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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Origens do Conceito dos Orixás: AWON ORISA - OS MUITOS ORIXÁS

As origens do conceito dos Seres Sobrenaturais de Categoria Divina dos povos sudaneses é tão antiga que perde-se na Noite dos Tempos Passados. Mas, a estratificação de seus graus hierárquicos já é identificável a partir do III século D.C. e é extremamente complexa por refletir também o início da organização social e política daqueles povos. 

Na época em que a religião dos Iorubás, ainda não havia assimilado conceitos religiosos alienígenas de origens islâmica e cristã, encontrava-se num estágio requintado de evolução, podendo medir-se pela religião grega, quer pelo número de episódios, quer pela riqueza de personagens, quer pela profundidade das instituições. E os episódios, os personagens e a profundidade das instituições encontram-se nos milenares Ese Itan Ifa (Versos dos Contos de Ifá) dos Itan Atowodowo (Contos dos Tempos Imemoriais) preservados pela Tradição Oral dos Iorubás por mais de dois mil anos. E dado que indubitavelmente foi a Tradição dos Sudaneses que legou à Umbanda o Conceito dos Orixás, vamos aqui discorrer sobre eles de acordo com o Mito da Criação Universal, segundo os próprios Iorubás.

Como o povo identificava as diversas categorias de Babalawo? Como se pareciam ou se diferenciavam eles?

Em primeiro lugar, os Babalawo não se vestiam, necessariamente, só de branco; podiam usar também o azul médio por questões puramente práticas: vestes desta cor sujam menos. E os Awoni, sendo aristocratas, desde muitos séculos atrás, talvez antes dos europeus, obtinham dos comerciantes árabes a seda multicolor, por ser esta muito leve e, se usada em vestes amplas, muito frescas no verão. E no inverno, por motivos climáticos inversos, introduziu-se o tecido adamascado árabe e, depois, o veludo europeu. E, no início, estas vestes, mormente no verão africano, restringiam-se a um grande pano retangular, enrolado e preso à cintura, indo da mesma ao final das canelas. Foi o relacionamento inicial com os povos negros já islamizados como os Fulbas, Peules e Haussás que introduziu o costume de usar vestes do tipo "cáftan" árabe, às quais se sobrepunham, para dignificação, mantos leves e esvoaçantes. 

Também a aculturação Islâmica promoveu a substituição dos tradicionais chapéus de palha finamente trançada em formato cônico, por gorros de seção cilíndrica ou turbantes, mas o uso de turbantes era privativo dos Awoni Babalawo. Calçados, do tipo sandálias pesadas, só eram usadas em longas caminhadas por quase todos, mas a Islamização introduziu as "babuchas", tipo de chinelo de couro tratado, sem salto, no estilo oriental, para os Omo Bíbi. 

Vemos assim que, só pelas vestes, não era possível identificar-se um Babalawo, a não ser entre os mais aristocrátas e os demais mortais! Então, olhava-se para as suas cabeças. Os Elegan tinham-nas obrigatoriamente raspadas; os Osu e Ôl’Odu deixavam crescer nas cabeças raspadas um tufo circular de cabelos, na parte lateral direita do crânio, tufo este aparado curto no caso dos Osu, mas que poderia ser longo e trançado no caso dos Ôl’Odu. Mas, somente os Awoni usavam neste Ôsù, o Ekódidé, ou seja, uma pena vermelha da cauda do papagaio cinzento africano. 

Em seguida, podia-se visualizar os braços e o tórax dos Babalawo: todos eles, de qualquer categoria, usavam o Idê Ifá ou Bracelete de contas castanhas e verdes claras, atado no pulso esquerdo. Mas somente de um Ôl’Odu para cima, ou, se muito famoso, um Oluwo, ousava acrescentar a este bracelete uma Opala cor de rosa ou, se não tivesse recursos para isso, uma conta de cerâmica dessa mesma cor. E, no pescoço, os Babalawo usavam cordões de pequeníssimas contas castanhas, torcidos juntos e com dez grandes contas verdes e brancas colocadas em espaços regulares. 

Os Awoni, se abastados, podiam ainda usar no pescoço um dispendioso colar de contas de coral vermelho. E, finalmente, cruzando o peito apoiado no ombro direito o Edigbá, um colar de longos cordões de contas especiais, feitas com seção transversal de caroços de Dendê ou ponta de chifre de gado. Nas mãos, quando saiam para praticar a Divinação Sagrada, todos os Babalawo podiam usar o Ìrùkêrê, mas feito com longos pelos do rabo de vaca e com cabo de pouca espessura. 

Podiam, também, portar a Irofá ou Vareta Divinatória, com a qual se podia chamar a atenção do Orisa Orunmila para as aflições de seus consulentes, batendo-a de encontro ao Opon. E quando dois Awoni se encontravam nas ruas, cruzavam os seus Ìrùkêrê, com os respectivos cabos para baixo, saudando-se com a senha ritual de Ifá: -"Ogbêdù! Ogbomurin!"- Além disso, os Babalawo, em ocasiões solenes, caminhavam em procissão apoiando-se nos seus Ôpá Orêrê, ou seja, em seus Cajados de Ferro, com pequenas sinetas cônicas, que retiniam cada vez que o cajado apoiava-se no solo. 

Este cajado, quando não transportado, era cravado em pé, com muito cuidado, no solo do pátio da casa de seu dono e era a insígnia mais respeitada e temida dos Babalawo, não só por seus fiéis mas também por eles próprios. Recebia sacrifícios rituais junto aos Origi e acreditava-se ser ele a sentinela do sono dos Babalawo e, quando fincado ao solo, não podia cair sem sérios motivos que o derrubassem, pois neste caso, acreditava-se que seu dono já havia cumprido o seu Iwa e aproximar-se-ia o seu Ôl’ojó ou Dia Marcado, seu tempo aprazado para voltar ao Ôrun. Assim, quando da morte de um Babalawo, o seu Ôpá Orêrê era intencionalmente derrubado. E quando se verificava que um Babalawo estava acompanhado de um Akopo, tornava-se evidente que se estava diante de um Babalawo Ôjúbona, um Mestre de Ensino. 

Esta função de Ogjubona era para um verdadeiro Babalawo, uma das suas funções mais importantes, já que outra das mais severas sanções que pesava sobre ele era o fato de que se ele não formasse, pelo menos, um Elegan ou aprendiz, a sua Ebikeji Ôrun ou Segunda Pessoa no Além, ou melhor, a sua Matriz Astral, não poderia achar descanso entre os seus Baba Âgbâ ou Antepassados. 

Vê-se, assim, que o "status" de Babalawo não era uma sinecura e, muito menos, isento de trabalhos e riscos. A sua tarefa era difícil e patrulhada por severa regras de conduta que deveriam servir de base técnica e moral para a ação, pelo menos pública, dos atuais "Babalaôs": O Babalawo Awoni não podia: - envolver-se com a mulher de outro, inclusive sua Apetebi ou Companheira Ritual; - praticar Âjé ou Feitiço contra outro Awoni; - conspirar contra os seus pares; - abandonar outro Awoni que estivesse em dificuldades, sem tomar providências para que tudo ficasse em ordem com o necessitado; - falar mal de outro, fora do âmbito de sua Confraria, mesmo o outro sendo culpado; - divulgar o teor das discussões travadas em seus encontros formais na Confraria Oxôgboni ou Sociedade Secreta, mesmo que se tratasse de punições contra culpados ou desagravo de inocentes. Estas regras aplicavam-se e aplicam-se a todos os Babalawo. 

Acrescenta-se à essas regras acima, outras duas vindas também da milenar sabedoria Yoruba e que eram aplicáveis à qualquer categoria de Babalawo: Obé ti o mu ki gbé kuku ará ré -"Por mais afiada que seja a faca, ela não pode riscar seu próprio cabo ."

" Não se pode barganhar com as coisas de Ifá, como se faz com as coisas na praça do mercado ."- O que equivale a dizer-se que nenhum Babalawo podia realizar a Divinação Sagrada em proveito próprio e/ou barganhar com o Destino dos fiéis dos Awon Orisa. Foi por respeitarem e, principalmente, fazerem respeitar estas poucas regras básicas que essa linhagem de homens religiosos, os Babalawo, conseguiu estabelecer por mais de 1400 anos, em sua própria terra e entre seus próprios fiéis, uma reputação de dedicação e honestidade. 

E o pesquisador ocidental, W. Bascon (1969) quem remarca este fato: - "é significativo que nenhum dos divinadores de Ifé conquistou a reputação de cobrar em excesso." E essa antiga, merecida e honrosa reputação, dos território desses antigos Impérios (Nigéria, Benin, Daomey e Togo), demonstram que quase trezentos anos de "guerra, suor e lágrimas" desmantelou a estrutura sócio-religiosa-cultural daquele povo e muitos se esqueceram, não conheceram ou desobedeceram ao antigo provérbio Ulkumy-Nàgô: -"Oye ti o ba wu eni ni ta Ifa eni pa"- -"Qualquer que seja a soma que agrade alguém, é aquela pela qual recebemos para jogar Ifá "-

A missão de um Babalawô não é fácil

A "Mão de Ifá" era, pois, a coroação de anos de esforços e estudos, sendo sancionada em ritual próprio que promovia a junção do Natural com o Sobrenatural, do Método com a Intuição Psíquica, induzida pelo transe mediúnico leve, que abria canais da percepção extra-sensorial do Babalawo para a presença do Ase dos Orisa Orunmila Ifa e do Imole Esu, já que o Babalawo jamais "caía" em transe mediúnico possessivo, sendo essa, na verdade, além de todos os conhecimentos já referidos, a grande diferença oculta, o Ero ou "Segredo" exotérico, entre o verdadeiro Babalawo (Senhor do Segredo) e o Babal’Orisa (Pai do Orisa) ou "Pai-de-Santo". 

Esta "Mão de Ifá" era representada materialmente por um conjunto de 16 (dezesseis) caroços dos frutos do Dendêzeiro, limpos de suas cascas moles, suas cascas duras polidas pelo uso constante e consagrados em ritual próprio, conhecidos em específico por Ikin (coquinhos de dendê), juntamente com um tabuleiro de madeira, geralmente circular, com mais ou menos 35 cm de diâmetro, levemente polido o seu fundo, mas com uma borda entalhada mais alta, a qual delimitava um "espaço sagrado", tabuleiro este chamado de Opon Ifa, justamente o "Tabuleiro de Ifá". 

