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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Uriel o anjo da morte?


Uriel
Uriel (אוּרִיאֵל “Chama de Deus”, Hebreu padrão Uriʾel, Hebreu tiberiano ʾÛrîʾēl) é um dos arcanjos da tradição rabínica pós-exílio, bem como de algumas tradições cristãs.
Os anjos mencionados nos livros mais antigos do Antigo Testamento não são designados por nomes. De facto, já o rabi Shimon ben Lakish (230 – 270) asseverava que os nomes específicos dos anjos foram adaptados pelos judeus a partir de tradições babilónicas, depois do exílio – muitos comentadores modernos concordam com esta visão. Dos sete arcanjos do judaísmo pós-exílio, apenas três (Gabriel, Miguel e Rafael) são mencionados pelos nomes nas escrituras que gradualmente foram aceitas como canónicas. Os outros quatro, contudo, são nomeados no século II a.C. no Livro de Enoque, capítulo XXI: Uriel, Ithuriel, Amitiel e Baliel. Os mesmos que  intercedem perante Deus pela Humanidade, durante o período dos Nephilim – os Vigilantes caídos. Quando aos três primeiros arcanjos referidos se referia outro, de modo a representar os quatro pontos cardeais, Uriel era, geralmente, o quarto (o Norte – bem como, quando representam os quatro elementos – toma o lugar da Terra).
Uriel é frequentemente identificado como o querubim que “permanece junto às portas do Éden com uma espada ardente” ou como o anjo que “preside à tempestade e ao terror” (no Primeiro Livro de Enoque). No Apocalipse de Pedro aparece como o Anjo do Arrependimento – e tão desprovido de piedade quanto qualquer demônio. Em Vida de Adão e Eva Uriel é representado como o espírito (um dos querubins) referido no terceiro capítulo do Génesis. É também identificado com um dos anjos que deram sepultura a Adão e a Abel no Paraíso.
Derivando das tradições místicas judaicas, Uriel tornou-se também o Anjo do Domingo, Anjo da Poesia, e um dos Sephiroth sagrados. Terá sido ele a lutar com Jacob em Peniel. É ainda descrito como o destruidor dos exércitos de Senaquerib. Ainda de acordo com o livro de Enoch, terá sido ele a anunciar a vinda do Dilúvio a Noé, bem como aquele que dirigiu Abraão a caminho da Terra Prometida. É conhecido ainda como o Anjo da Morte, tendo tido um papel importante no episódio das Dez pragas do Egipto, em que verificou quais as portas marcadas com sangue de cordeiro, para poupar tais casas da morte dos primogénitos.
Na tradição apocalíptica, é ele quem deterá a chave que abrirá o Inferno no Final dos Tempos.
Na moderna angeologia cristã – ainda que de uma forma marginal – Uriel é identificado por vezes como Serafim, Querubim, Regente do Sol, Chama da Deus, Anjo da Presença Divina, Arcanjo da Salvação, presidindo sobre o Tártaro (Inferno). Em escrituras mais recentes é, mesmo, identificado com Phanuel – a “Face de Deus”. É descrito frequentemente como trazendo consigo um livro ou rolo de papiro, simbolizando a sua sabedoria. Uriel é ainda o anjo patrono das artes e foi descrito por Milton como o “espírito de visão mais arguta de todo o Céu”.
Em obras apócrifas e cabalísticas, Uriel tem sido identificado ou confundido com Nuriel, Uryan, Jeremiel, Vretil, Sariel, Puruel, Phanuel, Jehoel e Israfel.
No ocultismo, é frequentemente associado à cor verde.
Uriel é também chamado de Auriel.
Curiosidades:
1- O nome Uriel significa a “luz de deus” ou “chama de deus.” Isto é porque Uriel traz a luz, ou a chama, do conhecimento de deus à humanidade. Seu símbolo é uma mão aberta que prende uma chama.
2- Uriel é um dos quatro principais Arcanjos das tradições cristã e judaíca. O outros são Miguel, Gabriel e Raphael.
3- Em 745 D.C. o papa Zachary interessado no aumento dos anjos que estava ocorrendo, convocou um conselho da igreja para que denunciassem todos os anjos que não foram mencionados pelo nome nas escrituras. Nesse conselho Uriel foi considerado um dos anjos mais importantes. Uriel era o anjo mais indicado a ser tratado desta maneira.
4- Durante o renascimento, o papa Clement III requisitou a remoção das imagens de Uriel das igrejas, porque pensou equivocadamente que Uriel estava conectado a uma heresia que reivindicava João Batista como Mêssias.
5- Uriel é o Arcanjo da profecia e ajuda os povos a desenvolverem suas habilidades psíquicas e intuitivas. Fornece introspecções nos campos das visões, dos sonhos, e das percepções. Em seu livro o magus (1801), Francis Barrett acredita que Uriel introduziu a Alquemia e a Kabbalah ao mundo.
6- Uriel é o Arcanjo da poesia e da música. Ajuda e incentiva os povos na creatividade.
Bibliografia:
  • Bamberger, Bernard Jacob, (March 15, 2006). Fallen Angels: Soldiers of Satan’s Realm. Jewish Publication Society of America. ISBN 0-8276-0797-0
  • Bunson, Matthew, (1996). Angels A to Z: A Who’s Who of the Heavenly Host. Three Rivers Press. ISBN 0-517-88537-9.
  • Cruz, Joan C. 1999. Angels and Devils. Tan Books & Publishers. ISBN 0-89555-638-3.
  • Davidson, Gustav. A Dictionary of Angels: Including the Fallen Angels. Free Press. ISBN 0-02-907052-X
  • Ivánka, E. von, “Gerardus Moresanus, der Erzengel Uriel und die Bogomilen”, Orientalia Christiana Periodica 211-2 (1955) (Miscellanea Georg Hofmann S.J.), pp 143-146.
  • Guiley, Rosemary, 1996. Encyclopaedia of Angels. ISBN 0-8160-2988-1
  • The Book Of Enoch translated by R. H. Charles D.LITT., D.D. with an introduction by W. O. E. OESTERLEY, D.D., Charles. H. R, 1917

sábado, 29 de dezembro de 2012

Cabala e os anjos de Deus

Os anjos de Deus 

Acreditamos que os ângulos de orientação têm sido em torno de nós desde o início dos tempos. Você tem os Anjos de poderes de Deus em sua vida, a partir do momento em que você nasceu. Deus e Anjos estão ao nosso redor para guiar, proteger e nos obrigam a avançar espiritual em nossa vida. A partir do momento do nascimento do nosso pai celestial atribui Anjos (poderes) em cada um de nós. 

Estudando sobre seus anjos cabalisticos você pode aprender sobre eles e como você pode desenvolver seu próprio relacionamento com Deus através dos anjos ou expandir o contato que você já tem com ele ... Pensa em anjos como mensageiros e comunicadores entre o homem e Deus, pelo ensino da Cabala , os 72 anjos são os habitantes dos nove coros divinos, como descrito pela árvore cabalística da vida, e é o que todos nós muitas vezes se referem como os anjos guardiães, ou anjos Guia. 

Pela Cabala e muitos outros ensinamentos espirituais os anjos nos conectar com as energias do Divino, usando a metáfora do transformador abaixador-um dispositivo elétrico (os anjos), que diminui uma fonte de alta tensão (o divino ou Deus), para que ele pode ser conectado a um receptor de baixa tensão (humanos), do outro lado, quando invocarmos, rezar ou apelar para o divino, os anjos servem como espécie de amplificadores para transmitir nossa comunicação pequeno e finito ao divino vasto e infinito universal . 

Os anjos são encarnações e expressões energéticas vibratórias das qualidades e pessoa do divino. Eles despertam a nossa consciência para a presença do divino que já existe em cada ser humano (a alma). Participando deles nós ativar aspectos do divino dentro de nós. Enquanto estamos disse para conter todos os personagens angelicais dentro de nós e sintoniza-los em diferentes graus, nós provavelmente temos correspondência a determinadas forças angélicas mais, de acordo com o nosso tempo e data de nascimento ou graus de tempo ... Anjos não são nem homem nem mulher, mas são muitas vezes referidos como ele ou ela. Eles não têm uma forma humana, porque eles são feitos de energia divina, alguns chamam isso de amor e luz. 

Anjos vao projetar-se a nós de uma forma que se sente mais confortável, o que significa que muitas vezes vê-los como humanos. Se eles têm uma mensagem a dar-nos, eles podem até vir a nós na forma de um ente querido, de modo a não nos assusta. Outras formas Anjos podem aparecer para nós é através de luzes, cores, sons, sentimentos, pensamentos, sonhos e aromas. Anjos não quer ser adorado, eles não querem-nos a rezar a eles como nós oramos a Deus, mas não podemos esperar que a orientação a partir deles, a menos que perguntar para ele. 

Deus deu a todos nós o livre arbítrio e não são anjos interferir nisso, mas estes energia em torno de nós está a empurrar-nos para fazer as coisas o tempo todo, para cumprir Deus deseja para avanço superior e empurrar nossas almas. Para entrar em contato Anjos, tudo que você precisa fazer é conversar (falando real ou apenas dentro de sua cabeça). É tão simples como isso. Não há nada que você não pode discutir com os anjos. Eles sabem tudo, então você é capaz de discutir qualquer coisa com eles. 

Nada é pequeno demais ou trivial para os Anjos, eles estão aqui para orientar e ajudar. Se você realmente quer, é muito simples entrar em contato com seus anjos. Tudo o que você precisa fazer é ligar para eles. Muitas pessoas optam por construir um altar, meditar, ler a bíblia, acender velas, incenso queima ... É tudo preferência pessoal. Mesmo que estas técnicas podem definir o cenário, torná-lo mais confortável e fazer os Anjos se sentir acolhida, isso não é necessário. Tudo que você precisa fazer é chamar a eles. Ele não tem que ser em palavras, tudo o que precisa para ser um pensamento "Anjo, eu preciso da sua ajuda." 

Eles sempre vêm se você se abrir para a sua energia, você vai sentir a sua presença. Depois de sentir os seus Anjos, fazer-lhes perguntas. Deixe a sua mente em branco e permitir que nada de fluxo, não tente fazer isso acontecer. Você pode querer manter um diário e anote tudo o que vem à mente. Há muitas formas de comunicar com os Anjos, de jeito nenhum é melhor que o outro. Depende do que é confortável para você. Algumas pessoas meditam, enquanto outros optam por se comunicar através de sonhos. Algumas pessoas realmente ouvir os anjos conversando com eles, enquanto outros "sentir" o que os anjos estão dizendo. Experimentar e descobrir o que funciona melhor para você. 

Você vai ser capaz de identificar seus guias angélicos pela forma como eles "sentirem". Cada guia tem uma energia diferente, assim como os humanos. Você pode ser capaz de sentir o seu tamanho ou cor, você pode ser capaz de dizer como eles sentem o cheiro, ou como elas soam. Mais uma vez, de maneira nenhuma um é melhor que o outro, a sua escolha como os anjos para se comunicar com você e que é mais fácil para você compreender. Com o tempo você vai saber qual o Anjo Guia está ajudando você e de lá você vai saber o que os seus anjos individuais Guias "especializar" dentro Tutor ou Guia anjos são como todos os outros anjos, com uma exceção - eles foram designados para ficar por nós ao longo de nossa vida, com bom e mau. 

Todos tenham pelo menos dois Anjos da Guarda, a maioria tem muito mais. Seus Anjos da Guarda sabe tudo o que você disse, fez ou pensou desde o dia em que você nasceu. Eles são não-julgamento e eles ansiosos para ajudá-lo quando solicitado. Muitas religiões crêem em anjos - cristianismo, judaísmo, zoroastrismo, hinduísmo, budismo e islamismo têm todos os seus anjos e hierarquia. Embora reconheça os anjos de todas as religiões, o foco deste site é sobre os anjos judaico-cristãs. 

As fontes dos anjos usados ​​em magia Cabala e cerimonial são principalmente judaica. Os canônicos os livros do Antigo Testamento mencionar apenas Michael e Gabriel, mas a literatura apócrifa e talmúdica fornecer fontes mais ricas, e há a suspeita de que este era um resultado do contato com o zoroastrismo, durante o período do exílio babilônico (sexta-quinto séculos aC). No entanto, como podemos ver, quase todas as religiões do velho e novo mundo tem tipo de formas de Deuses anjo, ele pode apontar que, muitas pessoas de todo o mundo tiveram contato único e experiência com anjos, pois eles têm muitos deferente nomes, mas podem apresentar as mesmas entidades espirituais. 

 A palavra "anjo" é derivada do latim cristão "angelos", ele próprio derivado do grego "aggelos", que é uma tradução da palavra hebraica "mal-ach", (um mensageiro ou trabalhador de Deus). Anjos são normalmente encontrados em grupos, refletindo seu papel na mediação da influência divina. Por exemplo, em Zorastrianism havia uma crença nos AmeshaSpentas, sete imortais sagrados ou abundante, que eram aspectos funcionais ofAhura Mazda, o Senhor Sábio.

