mortais conforme verifique se os sacrifícios prescritos aos fiéis foram ou não cumpridos, ajudando aqueles que os cumprem e punindo os que, devidamente avisados, não o fazem.

Por isso, ele é também o Ol'obe / Senhor da Faca, significando ser o Executor dos Sacrifícios, mas também, no sentido ritualístico, "Aquele que tem o poder de vida e morte". à Obe / Faca, Imole Eshu junta ainda a sua Opa / Bolsa, na qual carrega os seus objetos ritualísticos mágicos, entre eles os "fragmentos de cabaças", símbolo do Ser destruído mas, por sua vez, destruidor, talvez um dos seus emblemas mais temidos e somente manipulados por seus El'esu, ou seja, pelos Sacerdotes do Imole Eshu.

Por tudo isso, Imole Eshu está sempre "do lado de fora", nos “caminhos”, onde tem seu lugar predileto, a Orita Meta / Encruzilhada de Três Caminhos, onde ele aceita, carrega, transporta e premia, mas, também, de onde vigia, adverte, recusa e pune.

Foi então que os primeiros catequistas de outras religiões passaram a pregar que todas as desgraças acontecidas aos fiéis dos Orixás Iorubás, merecidas ou não, derivavam da ação nefasta e indiscriminada de Imole Eshu, o qual apenas faria o Mal pelo Mal.

Por sua vez, os Iorubás escravizados viram nesta interpretação equivocada de Executor por Malfeitor, uma nova arma para se defenderem e passaram a ameaçar abertamente os seus inimigos com as artes punitivas do Imole "Esu", que assim começou a transformar-se em "êxú" e a sincretizar-se, nas mentes mais fracas, com a figura do “diabo” medieval católico.

Daí a ele começar a ser representado e apresentado como um Ser tenebroso e mau foi apenas a mesma “descida de ladeira” por onde escorregaram os sincrético cultos afro-brasileiros, notadamente a Umbanda Popular, até estarem lançadas as bases do “sincretismo dentro do sincretismo" e aparecer a Kimbanda que, na verdade, nada mais é que o ponto mais alto da “curva do desespero” a que foram lançados os povos escravizados no Brasil.

Exú, Olorun e a Criação II

E Osetuwa dirigiu-se a Eshu Odara e pediu-lhe a ajuda para levar as Oferendas dos Imole a Olorun. E Eshu Odara respondeu a Osetuwa:
Como ?
Jamais pensei que você viesse me avisar antes de partir !
Por este seu gesto, hoje o Orun / Além lhe abrirá as portas.
E, então, Osetuwa e Eshu Odara puseram-se a caminho e partiram em direção aos portões do Orun. Quando lá chegaram, as portas já se encontravam abertas.

Osetuwa, então, pôde entregar as Oferendas dos Imole a Olorun e Este, aceitando-as por virem através de Imole Eshu, deu a Osetuwa .."todas as coisas necessárias à sobrevivência do Mundo". Osetuwa voltou ao Aiye / Mundo Material e tudo frutificou novamente!
Tão gratos lhe ficaram os Imole que o cobriram de presentes e o celebraram como o único dentre eles que conseguira levar as Oferendas ao Orun. Mas Osetuwa, com humildade, levou todos os presentes que recebera e deu-os todos a Eshu Odara.

Quando os deu a Eshu, o mesmo disse :
-“ Como ??? Há tanto tempo eu entrego os sacrifícios e nunca houve ninguém para retribuir-me a gentileza !
-“ Você, Osetuwa, todos os sacrifícios que eles fizerem sobre a Terra se não os entregarem primeiro a você para que você os possa trazer a mim farei com que as Oferendas não sejam aceitas!
E foi assim que Osetuwa tornou-se em um poderoso Akin Oso / Manipulador do Poder, duplamente por seu nascimento e pela confirmação de Imole Eshu Odara, por ter mostrado a todos os Imole que Eshu era realmente o Osije / Mensageiro Divino e que também tinha o poder de aceitar ou recusar os sacrifícios rituais porque era o verdadeiro Eleru/Senhor da Obrigação Ritual.