Como o termo Awo pode significar "segredo" ou "tabuleiro", os Babalawo também eram conhecidos pelo título de "O Senhor do Tabuleiro". Recebia também o segundo instrumento consagrado, o Opele Ifa ou a "Corrente de Ifá", agora confeccionado com uma dupla corrente de ferro, cada lado mantendo juntas 4 meias-sementes da oko (árvore) Opele Oga (Schebera Columgensis), derivando daí o nome pelo qual este instrumento era conhecido. Mas, antes de receber estes instrumentos consagrados, o antigo Omo Awo, tendo passado pela fase de Akopo, era submetido agora a um dos rituais mais antigos da Humanidade: ele era "mergulhado" na Eerupe ou "Lama", matéria prima primordial da Existência, matéria de onde viemos e para qual um dia voltaremos e onde, ritualmente, "morria" o antigo Omo Awo e "nascia" o novo Babalawo.

Só a partir daí, o novo Babalawo podia praticar a Divinação Sagrada por si próprio mas, mesmo assim, à cada 16 dias, no Ojo Awo ou "Dia do Segredo", ele devia se reunir com seu Ojugnonan, para continuar seus estudos e, com isso, ser apoiado pelo mesmo em sua incipiente prática pública. 

As dificuldades da Iniciação de um verdadeiro Babalawo do passado não são poucas; a Iniciação ao Sacerdócio do Orisa Orunmila era e ainda é a única iniciação intelectual entre todos os outros cultos aos Orisa e Ebora. Ademais, como existiam 4 (quatro) graduações superiores na carreira de um Babalawo, sendo que a última tinha 16 (dezesseis) supra-divisões, pode-se sentir que o tempo de estudos e práticas de um Babalawo não terminava nunca e tornar-se respeitado e em ascensão na "carreira" escolhida, era tarefa para toda uma vida. 

Só que na verdade, ninguém pretendia tornar-se Babalawo para ganhar dinheiro, pois era popularmente conhecido um Verso dos Contos de Ifá: -"Oye ti o ba wu eni ni ta Ifá eni pá"- -"Qualquer que seja a soma que agrade alguém, é aquela pela qual receberemos para jogar Ifá". E assim, alguém era encaminhado ou encaminhava-se para ser um Babalawo em decorrência do cumprimento do seu próprio Iwa ou "Destino", revelado pela própria Divinação, embora também fosse bem conhecido um outro ditado popular, o qual consagrava o "status" social de um Babalawo : -" Um ancião que aprendeu Ifá, não precisa comer nozes de Kolla deterioradas." Não era quanto ganhava um Babalawo de Eru ou "Pagamento" que fazia a sua fama; a sua reputação era proporcional ao seu sucesso em aliviar as aflições de seus fiéis consulentes e não os seus bolsos: nos Versos dos Contos de Ifá pode-se ler que até o pequeno pagamento estipulado para seus serviços, muitas vezes, era determinado que parte dele deveria ser disribuído entre os necessitados ou financiar um repasto comunal. 

Se firmava, ele ascendia à classe dos Oluwo ou "Senhores do Segredo", tendo acesso à cargos públicos e jamais precisaria, "comer nozes de Kolla deterioradas", isto é, não passaria dificuldades financeiras. Mas, a única forma para isso era estudar, praticar muito e bem cumprir seus deveres rituais para com o Orisa Orunmila, não lhe bastando somente uma efêmera fama. Mas isso não era fácil se ele não estivesse realmente capacitado, porque embora fosse possível, mais teórica que praticamente, a um Babalawo inescrupuloso obter destreza suficiente no manejo dos Ikin ou "Coquinhos de Dendê" para forçar o "aparecimento" de uma determinada Ona Ifa ou "Trilha de Ifá" que lhe interessasse, ele sempre esbarraria no fato de seus consulentes conhecerem meios de impedir tal prática, mesmo que, aparentemente, o Babalawo estivesse seguindo o sistema regular de normas. 

A ação divulgadora dos Akisa ou "Aqueles que louvam a Divindade" era das oubras mais importantes, leigos graduados no culto e que recitavam para o povo as lendas e os louvores do sistema, nas quais apareciam com freqüência precedentes históricos que clarificavam, na mente dos consulentes, quais eram as regras a serem obedecidas pelos Babalawo. 

Qualquer desvio mínimo destas regras por parte de um Babalawo, era imediatamente repudiado pelo consulente e severamente punido pela Confraria de seus pares. Ademais, o Babalawo que intentasse qualquer desonestidade, mesmo que fosse para agradar ao consulente, ainda esbarraria no fato de que, além de não precisar dizer-lhe qual o objetivo que o levava à consulta, este podia até inverter ocultamente este seu objetivo, mesmo no caso de escolha entre respostas alternativas. 

Portanto, ser um Babalawo não era uma tarefa fácil e graciosa, mas sim árdua e espinhosa em estudo, prática, tempo, memória e perspicácia ao usá-la, embora a sua "carreira" fosse passível de erguê-lo, social e politicamente, na sociedade Yoruba, até acima do poder dos Oni ou "Reis", pois até estes deviam consultar a Divinação Sagrada, senão para si mesmo, mas necessariamente para os próprios "Negócios do Estado", pois também o alto funcionalismo do Estado era escolhido ou sancionado pela Divinação Sagrada.

As funções de um Babalawô

As funções de um Babalawo não se restringiam à Divinação Sagrada e nem ao culto organizado do Orisa Orunmila: ele tinha que ter conhecimentos especializados sobre os cultos de todas as outras Imole ou "Divindades" e, nessa faixa, atuar tanto no atendimento aos devotos de todos os Imole, quanto no aconselhamento e assessoramento aos sacerdotes dos mesmos Imole. 

Fosse qual fosse a devoção de um Yoruba, antes de tudo mais, seu primeiro dever era com si próprio, ou seja, o dever de bem consumar o seu Iwa ou "Destino", que havia sido livremente escolhido por sua Ori Orun ou "Cabeça no Além", ou seja, antes de se tornar um Ara Aiye ou "Corpo da Vida" com a sua correspondente Ori Inu ou "Cabeça Individual" nesta Ilu Aiye ou "Terra da Vida". E, especificamente nisso, só um Babalawo podia ajudá-lo, guiá-lo ou socorrê-lo. E era por ser um sacerdote do Orisa que é o Arauto dos Destinos dos Humanos que, ainda que um Babalawo atuasse na área específica de outros sacerdotes; conhecesse ou receitasse aplicação de mais ou menos 400 Ewe ou "Folhas Sagradas" e "Medicinais"; controlasse a prescrição e a execução das Adimu ou "Oferendas Defensivas"; exercesse o controle do Oso ou "Poder Mágico", sendo portanto um Ifatoso ou Ifá (ifa) + Tem (Ti) + Poder (Oso) ou, portanto, "Aquele que tem o poder mágico de Ifá" para o manejo dos objetos rituais portadores do Ase ou "Força Mágica Vital"; receitassem e aplicassem as Ogun ou "Práticas de Medicina Natural, Mágica e Psico-Somática"; defendessem aos fiéis dos Aje ou "Feitiços"; praticassem os Ipese ou "Magias Retaliatórias" e fornecessem os Awure ou "Amuletos de Boa Sorte", a sua máxima especialização era a prática constante do A da Ifa fun, ou seja, a "Divinação Sagrada de Ifá", através dos instrumentos consagrados Opon e Opele, para revelar aos fiéis qual era o seu Kpoli ou "Destino Pessoal". 

Com tantas responsabilidades, um Babalawo precisa ter um intenso treinamento específico que, em geral, começa aos 7 anos de idade e, na verdade, só termina por sua morte, uma vez que, devendo ele próprio ensinar o Awo ou "Segredo" a outro futuro Babalawo antes de sua própria morte, ensinar tornava-se uma nova forma de continuar aprendendo com a experiência de seus ancestrais. 

Aproximando-se, assim, desde a tenra idade à um Ojugbonan ou "Mestre de Ensino", um menino Yoruba agregava-se à família do mesmo e passava a ser conhecido como umOmo Awo ou "Filho do Segredo" e tinha a obrigação de obedecer e servir ao seu Mestre como obedeceria e serviria a seu próprio pai. Mais tarde, em pleno aprendizado, quando já acompanhava o seu mestre em suas saídas públicas, este aprendiz recebia a denominação de Akopo ou "Aquele que carrega a Bolsa", numa clara alusão à sua nova obrigação de carregar a Apo ou "Bolsa" que continha os Abira ou "Conjunto de Objetos Sagrados" que seu Mestre usava ao praticar a Divinação Sagrada. 

Como Akopo, o menino em crescimento era submetido à uma disciplina curricular intensa onde se testava, antes de tudo, a sua capacidade de memorização. Além da observação visual e auditiva das práticas de seu Mestre, o aprendiz praticava a identificação e a memorização das 16 (dezesseis) figuras gráficas básicas, chamadas Ona Ifa, para depois então aprender e memorizar as totais 256 (duzentas e cinqüenta e seis) possíveis combinações capazes de serem feitas. 

E então já começava a praticar com a forma rudimentar do instrumento Opele ou "Corrente de Ifá" preparado para ele por seu Mestre. Assim, ele aprendia que ao combinar entre si as Ona Ifa dos 16 Odu Baba ou "Fundamentos de Tradição Básicos", formavam-se 256 novas figuras combinadas, mas entre si derivadas e, portanto, denominadas Omo Odu ou "Filhos de Odu". E se o 1º Odu aparecesse combinado com ele mesmo - e isso era válido e possível para todos os 16 Odu básicos - estas figuras duplicadas eram chamadas de Odu Meji ou "Odu de Dois", ou ainda melhor, "Odu Duplo". 

Depois, ele aprendia a Ordem de Precedência Hierárquica entre esses 256 Omo Odu, ordem de precedência esta que viria a se constituir na base de sua decisão na prática do Igboigbo ou "procurar o Oculto", quando da escolha entre respostas alternativas à uma pergunta específica. Em seguida, ele aprendia a própria essência da Divinação Sagrada: a memorização dos Ese Itan Ifa ou "Versos dos Contos de Ifá", os quais faziam parte de um conjunto maior, os Itan Atowodowo ou "Contos dos Tempos Ancestrais" que se constituíam-se nas Escrituras Sagradas dos Yoruba, na realidade jamais escritas, mas lembradas oralmente de geração para geração por mais de um milênio. 

Por teoria, os Akopo que aspiravam vir a ser um Babalawo precisavam memorizar pelo menos 4 (quatro) Ese ou "Versos" para cada um dos 256 Omo Odu, o que representava a memorização de 1024 Ese para que ele pudesse começar a praticar por conta própria. Entretanto, na prática, era admitido que ele começasse à adivinhar quando já soubesse, pelo menos, 1 (hum) Ese para cada um dos 256 Omo Odu. Após isso, ele aprendia e praticava a correta composição e execução dos Adimu ou "Sacrifícios Propiciatórios" - na verdade, este termo significava "Abrigar-se" - prescritos nos Ese Itan Ifa, enquanto procurava aumentar o seu conhecimento sobre as Ewe Ifa ou "Folhas Sagradas de Ifá" e as Ewe Ifin ou "Folhas de Limpeza" e mais as 300 e poucas Ewe Orisa ou "Folhas Sagradas dos Orisa" que estavam ligadas à Divinação Sagrada. 