Ciência e espaço: Novo cometa ISON pode ser o mais brilhante já registrado

Em setembro, astrônomos russos descobriram o ISON, que deve ser avistado a olho nu da Terra no final do ano que vem e poderá brilhar mais do que a Lua. Entenda o que pode acontecer até a sua visita - O ISON (em destaque) não é mais do que um pontinho luminoso a quase um bilhão de quilômetros da Terra. Mas se nada der errado durante sua viagem, ele tem tudo para ser um grande espetáculo para os amantes da astronomia (E. Guido, G. Sostero, N. Howes - Remanzacco Observatory, Italy)

Neste exato momento, a um bilhão de quilômetros, mais ou menos entre as órbitas de Saturno e de Júpiter, um cometa segue a toda velocidade em direção ao Sol. Quando passar próximo à Terra, no final do ano que vem, seu  brilho será o mais intenso já registrado no céu em toda a história, superando o da Lua Cheia. A oportunidade é única: quando seguir seu caminho, o ISON, como foi batizado, não voltará tão cedo.
O cometa foi descoberto no último dia 21 de setembro, quando uma dupla de astrônomos amadores do International Scientific Optical Network (ISON), observatório da Rússia, avistou algo novo na constelação de Câncer. Mal identificaram o pontinho luminoso, Artyom Novichonok e Vitaly Nevski publicaram as coordenadas aproximadas no site da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). Nas horas seguintes, outras praças ao redor do mundo começaram a acompanhar imediatamente a aproximação do objeto, reconhecido oficialmente pela IAU como um cometa – e nomeado de C/2012 S1 (ISON), em homenagem ao centro russo – três dias depois.
Mas por que o ISON é razão para tamanho entusiasmo entre os amantes da astronomia? A resposta é simples, segundo o astrofísico Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar): o ISON pode brilhar, e brilhar muito. “Os astrônomos utilizam uma escala de magnitudes para indicar o brilho dos objetos celestes. Nessa escala, quanto menor o número, maior o brilho. E se o ISON sobreviver, algumas projeções indicam que a magnitude será de -13. Na escala, números negativos indicam corpos muito brilhantes”, afirma.
Não é pouca coisa, visto que a Lua Cheia tem magnitude -12,7 e Vênus, o planeta mais brilhante do sistema Solar, -4,8. Ou seja, pode ser que esse cometa passe pela Terra e produza um efeito comparável – se não superior – ao do Ikeya-Seki, que teve magnitude -10 (veja lista com os mais brilhantes cometas dos últimos 50 anos).
Como um gato — Os parágrafos acima se referem às mais otimistas expectativas que circulam pelos sites de aficionados por astronomia. Por outro lado, sob a máxima cunhada por David Levy, um famoso observador espacial canadense, segundo o qual essas imensas rochas que cruzam o sistema solar são iguais a gatos (“cometas têm cauda, e fazem qualquer coisa que quiserem”), há astrofísicos que preferem adotar um discurso mais cauteloso. Pode ser que o ISON de fato proporcione um espetáculo superior aos grandes cometas avistados no século 20. Mas também pode ser que, tal qual inúmeros outros exemplos, ele se desintegre muito antes de chegar ao Sol e nem sequer dê o ar da graça. “Qualquer estimativa agora é como tentar adivinhar quem vai ganhar a Copa de 2014. Não dá pra dizer”, diz o professor Amaury Augusto de Almeida, astrofísico do departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP).
A órbita calculada do ISON indica que ele provém da nuvem de Oort, uma espécie de redoma com trilhões de rochas a quase um ano-luz do Sol. É de lá que costumam vir os cometas de longo período, denominação dada àqueles que demoram mais de 200 anos para percorrer seu trajeto de ida e volta ao Sol.
Normalmente alguma perturbação, como um choque entre duas rochas gigantes em Oort, joga um corpo para o interior do sistema solar. Atraído pelo maior campo gravitacional existente, o Sol, ele viaja a centenas de milhares de quilômetros por hora, contorna a estrela e retoma o caminho de “casa”, podendo repetir a órbita no futuro ou simplesmente se perder pelo universo.
Os primeiros cálculos apontam que o ISON tem um período orbital de impressionantes 1,2 milhão de anos. “Só um ancestral muito antigo do homem pode tê-lo avistado algum dia”, diz o astrofísico do IAG-USP. Os cometas de curto período, por sua vez, costumam ser originários do Cinturão de Kuiper, bem mais próximo. É o caso do popular cometa Halley, que demora “só” 76 anos para dar sua volta pelo sistema solar.
Coma e cauda — Um cometa é uma espécie de bola de neve suja. O seu interior é formado por gases congelados (gelo) e poeira cósmica e, na medida em que vai se aproximando do Sol, a radiação faz com que esses gases se vaporizem, originando duas coisas: a coma, que envolve o núcleo do cometa, e uma ou mais caudas. Quando atinge o periélio, ou aproximação máxima com a estrela, o calor faz com que o cometa alcance seu pico de atividade, podendo formar uma cauda com milhões de quilômetros de extensão. Vale lembrar que tudo isso depende de uma série de fatores, como o tamanho do núcleo, sua composição e a velocidade com que faz a volta no Sol.
Além do mais, a órbita calculada para o ISON estima que ele passará, no periélio, a “apenas” 1,4 milhão de quilômetros do astro, o que o classifica como um cometa sungrazer, ou que faz um voo rasante. Quanto mais próximo da fonte de calor, mais radiação, mais vaporização e, consequentemente, maior e mais brilhante sua cauda. Embora ainda seja muito cedo para determinar o tamanho do ISON, o fato de ele ter um período orbital extremamente longo indica que não se trata de um objeto pequeno. A cada vez que contorna o Sol, a radiação faz com que um cometa perca matéria – uma das explicações para o Halley, cuja passagem é registrada desde a Antiguidade, ser relativamente pequeno. Dessa forma, quanto menos vezes um cometa realiza sua passagem pela estrela incandescente, mais preservado é. E quanto mais matéria ele tiver para queimar, mais brilhante tende a ficar. Um dos mais importantes cometas observados no último século, o Hale-Bopp (também originário de Oort), tinha 40 quilômetros de diâmetro, o maior visto até hoje.
arte ciencia cometa ison
Boom Mas o que pode dar errado e nos privar do brilho do ISON? Em resumo, conforme explicam os astrofísicos ouvidos pelo site de VEJA, qualquer coisa. “Não existe nenhuma lei da matemática que indique como um cometa vai se comportar”, explica Enos Picazzio, também astrofísico do IAG-USP. Quando estiver no periélio, por exemplo, a radiação intensa pode simplesmente destruir o cometa. Como tampouco sabemos de que forma está agregada a estrutura interna da rocha – se tem bolsões de gás com monóxido de carbono, por exemplo –, o gradual aumento de temperatura durante a aproximação com o Sol pode desencadear explosões e fragmentá-la. Ainda, como já aconteceu antes, a interferência de outra força gravitacional pode fazer com que o cometa se desfaça em vários pedaços muito antes de chegar perto da Terra ou do Sol. Foi o que aconteceu em 1994, quando o Shoemaker-Levy 9 foi puxado pela gravidade de Júpiter e se rompeu em 21 pedaços, que depois colidiram com o maior planeta do nosso sistema.
Reserve a data – Caso o ISON sobreviva à aproximação com o Sol e siga sem ser incomodado o seu caminho, os astrônomos esperam que ele seja observável a olho nu por dois meses, entre novembro de 2013 e janeiro do ano seguinte. Pela trajetória calculada, o hemisfério norte terá uma vista mais privilegiada, mas o cometa também será observável do hemisfério sul. Quem tiver acesso a um telescópio amador conseguirá acompanhar a jornada do cometa já a partir de agosto de 2013.
O ponto alto da visita do ISON tem data marcada, de acordo com Amaury Augusto de Almeida, do IAG-USP. No dia 28 de dezembro de 2013, um mês depois do periélio, ele realizará a aproximação máxima do nosso planeta: uma distância de mais ou menos 64,3 milhões de quilômetros.
Também a partir de agosto do ano que vem, quando o ISON estiver a uns 450 milhões de quilômetros do Sol, será possível ter uma melhor dimensão do quão brilhante o cometa poderá ser. A essa distância, a radiação deve começar a produzir alguma atividade de vaporização no interior do núcleo.     
De volta para o passado – Além do brilho que pode exibir, um cometa como o ISON representa a oportunidade de os cientistas estudarem um material proveniente literalmente dos primórdios do sistema solar. Acredita-se que a nuvem de Oort contenha as propriedades que deram origem ao nosso sistema, há 4,6 bilhões de anos. “Um cometa é uma espécie de fóssil do sistema solar, que carrega uma matéria primitiva”, afirma o professor Enos Picazzio.
Estudar a composição desse material, seja por fotografias clicadas por sondas espaciais que orbitam a Terra ou Marte, seja nas observações por telescópio, pode permitir um contato com compostos que, de outra forma, estariam totalmente fora do nosso alcance. Para se ter uma ideia, a NASA lançou, nos anos 70, uma sonda espacial com o objetivo de ir o mais longe possível. Após mais de 30 anos de caminhada rumo ao sistema solar exterior, a Voyager é hoje o objeto enviado da Terra mais distante no espaço. Mesmo assim, o ISON vem de uma distância pelo menos 500 vezes maior. “A chegada do ISON é como se o tempo estivesse vindo em nossa direção”, concluiu o professor Picazzio.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A Tese: a partir do centro do Tempo Maia

Fim do mundo
Maya IzapaTree - Calendário Maia

Reconhecendo que o mito maia deriva em grande parte a partir de observações do céu, que pode ser confortável com a procura de uma contrapartida astronômico para praticamente qualquer imagem iconográfica examinamos. Proponho que a divindade que se manifesta através do sol do solstício de inverno é Primeiro Pai, também conhecido como o Deus do milho ou Um Hunaphu (o pai do gêmeos Hero'). Este valor também está relacionado com Hunrakan (a "uma perna" deus que destruiu um mundo anterior idade por inundação) e Hunab Ku, o Yucatecan "doador de movimento e medida". Aquele Ahau dia sagrado de Vênus é uma manifestação calendric da mesma figura, e como um possível direcional portador de anos, vou argumentar que um Ahau corresponde ao trimestre solstício de inverno. 

Primeiro Pai, Sete Arara, a Estrada de Xibalba e os gêmeos Herói são todos os jogadores na história Popol Vuh da criação desta Era atual do mundo, e a morte do último. Em suma, o Popol Vuh complexo mítico contém descrições mitológicas do processo astronômico que culmina na data Contagem Longa fim. Em um reminscente e forma da prática Maya de "nomeação fim", uma leitura literal de muitos monumentos maias Criação indica que a criação ocorre na data tzolkin 4 Ahau, quando 13 baktuns estão concluídas. 

Nascimento acontece no fim de um ciclo do processo ou do tempo. Tem versão mais antiga da história da Criação Popol Vuh é encontrado em Izapa. Análise de orientações de Izapa, Calendario, monumentos e contexto histórico revela um apoio adicional para a tese. O mais impressionante é o cenário mítico em Izapa Stela 11, e sua orientação para o ponto de solstício de inverno crescente do sol. Stela 11 incorpora todos os motivos importantes encontrados na arte de Izapa, e por si claramente codifica o significado astronômico da data de Contagem Longa de fim.

As energias do ano 2013 e os anos vindouros


Previsões pra 2013 e anos vindouros
As energias e regencia de 2013

O padrão global astrológico para os 10 anos seguintes de 2012 é muito semelhante ao padrão global astrológica 10 anos depois que ocorreu em 1929: -Em outubro de 1929, Júpiter virou retrógrado a 16 graus de Gêmeos. Em outubro de 2012, Júpiter retrógrado transforma novamente, exatamente no mesmo ponto - 16 graus de Gêmeos; -Em 1929, Plutão era um sinal da cruz cardeal em Câncer. Em 2012, Plutão está no signo oposto da mesma cruz em Capricórnio;
- Em 1929 Netuno estava entrando em um sinal da cruz mutável em Virgem. 

Em 2012, Netuno estava entrando no signo oposto da mesma cruz em Peixes; -Em 1929, Urano foi se instalar em Aries. Em 2012, Urano é novamente de se instalar na Aires sinal. E lembrando que Saturno um dos planetas mais fortes do Eixo Cardinal será o senhor do ano. Assim, os três planetas mais externos e pesados, Urano, Netuno e Plutão se posicionam de forma muito semelhante em 2012 a formar como eles foram alinhados na entrada do ano de 1930, com Júpiter transformando retrógrado no grau exato do sinal o mesmo, no mesmo mês, no No início de cada período de dez anos. Então, se nós queremos saber o que esperar em tendências globais para a década que leva ao início de 2020, podemos olhar para as tendências globais que o mundo experimentou durante a década de 1930. 