A partir de então, os seiscentos Imole decidiram dar ao Imole Eshu um “pedaço de suas próprias bocas” para que ele pudesse falar por todos, quando fosse perante Olorun, pois era patente que ele era o outro Imole, além de Orunmila, que podia apresentar-se perante Ele. Imole Eshu, muito sabiamente, “uniu todos esses pedaços em sua própria boca” e assim tornou-se o Enu Gbarijo / Boca Coletiva de todos os Imole.

Desde então, corno retribuição de Eshu aos outros Imole, cada um desses possui ao seu lado o seu Eshu Okoto / Caracol, o Mais Um, a quem ambos delegam os seus poderes. Desta forma, por delegação espontânea de todos os Imole, Eshu tornou-se também o Elegbara / Senhor do Poder Mágico. E como toda a Criação é também regida pelos Imole, todo o Ser vivente no Aiye / Mundo, assim como possui o seu Olori, ou seja, o seu Orixá ou sua Ebora, que são o Senhor ou a Senhora de sua Ori / Cabeça, também tem que ter o seu Eshu Bara / Eshu do Corpo, pois Bara vem de Oba = Senhor + Ara = Corpo.

Isto explica muitas coisas que são atribuídas nos cultos afro-brasileiros a Eshu, pois que ele é responsável pela natural atividade sexual, que é um atributo do corpo, pois sem ela não há procriação, que é multiplicação e abundância, quer seja vegetal, animal ou humana.

E, para isso, Imole Eshu, sendo o Elegbara e o Bara, recebeu de Olorun os instrumentos-símbolos desta sua ação dinamizadora e frutificadora :
- o Ado Iran, a Cabaça arredondada de longo pescoço, o recipiente de poder mágico que contém inesgotável Axé / Força Mágica, bastando ser apontada a um objetivo para emanar e propagar esse poder mágico ;
- o Gorro ou Penteado tradicional em coque de ponta alongada e caída, terminada na forma da glande peniana humana.

Daí ser o Pênis humano, em ereção, uma de suas mais populares e ancestrais representações, feitas em pedra, como as da localidade africana de Tondediru, ou, mais simplesmente, modeladas em barro à beira dos caminhos. E este foi, como já dissemos no início, um dos aspectos de Imole Eshu que mais escandalizou os missionários de outras religiões, que então dispararam contra ele todas as suas “armas”

Mas, nunca atentaram para o fato de que em nenhum dos milhares de Versos de Contos de lfá, Imole Eshu jamais - repitamos - jamais assume a função de procriador e mais : suas diversas formas multiplicativas têm por origem a divisão do seu próprio Ser em “milhares” de partes pela espada de Orunmila.

Exú, Olorun e a criação

Olorun admirou esta forma e soprou sobre o montículo, insuflando-lhe Seu Hálito e lhe deu vida. Esta forma, a primeira dotada de existência individual, um rochedo de Laterita, era Eshu Yangi."

Assim, fica claro que Imole Eshu foi criado diretamente por Olorun, mas não da própria e primordial matéria divina, da qual Ele já havia feito Obatala e Oduduwa, o Casal Divino, mas sim daquela matéria que iria formar toda existência genérica subseqüente, ou seja, a Eerupe / Lama, da qual seria criada também toda a Humanidade que um dia Ebora Iku / a Morte devolverá a essa mesma Lama.

Então, Eshu Yangi é o primeiro Ser criado da Existência Genérica e o símbolo por excelência do Elemento Criado. Por isso ele é chamado também de Eshu Agba / Eshu Ancestral. Assim, os seus assentamentos ou sacrários mais antigos e tradicionais eram um simples pedaço de Laterita vermelha enfiado no solo, na Orita Meta / Encruzilhada de Três Caminhos. Algumas vezes, a Laterita vermelha estaria cercada por 7, 14 ou 21 hastes de ferro, mas deste metal bem enferrujado que é o "esqueleto" do metal novo.