Só então ele aprendia sobre as Oogun (medicinas), os Aje (feitiços), os Ipese (magias retaliatórias) e os Awure (amuletos de boa sorte) nos quais podia aplicar todo esse conhecimento adquirido tão exaustivamente. Se o antigo Akopo conseguia chegar até nesse ponto, ele recebia de seu Ojugnonan o seu cobiçado prêmio: a sua Owo Awo ou "Mão do Segredo", a famosa "Mão de Ifá".

AWON BABALAWO - OS PAIS DO SEGREDO

Em que pese que cada uma das Divindades que eram cultuadas na África Sudanesa tivessem o seu próprio "corpus" sacerdotal, os elementos principais do sacerdócio eram os sacerdotes do Orisa Funfun Orunmila, cuja Divinação Sagrada de Ifá regia a vida espiritual dos Yoruba. Nos antigos tempos, todos os sacerdotes do Orisa Orunmila Ifa eram saudados pelo termo genérico de Ol'orunmila ou "Aquele que tem Orunmila". Aqueles que o povo sabia mais ligados à Divinação Sagrada, saudavam-nos como Baba Onifa. Mas, no exercício de suas funções específicas, os Sacerdotes do Orisa Orunmila eram denominados por Baba Li Awo, ou seja, o Pai (baba) + que Tem (li) + o Segredo (awo), termo este que foi simplificado para Babalawo ou Babalaô nos atuais compêndios eruditos. O Babalawo era, pois, o ponto central em volta do qual gravitava a Ritualística e a Liturgia Yoruba.

Organização, beleza e força espiritual dos yorubás

Lendas do aparecimento do Orisa Ogum Asiwaju ou "A Divindade Ogum, aquela que toma a dianteira" e que se confundem, também, com o desenvolvimento de urna nova forma de aglutinação política - a de cidades-estados - as quais, no início do III século d.C., já estavam consolidadas historicamente. 

A informação de viajantes eruditos árabes e a partir da difusão da religião islâmica entre os povos de raça negra, toma-se conhecimento da existência de uma poderosa confederação de cidades-estados, a Ilu Ulkumy, situada por eles na mesma região africana a que anteriormente nos referimos, entre o Rio Volta e a confluência dos rios Benue-Níger, indo ainda do Oceano Atlântico ao lago Chade, logicamente uma região maior do que aquela que inicialmente citamos como Nok, pois representa mais de 1.500 anos de expansão territorial dos primeiros Reis-Ferreiros. 

As lendas místicas dos Awon Orisa ou as muitas Divindades, mormente: 1. As de Oduduwa, Orunmila e Ooni para a cidade santa de Ile Ife. 2. As de Osun para a região de Ijesa e Ijebu. 3. As de Esu para Ile Ife e Ketu. 4. As de Oranmiyan e Sango, para a região da cidade de Oyo. 5. As de Ogum para a região Ekiti, Ire e Ondo. 6. As de Yemoja para a região de Egba. É preciso, ainda, remarcar a precedência de outras Divindades anteriores a estes Awon Orisa fundadores de Dinastias, (os heróis conquistadores, ao assumirem o poder, adotavam o nome da Divindade protetora de seu clã vitorioso), precedência esta que mais faz recuar o aparecimento da civilização nesta área. 

Aquelas Divindades anteriores foram assimiladas ao Panteão Divino Ulkumy, tais como Osumare, Nana Buruku e Obaluaiye, pois já faziam parte da civilização anterior à Idade do Ferro e dos lendários Reis-Ferreiros. E, assim, sem dúvidas, foi a religião dos Awon Orisa, emanada da Cidade Santa de Ile Ife, que representou o "cimento" espiritual e cultural que agrupou e deu forma política às cidades-estados Ulkumy que, já no século IV d.C., falavam dialetos regionais de uma mesma língua e partilhavam da mesma cultura e costumes, além da mesma e única religião. 

Era da Cidade Santa de lle Ife que, nos primeiros tempos, emanava todo o poder teocrático e era para ela também que regressavam os "restos mortais" e as insígnias reais de todos os Alafin, Oba e Oni, ou seja, dos Reis de Ilu Ulkumy e que reinaram sobre Owo, Save, Popo, Benin, Ketu, Oyo, Ijebu, Ilesa, Onistisa e outros reinos menores, tão forte era essa sua referência centralizadora de retorno à origem mítica e mística. Mesmo quando as entidades espirituais Ulkumy, os Awon Orisa, mudaram de denominação em algum desses reinos, como para Vodun no Daomé, foram sempre a liturgia e a ritualística emanadas da cidade santa de Ile Ife que mantiveram o vínculo recíproco entre essas cidades-estados e ancestralidade Ulkumy, mesmo com acréscimos ou supressões causados por regionalismos ocasionais. 

O  Oni (Rei) quando este se tornava culpado de exação ou crime escandaloso, obrigavam-no a andar com uma cabaça vazia ou então com ovos de papagaios. Era o primeiro dos Oyo-Mesi o encarregado de levar ao rei esta terrível monção de censura. Dirigia-se, aliás, a ele em termos carregados de humos negro: "as nossas sessões de Adivinhação", dizia-lhe ele, "revelam-nos que seu destino é mau e que seu Orun (seu outro ser celeste) já não tolera que continue aqui na Terra. 

Se o Oyo-Mesi tinha tal poder era porque desde os tempos lendários havia se consolidado o poder religioso com o poder governante, sendo os Reis de certa forma controlados ritualmente pelos Awoni Babalawo ou os "Sacerdotes do Orisa Orunmila-Ifa" para os assuntos reais recrutados entre os membros da 16 famílias aristocratas fundadoras de Ile Ife que controlavam uma sociedade religiosa secreta, a Ogsoboni, a qual congregava todos os Awon Babalawo que, com freqüência, também compunham o Conselho de Chefes de Clãs Familiares das Municipalidades. 

A cidade de Benin, à aquela época! Eis apenas uma pequeníssima parcela dessa descrição, diz-se que era uma cidade com planta retangular, murada e cercada de um fosso profundo ... Havia trinta grandes ruas muito direitas, com 26 "pés" de largura, com uma infinidade de ruas transversais ... As casas estavam perto umas das outras e alinhadas em boa ordem ... Estes povos não ficam atrás dos holandeses em limpeza ... Lavam e esfregam tão bem as suas casas, que elas se encontram polidas e brilhantes ... Estes pretos são muito mais civilizados que outros desta Costa. 

Este território, entre Ardres (Allada) e Benin situa-se. Os indivíduos deste país são guerreiros temíveis, invadindo várias vezes Allada com um exército de várias centenas de milhares de cavaleiros. A influência sociocultural desses ferozes guerreiros era também proporcional à sua beligerância, à sua própria língua. Não era somente pelo poder das armas, mas também pela possibilidade dos vencidos integrarem-se na Confederação e absorverem, assim, os benefícios de uma cultura social e comercial superior à sua.

O Baalé - que governava por um período de 14 anos, coadjuvado por um Conselho de Chefes de Clãs Familiares que desempenhavam as funções de "guarda dos costumes", polícia municipal, coletoria de impostos, tribunal regional e controle aduaneiro das portas de muralhas citadinas e, com freqüência, eram os Babalawo ou "Sacerdotes do Orisa Orunmila-Ifa" que exerciam também estas funções. Tinham, pois, uma classe sacerdotal influente, respeitada e atuante nos negócios do Estado. 

Para isso, além do sistema monetário citadino que usava o Owo ou "Búzio" como moeda interna, dispunham de outros sistemas de troca baseados em barras de ferro, bronze e de sal gema para transações regionais e, também, pepitas e ouro em pó para seus negócios internacionais praticados através das rotas comerciais árabes do Mar Mediterrâneo e do Oceano Índico. Toda essa cultura de extremo vigor, beleza e qualidade, da qual só pudemos dar aqui uma pálida idéia, começou a ruir com a chegada dos primeiros aventureiros, primeiramente árabes e depois europeus, nos meados do século XVIII e acentuou-se com o aumento do tráfico negreiro com os holandeses, franceses e ingleses municiando com armas de fogo, às vezes com excelente qualidade, todas as fações internas que passaram a se degladiar para, qualquer que fosse o resultado das contendas, continuar recolhendo o "Ouro Negro" para as suas incipientes feitorias coloniais nas Américas e na Ásia. 

Foram escravizados e amostrados como simples "símilles" de "macacos pagãos que viviam trepados em árvores" e chamados por Lucumis (pelos espanhóis em Cuba), Yarribas ou Yorubas (pelos Ingleses nas Antilhas e América), ou pior, por Nàgôs (pelos franceses e portugueses) em seu suposto sentido mais pejorativo de "lixo" como os apodavam seus inimigos daomeanos e como se difundia nas Colônias a que foram aportados, na tentativa de se justificar o nefando tráfico negreiro.

Ara Aiye ou Seres da Terra

Perante OLORUN cada Ara Orun e/ou Onile deve "ajoelhar-se" para pedir o seu novo Destino antes de reencarnar-se, sendo ÊLE o seu verdadeiro Eleda ou "Criador", ao renascer na Terra da Vida o novo Ser Vivente tem o seu Destino controlado pelo Orisa Orunmila-Ifa, que através do Oráculo de Ifá dos Babalawos, com seus conselhos, exemplos, parábolas e "falas" conhecidas por Odu ou "Essência dos Fundamentos de Tradição Oral", ajudam cada Ser Humano a bem consumar o Destino por ele próprio solicitado a OLORUN. 

Toda a Natureza criada por OLORUN é também a "Casa de Ifá" e todos os Seres Humanos são suas Omo ou "Crianças" e é por isso também que os fieis tratam os Babalawos por Baba ou "Pai", ainda que Baba também possa se traduzir por "Senhor". Também é verdade que, neste processo de reincarnação, o Ser que deverá vir à Terra da Vida solicita ou aceita estar ligado a algum Imole Irunmole ou Imole Igbamole (ser masculino e ser feminino: qualidades humanas emprestadas aos Imoles), que também lhe "comunicarão" algumas qualidades de sua matéria primordial (Ase Funfun ou "do Branco", Ase Dudu ou "do Preto" e Ase Pupo ou do "Vermelho"). 