É claro que, no mundo de hoje não é o mesmo que foi em 1929. Assim, os eventos globais dos próximos 10 anos não podem ser os mesmos que os da década de 1930. Mas desde que os padrões globais astrológicas de cada período de 10 anos são muito semelhantes, as tendências globais para cada período de 10 anos também deve ser muito similar. E eu aqui volto a remar contra a maré dos astrológos otimistas, que veem nessa nova fase do Planeta Terra, uma era dourada que "vem" porai, com 'Crianças Indigo ou cristais', pra fazer coisas boas e salvar o planeta. Eu penso justamente ao contrário. 

O planeta tá adentrando uma fase muito critica, de turbulencia cada vez maior e essa falsa interpretação de uma mudança pra melhor pode até ocorrer, mas, como um parto. Ou seja, muitas dores antes de novos seres virem ao mundo! Nessa semana vi no 'Sem Censura', um astrológo, fazendo previsões, tambem defendendo uma mudança e fim de coisas erradas, esperando uma boa fase vindoura. Eu volto a discordar, pois não vejo em Aquario, o senhor da Nova Era, toda essa beleza, pois tras muita bizarrice, é oposto ao signo imperial do Leão, onde está a luz do eixo e Urano é muito eletrico, narquista e nem sempre luta por principios humanistas, mas, muitas vezes, apenas por coisas excentricas..

O mundo experimentou durante a década de 1930, um período de deflação global, o desemprego em massa, depressão econômica, a instabilidade extraordinaria social e convulsões políticas, padrões meteorológicos malucas, o comércio internacional e os conflitos das commodities e da ascensão do nacionalismo militante e demagogos, os quais culminaram com o início da Segunda Guerra Mundial até o final do período de dez anos, quando o planeta Urano em trânsito mid-range do signo de Touro durante 1937-39.

Urano transitara o mid-range do Touro sinal novamente no final do período de 10 anos em curso, durante 2021-23. Portanto, em muitos aspectos importantes, os dois períodos de 10 anos de 1929-1939 e 2012-2022 são muito semelhantes astrologicamente, tanto no início e no final dos dois períodos de 10 anos. Consequentemente, podemos esperar que as tendências mundiais de cada período a ser também muito semelhantes.

Vamos apenas esperar que os líderes mundiais do período 2012-22 de 10 anos tenham estudado e aprendido o suficiente da história para não repetirem os mesmos erros que os líderes mundiais fizeram durante a década de 1930. Infelizmente pelo que estamos vendo, parece que não aprenderam muita coisa... E agora ainda tem um agravante que é o consumismo desenfreado que tá acabando com o Planeta!

Filtros do telescópio Hubble realçam nuvens de gás

Filtros do telescópio Hubble realçam nuvens de gás
Nebulosa NGC 5189 (Foto: Nasa)
A Nasa divulgou nesta terça-feira (18) uma foto de uma nebulosa planetária que, segundo a agência espacial americana, tem aparência “festiva”. “Lembra um ornamento de festas soprado em vidro, decorado com uma faixa brilhante", afirma a instituição em nota. As nebulosas planetárias, como esta, são o estágio final da vida de um astro de tamanho médio, como é o nosso Sol. Enquanto consome o que resta de combustível em seu núcleo, essa estrela expele material de sua camada externa. Esse material é aquecido por radiação, produzindo nuvens de gás com estruturas complexas. A imagem foi feita com uma câmera do telescópio Hubble no dia 8 de outubro, com filtros específicos para reforçar cores fluorescentes de átomos de enxofre, oxigênio e hidrogênio.

O fim de calendário Maia: 'Santuário da Esperança' foi erguido no sul do México

Santuário da Esperança' foi erguido no sul do México (Foto: AFP)
Santuário da Esperança' foi erguido no sul do México (Foto: AFP)
 Trabalhadores estão dando os últimos retoques no chamado "Santuário da Esperança" antes de sua inauguração em Puerto Morelos, perto de Cancun, no sul do México. O monumento foi criado como parte das celebrações do fim do calendário maia de longa duração, em 21 de dezembro, e a chegada de uma nova era, segundo a crença desse povo indígena mesoamericano.

Coluna foi feita no estilo das antigas estelas maias. (Foto: AFP)

A profecia do fim do mundo! Saiba como ela surgiu


As interpretações de que o fim do mundo ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012 partiram de dois monumentos maias: a Estela 6 (uma espécie de totem), do antigo assentamento de Tortuguero (no Estado de Tabasco, no sul do México) e a Estela 1 de Cobá, em Quintana Roo. Além disso, a próxima sexta-feira é o último dia do calendário criado pelos maias. Ou seja, não há registro do que viria depois disso. Na antiga civilização maia, as chamadas 'Estelas' são colunas nas quais se marcavam as datas de eventos importantes. Os monumentos também serviam como método de propaganda da elite política e religiosa. No caso da Estela 6 e da Estela 1, o objetivo era associar datas 'míticas' aos sucessos e governos da época para criar coesão e controle social.

Segundo interpretações da 'profecia maia', o fim do mundo está previsto para a próxima sexta-feira, dia 21 de dezembro. A ideia de que uma hecatombe mundial de grandes proporções se abateria sobre a raça humana na entrada do equinócio de inverno, que ocorre na mesma data, vem sendo alimentada pelo menos há quatro décadas. Mas foi nos últimos três anos que a previsão ganhou força, polarizando aqueles que acreditam piamente no fim dos tempos e os mais céticos. A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, decidiu investigar a polêmica.

O monumento Estela 6 foi descoberto em 1957 e 58. Também é conhecido popularmente como 'a Estela do fim de uma era', e registra o nascimento e entronização de Apho Bahlam, governador da cidade maia no século VII. Há também referência à data 'baktún 13 4 Ahau 3 Kankin' que, traduzida para o calendário gregoriano, seria equivalente ao dia 21 de Dezembro de 2012 e corresponde ao fim de um ciclo de 5.126 anos registrados na 'longa contagem' do calendário maia. 'Isso não significa que o mundo vai acabar nesta data, a única coisa é que esta data vai significar o fim do ciclo baktún 13 do calendário maia', disse à BBC Mundo o arqueólogo Daniel Juárez Cossío, responsável pela ala dedicada à civilização maia no Museu Nacional de Antropologia do México. 'Ou seja, simplesmente, estamos falando do final do baktún 13 para que se comece uma nova etapa. Trata-se, no fim das contas, de um caminho novo'. O sítio arqueológico de Tortuguero foi roubado ao longo do tempo, o que dificultou seu estudo e a interpretação completa e contextualizada da Estela 6.

O Calendário Maia: Trata-se de uma combinação de datas e fatos de batalhas míticas e desastres naturais que marcaram o desenvolvimento da cultura, com base em ciclos agrícolas e movimentos de estrelas como o Sol e Vênus. O calendário não determina apenas a ordem dos dias. Em torno dele foram organizados feriados religiosos, períodos de cultivo e colheita, a escolha de nomes para recém-nascidos, sacrifícios humanos e outros aspectos importantes da cultura maia. Cossío diz que o fim da 'contagem de tempo' é simplesmente 'o fim de um ciclo de pouco mais de 5 mil anos'. 'Mas os maias não têm uma visão linear da história, onde há um fim irrefutável. Sua visão é cíclica, ou seja, algo termina para o início de outra coisa.'

Estela 1 é localizada em Cobá, uma cidade no norte de Quintana Roo, no México, que já foi uma próspera cidade maia. Este monumento, com inscrições em todos os quatro cantos, conta a história de seus governantes. Nesta pedra, há quatro referências ao Calendário de Contagem. Uma delas é uma inscrição mencionando o dia de 21 de dezembro de 2012. No entanto, o monumento está bastante danificado, o que impede a observação de quaisquer fatos que teriam ocorrido depois dessa data.

Quando começou a profecia? Interpretações das 'profecias maias' começaram a se tornar populares nos anos 1970 entre pequenos grupos europeus e americanos, que, no calor do movimento nascente da Nova Era, se aproveitaram das recentes descobertas na zona maia da península de Yucatán para criar uma filosofia de vida e, em muitos casos, um negócio lucrativo. De um lado da moeda, vários grupos dizem que o dia 21 de dezembro vai registrar um movimento especial de planetas, mudanças na forma em que o homem se relaciona com o seu ambiente e uma transformação mental e espiritual da raça humana, que vai alcançar seu auge nesse dia. No outro extremo, estão aqueles que dizem que, na data, desastres naturais, crises políticas e econômicas e as guerras travadas ao redor do globo causarão a derrocada da civilização moderna. Para eles, os maias teriam deixado suas marcas para nos alertar sobre tais eventos. Grupos como o Ascensión Nueva Terra e Cambio Nueva Consciencia asseguraram que os maias previram que um raio de luz do centro da galáxia irá impactar o sol no dia 20 de dezembro de 2012, mudando sua polaridade, o que terá efeitos devastadores sobre a Terra. Os entusiastas do fim do mundo sugerem, ainda, uma série de medidas para se preparar para 'enfrentar o caminho final para a nova luz'. Essa série de previsões levou muitas pessoas ao redor do mundo a estocar alimentos, construir refúgios e dirigir-se a terras que pertenceram à civilização mesoamericana.

Segundo arqueólogos e cientistas que trabalham no estudo de civilizações antigas, os maias não faziam profecias e muito menos queriam deixar previsões para gerações futuras. Os maias apenas determinavam o destino de uma pessoa ou de uma cidade com base no seu calendário e em suas crenças religiosas. Nesse sentido, Cossío acredita que o dia 21 de dezembro de 2012 'não é uma profecia'. 'É completamente e totalmente falsa essa tese de que o mundo vai acabar com base em algo que estaria disponível. Não há nenhuma base científica e epigráfica que diz que o mundo vai acabar nesta data.'

O que aconteceu com os maias? Outra parte importante desta lenda é que, quando os exploradores europeus e conquistadores chegaram no territórios dos maias, encontraram muitos assentamentos e cidades antigas abandonados. Isso criou uma falsa visão de que o povo maia desapareceu sem deixar vestígio, aumentando o mistério e especulação sobre essa civilização. A verdade é que os herdeiros diretos da cultura maia ainda existem, vivendo na mesma terra que os seus antepassados. Muitas vezes, vivem em condições de marginalização e pobreza no sul de México, Guatemala, Honduras e Belize.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Tarô Egipcio: Ocultismo, origem, iniciação, magia e astrologia


O francês Antoine Court de Gebelin (1725-1784) foi um pastor da igreja reformada, arqueólogo e ocultista, além de um apaixonado estudioso de mitologia antiga. Foi o primeiro a lanças a teoria da origem egípcia do Tarot, em seu livro: ”Le Monde Primitif Analysé et Comparé Aveu Le Monde Moderne”, publicado em 1775. Segundo Gebelin, o Tarot é um livro com as crenças mais puras do povo egípcio e suas cartas devem ser encaradas como um livro sobre religião, filosofia e sobre a história da criação do mundo. Ele também relacionou os 22 arcanos maiores com as 22 ltras hebraicas. Também demonstrou que o Tarot se baseava no número 7, sagrado para os egípcios, que sobre ele fundamentavam várias ciências. Cada naipe tem 14 cartas, que seria “ 2x7 “.

A teoria de que o Tarot teve origem no Egito foi levantada e defendida por muitos ocultistas e ordens iniciáticas importantes, como Eliphas Levi, Arthur Edward Waite e Aleister Crowley, que pertenciam à Golden Dawn (ordem hermética do “amanhecer dourado”), uma importante ordem iniciática fundada no século XIX. Os ocultistas defendem essa teoria baseados em detalhados e aprofundados estudos e pesquisas que realiram desde o século XVIII. Gebelin considerava que a palavra “TAROT” era uma combinação de “TAR” (caminho, estrada) e “RO, ROS ou ROG” (rei ou real). Portanto, Tarot significa “estrada ou caminho real”, o que também provaria sua origem egípcia. A partir da publicação de seus estudos e pesquisas, começaram a surgir baralhos desenhados com motivos egípcios, mas sem nenhum compromisso com a história do jogo, embora o próprio Gebelin usasse o baralho de Tarot clássico. Ele não inventou nenhum baralho egípcio, mas sim aprofundou estudos e pesquisas sobre seus símbolos e hieróglifos. Foi com que teve início a divulgação de textos e estudos que passaram a analisar o Tarot sob a ótica ocultista, atribuindo-lhe um sentido mais profundo e considerando-o como um meio de transmissão de conhecimentos esotéricos e espirituais, que vão muito além de seu uso como um baralho comum.

Em suas pesquisas ele sugeriu que o Tarot remontava as tradições místicas do Egito Antigo. Defendia a tese que o Tarot era originário do conhecimento secreto dos mistérios do Antigo Egito e que os 22 arcanos maiores estavam relacionados com os símbolos contidos no Livro de Thoth, senso que esses símbolos eram derivados das imagens iniciáticas dos sacerdotes egípcios, cujas figuras forma pintadas em duas fileiras nas paredes das galerias subterrâneas da grande pirâmide. Acreditava que os 22 arcanos maiores representavam os líderes temporais e espirituais da antiga sociedade egípcia, e que os 56 arcanos menores eram divididos em 4 naipes referentes às 4 classes da sociedade do Antigo Egito. Tanto os reis como a nobreza e os militares ostentavam a espada (naipe de espadas); a taça simbolizava os sacerdotes (naipe de copas); paus eram os símbolos da classe dos agricultores (naipe de paus) e as moedas representavam os comerciantes (naipe de ouros).

