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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Martin Pescador e os poderosos marinheiros na Umbanda Astrológica

As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança. E por falar em linhas, eles tambem trabham na linha de Nanã, Obá, Iansã e até Oxumaré, tudo depende do inter-cruzamento vibratorio.

São também grandes Mestres da jurema e possuidores de um grande ensinamento. São em geral marinheiros, marujos, navegadores e pescadores que na maioria tiveram seu desencarne nas águas profundas do mar. São comandados e chefiados pelo Mestre Martim, grande catimbozeiro e que trabalha com as energias das águas do mar. Porém há tambem guias, que recebem o dever de trabalhar nessa linha, não só por ter ligação direta com o mar, mas, por ter uma ligação energetica com as àguas, como por exemplo, pessoas que moraram em ilhas no meio do oceano, portos ou que perderam entes queridos no mar.

Eles chegam do mar do Astral e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, para alguns eles estão embriagados, mas, para os iniciados, fica claro que é a força de sua vibração que faz eles balançarem e se comportarem como se tivessem bebados. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham em prol da caridade. Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos. E ao contrário do que muitos pensam, não são só marinheiros, mas, tambem piratas e pescadores os falangeiros dessa linha. Quando falo de piratas, falo de espiritos que se converteram e conseguiram evoluir.

Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns. Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.

Em comum não são possuidores de giras próprias e se fazem presentes nas giras do Catimbó. Em algumas regiões são conhecidos como baianos ou marujeiros. Quase sempre se apresentam com ar de bêbados, e tem em suas danças o balanço das ondas do mar. Suas cores são o branco e azul, vem quase sempre vestidos de marujos, tem no peixe o seu símbolo máximo, comem todos os tipos de frutos do mar e bebem também a cerveja e a cachaça.

Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito. Todas as pessoas tem uma idéia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho. Os marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.

Em torno do médium existe um campo de energia sustentado por seus centros de força e, além da energia gerada a partir da energia corpórea, existe um campo espiritual que se reflete em todo o ambiente. Os guias quando encorporados em seus médiuns, dançam, giram, balançam, gesticulam, liberando não só a energia que se desprende do médium, mas também o poder de seu mistério através de ondas magnéticas que são liberadas dentro do campo espiritual do médium e do templo. Assim os marinheiros fazem, em formas onduladas, ou através de seu balanço, que mais parece de uma pessoa embriagada, é que este irmão na luz faz seu trabalho redentor dentro dos campos da Umbanda.

Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium. Eles são verdadeiros “magos que atuam nos mistérios aquáticos” e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da umbanda. Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertar-mos de nossos entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma extrovertida, deixando o assistido muito avontade com trejeitos peculiares desta linha maravilhosa. E eles respeitam as fases da lua, suas energias, a natureza e conhecem todo o poder e encantamentos da àgua.

Se você quer o melhor para sua vida, comece fazendo uma reflexão de seus próprios atos, pois muitas pessoas reclamam de determinados acontecimentos em suas vidas, mas esquecem de que tudo tem um porque. Portanto, reflitam sobre vossos pensamentos e atitudes para que não sofra conseqüências negativas.

Sua saudação é TRUNFÊ, TRUNFÁ TRUNFÁ REÁ, A COSTA MARUJADA!!! O Céu está claro e a noite estrelada se descortina revelando a lua, cheia e brilhante. O mar reflete a doce forma ondulada do astro mãe que parece uma grande pérola na imensidão do Céu. O marujo, do alto de seu mastro, olha a Lua e se embriaga com seus raios de prata e no convés, o capitão olha sobre seu leme e vê a Terra se aproximar. Ao longe, o som dos atabaques repinicando faz ouvir o reto da marujada que vêm chegando. No Terreiro, o voz da preta-velha comanda: - " Ah, mano"!

A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas.

A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos. Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos.

Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um "porto seguro". A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que e feito.

Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d'áqua) e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo. Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar. Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos. Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras.

Em muito, seu trabalho é parecido com o dos Exus, os quais, também podem trabalhar nessa linha. Dificilmente um leigo irá notar a diferença entre os marinheiros e os Exus na ora da gira, pois os Exus vêm com todos os trejeitos dos Marinheiros e com outros nomes, é quase imperceptível.

Mano meu, Mano meu
Aonde estás que não me responde Mano meu,
Mano meu Aonde estás que não me responde
Ah, Mano meu Nunca fiz mau a ninguém
Ah, Mano meu Eu só sei fazer o bem Ah, Mano meu Nunca fiz mau a ninguém
Ah, Mano meu Eu só sei fazer o bem
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador
Mago de Umbanda-Astrologica

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