Desta forma, na Terra-da-Vida, este novo Ser Vivente deve devotar-se a algum Irunmole (Entidade Espiritual Masculina) e/ou Igbamole (Entidade Espiritual Feminina) ou por ele/ela ser "possuído" no transe mediúnico. Esta Entidade Espiritual comunicante com o novo Ser Vivente, depois de detectada e confirmada a sua influência pelos processos do Oráculo de Ifá, deve ser considerada como o "possuidor" da Ori Inu ou "Cabeça Interna", ou seja, da nova "Personalidade Individual Terrestre" daquele novo Ser Humano e/ou Ancestral novamente encarnado, ou seja, o seu Oluware, portanto, e no máximo, o seu Oba Mi ou "Meu Senhor" ou Iya Mi ou "Minha Senhora", pois que o seu verdadeiro Criador sempre foi, é e será Deus. 

Assim, sempre por intermédio do Orisa Orunmila em sua Divinação Sagrada de Ifá, aqueles demais Awon Orisa podem ajudar ou cobrar do Ser Humano os compromissos com eles assumidos, de forma que ele possa bem consumar seu Destino ou corrigir os desvios que poderão levá-lo ao fracasso, mas sem jamais interferir no livre arbítrio de cada ser. 

Foi sobretudo este relacionamento "pré-estabelecido no Além" com os Awon Imole ou "Seres Sobrenaturais de Categoria Divina" a parte da Teologia Iorubá que foi a mais lembradada pelos descendentes de seus féis escravizados e que levou à criação dos Candomblés de Nação Africana no Brasil para cultuá-los, assim como, foi o Culto aos Awon Onile ou "Ancestrais" a parte mais absorvida e praticada pela Umbanda iniciatica do Brasil. Entretanto, é somente o Ara Orun Imole Irunmole Oju Kotun Orisa Funfun Orunmula-Ifa que é o verdadeiro Arauto dos Desígnios Absolutos de Deus sobre o Destino de todos os Seres Terrestres, destino este que pode ser confirmado ou corrigido pela Divinação Sagrada de Ifá, para que cada "Criança" nascida na "Casa de Ifá" tenha condições espirituais para bem cumprir aquilo que ele próprio solicitou a Olorun no Além antes de nascer.

Assim, poder apresentar-se novamente perante Êle em seu Ol'ojo ou "Dia Marcado" para retornar ao Além, acrescentando a seu Duplo no Além a Soma de seus sucessos ou fracassos em relação a seu Destino nesta Terra da Vida, já não tão Ilu Aiye Odara. E esta é a verdadeira função da Divinação Sagrada de Ifá : fazer com que as "Crianças" de Orisa Orunmila-Ifa cresçam em méritos espirituais por conhecerem à si próprias e bem cumprir o seu próprio Destino livremente escolhido no Além perante Deus!

Os Ara Orun Onile ou Seres do Além Ancestrais de Terrestres.

No Mito da Criação do Mundo, como conseqüência da existência de Vida na Terra, apareceu a outra classe de criaturas Ara Orun da Religião dos Orixás : os Onile, de Oni (Senhor) + Ile (Terra), ou seja, os "Senhores da Terra". Os Onile ou "Senhores da Terra" ou, ainda melhor, os "Ancestrais", aqueles entes falecidos que por suas ações passadas foram semi-divinizados por seus descendentes, sendo que, embora estejam no Além não são Divindades e estão ligados à estrutura da Sociedade. 

Estes Senhores da aterra que tiveram as suas Ori Orun ou "Cabeça-no-Além" também criadas por OLORUN (Deus), puderam tornar-se em Ara Aiye ou "Seres da Terra" e sobre a Terra da Vida existir para consumar o seu Iwa ou sua "Existência" ou "Destino" com a própria Ori Inu ou "Cabeça-Interna" ou "Individualidade Terrestre", para no seu Ol'ojo ou "Dia Marcado" retornar ao Além para acrescentar a seu Ara Orun ou "Duplo no Além" ou "matriz espiritual primordial", todos os méritos ou deméritos de suas ações praticadas na Terra da Vida, adquirindo, dentro de condições especiais, após a primeira desencarnação, a qualidade de Onile ou "Ancestral".

Os Ara Orun Imole ou "Seres Existentes no Além de Categoria Divina".

Os Versos dos Contos de Ifá falam com freqüência em 600 (seiscentos) Ara Orun Imole, entre os quais situam-se os Orisa ou "Imole Funfun" ou "do Branco" mas, isto significa muito mais que este número místico tinha a função de emprestar grandeza ao conceito de Divindade, o que importa em dizer-se que eles, os Imole, são uma grande quantidade desconhecida. 

Estes Versos deixam entrever que existem graduações de ordem, digamos, funcional, nesse grandioso conceito de Divindade, as quais se situam nos Meseesan Orun ou "Nove Além", ou, melhor dizendo, os Nove Planos de Existência desta Tradicão Africana Sudanesa. Todos estes Planos de Existência no Além, os quais seria fastidioso tentar aqui definir, têm a Ile ou "Terra", como eixo central e comum de suas esferas de ação e, portanto, como ponto de passagem e de retorno para que todos os Ara por ela, a Terra, intercambiem os seus planos de existências diferenciadas. Para isso, necessitam de um meio, quer ele seja os seus sacerdotes ou os seus Filhos de Santo ou, preferencialmente, seus lugares sagrados e devocionais, tal como era o caso dos Origi ou "Montículo Sagrado" do Orisa Orunmila na Cidade Santa de Ile Ife em África, a Ilu Aiye Odara ou "Terra da Vida Feliz". 

Este também é o caso, no Brasil, dos atuais Peji ou "Assentamentos" dos Candomblés de Nação Africana e dos Congás dos Umbandistas. Daí a Terra ser invocada e chamada a testemunhar em todos os tipos de pactos, particularmente em relação à guarda de segredos. Ki Ile Jeeri ou "que a Terra testemunhe" é a mais ritual das fórmulas empregadas em juramentos solenes e daí que todo o Assentamento de um Ôrixá deva ser baseado na Ota ou Pedra que lhe seja própria, "assentada", consagrada e "alimentada" por seus fiéis e estes dizerem: -"A força dos Orixás está na pedra."- O que eqüivale a dizer-se: na "Terra" ou na "Natureza"! 

Terra e Além estão indissoluvelmente interligados na mente e daí também saber que todos os "Além" podem se intercambiar nesta Terra da Vida e que todos os Seres que nela existem, mesmo os inanimados, possuem Axé, a Centelha de Energia da Vontade Divina (Aba) que os criou e os faz existir (Iwa). Por isso muitos ignorantes tratarem os fiéis aos Orixás por "animistas", misturando o conceito de Axé com o conceito de "alma" ou "espírito" de suas próprias filosofias religiosas.

Iwa Pele - Bom Caráter do mago de Orumilá Ifá


Provérbio africano: O bom caráter é a armadura suficiente contra qualquer acontecimento desagradável na vida. Qualquer um que usa-lo não precisa de temer nada. Para se ter uma vida bem sucedida procura desenvolver Iwa Pele. Iwa Pele traduz-se em um bom caráter. 

Este conceito representa o crescimento de beleza e profundidade do caráter de dentro. Por nossas ações e interações que demonstram que estamos em harmonia ou equilíbrio com o nosso ser e os conceitos univeral ou modo de vida tradicional que mostra o respeito a tudo o que é uma parte do concerto da criação. Iwa Pele entende a importância da responsabilidade e as conseqüências que vêm de ações positivas ou negativas. Aqui estão alguns atributos que podem adquirir no esforço em direção Iwa Pele. 

Integridade - conduzir sua vida e comportamento de acordo com princípios religiosos / sociais e código de ética. Confiabilidade - desenvolver a honestidade e confiança para se tornar o guardião de segredos não só mundano, mas também sagrados mistérios. Mais importante, a confiança permite que outros para se sentir seguro e aberto para a comunicação. Objetivo - não fazer julgamentos nem permitir-se a ser pendurado com medo e percepções fixas. 

Não-controladores - Aceitar que as coisas acontecem quando devem acontecer e uma vez que é feito é feito. Tudo está funcionando de acordo com a ordem divina. Paz interior - se tornar um com self. Ouvir a nossa voz interior e pensar antes de a ação ser tomada. O resultado de Iwa Pele é uma boa reputação. Sua boa reputação ajuda a construir boas relações sociais. Essas relações sociais dignas ajudar a construir uma comunidade forte e justo para nossos filhos e seus filhos.

2012 ano de regência da Lua


A lua natal fala de como a pessoa vive o mundo emocional, o instinto e a memória. A maioria das pessoas conhece seu signo solar, mas poucos conhecem o signo lunar - o signo zodiacal onde estava posicionada a Lua no momento do nascimento. A lua natal revela a forma em que se manifesta no individuo o feminino, a infância, os sentimentos, as emoções e as reações espontâneas e cotidianas; o instinto de sobrevivência; os costumes e valores herdados dos antepassados e aprendidos na família; o estilo de se cuidar e de cuidar a outros, as funções do sistema nervoso parassimpático e alguns elementos do sistema reprodutor (útero, seios, saco do homem e outros). O posicionamento e situação astrológica da Lua natal no mapa natal oferece importantíssimas informações das potencialidades da Lua na vida da pessoa. 

Na Astrologia, a Lua corresponde e interage com as faculdades da personalidade que processam e expressam a vida emocional, o instinto e a memória. Ela por sua importância na personalidade é chamada como o Sol, de luminar. A Lua representa o arquétipo da Grande Mãe, matriz geradora de todas as coisas e seres, e do cuidado, acolhimento e nutrição da vida. A Astrologia estuda a relação da Lua, seus ciclos e movimentos, com a vida na Terra como um todo e a vida de seus indivíduos: países, cidades, pessoas, animais, plantas. Assim a Lua é personagem principal em todas as vertentes da Astrologia. Ela por sua importância na personalidade é chamada como o Sol, de luminar.

Na Astrologia pessoal a situação astrológica da Lua, determina o jeito que se vive na intimidade, o que se considera familiar, o critério automático da escolha de hábitos e comportamentos. Ela determina o que a criança foca na sua vida com a família e o prisma com que se vê a mãe. Ela é o portal que seleciona o que brota do instinto, do inconsciente, de outras vidas. Ela é senhora dos humores, emoções e sentimentos. É muito importante também conhecer a situação astrológica da Lua natal das pessoas com quem se convive. Este conhecimento da dicas valiosíssimas de como nos relacionar com pessoas queridas. Quando se conhece a lua natal das pessoas com quem se convive, sabe-se como agradar e receber com mais adequação.

A Lua natal revela importantes dicas de como a pessoa gosta de ser tratada, cuidada e complementada. Fala dos ambientes em que a pessoa se sente bem recebida, familiar, em casa. Revela o que a pode magoar, o que gosta de ganhar de presente e a forma em que vive seu mundo emocional. Revela suas expectativas das pessoas que associa ao papel de mãe. Na Astrologia medica, a Lua, rege a dinâmica dos fluidos do corpo, assim como faz com as águas da Terra. Participa também da dinâmica dos processos metabólicos e de nutrição (especialmente no estomago).