Gerard Encausie (1865-1916), mais conhecido como Papus, foi um médico e ocultista francês, fundador da “Ordem Maçônica dos Martinistas”, além de escritor e conferencista. É o autor do livro: “Tarot dos Boêmios”(1889), que até hoje em dia é muito valorizado e traduzido, inclusive no Brasil. Nessa obra estão os desenhos feitos pó Jean Gabriel Goulinat, sob sua orientação, que dão roupagens egípcias aos arcanos do Tarot. Nesse baralho é possível reconhecer as direções afirmadas por Levi e por Etteilla em relação aos arcanos maiores. As letras hebraicas também estão presentes. Trata-se de um Tarot europeu antigo adornado com figuras de inspiração egípcia. Para Papus, a sabedoria do Antigo Egito e da Índia estão sintetizadas no Tarot. Já Eliphas Levi afirmava ter encontrado uma peça de Tarot cunhada no Antigo Egito e disse sobre ela: “Essa clavícula considerada perdida durante séculos foi por nas recuperada e temos sido capazes de abrir os sepulcros do mundo antigo, de fazer os mortos falarem, de observar os monumentos do passado em todo seu esplendor, de entender enigmas de cada esfinge e de penetrar todos os santuários. Ora a chave em questão era esta: um alfabeto hieróglifo e numérico expressando por caracteres e números uma série de idéias universais e absolutas”, finaliza Levi. Eliphas Levi Zahed é a tradução hebraica de Alphonse Louis Constant, nascido em Paris em 1810. Foi um seminarista católico e artista plástico que influenciou muitos outros estudiosos de seu tempo. Ele desenhou um Tarot com motivos da arte egípcia, mas apenas algumas dessas cartas foram divulgadas. Estabeleceu a relação dos 22 arcanos maiores com a 22 letras hebraicas e inspirou Papus e Falconier através da publicação de seu livro: “Dogna e Ritual de Alta Magia”, em 1854.

E o francê Jean Baptiste Alliette (1738-1791), mais conhecido como Etteilla, inverteu as letras de seu nome para torná-lo mais atraente para o exercício das práticas divinatórias. Ele se considerava um “mestre da cartomancia” e foi o primeiro homem ligado à leitura da sorte através das cartas. Foi um dos discípulos de Gebelin e dizia ser aluno do Conde de Saint Germain, um mago alquimista que teria mais de 2000 anos e o descobridor do elixir da longa vida. Ele foi o primeiro cartomante homem profissional de renome. Tinha o dom da palavra e conhecimentos gerais dos símbolos e da Cabala. Escreveu vários livros e desenhou diversos Tarots com um significado mais profundo, mudando o desenho dos arcanos e a ordem das cartas, alegando assim restaurar o verdadeiro e antigo simbolismo das cartas.

Etteila estava sempre atento as novidades ao seu redor, e pouco tempo depois da publicação da obra de Gebelin, ele lançou o seu “Grande Etteilla” ou “Livro de Thoth”, endossando a origem egípcia do Tarot e afirmando que o baralho original havia sido escrito em folhas de ouro num templo de Memphis. Em 1778 fundo a “Sociedade de Intérpretes do Livro de Thoth”, a primeira associação dedicada à leitura de cartas. Sua intenção era revelar “a chave dos 78 hieróglifos que estão no Livro de Thoth, obra de 17 magos, descendentes de Mercúrio-Thot”. Sua bem sucedida popularização sobre a origem egípcia do Tarot reverteu a favor de Gebelin, que até hoje está intimamente associado ao tema egípcio do Tarot. Etteilla era amigo de Mdlle Lenormand, a criadora do “Petit Lenormand” (baralho cigano), sua discípula e segundo maior nome mundial da cartomancia. Ele e sua obra também influenciaram fortemente o trabalho de Papus com o Tarot.

Em 1938, Crowley projetou o “Tarot de Thoth”, que foi pintado por Lady Frieda Harris, sob suas orientações. Ele foi publicado em cores apenas em 1971. O Tarot de Thoth é um baralho cheio de simbologia astrológica e cabalista, além de ser muito estilizado e exótico. Contém em seus desenhos símbolos de grandes segredos. Edward Alexander Crowley, mais conhecido como Aleister Crowley, nasceu na Inglaterra em 1875. Foi alpinista, enxadrista, caçador e um dos maiores ocultistas de todos os tempos, mas devido aos seus excessos e opiniões bizarras, tornou-se uma figura “maldita” para a maioria. Pertenceu a ordem iniciática “Golden Dawn”, onde explorou seus dons naturais de mago e aprendeu as bases da tradição ocidental. Porém, devido ao seu grande potencial e ascensão rápida dentro da ordem, foi vítima de inveja de outros membros, o que causou sua saída da ordem. Foi nessa época que Crowley passou por uma experiência única no Egito: teve contato com uma entidade espiritual chamada Aivass, que lhe ditou um legado de conhecimento, levando-o a escrever o famoso “Livro da Lei”, que tratava das leis para a Nova Era. Esse fato marcou profundamente sua vida, tornando-o o profeta da Nova Era. Já o estudioso Falconier tentou fazer um Tarot totalmente egípcio, mas ele tinha pocu conhecimento de egiptologia, e para um bom observador, é fácil notar que suas cartas dificilmente tem origem egípcia. Anos depois, em 1901, surgiram os 56 arcanos menores associados ao trabalho de Falconier-Wergener, de autoria de Edgar Valcourt-Vermont, sob o pseudônimo de “Conde de Saint Germain”, em seu livro: “Astrologia Prática: método simples para calcular horóscopos”. O que foi mais um resultado sem sucesso, considerando-se a iconografia do Antigo Egito. René Falconier publicou em 1896 seu livro: “As 22 Lâminas Herméticas do Tarot Divinatório”. Segundo ele, os desenhos foram reconstituídos “de acordo com os textos sagrados e segundo a tradição dos magos do Antigo Egito”.

O Tarot egípcio Kier tem esse nome por ter sido publicado pela Editorial Kier, da Argentina. Foi publicado pela primeira vez em 1955, em preto e branco, e posteriormente em 1971 na versão colorida. Ele tem uma vasta combinação de símbolos mitológicos e culturais egípcios, incluindo símbolos astrológicos, cabalistas e do alfabeto alquímico dos magos. Nos séculos XIX e XX diversos tipos de Tarots egípcios foram produzidos e passaram a ser mais sofisticados em seus elementos egípcios, provavelmente devido às descobertas e publicações científicas sobre os hieróglifos e a religião egípcia. Alguns pesquisadores dizem que o tarot surgiu nos povos de Atlântida e Lemúria, e que quando os mesmos previram o desaparecimento de suas terras devido a um grande cataclisma ( semelhante ao dilúvio), enviaram seus sábios para diversas partes do mundo para que revelassem os segredos dessas cartas misteriosas à outros povos, ao permitindo, portanto, que o oráculo caísse no esquecimento e perpetuando sua sabedoria nos quatro cantos do mundo.

Os ciganos, para serem aceitos, se diziam descendentes dos nobres egípcios, se autodenominando “egiptanos”, por isso passaram a chamar as lâminas de “ tarot dos egípcios”, levando-as por toda Europa e para os quatro cantos do mundo. A tese de que o tarot surgiu no Egito é ainda reforçada devido à incrível semelhança entre as figuras das lâminas com as representações gráficas e pinturas do Antigo Egito. São visíveis as semelhanças entre os arcanos maiores e as gravuras existentes nos templos sagrados. Outro fato que reforça essa tese é o de que a carta 3 ( A Faraó, no tarot egípcio ou A Imperatriz, no tarot tradicional) vem antes da carta 4 (O Faraó, no tarot egípcio ou O Imperador, no tarot tradicional). Sabe-se que após a III e IV dinastias do Antigo Egito, como resquícios do matriarcado no que se refere à hierarquia na regência, dava-se preferência à mulher sobre o homem e este princípio é visto ao longo de toda história do Egito. Outros defendem a idéia de que o tarot nasceu de uma cultura milenar, originária do “Livro de Thoth”, a chave de toda a sabedoria do Antigo Egito.

A escritora Edelweiss Cagno nos conta que segundo a tradição os sacerdotes egípcios foram os herdeiros da sabedoria de Atlântida, e portanto, os guardiões dos mistérios sagrados. O sumo-sacerdote, ao prever um longo período de decadência espiritual da humanidade e de perseguição aos mistérios sagrados, reuniu no templo todos os sábios sacerdotes do Egito, para que juntos encontrassem uma maneira de preservar da destruição os ensinamentos iniciáticos, os conhecimentos adquiridos e todos os mistérios revelados herdados dos habitantes de Atlântida e transmiti-los às futuras gerações. Foi então que os sacerdotes egípcios criaram um sistema de jogo para preservar os ensinamentos da destruição e fazer com que os mesmos chegassem até nossos dias. Foram criadas então as 78 lâminas do tarot, que eram pequenas lâminas de ouro sob a formato de jogo, que foi uma maneira encontrada de transmitir os ensinamentos aos iniciados sem levantar nenhuma suspeita aos leigos sobre o verdadeiro tipo de conhecimento ali contido. Dessa forma não comprometiam os sagrados mistérios, pois ao invés de escrever numa linguagem comum compreensível às pessoas comuns, eles codificaram sua doutrina num simbolismo hermético, que apenas os iniciados poderiam entender, em qualquer parte do mundo.

Existem muitos estudos e pesquisas feitos sobre a verdadeira origem do tarot, mas nenhuma completamente comprovada .Uns dizem que foi na Itália, na França, na Espanha e até mesmo no oriente, como na Índia ou na China. Alguns acreditam ainda que o jogo foi criado pelos ciganos que o espalhou pelo mundo. O médico e ocultista francês Gerard Encause (1865-19160), mais conhecido como Papus, defendeu a tese que os sacerdotes egípcios, prevendo a decadência de sua civilização devido às muitas invasões que viriam, reuniram-se para definir como passar os ensinamentos do tarot às futuras gerações para que não caíssem no esquecimento. Daí surgiu a idéia de que os segredos deveriam ser guardados nas pirâmides, uma criação que duraria por toda eternidade, mas que poderiam ser destruídas pelos homens. O mais sábio dos sacerdotes, ao perceber que as pessoas gostavem muito de jogar, sugeriu que confiassem a tradição ao vício, pois somente isso difundiria o oráculo à toda humanidade. Assim, resolveram “imprimir” as figuras do tarot em lâminas de ouro, com todas as suas mensagens simbólicas, transformando seus ensinamentos em jogo. Com o tempo, a tradição foi se estendendo para o resto do mundo, sendo muito usado na Europa, principalmente Itália, Espanha e França. Posteriormente, os ciganos se encarregaram de difundir a tradição pelo mundo todo, e dessa forma cada nação desenvolveu seu próprio baralho.

A leitura de Tarot Egípcio tem como objetivo promover uma reflexão e um “encontro consigo mesmo” para o consulente, pois suas cartas tem caráter iniciático. Portanto, o Tarot Egípcio pode ser um importante instrumento para o aconselhamento terapêutico, pois ajuda o consulente a encontrar suas próprias respostas através do contato com sua sabedoria interior, pois sua leitura tem abordagem arquetípica. Esse aconselhamento ajuda o consulente a compreender a lei de causa e efeito, a qual rege todos os acontecimentos passados, presentes e futuros, trazendo então a compreensão de si mesmo e a consciência de seu poder pessoal. As cartas do Tarot Egípcio são riquíssimas em detalhes e simbologia e se expressam através de 3 planos, representando a ação no mundo físico, emocional e espiritual do consulente. Cada plano oferece diversos recursos para a leitura através dos significados astrológicos, numerológicos, das letras hebraicas, do significado das cores e de outros símbolos nele contidos, que associados às várias combinações das cartas ampliam a eficácia do aconselhamento.

O Tarot Egípcio fornece informações importantes ao consulente em vários setores de sua vida. Os aspectos sagrado e terapêutico se unem para dar ao consulente respostas concretas para a tomada de decisões. O Tarot Egípcio mostra possibilidades, tendências e opções de caminhos para que o consulente possa, através de seu livre-arbítrio, sintonizar-se com o Universo e agir de forma positiva em suas decisões, redefinindo os rumos de sua vida. Seu aconselhamento é uma rota para a revelação interior, um farol que ilumina os pontos obscuros da alma, permitindo que o consulente faça suas próprias escolhas na vida.