Como os mitos da Criação, segundo os Iorubás, demonstram que Imole Eshu foi criado logo após Obatala e Oduduwa por Olorun, ele é, portanto, o Igba Keta / a Terceira Cabaça ou o Terceiro Criado, sendo símbolo da Existência Diferenciada e, em conseqüência, o elemento dinâmico que leva à propulsão, à mobilização, à transformação e ao crescimento. Nesta variante múltipla, ele é o princípio dinâmico que participa forçosamente de tudo o que virá a existir.
E assim foi-se processando a Criação, segundo o Credo Iorubá.

Os Orisirisi Esu continuam contando como Imole Eshu logo descontrolou-se e começou a devorar toda a existência, sendo obrigado por Orunmila, após uma longa perseguição, a vomitar tudo de volta ; entretanto, melhor, em maior quantidade e mais perfeito do que quando o ingerira.

E, tendo sido picado em milhares de pedaços pela espada de Orunmila, transformou-se no Mais Um ou o Um multiplicado pelo Infinito, no Eshu Okoto / Caracol, cuja estrutura óssea espiralada parte de um ponto único, abrindo-se para o Infinito e no qual os Iorubanos conceituavam o crescimento e a multiplicação.

Desta forma, Eshu Yangi também multiplicou-se “infinitamente" e, tendo se tornado no símbolo da restituição e da recomposição, tornou-se ele próprio no Oba Baba Eshu / Rei e o Pai de todos os outros Imole Eshu que dele foram "cortados” e que para sempre acompanhariam os Imole e todos os mortais.
Os Ese Itan Ifa / Versos dos Contos de Ifá, contam-nos a razão da denominação das outras variantes múltiplas de Imole Eshu.

Numa explanação livre dos versos desses Contos, no que se refere ao Imole Osetuwa, podemos ler que quando os Imole vieram à Terra para coadjuvar Obatala e Oduduwa a reger a Criação, Olorun ensinou-lhes tudo quanto precisavam saber para que a vida na Terra fosse Odara / Feliz.

Mas, apesar de os Imole fazerem tudo quanto lhes tinha sido prescrito por Olorun, sobrevieram na Terra todos os tipos de desgraças sobretudo uma terrível e prolongada seca.
Os Imole reuniram-se e chegaram à conclusão de que os fatos desastrosos estavam além da sua compreensão e que deveriam mandar alguém, sábio e instruído, à presença de Olorun para que Este lhes mandasse a solução dos problemas que afligiam a Terra, agora sob o risco de total desaparecimento.

Orunmila, o Orixá da Divinação Sagrada, partiu nessa missão e data daí o fato de que Orunmila passou a ser um dos dois Imole que podem apresentar-se perante Olorun e suportar-Lhe o esplendor. Ao lhe ser permitido facear Olorun, Orunmila ouviu Dele que a razão para todas as desgraças que assolavam a Terra estava no fato de que eles, os Imole não haviam convidado para morar no Ode Aiye, ou seja, a moradia dos Imole na Terra, ao Ser que se constituía no décimo sétimo dentre eles.Quando assim o fizessem, tudo voltaria a frutificar!

E foi assim que Orunmila tornou-se o Arauto de Olorun para a ligação dos dois mundos o Orun / Além e o Aiye / Terra. Retornando ao Ode Aiye, junto com os outros quinze Imole, Orunmila começou a procurar pelo "décimo sétimo" o qual deveria ser convidado a morar com eles.

Depois de muitas tentativas infrutíferas decidiram que uma poderosa Aje / Senhora do Feitiço - a Ebora Osum - deveria conceber um filho de Oso / Senhor do Poder Mágico, filho esse que receberia, ainda no ventre materno, o Ashe / Força Mágica de todos os Imole por imposição conjunta de suas mãos, para que se transformasse assim no Mensageiro por excelência das Oferendas dos Imole e se acabassem as desgraças que assolavam a Terra.

Assim foi gerado um filho do "Feitiço com o Poder Mágico" o qual recebeu o nome de Osetuwa e este novo Orixá Gerado passou a tentar cumprir o seu dever de mensageiro, mas sem obter absolutamente nenhum sucesso!
Até que um dia, em aflição, lembrou-se de procurar o quase desconhecido Imole Eshu Odara / Eshu da Felicidade, para pedir-lhe conselhos e ajuda.