A Lua se manifesta com mais força nas pessoas de signo solar, ascendente ou lunar de Caranguejo, num segundo grau quando Mercúrio, Vênus e Marte estão no signo de Caranguejo. A Lua pega forte também, quando está ligada por aspectos maiores aos outros planetas especialmente Júpiter, Saturno, Netuno, Urano e Plutão. Os trânsitos dos planetas lentos como Plutão, Urano, Netuno, Júpiter e Saturno em aspectos tensos com a lua natal ou das progressões da Lua com os planetas natais sempre se manifestam com impactos na pessoa que merecem estudo prévio para melhor administrar suas intensidades.

Na Astrologia preditiva os trânsitos da Lua dinamizam no dia a dia o mapa natal, podendo ser o ponteiro de acontecimentos com precisão de horas. As fases da Lua também são dinamizadores do mapa natal a serem considerados. Usa-se muito também nas previsões, a situação astrológica da lua progredida em relação aos planetas natais. Na Astrologia a Lua natal é considerada como uns dos pilares fundamentais da personalidade junto ao Sol natal e o Ascendente.

A pessoa quando jovem e adulta vive o signo lunar mais claramente através de sua criança e mãe interior. Assim o signo lunar dá importantes dicas das expectativas que uma pessoa tem de ser acolhida e tratada. Revela também o que a pessoa gosta, os ambientes onde se sente familiar. Ao signo lunar esta associada a forma em que se ativa o sistema nervoso parassimpático e alguns órgãos do sistema reprodutor (útero, seios, saco do homem). O signo lunar se expressa com mais força na infância, de tal jeito que para o entendimento do comportamento de uma criança é muito importante ter em conta o signo lunar.

A Lua na carta de um homem caracteriza a sua criança emocional e como gosta de ser cuidado e aconchegado. Expressa também a sua mãe interior ideal. A forma potencial que se cuida, nutre e aconchega. A Lua natal sugere os rasgos fundamentais da personalidade de sua mulher interior ou parceira ideal. Representa as características de personalidade esperadas como complementaridade em suas mulheres (mãe, esposa, amiga íntima). Expressa os possíveis enredos emocionais nos relacionamentos, família e vida em geral. A situação astrológica da Lua natal falará tanto as qualidades positivas, como as negativas de seu mundo emocional. Na Astrologia mundial o mapa horário das fases da lua, especialmente a fase nova (lunação e a cheia), mais ainda quando acontecem eclipses, dá importantes dicas do astral que rege na sociedade, num pais, cidade, com força tal que pode provocar acontecimentos relacionados com o povo, a primeira dama, ou temas e assuntos associados a Lua, como nutrição, cuidados, mães, etc. Ao igual que no mapa natal pessoal, a Lua joga um papel de protagonista nos mapas natais de cidades, países, instituições.

É muito importante perceber como funciona a faculdade lunar na pessoa. Quando a faculdade lunar da pessoa funciona de forma mecânica e automática, segundo a programação do sistemas de crenças do mundo cultural, familiar da pessoa, pode conduzir a dor e o sofrimento. O signo e casa onde se encontra no mapa natal; Os aspectos astrológicos com o resto dos planetas, pontos significativos no mapa (nodo lunar) e direções (Ascendente, Meio do Céu); A situação astrológica de seu "dispositor" (planeta que rege o signo onde se encontra).

A Lua natal na carta de uma mulher sugere o tipo de mãe e mulher que pode ser o se tornar. Descreve a sua criança e mãe interior ideal. Revela características fundamentais do estilo de mulher que gosta de ser. A Lua natal pode determinar características sobressalentes da personalidade muitas vezes sobrepondo-se a força do signo solar. A Lua representa também a fertilidade e o tipo de mãe potencial. Informa como a mulher gosta de ser tratada, cuidada, complementada. Fala das características ideais da sua casa, ou ambientes em que goste estar. A Lua natal também informa o que da segurança e tranquilidade a mulher, onde ela se sente acolhida e pode descansar, se nutrir. No corpo rege o útero, ovários e seios. Para identificar como a Lua se manifesta em você, observe a forma de como cuida de si, do ambiente e das pessoas e coisas. Observe como se alimenta e contribui com a alimentação dos outros. Identifique, defina as características do ambiente e situação em que se sente acolhido e aconchegado. Conheça sua criança interior. Conheça sua mãe interior. Conheça suas necessidades emocionais primárias e a forma em que busca satisfaze-las.

O signo lunar se expressa com mais força na infância, de tal jeito que para o entendimento do comportamento de uma criança é muito importante ter em conta o signo lunar. A pessoa quando jovem e adulta vive o signo lunar mais claramente através de sua criança e mãe interior. Assim o signo lunar dá importantes dicas das expectativas que uma pessoa tem de ser acolhida e tratada. Revela também o que a pessoa gosta, os ambientes onde se sente familiar. Ao signo lunar esta associada a forma em que se ativa o sistema nervoso parassimpático e alguns órgãos do sistema reprodutor (útero, seios, saco do homem).

2012 será regido pela Lua ressaltando: os papeis Mãe e Criança, a situação das grandes massas, a questão do alimento, da fome, da propriedade da Terra, o trato das plantas, animais e da natureza, a qualidade da alimentação, ressaltando a importância dos cuidados mútuos, do carinho, do acolhimento e do acalanto. Sem lugar a dúvidas, neste ano todos teremos que expandir nossa consciência no corpo emocional e desenvolver nossa inteligência espiritual, emocional, para podermos lidar com harmonia e paz aos impactos inevitáveis dos acontecimentos de 2012.

Quando os planetas estão em aspectos tensos, especialmente os aspectos de quadratura que abundam neste fim de ano, a tensão é devida à resistência para a mudança e as transformações, ao comportamento que se adota quando as coisas não saem como gostaríamos... É muito importante estar atento aos nossos mecanismos de controle emocional e nos libertar deles... Em momentos como estes, a criança emocional interior, pode entrar em pânico e ocupar com sua malcriação todo o ser... e assim entrar em estados depressivos, histéricos, chantagistas, cobradores, perturbadores que complicam as coisas muito mais... “eu estou sofrendo muito, eu não consigo, a vida acabou para mim, fulano tem a culpa de minha desgraça... etc. Se a tua criança emocional está achando que seu mundo está perdendo o sentido e que seu destino é sofrer, se lamentar, se castigar... não dê força a esta interpretação do teu momento atual... entra em meditação, centra na respiração, no nada... que a luz irá chegando pouco a pouco te mostrando que esta vida é Milagre... e que seja qual for tua situação mundana, desde ela poderás atingir o gozo da encarnação com suas infinitas bênçãos e maravilhas... Se estiver difícil conseguir sozinho, com humildade busca facilitadores da luz... Temos que aprender a nos libertar das chantagens e alarmes da criança emocional perturbada... e não tem outro jeito que resolver isto dentro... em vez de dar força a estes estados negativos, se perguntar, o que está acontecendo? Até que a criança fale, tipo: ela falou de novo no Facebook com aquele cara de quem tenho ciúme... E ai, fazer uma avaliação real do fato, e se tiver dúvidas, compartilhar direito com ela o que está acontecendo com vc... mas não entrar no mecanismo de controle perverso, que tudo complica.

Acontecimentos planetários mais importantes de 2011 e 2012: Quadratura de Urano em Áries com Plutão em Capricórnio (observe que tanto Áries como Capricórnio são signos cardinais), Saturno em Libra até outubro de 2012 (Libra também signo cardinal). Urano, Plutão e Saturno em signos cardinais incentivam a tomada de atitude e decisões, facilitam a ação. Saturno em Escorpião, no contexto atual, é uma bênção, dando uma medida de responsabilidade nas questões profundas que envolvem relacionamentos, vida e morte. Entrada definitiva de Netuno em Peixes, em 03 de fevereiro de 2012.

A leitura astrológica dos trânsitos e configurações planetárias de 2012, presenteia com importantíssimas dicas que ajudam a viver com previdência e lucidez as promessas do Céu, tomara que este texto colabore com a qualidade de vida dos visitantes, esse meu desejo. Paralelamente aos acontecimentos planetários que estaremos vivendo em 2012 estarão acontecendo momentos especiais de ciclos galácticos, de ciclos do Sol (explosões solares), de ciclos da própria Terra que envolvem milhares de anos e associados a impactos diferenciados no planeta, na natureza e no ser humano.

A quadratura de Urano em Áries com Plutão em Capricórnio vai atingir especialmente os planetas natais que se encontrem nos primeiros 15 graus dos signos de Áries, Caranguejo, Libra e Capricórnio. Os aspectos Urano-Plutão costumam detonar as mudanças e transformações que, por um motivo ou outro, são arrastadas, negligenciadas, ignoradas. A energia de Plutão junto com a energia de Urano, é o mesmo que fogo com pólvora, explosão, precipitação, pronta reação. A quadratura próxima de Urano e Plutão sugere períodos de grandes transformações e mudanças que já claramente são apontadas pela realidade que vive o planeta e cada um de nós. Mudanças que tem a ver com os processos iniciados no inicio da década dos anos 60 quando aconteceu a conjunção.

A energia liberada pela quadratura de Urano-Plutão, no contexto do planeta, do Sistema Solar e da Galáxia, é capaz de promover transformações impossíveis de imaginar. Dependera de todos e de cada um, terráqueos, ganhar rapidamente em flexibilidade, abertura, para expandir a consciência, aprofundar o conhecimento e o poder sobre si, para podermos agir na altura dos acontecimentos e assimilar os impactos traumáticos, catastróficos, provocados especialmente na natureza, na sociedade e no ser humano, devido ao acumulo de resistências e a falta de prevenção e respeito as leis da natureza. Urano em Áries por um lado incentivando as ideias originais, as medidas rápidas, as respostas de prontidão, a vontade de confiar no fluxo, na ação, a revolução interior.

A quadratura de Urano em Áries com Plutão em Capricórnio vai atingir especialmente os planetas que se encontrem nos primeiros 15 graus dos signos de Áries, Caranguejo, Libra e Capricórnio. Plutão em Capricórnio por outro lado revelando o poder das tradições, do conhecimento, da experiência... E ao mesmo tempo revelando suas limitações, fragilidades e necessidades de regeneração, cura, transformação, promovendo mudanças e transformações radicais na ordem e estrutura da natureza e da vida social. A resistência à mudança e à renovação, pode criar tensões que quando liberadas podem provocar impactos traumáticos, catastróficos, esmagadores, este o perigo dos aspectos Urano-Plutão. Questões arrastadas por décadas podem vir a tona e exigirem pronta atitude. Caberá a cada um de nós, acordar para a situação que vive, perceber o que o devir está pedindo e propiciarmos as transformações que a vida e o momento exigem.