O Tarot Egípcio é um tarot transcultural, ou seja, baseado na mitologia egípcia. O seu diferencial está nos arcanos menores, em não existem os naipes explícitos, mas sim a simbologia da hierarquia da sociedade egípcia. Os arcanos menores começam com os reis, indo em ordem decrescente até os ases. O naipe de paus representa o povo, o comércio, os artesãos e a navegação. O naipe de copas representa as emoções, os artistas, pintores, escultores, músicos e dançarinas. O naipe de espadas representa os guerreiros, soldados e a casta militar. E o naipe de ouros representa a vida material e financeira em geral, a especulação financeira e a vida do faraó. Ele pode ser usado de forma iniciática ou oracular. O modo oracular é aquele que mostra a tendência de cada situação, indicando quais os elementos invisíveis estão agindo para o desfecho de uma determinada situação, sejam eles de origem externa (circunstâncias) ou interna (atitudes e emoções do consulente ou das pessoas envolvidas). Dessa forma pode-se ter uma idéia aproximada do que o Destino reserva para uma determinada situação. E sabemos que o Tarot Egípcio é a fonte original de onde foram adaptados todos os outros tarots. Ele é o mais completo e o mais complexo de todos, o que exige maior preparo do tarólogo. Ele é um instrumento psicológico e intuitivo capaz de desvendar com clareza o que está oculto por trás de uma situação. É um instrumento preciso, que traz uma série de símbolos, alfabetos e cenas mitológicas que formam os arquétipos dos caminhos pelos quais o consulente pode direcionar sua vida, seja por seu livre-arbítrio ou pela lei do Karma.

No Tarot Egípcio, o plano espiritual corresponde às influências planetárias; o plano físico às influências dos signos e o plano material ao encontro dos dois. Na base das lâminas estão contidos os símbolos dos planetas e signos. O Tarot Egípcio abrange um número maior de símbolos e estes são baseados na correspondência astrológica e numérica. Para os egípcios as letras eram deuses e simbolizavam idéias, e os números eram sagrados. O simbolismo astrológico aparece porque tudo no Universo é governado por um planeta ou signo. Por isso o Tarot Egípcio está intimamente ligado aos 4 elementos da natureza, à Astrologia, à Numerologia e à Cabala.

A Astrologia tinha um papel muito importante no Antigo Egito, pois nessa época os astrólogos eram altamente reconhecidos e muito conceituados, pois trabalhavam nas torres dos santuários e nos templos dos deuses. Por isso, a maioria dos astrólogos era sacerdote. Foram eles que fizeram a comparação entre os planetas e as divindades. Geralmente o Tarot Egípcio é jogado numa mandala astrológica devido à sua relação com os 12 signos. As cartas são posicionadas na mandala de acordo com as 12 casas astrológicas, cada uma regida por um (ou dois) planeta(s) e relacionada com um signo. Dessa forma, cada carta ganha um significado ou característica de acordo com a casa e o signo em que estão posicionados naquele momento. A partir daí é possível analisar os aspectos gerais da vida do consulente através das 12 casas ou setores astrológicos (saúde, vida amorosa, carreira, família, viagens, amizades, finanças, filhos, etc).

Segundo o grande historiador Heródoto, ao transmitir seu primeiro relato sobre o Egito, foram os egípcios que criaram o conceito de “ano” (o ano solar em que até hoje se baseia a Astrologia), pois o dividiram em 12 meses em homenagem aos 12 deuses principais que eles cultuavam, os quais foram posteriormente adotados pelos gregos. Assim ficou o simbolismo astrológico no tarot: a soma dos 22 arcanos maiores ( associados aos 10 planetas e aos 12 signos) com os 56 arcanos menores (associados aos 36 decanatos e aos 4 elementos) totalizam as 78 cartas do tarot. O escritor Bern A. Mertz diz em seu livro: “Tarot Egício – um caminho de iniciação”: “O próprio Jung acreditava que os 12 signos são a legítima expressão do inconsciente coletivo, representando 12 arquétipos que correspondem às realidades da vida humana. Por isso o tarot foi dividido em 12 áreas (casas astrológicas), que tem relação direta com os 12 signos”, finaliza Bern.

As figuras do tarot ( rei, rainha, cavaleiro e escravo) são interpretadas e acordo com os temperamentos básicos do ser humano, os signos astrológicos e os elementos da natureza. Os cavaleiros representam os 4 quadrantes do Zodíaco, sendo que cada um se identifica com um signo fixo ( signos rígidos em suas opiniões). Os arcanos numerados de 1 a 9 somam 36 arcanos menores (excluindo as figuras) e cada um equivale a um decanato de cada signo do Zodíaco ( cada signo tem 3 decanatos). Os 4 ases representam as triplicidades ou os 4 elementos ( fogo, terra, ar e água). Simbolizam a transição para um novo ciclo. E da mesma forma, pode ser usado para interpretar a influência dos orixás, dos anjos ou qualquer outra vibração cósmica e ancestral.

O Tarot sintetizava os princípios e conhecimentos que seriam passados adiante, pois para os antigos egípcios ele era considerado um alfabeto em que cada letra, palavra e frase simbolizavam um caminho existencial na busca da harmonia. O Tarot Egípcio pode ser usado de duas formas: a oracular e a iniciática. A forma iniciática pode nos indicar, baseada na mitologia egípcia, por quais “provas” o consulente está passando ou vai passar e de que forma poderá se sair bem delas, ou que tipo de virtudes precisará desenvolver para obter o autoconhecimento, além de como conseguir ajuda divina para isso. E existem evidências de que as cartas do Tarot eram usadas por sacerdotes egípcios para fins adivinhatórios e para rituais de iniciação.

No Antigo Egito o Tarot era um livro sagrado, assim como a Bíblia e o Alcorão. Nele estavam contidas as leis divinas, morais e os ensinamentos iniciáticos que orientaram o esplendor da civilização egípcia, que foi a inspiração dos gregos e romanos, os quais são a base de nossa cultura atual. O Tarot Egípcio retrata as concepções espirituais dos iniciados egípcios, derivadas de um passado ainda mais remoto, de Atlântida e Lemúria. Nele, a prática adivinhatória reveste-se do caráter esotérico da iniciação, cujo mistério consiste na busca do conhecimento a partir da consciência de si mesmo. Para alcançar essa consciência era preciso percorrer determinados “caminhos”, que eram os caminhos dos deuses Osíris, Ísis e Horus. Suas cartas são divididas em 3 grupos que representam esses caminhos. O ocultista e escritor Oswald Wirth em seu livro “Essay upon the Astronomical Tarot” nos revela que os 22 arcanos maiores do Tarot representavam pinturas hieróglifas que foram encontradas nos espaços entre as colunas de uma galeria onde os neófitos deveriam passar durante a iniciação. Haviam 12 colunas ao norte e 12 ao sul, ou seja, 11 figuras simbólicas de cada lado. Essas figuras eram explicadas ao neófito em ordem regular, e continham as regras e os princípios da iniciação. Essa opinião é confirmada pela correspondência que há entre os arcanos quando eles são dessa forma arranjados.

O Tarot Egípcio contém o aprofundamento e os conhecimentos das etapas de desenvolvimento de toda uma vida. Ele indica os caminhos a serem traçados por aqueles que querem obter a iniciação e o conhecimento esotérico. É um Tarot que não se presta a “ler a sorte”, como muitos outros. Pois indica os caminhos para aqueles que, na rota da iniciação, buscam o conhecimento a partir das questões do cotidiano ou mesmo em cima de reflexões de natureza psicológica. Na galeria do templo, as figuras eram arranjadas em pares, uma oposta à outra, de tal forma que a última era oposta à primeira; a penúltima à segunda e assim por diante. Quando as cartas são colocadas encontramos um significado interessante e profundo. Uma carta explica a outra e cada par mostra mais do que cada uma por si só. As pinturas encontradas entre as colunas da sala dos arcanos eram consideradas uma linguagem sagrada, pois nestas pinturas cada carta tinha um número e uma letra; portanto, era um alfabeto das ciências ocultas, os princípios absolutos, as chaves universais que, se aplicadas da maneira certa, convertiam em fonte de toda sabedoria e poder. Cada letra, cada número e cada imagem expressavam uma lei ternária e tinham repercussão no mundo espiritual (divino), no intelectual e no físico. Explicava-se ao aspirante a sacerdote de Osíris que se seguisse o sentido das cartas, estas o conduziriam aos magos, e quando tudo isso acontecia havia a manifestação da vontade de Deus, manifestando a verdade e a justiça.

Também existe uma grande relação entre o mito de Osíris e os arcanos maiores. Ao observamos com atenção, é possível identificar os deuses nas cartas cuja sequência narra com perfeição o mito de Osíris em suas diversas etapas. As cartas se dividem em dois grupos: o primeiro (arcanos 0 a 8) que mostra os deuses principais e o segundo grupo (arcanos 9 a 21), que conta a história da morte e ressurreição de Osíris. Os arcanos menores mostram os fatos cotidianos e o potencial do consulente, assim como a essência de sua experiência pessoal, o inconsciente individual. A lenda da morte e ressurreição de Osíris é a parte mais importante da mitologia egípcia e fortaleceu a idéia da reencarnação, o que dava sentido para a vida dos egípcios. Para conseguir reencarnar era necessário passar pelas etapas de iniciação (os 3 caminhos) e se tornar um iniciado. Dessa forma conquistava-se a vida eterna.

Há ainda outros textos antigos que dizem que os 22 arcanos maiores eram grandes pinturas existentes nas paredes de uma passagem secreta que ligava a grande pirâmide à Esfinge de Gizé, onde acontecia uma parte da iniciação espiritual dos neófitos. Osíris era uma das maiores divindades egípcias. Seus caminhos são marcados pela crença, compreensão e experiências conscientes, conforme percebemos nos arcanos 1, 4, 7, 10, 13, 16 e 19. Os caminhos de Ísis, a mais importante deusa do Egito, deusa da fertilidade, do amor e da magia, eram os da divindade feminina, da mães, dos amantes e companheiros fiéis de vida, como observamos nos arcanos 2, 5, 8, 11, 14, 17 e 20. Horus, o deus com cabeça de falcão e olhos expressivos representando o Sol e a Lua, era o deus do céu e era considerado um deus real, a encarnação terrena de uma divindade, amado por Maat, a deusa da justiça. Era filho de Osíris e Ísis. Seus caminhos tratam da realidade, da consciência espiritual no presente, embora seja preciso a separação do passado e do futuro, conforme se vê nos arcanos 3, 6, 9, 12, 15, 18 e 21. De acordo com a crença egípcia, para se tornar um iniciado era preciso percorrer com êxito as 22 etapas (arcanos) dos caminhos dos espírito, da alma e da realidade material, correspondentes aos deuses Osíris (pai), Ísis (mãe) e Horus (filho). Esses caminhos são diferentes e complementares, e simbolizavam um intrincado complexo mitológico, que forma a base da religião egípcia da antiguidade. Ser um iniciado significava ser um sábio e os sábios estavam sempre à frente dos demais.

O Livro de Thot é conhecido como primeiro livro da humanidade e levou o Egito a base dos conhecimentos dos processos iniciáticos, para aqueles que desejassem e se mostrassem merecedores de obter o conhecimento e a consciência de si mesmos, podendo assim atingir a iluminação interior e servindo aos deuses e à humanidade. Alguns estudiosos e pesquisadores defendem a idéia de que o tarot nasceu de uma cultura milenar, originária do “Livro de Thot”, a chave de toda a sabedoria do Antigo Egito. Thot é o deus da sabedoria, da escrita e da magia, e é representado por um homem com cabeça de Íbis ou de babuíno, segurando uma pena para escrever e uma paleta de escriba. Ele foi o criador dos hieróglifos e da linguagem, e era patrono dos escribas, dos médicos e sacerdotes. Era o deus do tempo (antecessor de Cronos, na Grécia e de Saturno, em Roma) e nada escapava dele.

O Livro de Thot ou tarot egípcio, como ficou conhecido, era conhecido desde a mais remota antiguidade, embora a ciência espiritual nele contida tenha ficado oculta durante muitos séculos. Ele é a base do conhecimento. De acordo com as referências, nesse livro as divindades representam os princípios universais, que se manifestam através de símbolos. Esses símbolos são interpretados através de números, os quais se traduzem em arquétipos. O escritor Iglesias Janeiro em seu livro “ A Cabala da Predileção” conta a lenda do Livro de Thot. Não havia julgamento dos mortos sem a presença de Thot e era ele quem levava as almas dos mortos para o outro lado do rio que separa os mundos. Thot também ficou conhecido como Hermes Trismegisto. Era chamado de “duas vezes grande” pelos antigos egípcios, devido ao fato de que seus ensinamentos se referiam a dois mundos: o material e o espiritual e foi chamado de “três vezes grande” pelos continuadores de sua obra, pois seus ensinamentos se relacionavam aos três planos em que se move o pensamento do homem e este identifica e expressa o quanto sua natureza é capaz de perceber e discernir.