RELAÇÕES MÍSTICA: INFLUÊNCIAS DE XANGÔ EM PEIXES

Ponto Riscado de Xangô

na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Peixes
    Qualidade do Signo
  Negativo, Hídrico e Mutável
    Astro Regente
  Júpiter
    Dia Favorável
  Quinta-feira
    Orixá de Nascimento
  Xangô
    Guardião Superior
  Arcanjo Azariel
    Guardião Inferior
  Gira-Mundo
    Ponto Cardeal
  Oeste
    Força Sutil
  Hídrica
    Elemento
  Água
    Número
  3 (três) e 6 (seis)
    Som
  Nota Musical Si
    Pedra Preciosa
  Ametista, Azurita e Água Marinha
    Animal Totêmico
  Cavalo Marinho
    Cor
  Verde
    Metal
  Estanho
    Essência Odorífica
  Verbena
    Flor
  Lírios
    Erva Principal
  Musgo de Cachoeira
    Outros Vegetais
  Lírio da Cachoeira, Negamina,
   Aperta Ruão e Limoeiro
    Banho de Defesa
  Alecrim, Limoeiro e Colônia
    Defumação
    Mirra, Bejoin e Alfazema

RELAÇÕES MÍSTICAS: INFLUÊNCIAS DE YORIMÁ EM AQUÁRIO

Ponto Riscado de Yorimá

na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Aquário
    Qualidade do Signo
  Positivo, Eólico e Fixo
    Astro Regente
  Saturno
    Dia Favorável
  Sábado
    Orixá de Nascimento
  Orumilá  (Obaluaiyê)
    Guardião Superior
  ArcanjoYramael (Uriel)
    Guardião Inferior
  Pinga Fogo
    Ponto Cardeal
  Leste
    Força Sutil
  Eólica
    Elemento
  Ar
    Número
  2 (dois) e 3 (três)
    Som
  Nota Musical Lá
    Pedra Preciosa
  Ametista, Zircônio e Jacinto
    Animal Totêmico
  Ganso
    Cor
  Roxa
    Metal
  Chumbo
    Essência Odorífica
  Junquilho
    Flor
  Dálias
    Erva Principal
  Amoreira
    Outros Vegetais
  Eucalipto, Arruda-macho,
  Guiné Pipiu e Alfavaca
    Banho de Defesa
  Eucalipto, Guiné e Arruda-macho
    Defumação
   Incenso, Sândalo e Alecrim

RELAÇÕES MÍSTICAS: INFLUÊNCIAS DE YORIMÁ EM CAPRICÓRNIO

Ponto Riscado de Yorimá

na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Capricórnio
    Qualidade do Signo
  Negativo, Telúrico e Cardinal
    Astro Regente
  Saturno
    Dia Favorável
  Sábado
    Orixá de Nascimento
  Yorimá (Obaluaiyê / Omulú)
    Guardião Superior
  Arcanjo Cassiel
    Guardião Inferior
  Pinga Fogo
    Ponto Cardeal
  Norte
    Força Sutil
  Telúrica
    Elemento
  Terra
    Número
  3 (três) e 8 (oito)
    Som
  Nota Musical Sol
    Pedra Preciosa
  Ônix, Obsidiana e Mármore
  (osso e madeira petrificada)
    Animal Totêmico
  Bode
    Cor
  Roxa
    Metal
  Chumbo
    Essência Odorífica
  Violeta
    Flor
  Violetas
    Erva Principal
  Amoreira
    Outros Vegetais
  Guiné, Tamarindo,
   Café e Vassourinha das Almas
    Banho de Defesa
  Eucalipto, Guiné e Arruda Fêmea
    Defumação
    Mirra, Bejoin e Alfazema