Passagem atual de Urano por Áries: maio de 2010 a maio 2018 (8 anos): As decisões deverão de ser tomadas ainda que a razão não tenha conseguido equacionar o melhor a ser feito. Reina a intuição, inspiração, espontaneidade, no comando da vontade de solucionar, dar conta, corresponder ao movimento das coisas, as exigências do fluxo no ardor crescente pela vida consciente, responsável, amorosa, ardorosa e gozosa. E a intensidade planetária destinada a libertação, a expansão da consciência, a ligar cada um nas redes sociais, é vivido só no plano do drama pessoal, o transbordando e levando a pessoa, ao caos. o medo, o sofrimento, as doenças, o desengano, a desilusão, a descrença. As pessoas que tem planetas em Áries iniciem seus treinamentos, corpos dispostos e ligeiros, ideias claras. Quem não for ariano, nem tenha planetas pessoais em Áries, estude o signo de Áries e desenvolva seus atributos e características.

Urano em Áries, atinge com mais força os planetas nos signos de Libra, Áries, Caranguejo e Capricórnio. Observe se tem planetasnos primeiros dez graus destes signos, no caso, saiba que será mexido nas faculdades dos planetas natais ativados por Urano. Urano em Áries incita na pessoa a rebeldia contra os próprios dogmatismos, e a ditadura do ego. Cada um, de seu jeito, sente a necessidade de se autorevolucionar, mudar, se tornar mais aberto, flexível, atento ao que a realidade e o ambiente anuncia.

Urano em Áries no plano social: As ações pipocam em iniciativas individuais de pessoas e grupos, sem muita organização e planificação, simplesmente brotam, acontecem. Em todo o mundo, as pessoas voltam a ser canais de manifestação daquilo que esta vivo na rede e exige ação, atitude. A força revolucionária de Urano em Áries no contexto da quadratura com Plutão pode também promover um movimento de reação conservador, reacionário, fundamentalista. No próximo ano podemos viver o desespero final dos movimentos conservadores, tradicionais e de novas forças fundamentalistas.

Em 26 de janeiro de 2008 se iniciou o trânsito de Plutão pelo signo de Capricórnio onde permanecerá até 19 novembro de 2024, durante 16 anos. O sistema capitalista vai revelar seus pontos frágeis, e abrirá as pernas para o nascimento de uma nova ordem mundial à altura da situação atual do planeta. Impossível predizer o que vai acontecer, até porque o clima de mudança não para, tudo dependerá do balanço geral das forças, e do grau de amor dos corações. É provável que durante o trânsito de Plutão pelo signo de Capricórnio o sistema capitalista que reina no globo desmorone e mostre seus pilares de ilusão. No plano pessoal incita viver tendo consciência de que tudo está interligado, o que obriga a agir com responsabilidade social, ambiental e sustentabilidade; de outro jeito, a cada passo se poderá estar mais enrolado e sofrido.

Plutão convida a encarar a verdade do coração e a consciência de que tudo está interligado, o que obriga a agir com ligação, tato, responsabilidade social, ambiental e sustentabilidade, de outro jeito a cada passo se poderá estar mais enrolado e sofrido. Escolha com rigor seus relacionamentos íntimos. Saiba romper com o que não funciona. Se estiver num momento de purificação, vai fundo e resolve logo, que o melhor é mesmo estar com quem se tem que estar. Acabou o aluguel, a indefinição, a falta de verdade, participação e compromisso. A natureza e o planeta como um todo poderão viver estremecimentos perigosos à vida. As mudanças climáticas, mostrarão a gravidade da situação e apontarão onde se tem que agir. Todos os que vivem excessos no sistema capitalista e todos os sistemas no poder terão que perder, perderão o que há tempos deveriam ter dividido. Muita coisa a ser feita, todas emergenciais! Em foco: o clima, a questão do sistema monetário, energia (petróleo), saúde e alimentação.

Plutão vai fortalecer o poder dos governos e das instituições que garantam o fundamental para todos e a justiça social. O poderio terá que saber lidar com a verdade e a complexidade dos novos tempos. O governo obsoleto e injusto poderá cair. As pessoas que nascem com Plutão em Capricórnio serão muito ligadas à situação do planeta, da natureza e do meio ambiente, apreciarão visões de mundo que incluam o relacionamento em rede de todas as coisas e serão motivados a lidarem com a magia da vida. Não dá para se esconder, nem dentro, nem fora. Resta entrar no jogo, assumir as verdades e contracenar. O todo penetra o Um, que vira Todo, sendo cada coisa, o um e o todo.

Na família, as pessoas estabelecem laços de posse e fidelidade mútua. No social, o primeiro é tomar posse de um lugar e objetos para garantir a sobrevivência pessoal e da família. O homem no estágio família vive em manadas co-sanguíneas. Todo dia dormem juntos, mamãe e papai numa cama juntos, os outros em seus quartos, cada um com seus objetos e posses e garantindo primeiro que tudo, o consumo. Rapidamente a sociedade ocidental virou materialista e racional, ainda que grandes populações de cristãos, muçulmanos, taoistas e outros religiosos continuem praticando suas religiões. É de consenso geral que algo é real quando se manifesta no plano físico e pode ser explicado racionalmente. Dá para acreditar em algo se é factível de ser comprovado racional ou cientificamente.

A configuração planetária vigente até 2012 tem a ver com a dança em T de Urano em Peixes-Áries, Plutão em Capricórnio e Saturno em Libra, forças planetárias atuais promovem uma revolução profunda na mentalidade, e valores da sociedade atual que mexe em todas suas bases e formas de organização. Só que agora, além do plano físico se adicionam com poder o plano mental, emocional, energético e espiritual.

Os desafios no plano físico são grandes, mas a promessa é que se permitirmos gerar uma nova mente, emoção e espírito poderemos perceber que tudo o que acontece está em total harmonia com um plano maior que quando atingido mostra o caminho do Belo, da Harmonia, da Paz e do Amor no meio do Caos, da Crueldade e da Violência. Cada um saberá onde tem que mudar, soltar, liberar, reconstruir. De outra maneira o impacto revolucionário dos planetas será vivido como perturbação. Cada pessoa estará mais centrada em si mesma, e afins de se relacionar com quem a aceitar tal como é.

Chegou o momento em que cada pessoa deverá se dispor humildemente a desenvolver sua espiritualidade, revelada em primeiro momento na possibilidade de viver no amor, na virtude e no respeito à vida. O sofrimento é só a indicação de um lugar a ser visitado com carinho. Lá no meio da dor, dialogar com o que estiver presente, acolher e entender com compaixão a realidade. Saber escutar, acolher o que a dor tem a dizer e meditar, meditar, meditar até a Luz curar. O planeta Netuno é regente do signo de Peixes, quer dizer, sua energia tem tudo a ver com o signo de Peixes. Netuno no céu em trânsito pelo signo de Peixes (o visitando) está em casa, a vontade, no seu máximo de poder e esplendor. A entrada de Netuno no signo de Peixes é um dos acontecimentos astrológicos mais importantes de 2012, junto ao trânsito de Urano em Áries e a quadratura de Urano com Plutão.

O trânsito de Netuno por Peixes, nos próximos 26 anos, é um fato especial que diferencia esta passagem pelo signo de Peixes, das 12 vezes em que passou pelo signo, durante a Era de Peixes. Netuno entrou em Peixes em 04 de abril de 2011, as 10h37, sai de Peixes e entra em Áries em 26 de janeiro de 2026.

No contexto planetário e cultural atual, o trânsito de Netuno por Peixes ganha relevância por serem os deuses e deusas, entidades, avatares e pessoas associados ao portal do planeta Netuno, os promotores e facilitadores do Reino do Amor, das Virtudes, da criação artística e da espiritualidade. Reflita no seu jeito de amar. Encontre tempo para contemplar suas emoções e sentir como andam seus relacionamentos afetivos e amorosos. Não se surpreenda se acordar apaixonado por tudo o que lhe rodeia. Não tenha medo de amar. Viva o amor na intensidade máxima, e conectado no amor, coloque seus limites, gostos, vontades, desejos. Os piscianos e piscianas do primeiro decanato, e as pessoas que tenham Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Ascendente e Meio do Céu nos primeiros graus de Peixes poderão se sentir mais sensíveis e impactados. Já para os geminianos, sagitarianos, e virginianos do primeiro decanato Netuno pode desafiar de jeito tal que se aconselha a estudar com carinho a situação geral de Netuno em transito no mapa e a forma que a pessoa esta vivendo este transito. Que o ano de 2012 seja especial pra todos! Liberdade pra quem tá se sentindo preso, tanto de prisões fisicas, mentais ou espirituais. Amor pra que está com o coração vazio, paz pra quem tá sem tranquilidade, saúde pra que tá doente, seja do corpo ou da alma e muita luz pra todo mundo! Axé a todos!

Carlinhos Lima

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A POMBAGIRA LUTANDO PELA MULHER


Com o passar do tempo a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele. Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência.

Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos por parte dos seus companheiros, que só as queriam para lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos, eis que uma entidade feminina baixava e extravasava o ‘eu interior’ feminino reprimido à força e dava vazão à sensualidade e à feminilidade subjugadoras do machismo, até dos mais inveterados machistas.
 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A aniquilação do ego ANIMAL e a magia sexual

Magia Sexual

Após o êxtase, que retorna Essence para o ego, então ele entra em uma nova matriz. Então, hoje, muitos dos que passaram como "santos" no Tibete, como lançado, são nestes tempos vulgar, comum. De modo algum desejo que você vai cair nessa de erro. Eles precisam chegar à versão final e isso é possível, por si só, se não aniquilar o ego. 

Você tem que ir através do "Annihilation budista", levamos muito a sério o trabalho em si mesmos ... Existem "escola" certos onde as pessoas querem despertar a Kundalini mantras. Obviamente, essas pessoas pensam que "Mudras" e "Bandra", "Pranayama" e assim por diante., Poderia despertar a Kundalini. Essa é uma maneira muito nova de abordar a questão da libertação, como a Kundalini-Shakti desperta não apenas a trabalhar na "Nona Esfera" na "Forja dos Ciclopes" no "Forge Fiery de Vulcano". 

Mais acontece sempre que alguns místicos-yogin, que recebem certos corpúsculos ígneos Kundalini subir por "Shushumna", ou seja, a medula espinhal, alcançar certos êxtase e então, animado de uma maneira errada, diga: "Eu acordei Kundalini "... Aqui está o seu erro, porque se não despertou Kundalini através a magia sexual. Há um outro sistema, eu não conhecia em qualquer período da história da humanidade. Conheci os lemurianos e os atlantes, eu testemunhei o nascimento desta corrida, conheci os hiperbóreos e Humanidades Polar encontrou outro "Mahamanvantara" e nunca vi que se pode desenvolver a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes, e outros procedimentos que Magia Sexual. 