Dizem que quem encontrou o livro foram os hebreus, pois há indícios de que entre os “vasos de ouro e prata” que Moisés levou do Egito por ocasião do Êxodo, estaria o Livro de Thot (tarot egípcio), que mais tarde se tornou a base de todos os fundamentos da Cabala, base da religião judaica. Os hebreus transformaram as 78 lâminas do tarot egípcio em 22 arcanos maiores de acordo com as 22 letras hebraicas e em 56 arcanos menores restantes. O tarot egípcio – um conjunto de 78 lâminas que continha figuras das divindades do Egito, além de símbolos astrológicos e ocultistas. Mas logo percebeu que sua total compreensão não seria captada naquele tempo e para que esses segredos só fossem revelados à humanidade na época certa Thot guardou o livro numa caixa de ouro e pôs a caixa de ouro numa de prata, e a caixa de prata ele pôs numa de marfim, e a de marfim ele pôs numa de bronze, a caixa de bronze ele colocou em outra de cobre, a de cobre ele pôs numa de ferro e esta última contendo o livro e as demais caixas ele depositou no fundo do rio Nilo. Essa lenda contém todo o princípio alquímico do tarot (os elementos herméticos). Thot era uma divindade lunar, que resolveu morar na Terra e instalar-se no Egito, local que elegeu para dividir seu conhecimento com os homens, como a escrita, a divisão do tempo e os mistérios cifrados das medidas. Ele então escolheu alguns discípulos de alto nível intelectual e espiritual para passar seus ensinamentos, pois era conhecedor das profecias sobre as transformações pelas quais o mundo iria passar – principalmente o apogeu e a decadência da civilização egípcia. Desejando transmitir seus conhecimentos às futuras gerações, esses dados foram escritos e registrados num “livro”.

O Arcano No. 1 é "O Mago", o que Inicia, o que começa. O Um é a Unidade, o Espírito Divino de cada pessoa, a Mônada ou Chispa Imortal de todo ser humano, de toda criatura. O Um é a Mãe de todas as Unidades, o Um se desdobra em Dois, que é o Arcano posterior: A Sacerdotisa.

O Arcano No. 2 é "A Sacerdotisa", a Ciência Oculta. No campo do Espírito, o Um é o Pai que está em Secreto, o Dois é a Mãe Divina, que é o desdobramento do Pai.

O Arcano No. 3 é "A IMPERATRIZ", é A Luz Divina, a Luz em si mesma, é "A MÃE DIVINA". Corresponde àquela parte do Gênesis que diz: "DEUS DISSE: FAÇA-SE A LUZ, E A LUZ FOI FEITA", desde o primeiro dia da criação.

 No. 4 de Arcano: Devemos compreender que suas 4 pontas simbolizam os 4 Pontos Cardeais da Terra: Norte, Sul, Leste e Oeste. As 4 Idades: Ouro, Prata, Cobre e Ferro. As 4 Estações do ano. As 4 Fases da Lua.

 O Arcano No. 5 do Tarô nos indica:O ENSINAMENTO, o Karma, a EXPLICAÇÃO. Simboliza o 5º Ciclo, a 5ª Raça, o 5º Sol, os 5 Tatwas, os 5 Dedos, os 5 evangelhos, os 5 sentidos, as 5 cavidades do cérebro e ovário, os 5 ASPECTOS DA MÃE DIVINA.

 O Arcano No. 6 é encantamento, equilíbrio, união amorosa do Homem e da Mulher. Luta terrível entre o Amor e o Desejo. Aí encontramos os Mistérios do Lingam-Yoni. É enlaçamento.

 O Arcano No. 7 é o Carro de Guerra que a Mônada criou para poder atuar neste mundo, com poder para trabalhar neste campo da vida. É a Mônada já realizada manifestando-se por seus 7 Corpos. De outro aspecto são 7 lutas, batalhas, dificuldades, mas apesar das lutas sempre vence.

 O Arcano No. 8 é o JULGAMENTO, ol No. 8 é o número de JÓ, PROVAS E DORES. É representado com uma espada que corresponde ao esotérico.

O Arcano No.9 é O EREMITA, a Solidão. Este Arcano em forma mais elevada é a Nona Esfera, o "Sexo".

Arcano No. 10 encontramos a Roda do Destino, a Roda Cosmogênica de Ezequiel. Nesta roda encontramos o Batalhar das Antíteses, Hermanubis à direita, Tifão à esquerda. Esta é a roda dos séculos, é a Roda da Fortuna, da REENCARNAÇÃO e do KARMA, a Roda Terrível da Retribuição, sobre a roda está o Mistério da Esfinge.

No. 11 de Arcano, é conhecido na CABALA como a Persuasão. O hieroglífico deste Arcano é uma bela mulher, que tranquilamente e com uma serenidade olímpica fecha com suas próprias mãos a fauce de um Leão furioso.

O Arcano No. 12 representa os 12 Signos do Zodíaco, os 12 APÓSTOLOS, as 12 Tribos de Israel, as 12 Horas de COZER do Alquimista, as 12 Faculdades, o Hidrogênio Si-12.

No. 13 de Arcano, os maços de trigo representam o Renascimento, assim como os das flores. AS FLORES, O COMEÇO DA VIDA. O TRIGO, O FINAL. Este Arcano tem representação física e interna, é o Arcano de Judas Iscariotes, que representa a Morte do "Ego".

No. 14 aparece um Anjo com um Sol na frente, com uma taça em cada mão, realizando a mistura do Elixir Vermelho com o Elixir Branco, da mistura destes dois resulta o Elixir de Longa Vida. Evidentemente, este Elixir é o que tanto almejaram os alquimistas medievais...

No. 15 de Arcano, representa o bode de Mendes, Lúcifer, Tiphón Bafometo, o Diabo. Devemos "branquear o latão", o Diabo, que é o Treinador Psicológico e Guardião das portas do Santuário para que entrem unicamente os elegidos, os que puderam superar todas as provas impostas pelo Diabo.

No. 16 de Arcano, é da Torre Fulminada, esta é a Torre de Babel. Nas Águas da Vida: o Báculo do Poder, o Bastão de Mando e o Chicote (látego) que representa a FRAGILIDADE.

No. 17 de Arcano, é A ESTRELA RADIANTE E A JUVENTUDE ETERNA. Neste Arcano aparece uma mulher nua que espalha sobre a terra a Seiva da Vida Universal, que sai de dois copos, um de ouro e um de prata. Tarô -

 No. 18 de Arcano, é LUZ e SOMBRA, MAGIA BRANCA E MAGIA NEGRA, isto está representado no Cão Negro e no Cão Branco, a Pirâmide Negra e a Branca.

No. 19 de Arcano, é o Arcano da Aliança. Representa o "FOGO CRIADOR", a Pedra Filosofal. Para realizar o trabalho da Grande Obra, temos que trabalhar com a Pedra Filosofal.

 No. 20 é a Ressurreição. Para que haja Ressurreição é necessário que previamente haja Morte, sem ela não há Ressurreição. "Que belo é morrer de instante em instante... SÓ COM A MORTE ADVÉM O NOVO".

No. 21 foi confundido com o Arcano No. 22 que é a Coroa da Vida. O ARCANO NO. 21 é O"LOUCO DO TARÔ" ou "A Transmutação”. Neste Arcano 21 o Iniciado tem que lutar contra os "3" Traidores de Hiram Abiff; o Demônio do Desejo, o Demônio da Mente e o Demônio da Má Vontade.

No. 22 de Arcano, é a Coroa da Vida, o regresso à Luz, encarnação da Verdade em nós. Nas Águas da Vida a Cruz Suástica simbolizando o Chakra Muladara de quatro pétalas.

Carlinhos Lima - Astrológo, Tarólogo e Pesquisador. Mago de Umbanda Astrológica.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Saturno o Senhor e regente de 2013


Em 2013, Saturno nos ajudará a tomar juízo, a sermos responsáveis exatamente onde extrapolamos, abusamos, passamos dos limites no ano anterior. Se fomos irresponsáveis nos relacionamentos, faremos as contas com nosso parceiro; se fomos irresponsáveis com o nosso dinheiro, daremos duro para recuperar o equilíbrio financeiro; se fomos irresponsáveis na alimentação, iremos iniciar um regime de educação alimentar ou um programa de exercícios físicos para recuperar a boa forma! E preparem-se para carregar pedras e cimento pois terão que dar duro em 2013 para dar forma concreta aos seus sonhos! Segundo a Estrela dos Magos, sistema caldeu que determina a regência anual, Saturno será o próximo Rei que reinará no ano que vem. Ele está transitando no signo de Escorpião desde outubro de 2012 e ficará neste signo nos próximos dois anos e meio aproximadamente, mas isso não tem nada a ver com sua regência. A sua posição planetária dará um tom especial à sua qualidade natural como já expliquei em artigos anteriores. 

Saturno era considerado o Deus do Tempo, aquele que marca com a implacável sucessão das horas o tempo que nos prende ao carma terreno. Ele nos ensina o caminho da evolução através de percalços e obstáculos. Mas é ele e o nosso 'Caminho das Pedras'! Se sob sua influência nos sentimos ‘presos ao tempo’, como se estivéssemos atados por correntes a um destino que nos impede de andar depressa, ele também nos ajuda a encontrar a terra firme onde pôr os pés. Sim, Saturno é um Deus-Pai que nos ensina a ser pacientes, e a paciência é algo que os agricultores conhecem muito bem pois precisam respeitar o ciclo da Terra desde o plantio até a colheita de seus frutos. Os ciclos das estações são regidos por Saturno, assim como as horas, os minutos, os segundos. Os famosos ciclos de sete anos são causados pelo 'efeito Saturno'! Lembram-se das sete vacas gordas e das sete vacas magras da Bíblia? Bem, caros leitores, 2013 poderá ser o ano das vacas magras, mas no final do ano nos sentiremos mais fortalecidos e satisfeitos por termos sido capazes de superar todas as dificuldades, percalços e desafios! Saturno representa um processo limitativo e restritivo em muitos sentidos, mas ele nos oferece também a oportunidade de crescer, de plantar e de colher. A responsabilidade é resultado do processo de escolha que nos ajuda a examinar nosso processo evolutivo ao mesmo tempo em que avalia nosso amadurecimento.

Em nosso Mapa Natal, Saturno indica em que área teremos que enfrentar os maiores obstáculos, as restrições, as limitações, mas também indica onde teremos mais oportunidade de crescimento tão necessário para a nossa evolução material e espiritual. Quando a vida é fácil e tudo cai do céu, a pessoa não faz uso de seus talentos e desperdiça ocasiões importantes de evoluir. Muito se fala sobre o efeito 'Saturno' por ele ser considerado o arquétipo do Pai Cósmico, limitador, castrador, aquele que nos coloca no cercadinho e nos grita um grande NÃO no ouvido sempre que tentamos pular a cerca! Porém, na mitologia romana, Saturno era o Deus que protegia a agricultura, o plantio e a colheita. Portanto, ele representava o trabalho duro, pois para colocar comida na mesa precisamos arregaçar as mangas e não podemos fugir às nossas obrigações! Saturno era o Deus Cronos da mitologia grega, filho de Urano (o Céu) e Geia (a Terra) e pai de Júpiter (Zeus). O interessante é que cada um identifique que tipo de energia Saturno libera em sua carta natal, qual o recado e provação ele traz e assim vamos saber lidar melhor com a sua energia nesse ano de 2013.

Saturno não se cansa e tem toda a paciência do mundo quando se esmera em tentar nos ensinar tudo sobre estrutura, responsabilidade, concentração e esforço. Saturno não se contenta com as coisas feitas de qualquer jeito e nos aponta o dedo em busca de competência, estabilidade, durabilidade, compromisso e limites. Saturno não deseja nada que não seja estritamente necessário e, ao final deste ciclo, se conseguirmos cumprir a nossa parte na missão dada, estaremos bem mais leves, realizados e bem sucedidos.

A colheita é certa, mas ocorre na medida do esforço do plantio. Talvez seja mais difícil integrarmos esta energia na nossa vida, pois estamos vindo de um ano regido pela Lua, onde os sentimentos, o feminino, a nutrição e os cuidados eram os senhores da vez. Assim, sair do universo da sensibilidade para o da realidade requer adaptação. Os signos de terra, Touro, Virgem e Capricórnio estão mais afinados com Saturno e suas exigências práticas, mas, os demais signos poderão ter mais dificuldade em compreender, não apenas suas cobranças, mas também a necessidade delas.

Embora Saturno, geralmente, seja considerado uma referência de algo sombrio, rígido e austero, o planeta possui um lado extremamente benevolente, que nos permite construir nosso mundo interna e externamente. Quando não compreendemos bem o que está sendo pedido para nós, Saturno ceifa nossos excessos e tudo aquilo que impede o nosso desenvolvimento, por isso pode trazer consigo algumas perdas necessárias. E só mais tarde é que teremos compreensão disso. Assim, este ano, as coisas também tendem a acontecer desta maneira. É agora que temos as ferramentas para estruturarmos nossas metas e nos prepararmos para as cobranças de Saturno. Porém, além de reconhecimento, ele nos devolve bases firmes, de durabilidade. É um ano para arregaçar as mangas e espantar qualquer sinal de “vou deixar para mais tarde”. benevolente, que nos permite construir nosso mundo interna e externamente com muita eficiência. Desde que, é claro, suas lições tenham sido aprendidas.