RELAÇÕES MÍSTICAS: INFLUÊNCIAS DE XANGÔ EM SAGITÁRIO

Ponto Riscado de Xangô

na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Sagitário
    Qualidade do Signo
  Positivo, Ígnêo e Mutável
    Astro Regente
  Júpiter
    Dia Favorável
  Quinta-feira
    Orixá de Nascimento
  Xangô
    Guardião Superior
  Arcanjo Saquiel
    Guardião Inferior
  Senhor Gira-Mundo
    Ponto Cardeal
  Sul
    Força Sutil
  Ígnêa
    Elemento
  Fogo
    Número
  3 (três) e 4 (quatro)
    Som
  Nota Musical Fá
    Pedra Preciosa
  Safira, Turquesa e Cassiterita
    Animal Totêmico
  Cavalo
    Cor
  Verde
    Metal
  Estanho
    Essência Odorífica
  Sândalo
    Flor
  Cravos Brancos
    Erva Principal
  Musgo de Cachoeira
    Outros Vegetais
  Lírio da Cachoeira, Erva Tostão,
  Goiabeira e Mangueira
    Banho de Defesa
  Folhas de Alecrim, Limoeiro
  e Colônia
    Defumação
   Incenso, Sândalo e Alecrim

RELAÇÕES MÍSTICAS: INFLUÊNCIAS DE Oxumaré em ESCORPIÃO

Ponto Riscado de Ogum

na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Escorpião
    Qualidade do Signo
  Negativo, Hídrico e Fixo
    Astro Regente
   Marte
    Dia Favorável
  Terça-feira
    Orixá de Nascimento
  Ogum
    Guardião Superior
  Arcanjo Azrael e Samael
    Guardião Inferior
  Senhor Tranca Rua
    Ponto Cardeal
  Oeste
    Força Sutil
  Hídrica
    Elemento
  Água
    Número
  9 (nove)
    Som
  Nota Musical Mi
    Pedra Preciosa
  Granada, Jaspe Sanguíneo
  e Quartzo Fumée
    Animal Totêmico
  Escorpião
    Cor
  Alaranjada
    Metal
  Ferro
    Essência Odorífica
  Aloés
    Flor
  Capuchinha
    Erva Principal
  Carqueja
    Outros Vegetais
  Madressilva, Erva Lanceta
  Losna e Lança de Ogum
    Banho de Defesa
  Arruda-fêmea, Alecrim,
  Espada de S. Jorge
    Defumação
   Mirra, Benjoin e Alfazema

RELAÇÕES MÍSTICAS: INFLUÊNCIAS DE OXUM EM LIBRA

 
Ponto Riscado de Oxosse

na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Libra
    Qualidade do Signo
  Positivo, Eólico e Cardinal
    Astro Regente
  Vênus
    Dia Favorável
  Sexta-feira
    Orixá de Nascimento
  Oxum
    Guardião Superior
  Arcanjo Anael
    Guardião Inferior
  Senhor Marabô
    Ponto Cardeal
  Leste
    Força Sutil
  Eólica
    Elemento
  Ar
    Número
  6 (seis)
    Som
  Nota Musical Ré
    Pedra Preciosa
  Água Marinha, Solalita e Espinélio
    Animal Totêmico
  Lebre
    Cor
  Azul
    Metal
  Cobre
    Essência Odorífica
  Lavanda
    Flor
  Flores Silvestres
    Erva Principal
  Hortelã
    Outros Vegetais
  Acâcia Jurema, Funcho,
  Malvaisco e Sete Sangrias
    Banho de Defesa
  Pitangueira, Sabugueiro
  e Gervão Roxo
    Defumação
  Incenso, Sândalo e Alecrim

RELAÇÕES MÍSTICAS: INFLUÊNCIAS DE YORI EM VIRGEM

Ponto Riscado de Yori

na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Virgem
    Astro Regente
  Mercúrio
    Qualidade do Signo
  Negativo, Telúrico e Mutável
    Dia Favorável
  Quarta-feira
    Orixá de Nascimento
  Yori (Ibeje / Erê / Criança)
    Guardião Superior
  Arcanjo Yoriel
    Guardião Inferior
  Senhor Tiriri
    Ponto Cardeal
  Norte
    Força Sutil
  Telúrica
    Elemento
  Terra
    Número
  5 (cinco) e 6 (seis)
    Som
  Nota Musical Dó
    Pedra Preciosa
  Jade, Crisópraso e Ágata
    Animal Totêmico
  Corça
    Cor
  Vermelha
    Metal
  Mercúrio
    Essência Odorífica
  do Capim Santo
    Flor
  Margarida
    Erva Principal
  Manjericão
    Outros Vegetais
  Abre-caminho, Quina Roxa,
  Maravilha e Melão de S. Caetano
    Banho de Defesa
  Trevo, Arruda-fêmea e Manjericão
    Defumação
  Mirra, Benjoin e Alfazema