Então, eu estou falando de fatos claros, específicos e definitivos. Mas despertar da Kundalini não é tudo. Os maias foram sabiamente disse: "Não só precisamos acordar a serpente, você deve ser ingerido após o Snake" ... Wake the Snake é algo incipiente sendo "engolido pela cobra", é diferente. Ninguém poderia desfrutar do poder da serpente, se ele não tem sido "comido pela cobra." Isso é ignorado precisamente todos aqueles anacoretas yogin de que falamos hoje. Para ser "devorado pela Serpente," sem dúvida necessária, não só ter criado os corpos existenciais superiores do Ser, mas também (e este é o pior) ter reduzido o Ego animal a poeira cósmica. De nenhuma maneira que alguém pode alcançar a união com Deus, se ele não foi "devorado pela Serpente" nunca poderia ser "devorado pela Serpente", se não for previamente dissolvido o animal Ego. 

Quem dissolve o Ego, é "engolido pela serpente" que é "engolido pela serpente" Snake se torna. Obviamente, qualquer um que se torna Snake, é devorado pela Aguila (a águia é o Logos). Então, a águia altiva, engolindo Serpente, símbolo da nossa cimeira Pavilion mexicano representa precisamente este fenômeno cósmico: o momento em que o Logos, o Verbo, a Palavra, o Senhor, as andorinhas Snake. Como conseqüência ou corolário, o resultado de fato, se a "serpente de penas".

Calendário Maia e o Fim da Era!


A data final do calendário maia é 21 de dezembro de 2012 (solstício de inverno), quando o Sol se alinhará com o centro galáctico da Via Láctea em 11:11 GMT (Greenwich Mean Time) - um evento que só ocorre a cada 13.000 anos. 

Ele também irá concluir um ciclo de 26.000 anos (Precessão dos Equinócios) trazendo a Idade astrológica de Peixes para um fim, uma vez que inaugura a Era de Aquário. Mayans fez previsões baseadas nos ciclos terrestres e celestes, como fizeram os astecas e incas. Até agora, a única inscrição conhecida Maia, que discorre sobre o significado específico por trás do fim do 13 º Baktun de 21 de dezembro de 2012 foi descoberto em 6 Monumento em Tortuguero , Tabasco, México. 

Embora desfigurado área da construção e saques do local arqueológico, os estudiosos foram capazes de traduzir parcialmente o monumento, achando que se refere ao ano de 2012 eo retorno dos Bolon Yokte K'u, o senhor do submundo que representa o Sistema Solar e seu apoio nove deuses. 

Quando o Sol nasce no signo de Sagitário - 22 novembro - 21 dezembro (o Centauro com arco), é um símbolo do Nimrod saindo da boca de Leviathan. Chifre sugere que Ninrode se tornou um Nephilim na Bíblia quando seu DNA foi alterado. Como é que ele cruzar a linha de humano para alienígenas? E qual foi a razão para a construção da Torre de Babel? Será que ele vai ser trazido de volta à vida em um dia um laboratório e assumir o papel do Anticristo? A comunidade científica já está trabalhando para trazer um tigre Wooly Mammoth e Siberian de volta à vida. A contagem regressiva para 21 de dezembro de 2012, continua.

Como um astrólogo, que sempre foi meu entendimento que os "deuses" mitológicos e energias foram representados dentro da psique humana. A dinâmica destas energias podem ser expressas de forma positiva ou negativamente. . . . . ou dentro da mesma pessoa. Um sempre se esforçou para a expressão positiva.

Na mitologia, Shamash, o deus sol babilônico, é freqüentemente retratado crescente entre duas montanhas. Jordan Maxwell expôs sobre o que ele acredita que o simbolismo de "sol o nascer entre duas montanhas 'representa Ele enfaticamente acredita que é o símbolo do comunismo e de dominação que é a intenção da Nova Ordem Mundial. Ele publicou recentemente seu mais novo vídeo no YouTube com a sua mensagem e por que ele acredita nisso tão fortemente. No entanto, a inferência mitológica das duas montanhas, neste caso, significa as fronteiras do mundo - ou, como diríamos hoje. . . . . as polaridades de consciência. O Sol em sua expressão mais positiva reconcilia os opostos dentro e serve como ponto central ou de equilíbrio entre o yin eo yang da vida.

Maya revela segunda inscrição refere-se a 21 de dezembro de 2012

O INAH revela a existência de uma segunda inscrição Maya, "The Brick Comalcalco", que se refere à data mítica de 21 de dezembro de 2012, reavivando a polêmica sobre interpretações apocalípticas do calendário maia

A Associated Press divulgou um comunicado de imprensa do Instituto Nacional de Antropologia do México (INAH), que menciona a existência de um segundo em que Maya inscrição refere-se a 21 de dezembro de 2012, a data que tentou projetar um tipo de evento apocalíptico.
 
A inscrição conhecido como o "tijolo Comalcalco" refere-se a esta data, mas não está claro (ou pelo menos não divulgado), se os Maias considerado neste caso como data particularmente ameaçador. Segundo o especialista David Stuart este glifo poderia ser um dia histórico mais profético.
 
Arturo Mendez, porta-voz do INAH, disse que o fragmento da inscrição foi descoberto há alguns anos e tem sido extensivamente estudada por especialistas. Atualmente possui registro protege o público.

Monumento em Tortuguero Macuspana disso, não havia nenhuma referência conhecida outras específicas dentro da data mítica maia de 21 de dezembro de 2012, em que alguns Mayanists conclui uma conta do calendário de 5128 anos, 13 baktun. Monumento Tortuguero, que como o tijolo, Comalco tem cerca de 1300 anos, faz menção a descida do Bolon deus Yokte, a 21 de dezembro de 2012.
 
O misterioso Yokte Bolon significa Deus em algumas interpretações Pie 9 ou até mesmo Jaguar-Pie Árvore Pie, e está relacionado com o axis mundi ou árvore de crocodilo no centro da galáxia, que de acordo com outras interpretações, como John Major Jenkins, está alinhada com o sol no solstício de dezembro de 2012. Por outro lado, ele delineou a teoria de que o Monumento Tortuguero, ea profecia de 2012, realmente não pertencem à Maya, mas os olmecas.
 
INAH, entretanto, disse que a febre apocalíptica em torno da maias e 2012 é uma deturpação total de sua cultura. "O pensamento messiânico do Ocidente tem distorcido a visão de mundo das civilizações antigas como a Maya," INAH nesta quinta-feira em um comunicado.
 
Embora este seja um pouco estranho para alimentar o fogo com este lançamento a nível mundial com réplicas internacionais centenas de mídia, se olhando apenas para trazer a discussão do mundo maia para uma mais séria, acadêmica e refutar o que eles consideram pseudociência e do fanatismo.
 
Coincidentemente ou não, no próximo ano vai sediar o evento internacional Comalcalco Mundo Maya 2012 que promove o governo federal mexicano, como parte de um programa turístico que desde a sua concepção, claramente apostada em capitalizar psicomilenarista parafernália em torno desta data. O site Secretário de Turismo diz que, como dito pelo Secretário Gloria Guevara Manzo, em caso de apresentação deste programa no qual ele participou Felipe Calderon:
"Ele explicou que o 21 de dezembro de 2012 é uma data significativa na conta do calendário maia, já que este dia termina o ciclo de um milhão 877 mil dias, que começou em 3000 aC 114, de modo a partir desse dia começa uma nova era. "
 
Aparentemente, uma escatologia marketing, o governo federal promove a 21 de dezembro de 2012 como o início de uma nova era, que é também evidente no slogan que acompanha o logotipo do programa: "O projeto de lei que vai fazer história ... Um novo foi iniciada. "
 
Esta filiação à nova era do governo do México também poderia estar relacionada com a notícia de um documentário feito por Raul Julia-Levy , que promete revelar os segredos da Maya por volta de 2012 e uma suposta ligação com seres extraterrestres. Esta notícia se transformou em todos os jornais do mundo mainstream, citando um funcionário do governo praticamente Campeche, de acordo com informação divulgada, aceita que tinham encontrado inscrições em que a referência feita a Maya uma civilização alienígena.
 
Por um lado pode-se supor que o governo mexicano simplesmente procura impulsionar a economia ao fazer negócios entre os indivíduos do turismo promovendo apocalíptico, e por isso vem para o jogo da especulação e da conspiração, fazendo um teaser de seu produto. Por outro lado, pensamos que esta promoção idade milenar novo é parte de um programa que vai além do governo mexicano e entrelaça o mundo como uma espécie de operação de inteligência que procura inseminar memeticamente as massas para criar um ambiente global que será intensificar, que aproxima a data, a criação de um estado mental que pode ser usado politicamente.

Finalmente, acho que isso é apenas parte de um processo de revelação que transcende governos e instituições: a consciência de que se move e se refina o seu máximo caminhando para evento global. Especialmente na compreensão do que a revelação palavra apocalipse. Além do controle e conspiração: A informação que está vivo e quer lançar.
 
Nós atualmente não estamos inclinados para se nenhum destas alternativas sobre o fenômeno mental mass-media-2012. Mas nós fazemos uma observação: embora o INAH lucidamente afirma que a nossa concepção do juízo final milenar é projetada para Maya cosmologia do tempo cíclico, também é verdade que dentro dessa visão de mundo tempo cíclico concebível que a Maya mapeado determinar prazos para novos estádios no processo evolutivo dos seres humanos, o planeta e sua relação com o cosmos.

Da mesma forma que tudo passa por um ciclo, e até tudo o que dentro de cada coisa (como um órgão e uma célula dentro de um corpo) através de um ciclo que está sob alguma perspectiva particular, mas de um mais amplo é parte intergral todo um sistema, os maias podem ter sido capaz de detectar ciclos maiores.
Por exemplo, em um ano podemos determinar que o equinócio da primavera ou no solstício de inverno marca o início de um novo ciclo eo fim de outra - e apesar de serem parte de um fluxo contínuo ou pode ser demonstrado que são indicadores de um mudança na natureza. Talvez esses ciclos anuais ou ciclos mais longos, como os ciclos da atividade solar são mais fractal e, como tal, têm uma série de recursos, energias, por assim dizer.
 
Neste sentido, não é dizer vagas mera pseudocientíficas que, acima de tudo, o que esta data mítica é uma mudança de ciclo. Sim, uma nova era, mas uma nova era, que é parte de um fluxo, um processo que tem só que desta vez como um símbolo marcador, como agregador e marco hipervinculante. E, além disso, uma nova era como muitos que estudaram a eons yang Terra. Seu único e especial é que ele é até nós sob essa coordenada existencial atravessá-la, no presente (portal ou o poder que é sempre a eternidade) e torná-lo o que podemos, de acordo com nossa capacidade de criar ou alinhamento forças do cosmos.
* Este post originalmente tinha um erro confuso em um milhão 877 mil dias do calendário maia tem 1 milhão de 877 mil anos.