Saturno não deseja nada que não seja estritamente necessário e, ao final deste ciclo, se conseguirmos cumprir a nossa parte na missão dada, estaremos bem mais leves, realizados e bem sucedidos. Saturno é regente de Capricórnio e a cabra montanhesa, símbolo deste signo, com seu empenho e cautela, não deixa a concentração de lado, só tem olhos para alcançar o pico mais alto. Aqui, o passo a passo é que garante sua chegada.

Categorias, estatus e deveres dos babalawôs


Segundo nos contam os pesquisadores e Santeros de Cuba e outros paises latinos e que muitos pais de santo do Brasil, apenas pegaram os conhecimentos e publicaram livros como se fossem seus conhecimentos, quando na Umbanda o conhecimento sagrado não tem dono, que, todo Babalawo se esforçava para alcançar, sucessivamente, as 3 (três) categorias imediatamente superiores de sua "carreira" e, se alcançadas estas três, estivesse habilitado também por seu nascimento em uma das 16 (dezesseis) famílias nobres fundadoras de Ile Ife ou "Cidade Santa de Ifé", ele habilitava-se a disputar ainda uma das 16 (dezesseis) supra-divisões hierárquicas e vitalícias dos Awoni Babalawo ou "Adivinhos dos Segredos do Rei" ou do "Estado". 

Os grandes mestres e estudiosos do Projeto Orumilá, trazem todos os fundamentos e ética de todos os santeros. Há uma cerimônia chamada Pinaldo que tornam os indivíduos iniciaram como intérpretes do subsistema oracular Dilogún que passou Yoko Osha cerimônia. Durante o mesmo ritual acontece em todo o Ogun Osha e receber as ofertas e definir todos os orixás orixás que dedicaram pessoa quando começou, conseqüentemente, o indivíduo recebe um novo depois que Itá é o núcleo de sua vida. Para todos aqueles que foram iniciados sacerdotes Pinaldo mais velhos são considerados e tratados com respeito. Esta cerimônia significa que o indivíduo pode fazer sacrifícios de animais já adquiridos faculdade ou atribuição é chamado de energia. Os indivíduos que receberam Pinaldo são chamados "Pinalderos". O primeiro degrau da ascensão na carreira religiosa era a condição de Elegan ou "Aquele que tem Elegan" e aqui compreendendo-se "Elegan" como o conjunto composto pela já conhecida Apo ou "Bolsa", mais o seu conteúdo Abira ou "Conjunto de objetos sagrados e folhas medicinais", todos eles portadores de Ase Orisa (força Mágica dos Orisa) e com os quais se praticava, além da Divinação Sagrada, uma terapia médica natural e psico-somática.

Awo Elegan é um sacerdote de Ifá iniciado que não vê Odu ou não está exposto ao segredo de Odu. Such Awo é iniciada, mas nunca pôs os olhos em Odu nem participar de qualquer coisa usada em rituais Odu. O Odu que estamos falando não é odu Ifá (Ifa capítulos/sinais), mas um poderoso Orixa feminino. Há duas antigas, origens divinas do Awo Elagan, ou seja, por que algumas pessoas não podem ver Odu. Essas razões são aceitáveis ​​em excussões Ifa iniciação, mas a terceira razão não é sustentável e deve ser desencorajado.

Em primeiro lugar, Orunmila tinha muitas mulheres já antes de ele se deparar com Odu em uma floresta ribeirinha quando ela apareceu. Eles concordaram em se casar como visto no Odu Ifa Ofunmeji com base em regras que incluem "nenhuma mulher deve sempre colocar os olhos sobre ela ...". Orunmila concordou e não permitir que as esposas senhoras não tinha permição para ver esta nova esposa. Até mesmo, aquelas que ele se casou com ela depois e de não pôr os olhos em cima dela. Além disso, todos os 16 filhos de Odu poderia ver a sua mãe, mas seus  meio irmãos e meia irmãs foram proibidos de vê-la. Portanto, após a sua ascensão e inclusão de seus rituais de iniciação em Ifa, apenas seus descendentes / proles estão autorizados a colocar os olhos sobre ela. Esta é a primeira razão pela qual alguns Awo são chamados Awo Elegan, ou seja, aqueles que não podem ver Odu. Aqueles Elegan Awo são os filhos das outras esposas de Orunmila. Eles podem continuar a fazer o seu rito iníciatório, em consonância com isso, ou seja, sem Orixa Odu.


Em segundo lugar, no odu Ifá Otuasaa, Awodi foi enviado por Alapansiki que ir e fazer rituais para Olokun. Embora Awodi não foi iniciada, pois, ela estava ainda em formação, ela fez a tarefa, porque, Alapansiki, o filho de Ajagunmole havia abençoado e dado o poder de him. He foi homenageado e enriquecido por Olokun. Olokun, que não sabia Awodi que não foi iniciada pediu-lhe para iniciar seus filhos para ele. Awodi realizara a iniciação com sucesso o caminho do Elegan porque, ele mesmo não tinha sido iniciado e muito menos os olhos em Odu.

O início sem Orisa Odu foi bem sucedido porque, Alapansiki, abençoou-o antes que ele deixou para o lugar de Olokun. Na crise que se seguiu entre Awodi e seus iniciados os seniores (Agbe e Aluko), que queriam Awodi desgraçar, ele puniu. Mas, um deles (Odidere) deu Awodi respeito com esta declaração: Telegan tolodu la jo n Sawo ... Ambos Elegan e Olodu, somos todos um ... Ele era capaz de voltar para casa para informar o seu pai, Alapansiki, tudo o que aconteceu. Em vez de amaldiçoar Awodi, Alapansiki culpou os sacerdotes mortos por Awdi para fazer tentativa de desgraçar ele. Ele disse Odidere que ele havia abençoado Awodi antes que ele deixou e tudo o que ele fez na casa de Olokun será eficaz. E que aqueles que são iniciadas por Awodi deve continuar como Awo Elegan e ninguém deve ridicularizar-los. Com isso, ele aprovou a declaração Odidere de que "Ambos Elegan e Olodu somos todos um ..."

A terceira razão pela qual alguns Awo são Elegan hoje é moderno e patético. Alguns sacerdotes de Ifá não são iniciadas e têm oportunidade de iniciar afilhados. Porque eles não são iniciados, eles não vêem Odu e irá fazer só o início, de acordo com Elegan, ou seja, sem Odu. O querer comparar-se com a de Awodi. Eles se esqueceram de que é Awodi Awodi e só isso Alapansiki abençoado com esse direito. Pode ser, eles também têm sido abençoados por Ajagunmale, Alapansiki ou mesmo Orunmila para realizar iniciação sem ter sido iniciado, quem sabe? Além disso, alguns sacerdotes iniciados de Ifá iniciam seus afilhados no exterior em linha com Awo Elegan. A razão é que os sacerdotes envolvidos Ifa ir para países no exterior sem este Orixa poderoso que deve estar presente sempre que Ifá na iniciação é para acontecer e eles não podem voltar para casa para o início ou enviar para o Orixa, eles só vão fazer a iniciação sem Orixa Odu. Aqueles que iniciam assim vai se tornar Awo Elegan, ou seja, eles não podem nem participar de qualquer coisa usada em apaziguar / fazer rituais Odu nem olhos postos no Orisa. Esta é a terceira razão para Awo Elegan. Por isso, hoje, especialmente no exterior, temos milhões de Awo Elegan.  Quase sempre, nesta fase, eram desvinculados de qualquer cidade, sendo muitas vezes itinerantes. Ao contrário dos mais graduados, o Babalawo Elegan era obrigado a manter a sua cabeça sempre totalmente raspada e a descobrí-la, caso portasse alguma cobertura, quando em presença de outros Babalawo de categorias superiores.

O segundo degrau de ascensão na carreira, após alguns anos de prática, era a obtenção da condição de Ol'osu ou "Aquele que Tem o Tufo de Cabelos", numa clara alusão da permissão de deixar crescer um "tufo" de cabelos circular, na parte lateral posterior direita do crânio raspado, demonstrando assim que já eram plenamente habilitados e em pé de igualdade com os Adosu dos outros Orixas, os quais usavam o mesmo Osu ou "Tufo de Cabelos" (Na verdade, nestes, "Osu" não é só um "tufo de cabelos"). Mas para ser um Ol'osu, o Babalawo precisava pertencer à uma família estabelecida em uma vila ou cidade que tivesse erguido um Origi, um pequeno "monumento religioso", um protegido montículo de terra batida de mais ou menos 35 cm de altura, quase sempre muitíssimo antigo, recoberto de "cacos" de cerâmica ou de louça quebrada, com uma pedra pontuda no topo, projetando-se para cima. Embora o conteúdo do Origi fosse, devesse e deva permanecer secreto, era notório ali a dedicação ao Imole Esu Agba, o "Esu Ancestral". 

Era quando atingia este estágio de Ol'osu que o Babalawo tinha direito a possuir a sua segunda Owo Ifa, a segunda "Mão de Ifá", ou seja, o seu 2º conjunto de Ikin ou "conjunto de 16 coquinhos de dendê", que todo Babalawo Ol'osu devia possuir. O terceiro degrau na ascensão religiosa de um Babalawo era a condição de Ol’Odu ou "Aquele que Tem o Odu". Embora o termo Yoruba Odu, em seu significado mais restrito, signifique algo "grande" ou "volumoso", no Culto do Orisa Orunmila, este termo tem três outros sentidos referenciais: 

Primeiro sentido referencial: - nele, Odu pode significar a "Figura Gráfica" que é riscada no Iyerosun ou "Pó Branco Consagrado" do Opon ou "Tabuleiro"; Segundo sentido referencial: - nele, Odu pode significar o conjunto de Ese (Verso) de um Itan Ifá (Conto de Ifá), ligados ritualmente às 256 figuras gráficas acima citadas. É quando o termo Odu merece realmente o designativo de "Fundamento de Tradição"; Terceiro sentido referencial: - nele, Odu designa especificamente um "objeto físico", um recipiente de madeira, de forma cilíndrica, pintado nas cores brancas, vermelha e preta e que simbolizavam respectivamente os princípios do Iwa ou "Poder da Existência", do Ase ou "Poder da Realização" e do Aba ou "Poder da Essência", cujos elementos físicos portadores da magia de cada um destes poderes acham-se no seu interior, e, ainda, respectivamente, representam os Imole Irinwo Funfun ou os "Orixás Geradores da Brancura", as Igbamole Iyami Dudu ou as "Eborás Grandes Mães Gestantes da Negritude" e os Orisa Omokurin e Ebora Omobirin Pupo ou os "Orixás e Eborás Descendentes da Vermelhidão".

E este Odu, enquanto objeto material, era um símbolo de extraordinário poder e era típico da Cultura Yoruba, com a sua prática junção do Natural com o Sobrenatural, que os Babalawo Ol’Odu pudessem usar estes Odu, enquanto objetos, como assento ritual em cerimônias públicas, mas consistindo, entretanto, grave sacrilégio que estranhos sequer tentassem abrí-los. Esta Entidade Espiritual comunicante com o novo Ser Vivente, depois de detectada e confirmada a sua influência pelos processos do Oráculo de Ifá, deve ser considerada como o "possuidor" da Ori Inu ou "Cabeça Interna", ou seja, da nova "Personalidade Individual Terrestre" daquele novo Ser Humano e/ou Ancestral novamente encarnado, ou seja, o seu Oluware, portanto, e no máximo, o seu Oba Mi ou "Meu Senhor" ou Iya Mi ou "Minha Senhora", pois que o seu verdadeiro Criador sempre foi, é e será Deus. Assim, sempre por intermédio do Orisa Orunmila em sua Divinação Sagrada de Ifá, aqueles demais Awon Orisa podem ajudar ou cobrar do Ser Humano os compromissos com eles assumidos, de forma que ele possa bem consumar seu Destino ou corrigir os desvios que poderão levá-lo ao fracasso, mas sem jamais interferir no livre arbítrio de cada ser.
Foi sobretudo este relacionamento "pré-estabelecido no Além" com os Awon Imole ou "Seres Sobrenaturais de Categoria Divina" a parte da Teologia Iorubá que foi a mais lembradada pelos descendentes de seus féis escravizados e que levou à criação dos Candomblés de Nação Africana no Brasil para cultuá-los, assim como, foi o Culto aos Awon Onile ou "Ancestrais" a parte mais absorvida e praticada pela Umbanda do Brasil.

Entretanto, é somente o Ara Orun Imole Irunmole Oju Kotun Orisa Funfun Orunmula-Ifa que é o verdadeiro Arauto dos Desígnios Absolutos de Deus sobre o Destino de todos os Seres Terrestres, destino este que pode ser confirmado ou corrigido pela Divinação Sagrada de Ifá, para que cada "Criança" nascida na "Casa de Ifá" tenha condições espirituais de muito bem cumprir aquilo que ele próprio solicitou a Olorun no Além e, assim, poder apresentar-se novamente perante Êle em seu Ol'ojo ou "Dia Marcado" para retornar ao Além, acrescentando a seu Duplo no Além a Soma de seus sucessos ou fracassos em relação a seu Destino nesta Terra da Vida, já não tão Ilu Aiye Odara. E esta é a verdadeira função da Divinação Sagrada de Ifá : fazer com que as "Crianças" de Orisa Orunmila-Ifa cresçam em méritos espirituais por conhecerem à si próprias e bem cumprir o seu próprio Destino livremente escolhido no Além perante Deus!