RELAÇÕES MÍSTICAS: INFLUÊNCIAS DE OXALÁ EM LEÃO

Ponto Riscado de Oxalá

na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Leão
    Qualidade do Signo
  Positivo, Ígnêo e Fixo
    Astro Regente
  Sol
    Dia Favorável
  Domingo
    Orixá de Nascimento
  Oxalá
    Guardião Superior
  Arcanjo Miguel
    Guardião Inferior
  Senhor Sete Encruzilhadas
    Ponto Cardeal
  Sul
    Força Sutil
  Ígnêa
    Elemento
  Fogo
    Número
  1 (hum) e 4 (quatro)
    Som
  Nota Musical Lá
    Pedra Preciosa
  Diamante, Citrino e Sardônica
    Animal Totêmico
  Leão
    Cor
  Branca, Dourada
    Metal
  Ouro
    Essência Odorífica
  Heliotrópio
    Flor
  Girassol
    Erva Principal
  Louro
    Outros Vegetais
  Maracujá, Laranjeira,
  Algodoeiro e Arnica
    Banho de Defesa
  Arruda-macho, Levante
  e Girassol
    Defumação
  Incenso, Sândalo e Alecrim

RELAÇÕES MÍSTICAS: INFLUÊNCIAS DE YEMANJÁ EM CÂNCER

Ponto Riscado de Yemanjá

na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Câncer
    Qualidade do Signo
  Negativo, Hídrico e Cardinal
    Astro Regente
  Lua
    Dia Favorável
  Segunda-feira
    Orixá de Nascimento
  Yemanjá
    Guardião Superior
  Arcanjo Gabriel
    Guardião Inferior
  Senhora Pomba-Gira
    Ponto Cardeal
  Oeste
    Força Sutil
  Hídrica
    Elemento
  Água
    Número
  2 (dois) e 7 (sete)
    Som
  Nota Musical Sol
    Pedra Preciosa
  Opala, Pedra da Lua e Calcita
    Animal Totêmico
  Golfinho
    Cor
  Prateada, Amarela
    Metal
  Prata
    Essência Odorífica
  Rosa
    Flor
  Rosas Brancas
    Erva Principal
  Sensitiva
    Outros Vegetais
  Unha de Vaca, Pariparoba
  Avenca e Lágrimas de N. Senhora
    Banho de Defesa
  Arruda-fêmea, Sensitiva
  e Rosa Branca
    Defumação
  Mirra, Benjoin e Alfazema

RELAÇÕES MÍSTICAS: INFLUÊNCIAS DE OXOSSE EM TOURO Ponto Riscado de Oxosse



na Lei de Pemba
da Umbanda Esotérica
    Signo Zodiacal
  Touro
    Qualidade do Signo
  Negativo, Telúrico e Fixo
    Astro Regente
  Vênus
    Dia Favorável
  Sexta-feira
    Orixá de Nascimento
  Oxosse
    Guardião Superior
  Arcanjo Anael
    Guardião Inferior
  Senhor Marabô
    Ponto Cardeal
  Norte
    Força Sutil
  Telúrica
    Elemento
  Terra
    Número
  6 (seis)
    Som
  Nota Musical Mi
    Pedra Preciosa
  Safira, Turquesa e Lápis-lazuli
    Animal Totêmico
  Touro
    Cor
  Azul
    Metal
  Cobre
    Essência Odorífica
  Patchuli
    Flor
  Palma Vermelha
    Erva Principal
  Hortelã
    Outros Vegetais
  Malva Rosa, Mil-Folhas
  Azedinha e Erva Doce
    Banho de Defesa
  Pitangueira, Sabugeiro
  e Gervão Roxo
    Defumação
  Mirra, Benjoin e Alfazema
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