Fonte: pijamasurf/bolon-yokte-dios-mayas/ 

Sobre a questão do "Fim do Mundo". L DEUS, Bolon Yokte K UH.

 
DIOS L, BOLON YOKTE K UH. Deus L, Bolon Yokte K UH.

Houve uma nova interpretação do texto esculpido no século sétimo na Stela Tortuguero Macuspana Tabasco, e cujo direito registros do painel uma data em glifos maias que se refere à conclusão de um ciclo de 5.125 anos. Neste nel pa, refere-se a culminação de 13 baktun (cada Bak'tun consiste em 400 anos), durante a qual completou um ciclo de criação e iniciar outro. Também menciona que por esse tempo seria investido com a divindade Bolon Yokte ', um dos deuses que participaram na era atual começou em abril de Kumk'u Ajaw 8, que corresponde ao calendário juliano 13 de agosto de 3114 BC.

No Monumento 6 Bahlam citado Ajaw régua (612-679 AD), de modo que "o futuro evento marcou o fim do Bak'tun XIII, coloca esse cara em uma narrativa mítica histórica, ligando o início era corrente (4 Kumk'u Ajaw 8) com seu reflexo no futuro. " O aparecimento no texto de Deus Bolon Yokte "indica que" para a elite de Tortuguero ficou claro que deve pavimentar o caminho para o retorno do deus e o governante Bahlam Ajaw sediaria sua posse. 

Esta divindade Maya (Bolon Yokte '), associado à criação e à guerra poderia até ser personificada pelos governantes. Este Deus que preside hoje contra o pano de fundo do santuário de Tortuguero, onde uma vez foi colocada essa trilha. 

Calendário Maia e o deus Bolon Yokte, "o retorno"

Segundo os especialistas, os maias criaram um calendário com base em um período de 400 anos, denominado Baktun. Cada era é composta por 13 ciclos de 400 anos, que somavam 5.125 anos, e, segundo a conta, a era atual concluiria em dezembro de 2012.
Gronemeyer explicou que, de acordo com a visão maia, no final de cada era, completava-se um ciclo de criação e começava outro. Nesta inscrição, menciona-se que 21 de dezembro "seria investida a deidade Bolon Yokote", um deus vinculado à criação e à guerra, que participou do começo da atual era, iniciada em 13 de agosto do ano 3.114 a.C.
O epigrafista alemão indicou que essa inscrição está ligada à história da cidade maia de Tortuguero, na qual se cita o governante Bahlam Ajaw (612-679 d.C.) como futuro participante de um evento do final da era atual.
O texto de caráter narrativo, segundo Gronemeyer, mostra que os governantes maias deveriam "preparar o terreno para o retorno do deus Bolon Yokte, e que o Bahlam Ajaw seria o anfitrião de sua posse".
Conforme este prognóstico, o deus Bolon Yokte presidiria o nascimento de uma nova era, que deverá começar em 21 de dezembro de 2012, e supervisionaria o fim da era atual.

Veio em 11  de Agosto de 3114 aC, os deuses sobre a terra, e eles estão em Retorno em 24 de dezembro de 2012? A questão é especulativa, Erich von Daniken, referindo-se ao início e ao final suposto do famoso calendário Maia.

A aritmética do calendário maia demonstra que o término do 13º Baktun representa simplesmente o fim de um período e a transição para um ciclo novo, embora essa data seja carregada de um valor simbólico, como a reflexão sobre o dia da criação. 

Maias não previam fim do mundo em 2012, diz estudo



Especialmente no ano de 2012 nas ciências de fronteira, como o utilizado para uma variedade de teorias, para a adoção de alguns autores duvidoso, então a humanidade em novas esferas espirituais ascender. Mas o que parece, e que chance tem essas teses, eles estão construindo sobre  que  fatos? O número zero foi familiar a eles, provavelmente até o Maya foram as primeiras pessoas no mundo inteiro que operavam com zero, tem-se fora da América, mas apenas no sétimo Século como uma unidade para "Nothing" foi desenvolvido na Índia Os maias utilizavam dois calendários, o calendário ritual (Tzolkin) foi aplicado a 260 dias e foi concluída pela combinação de 20 nomes e números de dias 13 dias (ou seja, 13 x 20).  Além disso, houve uma aplicação de calendário civil, que foi composto por 18 longos meses de duração de 20 dias e um mês curto 5 dias (= 365 dias).

O Maya datado de sua época com os detalhes de ambos calendário e essa combinação resultou em um novo ciclo, o chamado calendário grande rodada. Devido aos diferentes comprimentos do calendário dois era tal ciclo (o ciclo de calendário) 52 anos solares. Para responder as perguntas, é preciso antes de tudo lidar com o sistema de número ea natureza do calendário maia. Ao contrário do sistema decimal, que tem sido utilizado na Europa (mas originalmente vem da China e Índia) e é (portanto, como Zählgrundlage usados ​​10), o Maya espera que a vigesimal, de modo que o 20 como o base .

Este sistema complexo foi concluído pela contagem longa (há também existia uma contagem curta, que só apareceu mais tarde). Com este longo período de contagem foram mais acentuadas.  Elas consistem em cinco períodos. Começando com baktun, katun, fazendo, e uinal Kin. Mas a parte realmente interessante vem a nós só agora. A essência do calendário maia começa em um ponto zero. Aplicada à nossa, calendário gregoriano, esse ponto zero é o dia 13 Agosto 3114 aC e ações, em períodos de 400 anos, dos quais o 13 º  termina em 23/12/2012.

Erich von Daniken notar a este respeito que todos nós começamos a partir do calendário do velho mundo famoso é uma data especial para este ponto zero, como o nascimento de Cristo em nossa era. Então, ele passa a perguntar o que aconteceu em 13 de Agosto 3114 aC? Seu palpite é: A chegada dos alienígenas. Na verdade, esta data para a Maya dia em que o rei "Bird Jaguar" ascendeu ao trono. Evidências recentes sugerem que os maias viam no momento que o dia da criação . Este pode ser o melhor não vai ficar com a tese de PaläoSETI consistente, e, finalmente, o homem caminhava por esta altura para dezenas de milhares de anos na Terra, e portanto não há espaço para o potencial da criação PaläoSETI genético do homem.

E sobre o ano de 2012?
Agora, começam a alegação feita frequentemente que este dia iria abaixo, de acordo com os Maias o mundo, ou uma nova criação ou similar, não pode deter mais de perto. Assim, uma das inscrições de Palenque, por exemplo, para olhar em frente para o ano 4772, a propósito após o término de mais um ciclo do calendário. Em 2012, o ciclo vai começar de novo do zero e só veer rodada de 13-0.

E quanto aos deuses? Na verdade, há uma inscrição que data do sétimo Século, em 2012, a descida do Bolon deus Yokte prevê. A inscrição vem de um lugar bastante insignificante chamado Tortuguero época da Maya.

Então esta é a prova?
Então, há ainda razões para esperar que, os alienígenas voltaria em 2012? Provavelmente não. Para um Bolon Yokte tem sido uma das divindades menores da Maya, por outro lado Tortuguero foi tudo menos um dos centros da Maya. Um evento tão importante teria sido bem conhecido em todo o país e Maya não teria que ser um pouco irrelevantes ou uns deuses afetados.

Tirando isso, que é também uma prova sem que se encontram por trás de alguns dos extraterrestres maia deuses. No final, mais uma vez em alguns particularmente dura um erro PaläoSETI-autor são mencionados. Paul Wiesner descrito em seu livro, ou seja, o Códice de Dresden como a escrita asteca e pensa da famosa Pedra do Sol asteca do México seria o fim do calendário no show 24/12/2011.

Isso é um absurdo, é claro, o Códice de Dresden é um manuscrito maia e Sunstone tem nada a ver com a data. Com isso, ele parece ser o fim (suposto) do calendário maia para o meu caso e foi até confundido por um ano.

Notas de Rodapé 
[1] Däniken, München (OJ) S. 136 [2], por exemplo http://www.stern.de/lifestyle/leute/:Was- ... Erich D% \ E4niken-/546301.html [3] Holey, Fichtenau 2000 [4] Longhena, Wiesbaden 2003 S. 64 [5] Fagan, Munique 2004, p. 248 f. [6] Longhena, Wiesbaden 2003 S. 98  [7] Longhena, Wiesbaden 2003 S. 98-99 [8] Longhena, Wiesbaden 2003 S. 98 [9] Schele/ Freidel, Augsburg 1995 S. 71 ff.  [10] Däniken, München (OJ) S. 135 f.  [11] Grube, 2004 S. 48  [12] Schele/ Freidel, Augsburg 1995 S. 512 [13] Grube, 2004 S. 50 [13] Grube, 2004 p. 50 [14] Wiesner, München 1997 S. 147 

Literatura Däniken, Erich von: Der Tag an dem die Götter kamen. Däniken, Erich von: O dia em que os deuses vieram. München (OJ) Munique (JO) Dopatka, Ulrich: Die große Erich von Däniken Enzyklopädie. Dopatka, Ulrich: O grande Erich von Däniken enciclopédia. Operhofen am Thunersee 2004 Opera no lago de Thun 2004 Mayrhofen Fagan, Brian M.: Die 70 großen Erfindungen des Altertums. Fagan, Brian M.: As 70 maiores descobertas da antiguidade. München 2004 Munique 2004 Grube, Nikolai: Vorläufig kein Weltuntergang (in: Abenteuer Archäologie 1/2004) Grube, Nikolai no dia do juízo final não apresentar (em: Arqueologia Aventura 1 / 2004) Holey, Johannes: Bis zum Jahr 2012. Holey, John: Até o ano de 2012. Der Aufstieg der Menschheit. A ascensão da humanidade. Fichtenau 2000 Fichtenau 2000 Longhena, Maria: Sprechende Steine. Longhena, Mary: Pedras Falando. 200 Schriftzeichen der Maya – die Entschlüsselung ihrer Geheimnisse. 200 caracteres da Maya - para decifrar os seus segredos. Wiesbaden 2003 Wiesbaden 2003 Schele, Linda/ Freidel, Davis: Die Unbekannte Welt der Maya. Schele, Linda / Freidel, Davis: O Mundo Desconhecido do Maya. Das Geheimnis ihrer Kultur entschlüsselt. Descriptografar o segredo de sua cultura. Augsburg 1995 Augsburg 1995 Wiesner, Paul: Anweisungen aus dem Kosmos. Wiesner, Paul: Instruções do cosmos. München 1997 Munique 1997
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