Normalmente, este objeto sagrado, o Odu, era guardado sobre a Itage ou "Plataforma de terra batida" mais alta que o chão do Sasara ou "Alcova" do Akodi Okanran ou "cômodo principal" do Ile Ifa ou a "Casa de Ifá", onde era terminantemente proibida a entrada de mulheres e, até, de homens não iniciados no culto. Assim, estes Odu e até sua versão menor, o Apere, eram construidos de forma a não serem facilmente abertos, pois dizia a lenda, "Jamais deveria ser aberto, a menos que o devoto estivesse extraordinariamente angustiado e, por conseguinte, ansioso por deixar este mundo", e portanto, ser um Babalawo Ol’Odu era ser o detentor de um extraordinário Oso ou "Poder Mágico" e só a partir deste ponto um Babalawo era realmente um Ifatoso ou "Aquele que tem o Poder Mágico de Ifá".

Em resumo, estas, as três primeiras graduações que um Babalawo podia alcançar por seus próprios e exclusivos méritos. A seguir, ou paralelamente à terceira graduação especial, havia um outro posto que era mais um reconhecimento de mérito específico, de certa forma um título honorífico, mas que era necessário para se alcançar algumas funções públicas e, até indispensável à algumas outras: era o título honorífico de Oluwo ou Senhor do Segredo.

Por exemplo: um Babalawo assistente dos Awoni Babalawo tinha que ser um Ojugnonan ou Mestre. Mas isto podia ser alcançado pelo reconhecimento dos méritos de pedagogo de um Babalawo, o que o tornava, automaticamente, num Oluwo. E assim chegamos ao patamar maior do Sacerdócio do Orisa Orunmila Ifá e, portanto, do Credo Yoruba, o quarto degrau da ascensão da carreira religiosa de um Babalawo: a categoria superior dos Awoni ou Adivinhos Reais.

E era por ser um sacerdote do Orisa que é o Arauto dos Destinos dos Humanos que, ainda que um Babalawo atuasse na área específica de outros sacerdotes; conhecesse ou receitasse aplicação de mais ou menos 400 Ewe ou "Folhas Sagradas" e "Medicinais"; controlasse a prescrição e a execução das Adimu ou "Oferendas Defensivas"; exercesse o controle do Oso ou "Poder Mágico", sendo portanto um Ifatoso ou Ifá (ifa) + Tem (Ti) + Poder (Oso) ou, portanto, "Aquele que tem o poder mágico de Ifá" para o manejo dos objetos rituais portadores do Ase ou "Força Mágica Vital"; receitassem e aplicassem as Ogun ou "Práticas de Medicina Natural, Mágica e Psico-Somática"; defendessem aos fiéis dos Aje ou "Feitiços"; praticassem os Ipese ou "Magias Retaliatórias" e fornecessem os Awure ou "Amuletos de Boa Sorte", a sua máxima especialização era a prática constante do A da Ifa fun, ou seja, a "Divinação Sagrada de Ifá", através dos instrumentos consagrados Opon e Opele, para revelar aos fiéis qual era o seu Kpoli ou "Destino Pessoal".

Com tantas responsabilidades, um Babalawo precisava ter um intenso treinamento específico que, em geral, começava aos 7 anos de idade e, na verdade, só terminava por sua morte, uma vez que, devendo ele próprio ensinar o Awo ou "Segredo" a outro futuro Babalawo antes de sua própria morte, ensinar tornava-se uma nova forma de continuar aprendendo com a experiência de seus ancestrais. Aproximando-se, assim, desde a tenra idade à um Ojugbonan ou "Mestre de Ensino", um menino Yoruba agregava-se à família do mesmo e passava a ser conhecido como umOmo Awo ou "Filho do Segredo" e tinha a obrigação de obedecer e servir ao seu Mestre como obedeceria e serviria a seu próprio pai. Mais tarde, em pleno aprendizado, quando já acompanhava o seu mestre em suas saídas públicas, este aprendiz recebia a denominação de Akopo ou "Aquele que carrega a Bolsa", numa clara alusão à sua nova obrigação de carregar a Apo ou "Bolsa" que continha os Abira ou "Conjunto de Objetos Sagrados" que seu Mestre usava ao praticar a Divinação Sagrada.

É verdade que o acesso a esta categoria superior era restrito aos Omo Bíbi ou Bem Nascidos da Cidade Santa de Ilê Ifé. Entretanto, tal procedência e descendência ilustre não eliminava a necessidade de um Omo Awo iniciante percorrer todo o processo iniciatório Elegan-Osu - Ôl’Odu para alcançar o título honorífico de Oluwo.

O fato de um Omo Awo ser também um Omo Bíbi não lhe abria todas as portas : apenas não lhe fechava a última. Assim, teoricamente, qualquer Babalawo iniciante podia aspirar vir a ser algum dia, um Awoni desde que: 1) - fosse um Babalawo praticante; 2) - tivesse "status" de Ôl’Odu; 3) - obtivesse a reputação de Oluwo; 4) - fosse nascido em Ilê Ifé e em uma das 16 famílias aristocratas.

Na realidade, todos os não nascidos em Ilê Ifé jamais chegariam ao posto de Awoni e seriam sempre considerados Elú ou Estrangeiro na Cidade Santa de Ifé pelos Awoni Babalawo. Mas, os que ascendiam à categoria de Awoni Babalawo, obtinham uma função específica vitalícia, ligada a um título também específico, a saber, por ordem de importância : Araba, Agbonbon, Agesinyowa, Aseda, Akoda, Amosun, Afedigba, Adilofu, Obakim, Ôlorí Iharêfá, Lodagba, Jolofinpe, Megbon, TedImole, Erinmi, Elesi. Mas, na verdade, tirando-se o título de Araba que tinha a primazia do Culto e o de Ôlorí Iharêfá que era chefe dos Babalawo que se encarregavam de assuntos do Estado, tratava-se mais de uma titulação aristocrática do que uma graduação religiosa, sobretudo se nos lembrarmos de que a tradição política Yoruba diz que foram 16 Chefes de Clãs Familiares que se reuniram para a fundação da Cidade Santa de Ilê Ifé, assim como a tradição religiosa reza que também 16 eram os Imole que vieram ajudar a reger a criação do Âiyé, instalando-se no Odé Âiyé, a morada das Divindades quando estiveram na Terra.

Como na Divinação Sagrada tudo é 16 + 1, aos 16 Babalawo Awoni devemos acrescentar o Oni ou Rei que, na verdade, em Ilê Ifé, era um teocrata submetido à uma sociedade secreta religiosa -a Oxôgboni- do mesmo modo que aos 16 Imole do Odé Âiyé acresceu-se o Imole Esu. E, na verdade, havia mais uma restrição na carreira final de um Babalawo : o título de Araba, sendo o mais importante, era exclusivo do clã familiar Ilê Oketaxé, o aristocrata Clã da Casa dos Oketaxé. Mas, à parte o título de Araba, os outros 15 títulos dos Awoni eram hierarquizados segundo a antigüidade no posto que era ocupado vitaliciamente.

Como Akopo, o menino em crescimento era submetido à uma disciplina curricular intensa onde se testava, antes de tudo, a sua capacidade de memorização. Além da observação visual e auditiva das práticas de seu Mestre, o aprendiz praticava a identificação e a memorização das 16 (dezesseis) figuras gráficas básicas, chamadas Ona Ifa, para depois então aprender e memorizar as totais 256 (duzentas e cinqüenta e seis) possíveis combinações capazes de serem feitas. Era quando ele já começava a praticar com a forma rudimentar do instrumento Opele ou "Corrente de Ifá" preparado para ele por seu Mestre. Assim, ele aprendia que ao combinar entre si as Ona Ifa dos 16 Odu Baba ou "Fundamentos de Tradição Básicos", formavam-se 256 novas figuras combinadas, mas entre si derivadas e, portanto, denominadas Omo Odu ou "Filhos de Odu". E se o 1º Odu aparecesse combinado com ele mesmo - e isso era válido e possível para todos os 16 Odu básicos - estas figuras duplicadas eram chamadas de Odu Meji ou "Odu de Dois", ou ainda melhor, "Odu Duplo".  Depois, ele aprendia a Ordem de Precedência Hierárquica entre esses 256 Omo Odu, ordem de precedência esta que viria a se constituir na base de sua decisão na prática do Igboigbo ou "procurar o Oculto", quando da escolha entre respostas alternativas à uma pergunta específica. 

Como o Credo Yoruba asseverava que os Orisa são atraídos do Ôrun para o Âiyé pelo som dos tambores sagrados, também o Orisa Orunmila tinha os seus tambores: chamavam-se Firigba, Jongbondan e Keregidi. Todos os anos eles soavam, atraindo Orisa Orunmila, em 4 Grandes Festivais: êgbodó Oni: o Festival dos Inhames Novos do Rei, realizado em Junho; êgbodó Erio: o Festival dos Inhames Novos dos Oluwo, feito em Julho; êgbodó Ifé: o Festival dos Inhame Novos na Cidade de Ifé, em Agosto; êwurin: o Festival realizado em Setembro.

A "Mão de Ifá" era, pois, a coroação de anos de esforços e estudos, sendo sancionada em ritual próprio que promovia a junção do Natural com o Sobrenatural, do Método com a Intuição Psíquica, induzida pelo transe mediúnico leve, que abria canais da percepção extra-sensorial do Babalawo para a presença do Ase dos Orisa Orunmila Ifa e do Imole Esu, já que o Babalawo jamais "caía" em transe mediúnico possessivo, sendo essa, na verdade, além de todos os conhecimentos já referidos, a grande diferença oculta, o Ero ou "Segredo" exotérico, entre o verdadeiro Babalawo (Senhor do Segredo) e o Babal’Orisa (Pai do Orisa) ou "Pai-de-Santo".

Nestes Festivais, somente os Awoni podiam dançar portando o Ìrùkêrê ou Chicote-Insígnia, feito de pêlos da barbicha de bode com o grosso cabo de 1" (uma polegada), símbolo de seu "status" no culto e, portanto, também de seu aristocrático nascimento. Assim o Povo Yoruba saudava os devotos do Orisa Orunmila por diversas denominações, conforme a atuação, fama e/ou categoria que identificava nos mesmos. Só a partir daí, o novo Babalawo podia praticar a Divinação Sagrada por si próprio mas, mesmo assim, à cada 16 dias, no Ojo Awo ou "Dia do Segredo", ele devia se reunir com seu Ojugnonan, para continuar seus estudos e, com isso, ser apoiado pelo mesmo em sua incipiente prática pública.

Ademais, como existiam 4 (quatro) graduações superiores na carreira de um Babalawo, sendo que a última tinha 16 (dezesseis) supra-divisões, pode-se sentir que o tempo de estudos e práticas de um Babalawo não terminava nunca e tornar-se respeitado e em ascensão na "carreira" escolhida, era tarefa para toda uma vida. E se falamos em "carreira" é em sentido figurado, porque ninguém pretendia tornar-se Babalawo para ganhar dinheiro, pois era popularmente conhecido um Verso dos Contos de Ifá:
-"Oye ti o ba wu eni ni ta Ifá eni pá"-
-"Qualquer que seja a soma que agrade alguém,
é aquela pela qual receberemos para jogar Ifá"-

Assim, alguém era encaminhado ou encaminhava-se para ser um Babalawo em decorrência do cumprimento do seu próprio Iwa ou "Destino", revelado pela própria Divinação, embora também fosse bem conhecido um outro ditado popular, o qual consagrava o "status" social de um Babalawo :  -" Um ancião que aprendeu Ifá, não precisa comer nozes de Kolla deterioradas."-

Porque não era quanto ganhava um Babalawo de Eru ou "Pagamento" que fazia a sua fama; a sua reputação era proporcional ao seu sucesso em aliviar as aflições de seus fiéis consulentes e não os seus bolsos: nos Versos dos Contos de Ifá pode-se ler que até o pequeno pagamento estipulado para seus serviços, muitas vezes, era determinado que parte dele deveria ser disribuído entre os necessitados ou financiar um repasto comunal. Daí a maior procura de seus serviços e, à medida que sua reputação se firmava, ele ascendia à classe dos Oluwo ou "Senhores do Segredo", tendo acesso à cargos públicos e jamais precisaria, "comer nozes de Kolla deterioradas", isto é, não passaria dificuldades financeiras. Mas, a única forma para isso era estudar, praticar muito e bem cumprir seus deveres rituais para com o Orisa Orunmila, não lhe bastando somente uma efêmera fama. 

Carlinhos Lima - Astrológo, Tarólogo e Pesquisador.
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